Poesia Para Não Poetas

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Poesia Para Não Poetas

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Poesia Para Não Poetas
Poesia Para Não Poetas
Disse a poema à poetisa
15/03/2020
- Vai, escreve não precisa muito só papel, caneta.
Vai, lança teu palpitar no papel, o que há de perder? é poema, só eu e você. Não deixa tua mente te prender, vai poetisa, faz, canta teu sentir, me deixa sair, que rô pintar o branco e formar em olhos lágrimas e orgulhos, que tocar peitos que sem esperanças esperam sem saber o teu escrever.
Tantas já o fizeram e tantas tu tem como espelho: Clarice, Cecília, Hilda, Nina, Tânia, Argentina... tantas que cantam sem medo os prantos e desejos.
Não me prende pra ti não, me solta deixa eu voar pela folha em tinta e formas. Depois nem precisa ler, para que não te envaideça e tente me rasgar. Me solta em alguma mensagem para alguém que de tu lembra e que me espera só pra olhar.
Vem me devora em vigor e fome me vomita como quem náusea sente! Não ligo, só me faz esse desejo e prometo que nunca mais te aperto o peito.
A poetisa adormeceu!
Farrapo poético
27/12/2019
O poeta é farrapo de seus sentidos e quereres
A poesia é a arte do esfacelamento do ser em prosa e versos aos que leem tais escritas.
Ao poeta é pacto mortal encruzilhado.

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Só conversando sozinho!
03/01/2020
Às vezes te sinto tão próxima tão dentro e fora de mim que quase posso lhe abraçar o corpo em espírito. Às vezes sou só e nesses dias tudo parece cinza, sem graça, sem luz... mas ando em dias e noites, aprendendo, ensinando e até direcionando.
Não choro mais também ainda não sorrio mais de forma livre o que faço hoje é viver o aprendizado e um crescimento em vários pontos. Uma dessas noites me senti radiado espiritualmente e decifrei palavras de espírito desencarnado(ao menos é o que sinto) dei o conselho e quebrei um copo na mão (muito maluco isso).
Minhas poemas não fluem mais tristezas, diminui a escrita agora escrevo números e teorias sobre economia.
Apesar de não lhe esquecer e crer que ainda estamos unidos, espero o momento de seu momento pois sei que houve erro por não ter uma clara conversa e por ter nos fraquejado em um momento em que apontava crescimento mútuo e juntos. Agora galgo a serenidade e a temperança. Não mais lhe sigo nem olho tanto seus dias, mas meu coração ainda bate um fogo de esperança.
Sonho com você às vezes, em uns lembro em outros não. Aprendo a não me apegar, mas a pegar direcionamento para o melhor.
Em artes me sinto mais ativo e aberto, as coisas dizem que tudo crescerá e darão mais frutos, a colheita é questão de tempo e disposição.
O que me é ainda difícil é a paciência que às vezes me incomoda, mas só por instantes depois olho o céu e os dias, lembro-me dos sorrisos e momentos e tudo se transforma.
Incomoda-me ter que mudar, apesar de ser bem apto a mudanças o esforço a tal me é pesado e me tira da zona confortável. Tudo bem o que quero é está bem e fazer bem a quem tanto amo. E amo com o corpo, com espírito, com coração e com as forças do universo. Não tenho medo de perder, pois entendo que não se perde o que se tem tudo que vem pode ir e voltar. Entendo em tudo e vejo de tudo que o melhor está e vem ainda mais, o amor está em mãos guiadoras e sábias eu creio, tenho fé, disposição e força para isso e outros momentos que virão mas demorarão muito tempo para tempestuar nosso mundo.
Já está quase na hora de eu contar a poesia do mundo quando vier nada mais atrapalhará.
Assim seja, assim é, assim está feito.
Francisco Jam’s Willame Carneiro Barbosa
A corda bamba do (des)equilibrio
29/012020 02:52h
Diga amém quem não tem fé.
