Como seria uma sociedade de indivíduos saudáveis? por Gabor Maté
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Em muitos trechos do caminho, às vezes...
Em muitos trechos do caminho, às vezes bem longos, carregamos muito peso na alma sem notar.
A gente se acostuma muito fácil às circunstâncias difíceis que às vezes podem ser mudadas. Nos adaptamos demais ao que faz nossos olhos brilharem menos. Camuflamos a exaustão. Inventamos inúmeras maneiras para revestir o coração com isolamento acústico para evitar ouvi-lo. Fazemos de conta que a vida é assim mesmo e ponto.
A gente arrasta bolas de ferro e faz de conta que carrega pétalas só pra não precisar fazer contato com as nossas insatisfações e agir para transformá-las. Carregamos tanto peso, no sentimento, um bocado de vezes, porque resistimos à mudança o máximo que conseguimos, até o dia em que a alma, cansada de não ser olhada, encontra o seu jeito de ser vista e de dizer quem é que manda.
Eu fiquei pensando no que esse peso todo, silenciosamente, faz com a alma. No que isso faz com os sonhos mais bonitos e charmosos e arejados. No que isso, capítulo a capítulo, dia-a-dia, faz com a nossa espontaneidade. No que isso faz, de forma lenta e disfarçada, com o desenhista lindo que mora na gente e traça os risos de dentro pra fora. E o entusiasmo. E o encanto. E a emoção de estarmos vivos.
Como é chato a gente se acostumar tanto, quanto é chato a gente só se adaptar e camuflar a própria exaustão, a vida mais ou menos há milênios, que canta pouco, ri pequeno e quase não sai pra passear. Deixamos o coração isolado para não lhe dar a chance de nos contar o que imagina pra nós e o que podemos desenhar juntos nessa estrada. Mas chega um momento em que me parece que, lá no fundo, a gente começa a desconfiar que algo não está bem e que, ainda que seja mais fácil culpar Deus e o mundo por isso, vai ver que os algozes moram em nós, dividindo espaço com o tal desenhista lindo que, temporariamente, está com a ponta do lápis quebrada.
Sem fazer alarde, a gente começa a perceber os tímidos indícios que vêm nos dizer que já não suportamos carregar tanto peso como antes e a viver só para aguentar. Devagarinho, a gente começa a sentir que algo precisa ser feito. Embora ainda não faça. Embora ainda insista em fazer ouvidos de mercador para a própria consciência. Embora ainda estresse toda a musculatura da alma, lesione a vida, enrijeça o riso, embace o brilho dos olhos, envenene os rios por onde corre o amor.
Por medo da mudança, quando não dá mais para carregar tanto peso, a gente aprende a empurrá-lo, desaprendendo um pouco mais a alegria. Quase nem consegue respirar de tanto esforço, mas aguenta ou pelo menos faz de conta, algumas vezes até com estranho orgulho.
Até que chega a hora em que a resistência é vencida. A gente aceita encarar o casulo. A gente deixa a natureza tecer outra história. A gente permite que a borboleta aconteça. Nascemos para aprender a amar, a dançar com a vida com mais leveza, a criar mais espaço de conforto dentro da gente, a ser mais felizes e bondosos, a respirar mais macio, essa é a proposta prioritária da alma, eu sinto assim.
Podemos ainda subestimar a nossa coragem para assumir esse aprendizado. Podemos nos acostumar a olhar o peso e o aperto, nossos e dos outros, tanto sofrimento por metro quadrado, como coisa que não pode nunca ser transformada.
Podemos sentir um medo imenso e passar longas temporadas quase paralisados de tanto susto. Podemos esgotar vários calendários sem dar a menor importância para o material didático que, aqui e ali, a vida nos oferece.
Podemos ignorar as lições do livro-texto que é o tempo e guardar, bem escondido do nosso contato, esse caderno de exercícios que é o nosso relacionamento com nós mesmos e com os outros. Apesar disso tudo, a nossa semente, desde sempre, já inclui as asas. Já inclui o voo. Já inclui o riso. Já é feita para um dia fazer florir o amor que abriga.
E, mais cedo ou mais tarde, ela floresce.
Ana Jácomo
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Nepal, 2015: O pior terremoto registrado nos últimos 81 anos já deixou mais 1,3 mil mortos. Magnitude 7,8
Rússia, 1952: Um terremoto seguido por um tsunami atingiu a península de Kamchatka, no extremo leste da Rússia, em 1952. Não houve registro de mortes, em grande parte pelo fato de a região ser pouco povoada. No entanto, o maremoto atingiu o Havaí, nos Estados Unidos, provocando perdas da ordem de US$ 1 milhão (R$ 2,4 milhões). As ondas destruíram barcos, casas, píeres e estradas. Magnitude: 9,0 Chile, 1960: Na noite de 22 de maio de 1960, o Chile foi atingido em cheio pelo maior terremoto a ser registrado no planeta.Aproximadamente 1,6 mil pessoas morreram, 3 mil ficaram feridas e mais de 2 milhões perderam suas casas. O prejuízo estimado para o Chile foi de US$ 550 milhões, ou R$ 1,2 bilhão (em valores atuais).O terremoto foi seguido por um tsunami, que deixou 61 mortos no Estado americano do Havaí, 138 no Japão e 32 nas Filipinas.Magnitude: 9,5 Alasca, 1964: O terremoto, que foi seguido por tsunami, tirou a vida de 131 pessoas e causou prejuízos da ordem de US$ 2,3 bilhões (R$ 5,2 bilhões). Os efeitos do tremor foram fortemente sentidos em várias cidades americanas. Magnitude: 9,2
Irã, 2003: Mais de 26 mil pessoas mortas em um tremor de magnitude 6,6 próximo à cidade de Bam.
Indonésia, 2004: Às 0h58 do dia 26 de dezembro de 2004, um terremoto atingiu a costa oeste da ilha de Sumatra, na Indonésia.O tsunami que se seguiu ao terremoto atingiu 14 países do Sul da Ásia e do leste da África.Ao todo, a tragédia deixou cerca de 230 mil mortos ou desaparecidos e 1,7 milhão. Magnitude: 9,1
Kashmir, 2005: 100 mil pessoas foram vítimas de um tremos de de 7,6 graus.
China, 2008: Cerca de 90 mil foram mortos por um terremoto de magnitude 7,9 na província de Suchuan, no leste do país.
Haiti, 2010: Mais de 220 mil pessoas foram mortas por um tremor de 7 graus.
Japão. 2011: Pelo menos, 15,7 mil pessoas foram mortas, 4,6 mil dadas como desaparecidas e 5,3 mil feridas quando um terremoto seguido por tsunami arrasou a costa leste de Honshu, a maior e mais populosa ilha do Japão.A combinação de tremor e maremoto também deixou mais de 130 mil pessoas desabrigadas e destruiu 300 mil casas e prédios. A maioria das mortes ocorreu nas cidades de Iwate, Miyagi e Fukushima.As ondas chegaram a 38 metros de altura. O prejuízo total para o Japão foi estimado em US$ 309 bilhões (R$ 700 bilhões em valores atuais), o equivalente a 15% do PIB brasileiro. Magnitude: 9,0

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Chuva de meteoros. #NASA #SloohLyrids #Space #EarthDay
“estrelas cadentes”
RÓTULOS.

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Rico Lins é designer gráfico e brasileiro.
“Tem muita gente com muita certeza, e faltam pessoas com dúvidas. As dúvidas são transformadoras.” Rico Lins