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FAVOR : for one muse to owe the other a favor. (Nik)
De cabeça baixa na mesa da cozinha, Ozzy atendia a ligação de Nik sentindo sua cabeça latejar a cada toque do maldito cristal de comunicação. “Obrigado por ficar com ela hoje” disse baixinho, a voz rouca seguida de tosses úmidas e manchas vermelhas no pano de prato que usou para tampar a boca, “Não, não, também acho melhor ela não ir para a escola amanhã” completou levantando-se e mancando até a pia da cozinha para cuspir o sangue em sua boca.
Estava péssimo. Havia brigado outra vez com Vlad, uma discussão mais violenta do que o normal, pois desta vez, haviam tocado em feridas profundas demais para que apenas palavras fossem o bastante para dar conta de expressar o rancor um do outro.
“Obrigado, Nik, te devo uma” disse tirando os cabelos do rosto e sorrindo ao ouvir a voz de Ziggy no fundo da ligação dando boa noite, “Durma bem, filhota, se comporte na casa do Tio Nik”.
POV: Nos seus braços, o mundo é você.
[Antes de Arcanum]
No salão, o som dos sapatos no chão de madeira no ritmo da música tocada pelos músicos em seu tablado no canto imundava os ouvidos de Ozzy que em seu vestido vermelho sangue caminhava com um sorriso no rosto e uma taça de champanhe entre os dedos. Cumprimentava com acenos de cabeça os seres da noite escondidos entre os humanos, uma cumplicidade que apenas semelhantes poderiam entender.
E então, ela o vê.
Vladislav, em seu terno da mesma cor que o dela, seu sorriso largo enquanto conversava com seus pares do clã. Ozzy o observa ao longe, o sorriso em seu rosto incapaz de ser recolhido, ao longe, se emociona sem motivo algum, os olhos marejam, Vlad parece brilhar para si. Ele é luz e calor.
E então, ele a vê.
O sorriso do vampiro se alarga ainda mais, ele para, dispensa seus companheiros, dá alguns passos na direção de Ozzy. Nota suas lagrimas. O sorriso desaparece, ele acelera o passo, a pega pela mão livre, a traz para perto de si. Leva sua outra mão ao rosto da bruxa e seca seus olhos gentilmente com o dedão, pergunta preocupado o que houve, meu amor, Ozzy sorri.
“Não é nada, não se preocupe” responde em um suspirou, o cheiro inebriante do perfume que ela o deu de presente tomando seu olfato. Desejava sentir aquele cheiro para sempre, nele, nela, em seus lençóis pela manhã, nos camisões roubados, nos abraços.
Vlad apenas assentiu, os músicos iniciando mais uma balada, agora mais lenta, os casais reunindo-se no meio do salão, o vampiro a convida para uma dança e ela aceita. A taça em sua mão é entregue para o primeiro garçom que passa, ele a guia para a pista de dança, coloca a mão em sua cintura. A guia, nos primeiros passos, sorriem um para o outro.
Todo o resto parece em câmera lenta. As pessoas ao fundo, apenas borrões, naquele salão agora, só há os dois e seus passos em harmonia. Os giros, os risos, os olhares que não se desgrudam. Vlad a puxa para mais perto de si, para seus braços. Mas Ozzy não nota o olhar de reprovação dos mais conservadores.
Pois, o mundo inteiro cabia perfeitamente dentro daquele abraço.
POV: Você me matará
Ziggy havia acabado de tomar seu café da manhã, quando Oz a chamou até a sala de estar da cabana no meio da floresta. Era aniversário de Ziggy, dezesseis anos, a mesma idade de quando Oz havia descoberto seus poderes. “Sente-se” disse o bruxo sinalizando a filha o sofá, ele mesmo sentando-se logo depois na mesinha de centro a frente dela, “Zvezdana, desde o dia em que decidi que seria seu pai…” começou a dizer enquanto pegava as mãos de sua filha nas suas e lhe sorria, “decidi também que iria garantir que você tivesse todos os meios necessários para sobreviver ao mundo no qual vivemos. Você sabe disso não é?” indagou aguardando pelo assentir da jovem.