Diga a Deus, quem não retorna. diga não é, quem não sabe diga não, quem sabe diga irei, quem voltou
Não desistirei de nós por que não desistis- te de mim cada centelha de hora é abrasante vulcão um Deus pede sacrifício, outros paciência. esperança em fundamentos quânticos do além físico.
A metafísica- física dos amantes tornam- se crentes corações dolentes a malha que cobre aos olhos descobre o peito e secam lagrimas e curam cortes cada manhã de crescimento da arvore, novas visões compartilham ternos sentimentos A não materialidade eleva batimentos corpóreos em metafísica planejada, MAKTUB.
A chave que abre é a mesma que tranca. A ancora no caminho encruzilhado mostra o tempo de parada a roda gira incessantemente matando sedes de raízes
Diga alem do amem por já é amem. Assim seja!
Encontro de Ciganos
28/01/2020
Vaguei pelas noites de caminhos lunares e me deparei com uma caravana de ciganos.
fui convidado à sentar com eles ao redor de uma fogueira com musicas, sorrisos e gargalhadas. Meio abatido, fiquei quieto no canto da luz, com sorriso amarelado e olhos tristes. De repente se aproximou um cigano e puxou assunto (dando conclusões), não me recolhi e respondi a todas conclusões do cigano, sem medo. Quando dei por mim haviam outros ciganos ao redor nos olhando e reagindo as falas. Pesei: estou sendo julgados pelos réus do mundo? Que ótimo! Aprenderemos mais uma desfaçatez humana: O JUGAMENTO.
Uma cigana se propôs a sensatez do ouvir e entender; outra a revoltar-se com O SILÊNCIO das duvidas; outra se bloqueou a tudo até a ouvir; outro afirmou que sempre será contrário a mim. (mas como, eu só estava ali há 30 min. e já havia feito rival?) lembro-me de pensar que cigano é verdadeiro, mas o que é verdade no cigano é a LIBERDADE. Me propus a receber as pedras ciganas, pois em meio minha tristeza, foram eles que me ensinaram sobre O AMOR, COMPAIXÃO,ESPIRITO, SENTIMENTOS E LUTA. Mas foram tantas pedras, tantos olhares afiados como punhais envenenados, tatás cabeças que negavam falas novas. A DOR foi a única que me acompanhou nesse julgamento. “A SOLIDÃO em meio uma roda de ciganos.” (daria um conto.) a cada ponto de conto um corte, a cada corte uma REMEMORAÇÃO de dores, a cada memória O MEDO. Não o medo da VERDADE, mas o medo da não COMPREESSÃO. As ciganas começaram a puxar tarôs e búzios, os ciganos ajeitavam seus punhais e grandes anéis e eu...
Tentaram gritar palavras de vergonha, mas VERGONHA não tive. Tentaram desfazer a ideia de que não havia tribunal, mas O TRIBUNAL estava lá. Sem acusador, defensor, juiz, mas estava lá. Lembrei de vagar sozinho em escuro caminho lunar conversando com a lua meu amo. Agora era tudo cinza, apesar do lumiar da fogueira, nuvens desceram como em cume de serra, e eu.
Nada se concretizou nesse tribunal, nada se fez melhor ou diferente, nada mudou. Nem eu.
Uma cigana me veio e disse: “liga não, é carmico!” “tudo será melhor.” “Olha a carta da temperança: é só um ciclo se fechando.” “carta da arvore: está enraizado” “carta do caixão: renovação.” “ O SOL: renascimento; afirmação.” “ O amor: essa que mostra que é carmico.” Fica tranquilo é carmico! “Cigana! De tudo que passo, passei e irei passar vem aqui de carma falar? Cigana linda Rosa, minha flor definhou, meu jardim se foi ainda resta mais espaço para O NADA?”
