De uns tempos para cá, a saudade tem apertado e tem ficado cada vez mais difícil sem Você aqui.
No início de agosto, encontrei uma grande amiga que me levou ao show de uma das minhas bandas favoritas e, depois de muito tempo, senti que estava vivendo e não apenas sobrevivendo a uma rotina estressante, que pouco me agrada.
Nos últimos meses, tenho sobrevivido em silêncio, conversando pouco e refletindo mais sobre minhas questões.
Assim como quando fui aprovado no processo seletivo do SFCB e quis te contar a novidade, me segurei para não te mandar mensagem no momento em que fui buscar meu novo carro na concessionária. Mesmo sabendo quais seriam suas respostas, fico imaginando: “Será que ela ficaria feliz por essa conquista?”, “Será que ela implicaria com a escolha?”, “Será que ela perguntaria, com cara de brava, se fui eu que comprei ou se foi “presente” do meu pai?”.
Ultimamente, não tenho compartilhado minhas conquistas com ninguém, mas tenho progredido, tanto pessoal quanto profissionalmente.
Depois de muita insistência, voltei às sessões de terapia e retomei o tratamento para ansiedade, TDAH e depressão, que têm dado ótimos resultados.
Recentemente, recebi algumas propostas para ocupar o cargo de sênior, mas optei por permanecer na Vivo, por me sentir inseguro e incapaz de corresponder às expectativas.
Em cada um desses momentos, quis te chamar para compartilhar essas pequenas alegrias, mas entendo que, para nós dois, é melhor nos mantermos afastados. Quem sabe, um dia, Você veja isso e sinta felicidade por mim, assim como eu sentiria por Você.
Apesar de estarmos longe, ainda me pergunto: “Será que Você se lembrou de mim no dia do meu aniversário?”, “Será que ainda se importa?”, “Será que lembra de mim quando escuta alguma música?”, “Será que ainda escuta a playlist que fiz para Você?”, “Será que sente minha falta, assim como sinto a sua?”.