largou de imediato o que tinha nas mãos para acudir o rapaz terminando de quebrar o enfeite. — ele te machucou? — aproximou-se como se pudesse analisar alguma coisa. — pelo menos você viu o cachorro! tem vezes que ele apronta e sai correndo e eu falo pras pessoas 'ah foi meu cachorro' e elas ficam 'não tem nenhum cachorro aqui' e eu pareço um maluco. eu vou pagar tudo que ele estragou. — tateou os bolsos, mas não tinha dinheiro. precisaria do cartão de crédito. — eu só... em que loja você comprou? por favor não me diga que é herança de família, algo muito especial que sua falecida avó deu pra você antes de morrer.
◜ olhou-o estranhando a preocupação, aí lembrou que era normal na cidade. "ah, tá tudo bem, é que eu fiz uma tatuagem hoje e bati ali." mostrou o braço com o plástico. "vai pagar? então suave, porque eu não tenho grana sobrando pra arrumar um quintal que nem é meu." ergueu os ombros, era a pessoa mais despreocupada que conhecia. "nem faço ideia de onde isso veio, mas nem duvidaria que é da joja, foi coisa do meu senhorio. eu não sou de decorar nada, ele que achou que ia ficar legal pros moradores. posso perguntar a ele..." nem fazia questão, o verdadeiro dono que trouxera para eles e os colegas de quarto, alugava um quarto ali, toda a 'área' comum era fora da sua responsabilidade a seu ver. "a gente não devia correr atrás do seu cachorro? sei lá, porque se você fingir que não me viu, posso fingir que não te vi e a gente ignora essa bagunça juntos. o mais importante é ele."