Ela disse: lembra da carta da ÁRVORE? Pensa você que para ser grande e frondosa ela não teve que mirrar algumas vezes? RAIZ forte se faz também com puçá água. Não se sedente, toda JUSTIÇA se faz do esforço de ter uma verdade, ou você acha que ter verdade é fácil? Aprendemos a mentir desde cedo para nos livrar de males, aprendemos a desconfiar por que sempre mentimos.
Eu: - Ao final cigana sempre alguém chora e veremos um corpo estendido. Ela: - ao INICIO veremos O FRUTO caído brotar uma nova árvore!
Seus fragmentos de mim
À Pamela Souto
03:48 h 23/01/2018
A cada dia ela é mais bela.
Olhos que flamejam cores ao tempo
Mãos que criam alquímicas sensações corpóreas
Corpo que dita caminhos e formas
cada dia ela é mais ela
A cada dia torno fragmentação de seus dias
A cada dia ela é mais dela
Ao dia ela é sol
E a mim que sou a cada dia dela me resta admira- la
Sou seus fragmentos de mim

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Sinto muito, me perdoe, eu te amo, sou grato!
15/01/2020 Sinto muito, me perdoe, eu te amo, sou grato! Quantas palavras há em um sentimento? Quanto sentimento pode haver em uma palavra? As palavras e seus poderes são armas dadas por necessidade aos seres. Todos usamos; do passarinho ao animal humano. O passarinho damos o nome de canto o animal humano pode nos deixar de canto. A palavra impensada é capaz de atrair, trair e destruir. Ao menor sinal de mau uso do falar torna palavras farpas e espadas que estraçalham e embaraçam tudo, deforma. Sim, palavras tornam- se formas, induzem gestos, deformam fatos e atraem mortes. A mãe para acalmar o choro da cria reproduz e até produz palavras em canção. O animal homem (macho) grita ordem que estremece chão. Paciência! Palavra que traduzo como Paz e Ciência. A paz de saber ouvir, a ciência do discernir o que ouvidos maus treinados escutaram e bocas havidas a encontros dispuseram. Sou desses animais homens que treinam palavras, ouvidos e o discernir. Minha incompletude (sem mérito de ser e ter) é parte de um processo lento que encontra mais barreiras que livre caminho. Aprendo palavras novas, absorvo significados e as resignifico para facilitar o vocábulo ao bom entendedor. Dor! Entender dor não é para maus entendimentos é para quem as sente. O juiz e o advogado não sabem a dor da vitima só ouvem palavras dos dois lados e delas fazem sentenças. A vitima por vez fica calada, acuada sentindo medo do decreto e são tantos decretos; decretamos que fazer e falar mal é sinal de falta de sabedoria, quando a temos torna- se falta de cefálica, quando a praticamos em individual é ego, quando as expomos a coletivo é força descomunal. A águia em seu alto voou olha e pensa, o boi em seu disposto sentir rumina o pensar, o leão pensa para agir por necessitar. Minha águia não voou nem pensou, meu leão em prontidão necessitou e ambos deixaram meu boi ruminar. E ruminou. Quando boi pensa ativa os chifre para a defesa através do ataque, é o mais frágil dos três, precisa baixa a cabeça e olhar sobre os olhos pra lograr êxito no ato, precisa ser certeiro pois chance maior não haverá. A águia ataca de cima o leão ataca pelos lados, pobre boi foi fadado. Palavras agora são gemidos em agonia em quanto lobos e hienas esperam o banquete. Antes o ruminar ao mal falar. Mesmo que haja sentido os predadores desfazem- se de tempos sem tino. Errado. Aprendemos desde a infância que os dedos não são setas para apontar e que tal ato é feio ficam sempre três dedos que apontam de volta no meio. A desobediência de tal ato pode formar novos atos de desobediências, de discórdia e talvez o ruminar do arrependimento. O animal humano diz que é o mais sábio por saber pensar e na maior parte do tempo não pensa o escutar, o sentir e o falar. Às vezes é provocado a dizer farpas que