Apertou levemente as mãos de sua filha, lembrando-se de todas as lições, de todos os testes que havia dado a ela, todos os feitiços que ensinou, as maldições, a leitura das estrelas, o uso de facas, venenos e remédios. Tudo na esperança de que ela pudesse sobreviver ao perigo, que a coisa mais perigosa na noite fosse ela mesma. Mas faltava uma lição.
“Preciso que me ouça mais uma vez” disse com seriedade, seus olhos fixos no de Ziggy, “o amor que sinto por você não é suficiente para garantir sua segurança”, completou vendo a expressão da jovem mudar, movimentou seus polegares pelas mãos de Ziggy, em um carinho singelo, “sentimentos podem ser manipulados, alterados, deturbados. Um dia, posso me tornar seu maior inimigo. E você precisa estar pronta, minha filha. Pronta para lutar por si mesma. Pois, acredite, eu farei o mesmo”, Oz suspirou profundamente fechando os olhos por alguns segundos, “Filha, ouça com atenção e grave bem. É assim que você poderá me matar…”
Em tom calmo, Oz explicou suas próprias fraquezas, cada uma delas. Disse onde achar os feitiços certos, como esconder-se dele, como livrar-se da runa em sua cabeça. Oz ensinou a própria filha a como o matar, a como ganhar tempo com sua partida, como o aprisionar, como o subjugar. Deu a ela todas as ferramentas necessárias.
Pois, embora a amasse muito, o amor às vezes não é o suficiente.
Starter fechado com @wolfrcge (Nate Hawthorne): ❛ were you ever planning on telling me about all of this? ❜
Havia algumas semanas desde aquele dia no bar junto ao lobisomem de cabelos loiros, uma noite muito interessante onde Oz teve a oportunidade de atestar por contra própria que lobos realmente eram bem energéticos e não precisavam sequer estar transformados para mostrar quanto fôlego tinham. Aquele encontro havia levado há algumas mensagens trocadas com flertes, tanto os óbvios como os disfarçados com brincadeiras e trocadilhos, não era estranho que aquelas mensagens virassem um convite no fim para uma visita mais noturna. Uma diversão mais íntima, com alguns drinks leves, muitas risadas, suor e pouca roupa.
Por isso, quando Nate chegou ao bar indo direto ao balcão e fazendo tal pergunta sem nem mesmo dar um boa noite, Ozzy ergueu o olhar da sua revistinha de caça-palavras e encarou o loiro visivelmente confuso.
“Precisarei de mais contexto, querido” respondeu colocando o lápis atrás da orelha e sinalizando o banco do bar enquanto se debruçava no balcão, “O que exatamente eu deveria te contar?” indagou por fim.

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⠀ ⠀⠀ ⠀⠀ ⠀⠀⠀ ⠀⠀ ⠀⠀ ⠀⠀ ⠀⠀ ⠀ FLASHBACK .
* / " nossa... eu com certeza ia fazer merda. " maverick tinha certeza. era impulsivo demais para não acabar fazendo besteira se tivesse aquele tipo de poder. seu lobo era mais controlado porque tinha o alfa da alcateia rosnando em seu ouvido sempre que colocava o pé fora da linha. ouviu a história com visível admiração. para o lobisomem, era fascinante. as possibilidades que passavam em sua mente eram tantas. " qual a coisa mais legal que acha que fez desde que aprendeu a controlar sua magia? "
a sugestão de prato fez o lobisomem fazer uma careta de modo teatral. riu logo depois. " só desmembrei vampiros que se enfiaram na nossa reserva. mas o gosto era terrível. " havia leveza na fala, mas não era brincadeira. vampiros novatos e outras criaturas profundamente arrogantes sempre tentavam a sorte de tentar conquistar um território que não era deles. maverick tinha um prazer visceral em matá-los. " que bom que está cuidando da saúde. " brincou em resposta. aproveitou-se da maneira como ozzy se apoiou em si para acariciar sua perna.
com o convite para que pulassem para a próxima atividade, mavi riu de novo. mas não houve hesitação de sua parte em se levantar também. a animação fazendo com que sequer conseguisse tirar o sorriso do rosto. tirou a camiseta e jogou-a sobre a toalha de piquenique improvisada. desabotoou a calça e tirou a jeans, chutando-a para o que viria a ser sua pilha de roupas. a última peça também deixou o corpo com facilidade. maverick era confiante em sua aparência, mas o ponto é que não tinha problema com algo natural como a nudez.
correu para a água logo. como muito do que fazia, sem pensar. mergulhou de cabeça quando sentiu que podia. o choque da baixa temperatura da água em contraste com o corpo quente foi desagradável por um momento. mas revigorante logo depois. voltou a superfície e passou os dedos nos fios negros, tirando-os do rosto para que pudesse abrir os olhos e ver onde ozzy estava.
