[⠀⠀⠀SOUNDWAVE⠀⠀⠀] . . .⠀⠀⠀wi ha joon? até que parece, mas não é. aquele é PARK JUNG-JAE, classificada como ALFA. ele tem trinta e dois anos e é natural de jeju, coreia do sul, mas atualmente está residindo aqui perto em JINJUSEONG. trabalha como DJ NO NEBULIGHT ( DE QUINTA A DOMINGO) E DONO DE UMA LOJA DE INSTRUMENTOS. dizem que é muito confiável e otimista. e também pode ser linguarudo e exagerado, acredita? mas quando passa, deixa para trás aquela essência de ÉBANO COM BERGAMOTA que é difícil ignorar.
Jungjae é um artista nascido em Jeju que perdeu os pais ainda criança e foi criado pelo avô, um ex-cantor que lhe ensinou a tocar instrumentos e cultivou nele o amor pela música. Fascinado por sons eletrônicos, Jae estudou na Korean National University of Arts e construiu uma carreira sólida como DJ e produtor musical, alcançando reconhecimento dentro e fora da Coreia. Apesar do sucesso, viveu perdas profundas: um noivado desfeito por causa da distância, a ruptura definitiva com a retirada da marca e a morte do avô, que o fez largar tudo e voltar para Jeju. Hoje, cuida da loja de instrumentos deixada pelo avô e toca à noite em um clube local, tentando se manter firme em meio à solidão.
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𝖆 𝖘𝖙𝖚𝖉𝖞 𝖎𝖓 : always wanting for more, intense drumming beneath your skin, becoming the ideal and losing yourself in the process, knowing it is better to love than hate, loyalty beyond compare, chewing on pencils, laughter like sodapop, lips that don’t know how to lie, forgiving others is a second nature, the chaos of a lively city, warm as the sun and burning bright as one, missing for something no longer there, a pile of books with the edges folded over, learning to forget, the contrasting feeling of anxiety and tranquility, neighborhood homes glowing in the night.
𑁯⠀⠀biografia ( leia mais )⠀⠀𑁯⠀⠀conexões ⠀⠀ 𑁯⠀⠀essência⠀⠀ 𑁯⠀⠀apresentação secundária⠀⠀𑁯⠀⠀playlist
﹙ . . . ﹚ once upon a time ,
Park Jung-jae perdeu os pais em um acidente de carro quando ainda era criança e foi criado pelo avô, um ex-cantor famoso que, depois de se aposentar, abriu uma loja de instrumentos em Jeju. O avô não era um homem fácil, mas amava o neto à sua maneira, ensinando-o desde cedo a tocar piano, violão, bateria e o que mais estivesse ao alcance das mãos. Jae aprendeu com atenção e disciplina, mas seu interesse verdadeiro estava em outro lugar — não nas partituras antigas, nem nos clássicos que o avô colocava para tocar no rádio, mas nos sons sintetizados que descobria escondido no computador, nas batidas pulsantes que fazia sozinho. Quando finalmente falou do que queria, o avô apenas disse que, se era música que ele queria, teria que estudar de verdade, que talento sem entendimento não bastava. Aceitou, porque sabia que não era uma escolha, e entrou para o Departamento de Tecnologia da Música da Korean National University of Arts, decidido a dominar o que amava com a mesma dedicação que o avô exigia dele desde menino.
Ele começou publicando suas músicas na internet, sem grandes pretensões, apenas a vontade urgente de ser ouvido, e aos poucos seu nome começou a circular, primeiro entre pequenos fóruns, depois nas redes, até alcançar um público que reconhecia nele algo autêntico. Os convites vieram devagar, no início em clubes pequenos, eventos universitários, mas logo ele estava nos palcos de festivais maiores, se apresentando ao lado de artistas que antes só via pela tela do computador. Na Coreia, seu som encontrou espaço entre jovens que também procuravam algo diferente, e, com o tempo, seu trabalho ultrapassou fronteiras, levando seu som para fora do país.
Em meio a tudo isso, Jae conheceu alguém que confiava de verdade nele, alguém que enxergava mais do que o artista em ascensão, alguém que não se assustava com seus dias de exaustão e horários absurdos. Eles ficaram noivos depois de algum tempo juntos, e, por um breve período, tudo pareceu certo, estável, como se enfim tivesse encontrado um lugar para descansar, mesmo quando o mundo ao redor não parava. Mas a tranquilidade que construíram não resistiu à decisão de Jae de fazer uma turnê internacional — o noivo, por mais que o amasse, disse que não conseguiria acompanhar aquele ritmo, aquele tipo de vida, e terminou tudo antes que o afastamento se transformasse em mágoa. Eles tinham uma marca juntos, cravada na pele, mas nem isso foi o suficiente para segurar o que, para o outro, já parecia inevitável.