se tornam cortes de palavras. Às vezes se tornam espadas que fabricam guerras mal guerreadas, espalhamento gratuito de sangue e carne. Em tempos difíceis onde a carne negra é gratuitamente jogada a lixos e calçadas, palavras tem o peso e tornam- se mais afiadas que navalhas, o corte é preciso e demora a sangrar mas sangra, vai começando em gotas até tudo se encharcar e quem limpa o sangue? Quem rezará palavras de conforto aos mais novos vitimados por palavras mal faladas. Palavras. A forma de a poetisa espetar sentimentos, a arma dos indignados para espertar dignos, a defesa de acusados mudos. De formas o deformar palavras podem representar exaltação de sentimentos e destruição de vidas. Idas ao vento ou lançadas em lamentos, palavras são a representação quase fiel da essência do pensamento e do sentimento. O animal que se defende também ofende assim tapa ouvidos e escurece mentes, mente ao menor sinal de perigo e dispõe outros ao escárnio de maus sentidos. Sentidos. Abalados por falas de defesa e ataque, por necessidade de corpo e sexo, pelo amor que se foi sem olhar o depois. Sentidos são fabricações de palavras silenciosas que só despontam em pensamentos e traduzem- se em pulsação. Sentidos podem se transmutar em palavras vãs, em visões do alheio, em ouvidos surdos, em tato do destrato, em sabor amargo em larga intuição. Não podemos sentir pelo outro a dor ou amor só resta sentir e aos que nada sentem porque não sentem, só resta imaginar e fazer livres traduções em palavras vaguear imaginários formando assim pensamentos ordinários impostos a pérfidas traduções em series. “Se não ajuda não atrapalha” frase antiga de ordem que apresenta duas negativas. Negativos. A disposição do negar, do dizer não, do sentir contrario do bem, negar é expor em uma palavra sentimentos de si e do outro animal é dispor a esse animal o desterro de sentidos guardados, escondidos e não falados. me atrevo ao escárnio da escrita porque a fala audível não tem valor é negativa, me tornaram e me tornei o que sobrou sobre a carcaça do boi, o ultimo ruminar.
Um estado de canto dolente em lagrimas
[03:07, 05/12/2019] Jim Willame: Gosto de sentir saudades tuas. Me anima o carinho. Maior que a presença da tua falta é a falta que a tua presença faz quando perto ficamos distantes.
Então gosto da saudade, sabendo que não vou matá-la, pois ao te ver quero um carinho que não é compreendido. Sinto a saudade que a distância dá, com a atenção que a distância dá, pra focar na pele que a presença quer e não pode consumir, o tato quer, e não consegue abstrair. Sorrio pra saudade de longe, pra ranger com a saudade de perto.
Prefiro a saudosa vinda de depois, pra sentir-te mais intensa quando chegar no agora.
[03:16, 05/12/2019] Jim Willame: desalinhei meu centro, tudo faz parte de nós agora. E as preocupações que você me traz, transborda o vaso que já está lotado de você e eu.
Tudo culpa minha!
[03:25, 05/12/2019] Jim Willame: Perdoe a minha carência ou a minha melancolia, a minha saudade, o meu desabafo …
Mas nesses momentos de anti- sociabilidade... eu a tinha, a tão pouco tempo éramos nós. Mesmo com desencontros e incompreensões, eu fazia de tudo há você, e você por mim. Juntos eu me sentia seguro, você é porto seguro de minha jangada perdida em imensidão de mar revolto.
Se eu estou exagerando agora, é que meu sentimento é exagerado, ainda sinto essa dor, pequena, ainda.
A parada de ônibus não tem mais a mesma graça, não penso mais sorrindo, e nem chorando .. só respirando, pedindo pra parar.
Pra parar de querer o que eu não terei mais.
[03:34, 05/12/2019] Jim Willame: Em que momento eu estava eu não sei exatamente. Em qual momento estou o que sinto agora também não sei. Só sei que sentirei novamente, através desses elementos para a nostalgia.