[Flashback]
Riu, “Relaxa, se tu virar uma bruxa do nada te ensino as manhãs, já ensinei uma, posso ensinar outro” respondeu dando de ombros e prestando atenção na pergunta do lobisomem, “Um… Difícil escolher. Depois te mostro alguns truques e você escolhe o que achar mais legal” respondeu piscando para o outro. A promessa de outros encontros escondida em suas palavras.
Assentiu concordando com a afirmação sobre o gosto dos vampiros, nunca havia comido um efetivamente, mas definitivamente já havia arrancado algumas orelhas e dedos de alguns que chegaram no passado perto demais de si em momentos de raiva. “Vampiros tem zero valor calórico, é inútil, devia tentar comer bruxas…” brincou mordiscando os lábios em uma clara piadinha de duplo sentido e muito mal gosto.
Observou o lobo ao seu lado despir-se prestando atenção em cada curva de seu corpo, aproveitando que ele parecia quase eufórico para livrar-se de todas as roupas e correr direto para a água, nem ao menos o esperando. Mavi era energético, gostava disso.
Terminou de retirar as próprias roupas sem nenhum sinal de vergonha, o corpo que possuía era algo que havia escolhido em cada detalhe para si, desde dos contornos de seus músculos, até as pintinhas e marquinhas em sua pele. Na região do abdômen, Ozzy alisou por alguns segundos as finas e esbranquiçadas estrias que carregava com um misto de saudades e força, resultado de sua gravidez de séculos atrás. Uma parte de si que ele mantinha por puro capricho.
Acenou para Mavi que colocava a cabeça para fora da água e o seguiu mergulhando ao seu lado e agarrando-se ao corpo do lobisomem quando surgiu novamente na superfície. Abraçado a ele, sorria balançando a cabeça jogando água para todos os lados, “Oi” disse lhe dando um selinho nos lábios, “Cachorros nadam bem?” perguntou.
❛I mastered Death; I wish I’d done the smarter thing and mastered Time.❜ (Nik)
Ozzy assentiu, ambos observavam Ziggy pela janela da cozinha da casa da bruxa enquanto a pequena já com seus dez anos brincava de desenhar círculos mágicos na terra do jardim. O tempo havia passado verdadeiramente rápido, mais rápido que eles estavam acostumados, pois quando se vive muito, tudo parece muito lento às vezes. “Parece que foi ontem que ela aprendeu a andar, não é?” disse servindo ao vampiro uma taça de sangue, o verdadeiro e recostando-se no balcão, “Logo ela estará grande o bastante para mandar nós dois para a merda” riu.
POV: Eu Não Te Conheço
O suor em seu corpo misturava-se com a água que Ziggy jogava sobre ela empapando seus cabelos e aliviando momentaneamente a temperatura de seu corpo que parecia estar sendo assado em uma forno. No porão da cabana da floresta, ou pelo menos é o que havia sido feito para parecer, Ozzy encarava fixamente a pira de prata onde em meio a chamas azuis duas moedas queimavam incandescentes em meio a chiados e gritos de um animal debatendo-se.
"Eu não perguntei o seu nome, Eu não te chamei aqui, Eu não te pedi um pedaço, Eu não te conheço" repetia com a voz rouca quase em um murmúrio, uma lamentação.
Sentada nua no chão, Ozzy já havia perdido a noção de quanto tempo estava ali, mas cada centímetro do seu corpo febril e de seus ossos doloridos parecia lhe dizer que havia horas, talvez dias. Conforme sua filha jogava outro balde de água em sua cabeça entregando o vazio para Vlad que os enchia sem parar na velha bica, seus lábios rachavam-se por conta de uma sede que não ia embora, que não se saciava, mesmo quando Ziggy lhe entregava mais uma garrafa de vidro com enormes pedras de gelo que derretiam ao serem pegadas por Ozzy que sugava o precioso líquido em segundos e colocando-a de volta no chão empurrando ela para que Ziggy recolhesse e enchesse outra vez.
