shafiq-brookeâ:
Ainda em condiçÔes normais, onde nĂŁo estava sob um nĂvel de estresse altĂssimo, era apropriado dizer que ainda sim, Brooke nĂŁo tinha a sua cabeça em ordem. Agora, sentia como se um furacĂŁo tivesse embaralhado todos os seus neurĂŽnios, deixando-a em completo caos. Afinal, apenas o nĂvel alto de cortisol explicaria a loucura que era estar gostando tanto de ter sido beijada naquele momento. Sobretudo, por quem.Â
Sentiu um brisa gelada tocar seu corpo nos lugares onde, atĂ© entĂŁo, as mĂŁos e os lĂĄbios de Kobe estavam. Sentindo atĂ© mesmo um certo incomodo quando ele se afastou. Seus olhos se abriram em um susto quando a voz do mais velho soou. âAham.â Foi o que conseguiu responder para o outro, se afastando rapidamente, passando as mĂŁos pelos cabelos escuros, deixando-os, nĂŁo propositalmente, bagunçados. Sentou-se em sua mesa e pegou um caderno qualquer e o abriu em frente ao seu rosto, tampando-o completamente, enquanto fingia que lia as pĂĄginas em branco. Seu rosto queimava de vergonha enquanto seus pensamentos se encontravam em pura insalubridade. Estava concentrada na pĂĄgina vazia a sua frente quando ouviu passos do outro lado do corredor, acompanhados da voz do segurança. âTem alguĂ©m aĂ? Por Merlin!â Brooke, sem pensar duas vezes largou o caderno vazio e se levantou da cadeira em um pulo, sentindo seu tornozelo torcer durante a ação, mas nĂŁo tinha tempo e nem coragem para reclamar da dor que irradiava pela sua perna. Mancando, se arrastou atĂ© a porta, ao lado de Kobe e começou a bater na porta com os punhos. âYES! Please open the door.âÂ
Se o Blishen soubesse que tentar acalmar a colega de trabalho causaria tanta desordem dentro de si, ele teria deixado ela explodir a parede do ministĂ©rio. Era assim que ele se sentia, como se Brooke tivesse explodido algo dentro dele. Provavelmente todos os seus neurĂŽnios, jĂĄ que nĂŁo havia outra explicação para ter sentido qualquer tipo de satisfação em ter os lĂĄbios dela colados ao seu. O fato de ela provavelmente estar planejando a morte dele naquele exato momento tambĂ©m nĂŁo ajudava. Como Kobe conseguiria encarĂĄ-la no dia seguinte? O que diria se ela o perguntasse o motivo de ele tĂȘ-la beijado? A verdade, claro, para que ela se acalmasse. PorĂ©m, ele percebia agora, que talvez ele gostaria de repetir aquilo em uma situação menos caĂłtica e isso era perturbador. Estava tĂŁo imerso em seus pensamentos que nĂŁo escutou a voz do outro lado, percebendo que algo havia acontecido somente quando a morena chegou perto. Seu corpo se afastou imediatamente, com medo do que ele poderia fazer se ficasse perto demais.
Kobe observava a mulher ao seu lado atĂŽnito, ela ainda parecia desesperada para sair dali e agora ele compartilhava da mesma vontade. âMerlin! JĂĄ passou e muito do horĂĄrio do expediente. O que vocĂȘs dois estĂŁo fazendo aqui?â O homem perguntou levemente irritado assim que abriu a porta. âNĂłs ficamos presos. Obrigado.â Respondeu aliviado, estendendo a mĂŁo para que o outro a apertasse. NĂŁo conseguia acreditar que sua ideia tivesse dado certo e alguĂ©m realmente tinha ido os ajudar, se essa ideia tivesse cruzado sua mente antes... Caminhou em direção a sua mesa, pegando os papĂ©is que estavam sobre ela e os jogou dentro de sua mala, nĂŁo sendo nada cuidadoso. SĂł queria ir embora logo, quanto menos tempo passasse perto de Brooke melhor. Queria evitar levar um tapa e, principalmente, ter que falar qualquer coisa sobre o beijo deles. âBoa noite.â Pegou sua pasta, sem direcionar sua fala a ninguĂ©m em especĂfico, pronto para ir para casa e tentar esquecer aquela noite.