Uma canção, um cheiro, uma voz, de agora pro sentimento, do sentir para sempre.
[03:42, 05/12/2019] Jim Willame: Eu te amo. é uma frase que quero dizer a todo instante. Com teus defeitos, que seja, eu te amo, tá na ponta do gracejo, na barra da tua saia, no corpo contorcido de prazer, no cheiro que se sente do pescoço, no abraço que sempre terei.
Encanta-me doçura teu largo longo cortejo.
[04:26, 05/12/2019] Jim Willame: As vezes os sentimentos são os mesmos em termos diferentes.
Que te importa?
29/12/2019 Que te importa?
Que te importa o sarau dos iletrados nas periferias, calçadas e praças? que te importa o grito das poetisas alertando submissões patriarcais?
que te importa o clamor dos pretos que se desenvolvem em meio repressão de cor?
que te importa a trans que se esgoela suplicando pela vida carregada em carrinho de mão?
que te importa o microfone aberto se tu só fala em ouvidos fechados?
Poesia que toma forma e pulsa sentidos sem métricas formais
Os saraus das periferias são saraus centrais de cidades manchadas são escapulidas dos dias sangrentos e sedentos de miséria são encontros de quereres dispostos ao oposto de si
A cada verso o avesso a cada avesso o corpo descorporificado a cada grito o riso de sua miséria
A periferia é o centro na cidade dos corporificados que forma idiotas funcionais
Escreve teu artigo, apresenta tua tese, senta no chão enquanto Carlos grita suas dores faz tuas políticas em quanto de longe escuta um Baticum okupando espaços rasga teus livros em bienais enquanto papoca na Papoco pipoca de arte aponta tua arma em quanto em transe de poemas se faz o Bulevard esmola aos pretos enquanto no Pirambu se canta arte Natora constrói tua praça e esconde o teatro enquanto pula ondas na Taíba Bota o Teu na vista em quanto no Maracanaú se faz palhaçaria da tristeza esconde o sangue derramado da chacina que seca ao sol sob a cantoria do Curió livre sente teus Órgãos em quanto o Corpo Rizoma ideias e facetas nos olhos coloridos da poetisa Quer ouvir poemas? quer ser Cult? o good da vibe é bater na ciência a consciência desmetrificada e descorporificada poesia trans que incomoda, acomoda, forma e destrói prés
Quer ver poema metrificado vai ao centro, praia, salão de livraria. Quer sentir poesia? Vem na periferia e vê a d. Maria da água te contar verdades embriagadas de dias.
Acabaram o carnaval
05/01/2020
Acabaram o carnaval
o rei momo emagreceu as baianas não vestem mais oxalá a colombina morreu porque arlequim se casou com uma mulata O povo se deteve a educação e entendeu que a festa da carne é xvideos Acabaram o carnaval O presidente ensinou as crianças que armas eram brinquedos as universidades e seus professores aderiram empresas de limpeza de rua os alunos se tornaram mendigos em churrasquinhos de esquina as mães não dormem suas barriga de meses Acabaram o carnaval Os poetas não escrevem mais musas as poetisas não gritam mais ordens os pretos se puseram em valores vãs e agora faz raça contraria em racismo vivo
Acabaram o meu carnaval
A musa se foi o projeto acabou a viagem faliu o pau sumiu o filho se viciou em noites de bêbados desgraçados agora a musa se ludibria com bombas de cavalo em veias
Acabaram o carnaval
Não há mais lança- perfume nem sexo na rua mijada não há mais marchinhas as musicas são rabetas comportadas de longos vestidos
Acabaram o carnaval
E meu cachorro esta me sustentando o vicio de comida os gatos não quebram mais telhados os crentes agora fumam baseados e adotaram Jah
Acabaram o carnaval
Acordei no meio de uma casa de praia tocando funk e suruba enquanto poetas embriagados dormem a beira da piscina pintados de creme dental
Ufa... por um instante sonhei que meu país tinha deixado a mascara cair percebi que era o narguile que chapei com arruda de guiné Francisco Jam’s Willame Carneiro Barbosa
Foda- se os métricos poetas
23/01/2020 Sou desses poetas que se inspiram com a dor e com a embriaguez
em minhas escritas metricas não há, faço poesia para não poetas conto vivencias e quereres, fabrico palavras na pulsação da ponta dos dedos
Que me importa as métricas e as alegrias sãs?
