Eu comecei o feriado de Páscoa meio triste. Quinta-feira à noite, me despedindo das colegas do trabalho, me peguei pensando que eu não tinha uma “outra família” com a qual me preocupar - eu não estava com a mala feita indo para o interior na casa dos pais do meu namorado ser cuidada e recebida por eles e, assim, amada por “alguém especial”. E isso me perseguiu o feriado todo, até hoje eu me dar conta de que eu posso (ainda) não ter essa tal outra família e, principalmente, essa tal outra pessoa; mas eu tenho pessoas tão queridas e tão especiais para mim ao meu redor, e é por elas que eu quero estar presente. São elas que me fazem pensar na vida e em sua renovação nessa Páscoa. É por elas que saio de casa dez horas da noite sabendo que vou passar a noite toda fora, mas se é para uma amiga ficar feliz com isso eu o faço sem nem pestanejar. É por elas que deixo de lado qualquer ressentimento que eu ainda possa ter por algo que aconteceu no passado e vou dar atenção a um amigo que precisa de alguém para falar, e é com amor que sou essa pessoa. É por elas que acordo depois de 4 horas mal dormidas, tomo um banho e me arrumo para passar uma tarde ao lado de meu avô e meus tios num almoço que é sempre tão demorado, mas que é um momento nosso, junto. É por elas que saio correndo do banho para fazer o almoço que só o meu irmão vai comer por estar doente em casa e não querer ir no almoço de família. São essas pessoas que hoje, no domingo de Páscoa, no final do feriado, me lembraram do verdadeiro significado dessa data. É por elas que quero continuar em frente e a ser cada vez mais a minha melhor versão de mim mesma. Obrigada pelo amor que vocês depositam no meu coração. Cada um de vocês.