Jae não desistiu da turnê porque não podia, porque havia um contrato assinado, datas marcadas, pessoas esperando, e ele sabia que aquele era o tipo de oportunidade que não aparecia duas vezes. Ainda assim, ele voltou exatamente um ano depois. Voltou porque queria tentar, porque uma parte dele acreditava que talvez ainda houvesse espaço para reconstruir o que perderam. Mas as coisas já não eram as mesmas. O apartamento parecia menor, o silêncio mais denso, e os gestos do ex-noivo carregavam uma distância que não podia mais ser ignorada. As esperanças que Jae alimentava começaram a se apagar aos poucos, não de forma dramática, mas como uma luz que vai diminuindo até sumir.
Foi quando ele, com o apoio silencioso e firme do avô, decidiu seguir outro caminho e continuar produzindo fora da Coreia. A decisão trouxe frutos: ele alcançou fama, dinheiro, reconhecimento. Produziu álbuns que foram aclamados, dividiu estúdios com músicos que admirava desde adolescente, viu sua arte atravessar continentes. Mas, mesmo com tudo isso, ainda sentia falta de casa — não de um lugar, mas da ideia de pertencimento, da intimidade simples que havia perdido e que nenhum palco ou prêmio conseguiu devolver.
Há dois anos, Jae recebeu a notícia de que seu avô estava com câncer, e não pensou duas vezes antes de interromper tudo — cancelou compromissos, adiou lançamentos, deixou para trás o que muitos chamariam de auge da carreira e voltou para Jeju. Não havia escolha possível diante da única pessoa que sempre esteve lá por ele, que o criou, o ensinou a ouvir e a criar, e nunca o deixou sozinho, nem nos dias mais difíceis.
Durante oito meses, Jae cuidou do avô como quem tenta segurar o tempo com as mãos, acompanhando consultas, preparando refeições, tocando piano baixinho no fim da tarde só para ouvir a respiração do outro relaxar. Quando o avô faleceu, foi como se o chão se partisse sob seus pés, e desde então Jae se sente perdido, como se a ausência dele tivesse apagado qualquer direção. A música continua sendo uma parte dele, mas já não serve como abrigo, e os dias passam lentos, com uma mistura constante de saudade, culpa e cansaço, enquanto ele tenta entender o que ele quer da vida.
Agora, Jae passa os dias cuidando da casa e da loja de instrumentos, mantendo vivos os espaços que o avô construiu com tanto esforço, organizando prateleiras, afinando guitarras, lidando com os fregueses que ainda entram e perguntam dele como se fosse possível esquecer. Ele não reclama, não falta, não ignora as responsabilidades que ficaram, porque sente que é o mínimo que pode fazer para honrar a memória de quem lhe deu tudo. Casualmente, ensina uma ou outra coisa para quem pede ajuda, mas não aceita receber por isso.
À noite, assume outra parte de si, tocando como DJ no Club Nebuligh, um lugar onde a música ainda existe, mas já não pulsa como antes — ele sobe ao palco, monta os sets, sente o corpo do público reagindo, mas dentro de si tudo soa distante, como se estivesse cumprindo um papel que um dia foi seu e agora apenas repete. A empolgação que antes fazia seus olhos brilharem foi substituída por uma calma estranha, um vazio que não chega a doer, mas ocupa espaço demais. E, mesmo assim, ele continua e finge para os clientes.
Quanto ao ex-noivo, há cerca de cinco meses, eles fizeram a retirada da marca, um processo que, embora decidido de comum acordo, deixou cicatrizes que nenhum dos dois soube prever. Foi um trauma físico, sim, mas principalmente emocional, como se uma parte que Jae havia guardado com cuidado tivesse sido arrancada à força. Eles já estavam acostumados com a dor de estarem longe um do outro, com o silêncio entre as mensagens, com os aniversários passados separados, mas aquilo foi diferente — aquilo deu forma à separação, tornou real o que antes ainda parecia reversível. A dor, que já fazia parte do cotidiano, pareceu triplicar, e Jae se sentiu mais sozinho do que nunca. Mesmo assim, ele insiste que foi o melhor. Repete para si, com a calma de quem quer acreditar, que agora cada um pode seguir seu próprio caminho, e que amor, por mais profundo que seja, às vezes não é suficiente para fazer duas vidas andarem juntas.



