"Mão direita no ventre, a esquerda no peito, Eu abro e fecho os caminhos em mim" repetia com os olhos fixo nas chamas cada vez mais violentas e que se chocavam contra o escudo invisível formado pelas velas pretas e sal ao redor da pira.
Um parte de si perguntava-se se valia realmente a pena passar por toda aquela dor, se valia a pena ter seu corpo cozinhado por dentro, se valia mesmo a pena sentir cada pedacinho de si derretendo entre os poucos minutos que demorava para Ziggy jogar um novo balde de água em seu corpo para aliviar nem que por segundos tudo que sentia. Mas a resposta era a própria bruxinha, Vlad estava certo, não deixaria a memória de um bebê que sequer nasceu atrapalhar o futuro que via pela frente ao lado de sua menina. Mesmo com dor, mesmo sofrendo, iria se livrar daquela maldição.
“Aqueça. Queime. Derreta. Quebre. Aqueça. Queime. Derreta. Quebre" disse por fim vendo as chamas aumentarem de tamanho cada vez mais até explodirem em chamas negras contidas apenas pela barreira previamente feita e apagando-se depois em segundos, a temperatura de todo o porão caindo vários graus de uma vez. As velas apagando-se, Ozzy sentindo o resto de suas forças sendo sugado pelas chamas que partindo levaram consigo ambas as moedas. O corpo relaxando desfalece no chão, a última coisa que a bruxa vê são os olhos preocupados de sua filha e a voz de Vlad ao fundo chamando por seu nome. Antes de apagar de vez, Ozzy sorri.
Ele era Ozzy Merrick! E ninguém brinca com a mente dela.
Ceasg: if your muse could have any three wishes granted, what would they be and why?
Sair de Arcanum.
Ter seu bebê de volta.
Tornar Ziggy imortal.
hc + 🌘 for a night-themed headcanon
Quando Ziggy era pequena, Oz aproveitava as noites de lua nova, quando céu pertencia apenas as estrelas e suas constelações para ensinar para sua filha todas as constelações que eram possíveis de serem vistas de Arcanum. Da mesma forma, usava sua magia para tornar visível aos olhos da pequena aquelas de daquela parte do mundo não eram alcançáveis. Dessa forma, ensinou Ziggy a se localizar através delas.

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a lot can change in twenty seconds . (astaroth > oz)
Oz revirou os olhos tão forte que quase ficou tonto, tirou do bolso duas notas de duzentos e colocou em cima do balcão do bar empurrando na direção do demônio antes de servir duas doses de whisky e brindar com ele. Dez minutos antes ambos estavam conversando sobre um casal que discutia no fundo do bar em plenos pulmões, Astaroth apostou que eles ainda voltariam juntos para casa, Ozzy apostou que sairiam no soco. E ela quase havia vencido, eles estavam cada vez mais exaltados, os Espectros já nervosos esperando a ordem de seu chefe para intervir, mas quando parecia que finalmente a mais velha iria dar um soco na mais nova, ela a pega pela gola da camisa e a beija. Realmente, vinte segundos mudaram tudo. "O dobro ou nada?" disse Ozzy apontado para um cara super bêbado dando em cima de uma garota com o dobro da idade dele.
hc + 😡 for a headcanon about something that makes them angry
De todas as variantes mágicas que estudou ao longo de sua vida, a Necromancia foi a que ele mais publicamente reclama. Para ela, a Necromancia é algo extremamente nojento e malcheiroso, uma magia muito deselegante e embora útil, também totalmente ignorável. Por conta disso, Ozzy sempre se irrita quando vê que sua filha tem uma apreço fora do comum pela Necromancia, ou quando alguém compara a Espectrocinese que usa nos Espectros de seu bar com a Necromancia em si (mesmo que obviamente sejam o mesmo).
