Carta para Saturno ... I
Ninfa que magoei Em suas asas eu pesei, teus cachos eu cortei Toda dor por ti passada, fiz pensar e não pensei Gargalhadas; repassei, refiz, errei Magoada minha palavra, atitude ingrata Estendo no peito uma rosa vazia De uma língua espinhosa voltada contra minha melhor amiga Em salas vazias, revejo tuas mensagens Em paredes, novamente escrevo Eu não mudei, eu não cresci Eu nunca me perdoei Um Narciso de EUs em 3 versos completei Penso em palavras pra escrever Entretanto não refletir sobre você todo esse tempo Sempre foi o verdadeiro erro Na mente, uma doce sereia E nos olhos, um mar de salgadas lágrimas de desespero O esmalte podre de meus dentes não valem um minuto de ritos trocados contigo Porque quando precisei, você também foi um amigo Mesmo quando me tornei somente droga e isqueiro Perdendo os sonhos e conversas, lembranças e momentos de festa Registro em primeira parte Meus pedidos de desculpa a Saturno Afogado no vácuo da Solidão e Inércia ~ Tóxico Jefferson Dantas Monteiro