PORRA NENHUMA!
A poesia é feita para ébrios, poetas contam velórios de si.
Que te importa livre leitor as palavras que invento? Se queres metrificar, condenar, julgar minhas tortas escritas, tone- se ébrio ou sinta dor.
Não faço poemas para agradar- te mas para contar meuS seres.
Frases de efeito só se faz bem feitas quando não há propósito de aparências.
Minhas escritas são o foda- se que meu ser quer dá mais não escuto.
São os doces que misturam- se ao amargo, são lamas secas em que pisas confiante em dias de sol. Se estou triste? Qual poeta não a tem? Qual poesia não te leva ao ser as lagrimas do poeta?
Poesia sem tristeza é samba sem nota. Quer poesia de canto, aprende a cantar tuas musicas.
Minha poema tem nome: FODA- SE me fodendo em lagrimas de amor.
Francisco Jam’s Willame Carneiro Barbosa

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Grito na rede.
04/01/2020
Porque me aprecias em redes se na rede estou chorando poemas de aviso? Que me importa seu curtir se nada me fala e se a face é coberta de água- sal?
Arrrrrrrrrrggggggggg....
me interesa mais a loucura Denkiana,a depresão Renatiana, a verdade de Melo, as fases de Rizzi as verdades de Adrop.
Arrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrggggggggggggggggggg....
Uso dos quadrinhos para me desquadrar e tornar- me pentagramado só para te chamar atenção. CHAMAR-TE.
Arrrrrrrrrrrggggggggg....
Dor do desvelo que me toma as vísceras, o útero, o saco, o cú..
aaaaaaaaarrrrrrrrrrrrrrrrggggggggggggg....
Toma meu resentir, toma minha dor de espera e a dor de não ter. Toma em cálice sagrado do profano minha desfalencia, Serve-se de minha seiva jorrada em corpo nu.
aaaaaarrrrrrrggggggggg.... que te importa se tu não porta meu sentir. Se tu se cala na fala verdadeira...
aaaaarrrrrrgggggggggg....
O grito não tem escrita só som e sentidos.
Francisco Jam’s Willame Carneiro Barbosa
Hoje tomarei um conhaque quente e rubro
28/12/2019 Hoje tomarei um conhaque quente e rubro
Já me vieram lagrimas, dores, anjos, corpos, amigos que importa se não me veio o ébrio amor?que importa a solidão da grande casa de paredes escritas?que importa as poemas?
Não leio mais poemas eles são esfacelamento do ser.já sou lama de mais para poemas.
Quero só um conhaque quente e rubro.
A flor que colhi morreu no caminho, as que ofertei foram desdenhas e ou esquecidas no caminho, as que plantei não cresceram por falta. que me importa a palavra se o silencio é o que resta ao nobre amante? que importa ao amante ser se a amada não o encontra?
Indagações são pontuações fúnebres no silencio.
Toda canção é a tristeza das notas isoladas. Todo errante amante aprende a dor de amar sozinho.
A musa que reflete poemas e deles dispõem palavras sabe que seu amante é inteira palavra de frases fragmentadas para poemas de não poetas.
Hoje tomarei um conhaque quente e rubro e chorarei meu ser e ao findar a dose e saciar meu impulso esquecerei que às vezes ser amante dói.
Quero só um rubro e quente conhaque.
Francisco Jam’s Willame Carneiro Barbosa