[Mesma ask de @beasmusing]
" before you say anything, it wasn't me. " (vlad > oz)
Abaixou o jornal onde lia sobre mais uma jovem encontrada morta em Londres, "Por favor, você não é tão criativo" respondeu com deboche voltando a ler o jornal agora em voz alta para que o vampiro também ouvisse, "Mary foi descoberta sobre uma cama em um quarto onde ela vivia em 13 Miller's Court, perto de Dorset Street, Spitalfields, as 10h45 da manhã..." parou e olhou para o amante suspirando. Voltou a abaixar o jornal e dobrando-o jogou ele na direção de Vlad, "O Jack estava em Spitalfields ontem, isso é problema seu" reclamou irritada, afinal, aquele idiota do clã de Vlad estava fazendo merda novamente.
❛ why did you bring me here? ❜
Sorriu para o outro e continuou o puxando pelo pulso até que ele se sentasse em um dos sofás no fundo do Bar do Espectro, que por ainda estar fechado tão cedo pela manhã, não havia nenhum outro ser vivo além dos dois.
"Quero te mostrar uma coisa, feche os olhos" perguntou com um sorriso no rosto sentando-se ao lado do lobisomem e então com sua mão direita tampou os olhos de Mavi e com a esquerda os seus próprios, "Veja o que já vi, ouça o que ouvi, sinta o que senti" repetiu o bruxo bem baixinho e então retirou as mãos dos olhos dos dois.
Ainda estavam sentados na mesma poltrona, mas tudo ao redor havia mudado. Havia um sol forte sob suas cabeças e uma brisa fresca tocando sua face e bagunçando seus cabelos, a vista do antigo sofá de veludo: toda a Paris. Estavam em cima da Torre Eiffel recém inaugurada, mas não havia ninguém lá além dos dois.
"Bem-vindo a Paris, 1891" disse com um grande sorriso vendo a expressão do rapaz, "Mantenha pés e mãos dentro do veículo" avisou sinalizando para o sofá.
send VICIOUS for a scene from my muse's past in which someone said something cruel that really got to them
“Eu fiz a escolha certa em matar aquela aberração” disse sua própria mentora, a mulher que anos atrás havia lhe acolhido, lhe dado uma casa e passado noites em claro a ensinando sobre o mundo da magia, sobre a escuridão e a luz.
As palavras lhe cortaram o coração como facas afiadas, o peso daquela afirmação dita tão calmamente cortando fundo em si. Aquela mulher havia tirado dela o seu bem mais precioso, um pedaço seu, talvez o melhor pedaço, pois desde que havia sido arrancado, Ozzy sabia que dentro de si só havia restado sua raiva, suas inseguranças e seu ódio.
Mesmo quando em silêncio estalou os dedos acendendo a fogueira maldita que queimaria sua mentora até virar cinzas, Ozzy ainda segurava a vontade de chorar. Havia finalmente matado todas elas, mas isso não traria seu bebê de volta.

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sender sits down quietly next to receiver after receiver kills someone (ziggy > oz)
O cheiro forte de sangue se misturava com o do cigarro que Ozzy fumava calmamente sentada nos três degraus que levavam de sua varanda para o caminho de terra que levava ao seu jardim e mais além para a floresta que fazia divisa com os campos onde havia construído sua casa. Quando sua filha chegou em casa e foi para o seu lado, Ozzy sorriu vendo a jovem de ainda quinze anos, não se importando em sentar na mancha de sangue no chão e nem comentando nada sobre as mãos ensanguentadas de seu próprio pai ou do rastro vermelho que seguia para dentro da casa delas.
Ozzy traga o cigarro, coça a nuca sujando seu cabelo de vermelho e finalmente olha para Ziggy, "Como foi a escola? Está com fome?" indaga recebendo as mesmas respostas de sempre: Foi normal. Um pouco. Suspirando, ele volta o olhar para o seu jardim, "Tome um banho, vou limpar aqui embaixo. Vou fazer seu prato preferido" disse vendo sua filha sorrir assentindo e finalmente se levantando e retornando para dentro da casa tomando cuidado para saltar por cima do corpo no meio da sala de estar e não sujar seu sapato.
hc + 🤕 for a pain-themed headcanon
Depois do incidente onde seu antigo Clã matou seu filho ainda não nascido, Ozzy continuou por semanas ainda sentindo os chutes do bebê em sua barriga, assim como dores parecidas com a de um parto. Isso acontecia mesmo depois do ferimento em seu ventre ter se curado. Essa memória é tão dolorosa para a bruxa, que depois disso, seu corpo feminino nunca mais passou a ter um útero ou ovários.