Jonas Sulzbach é um ex-bbb que teve sua passagem sem muito destaque, além de suas características físicas e seu pouco repertório argumentativo, pela edição de 2012 do programa.
Quando ele entrou no bbb 26, não demorou em ir para o caminho dos mais "poderosos", "vencedores" e "belos", e consequentemente, o grupo que o público menos simpatizou, os carinhosamente chamados de "fodiders" (os que só precisavam bater no paredão para perder a disputa). Apesar dele, num pequeno intervalo de tempo, ter ficado com três "amigas", se mostrar pouco tolerante à dor alheia e não se importar com aliados na hora de disputar por alguma liderança, era o mais querido entre os do seu grupo. Essa é a vantagem de ser homem, e branco, e hetero. Mas essa preferência também se devia às brincadeiras "bobas e gostosas" com a sua rival no jogo, Ana Paula - a favorita, quando esta generosamente cedia a sua luz para também iluminá-lo. Entretanto, as inúmeras animosidades e constantes divergências dos seus respectivos grupos os forçou a caminhos opostos.
Mas num certo dia onde ele, cumprindo um castigo do monstro, vestido de Sino, baixa a guarda e adere aos encantos de sua rival, fala uma das mais belas pérolas poéticas já ditas em um reality show: "Você quer ser a Sina do Sino?".
Jamais saberemos se aquela tão inusitada frase caberia em toda sua plenitude no incognoscível léxico do seu declamador, fato é que no momento em que ele aderiu aos ondínicos clamores de sua interlocutora, deitando-se e sendo abraçado pelas pernas do seu "destino", alguma força enigmática do universo mudou seu fluxo, fazendo com que naquela casa as asas da sorte pousassem sobre outros ombros.
Então o invencível gigante foi enfim desclassificado da prova do líder seguinte, disputou a preferência popular e deixou a casa. Daí a Sina floresceu, se classificou novamente na prova do líder seguinte e, num golpe de sorte, ganhou sua primeira liderança.
Como nem tudo são flores, sua coroa foi derrubada precocemente, com a ajuda do apresentador que revelou um anjo auto-imune antes da prova (coisa que só era dita na votação), dando coragem aos que a difamavam nas sombras, com a certeza da impossibilidade de retaliação, a colocando no mais terrível dos monstros da temporada.
Depois de padecer seu breve (e infinito) infortúnio, ela novamente conseguiu se classificar em mais uma prova de liderança, dessa vez em primeiro lugar, e em mais um giro auspicioso das asas do destino, ganhou sua segunda liderança consecutiva, para o delírio da nãção anapaulesca.
O toque do Sino em sua Sina sem que ela necessitasse tocar no seu badalo, transferiu a sorte de sua glória, onde antes ela havia cedido sua luz. O Sino agora pode refletir o brilho generoso conquistado para muito além do seu destino, e a Sina segue colhendo os louros de suas vitórias até a final, que a espera há uma década.