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“Hm... Sayre?” anunciou batendo de leve na porta do laboratório de poções que estava com horário livre. Aquela era sua forma de dizer se poderia ter um pouco de seu tempo. No entanto, antes que tivesse uma resposta entrou na sala indo em direção à bancada que ela estava, sentando-se no banco da frente. “Queria falar com você por um instante. Soube que você é boa em aritmancia e precisava de uma ajuda como um trabalho extra pra equilibrar minha nota” aquela era uma mentira das maiores e esperava que ela não notasse aquilo. Tanto que sorria de maneira aberta para desviar daquilo. O motivo por procurá-la era tentar decifrar a sequência de números do pergaminho de sua mãe, que era uma clarividente. “Até estudei sobre o número do coração e do caráter, mas não acho tanta coisa sobre como os números podem predizer eventos. Podemos fazer um trato se preferir...” afinal, não podia requerer ajuda daquele modo se não tinham uma relação tão aprofundada até ali. @tcssayrc
◜ ✦ . ⁺ . Claramente, Gianluca não esperava que fizesse aquela pergunta, demorando para respondê-la ao mesmo tempo que reagira com um silêncio ensurdecedor. No final das contas, independente do quanto os campeões tentassem demonstrar confiança, era impossível que a mantivessem constante durante todo o tempo. Era reconfortante saber que todos os concorrentes eram humanos, afinal. ─── Eu também!─── Ofereceu a ele um sorriso gentil, apenas para que não se sentisse sozinho ao se sentir inseguro. Isso ia contra a sua ideia de se manter distante dos outros campões, mas como sempre Astrid mostrava-se especialista em desapontar a si mesma. Era impressionante o quanto já havia aprendido sobre a cultura dos não mágicos em tão pouco tempo, e tudo graças ao rapaz diante de si. ─── Se eu começar a conviver muito com você, tenho a impressão de que meus pais vão se perguntar o que uma trouxa faz na casa deles quando eu retornar pra lá. ─── Replicou jocosamente, não reprimindo o riso fraco que surgiu em sua garganta. Não se importaria de absorver aquele conhecimento e adaptá-lo a sua rotina, mas era inevitável que aqueles que já a conheciam a bastante tempo estranhassem a mudança repentina. Respirou fundo com o seu comentário, soltando um suspiro desanimado. ─── Por Merlin, lá vamos nós novamente! ─── Resmungou, mesmo que não demonstrasse grande resistência ou hostilidade, apenas não gostava de falar sobre si. ─── Olha, eu juro que tô tentando melhorar, mas não sei se esse é o melhor momento. Sabe, nada melhor do que uma muralha para vencer esse torneio. ─── Talvez por isso acreditasse estar tão distante daquele conquista, já que diversos fatores e acontecimentos vinham a afetando ultimamente. Entretanto, não tinha interesse em conversar sobre aquilo no momento, decidindo manter a postura que ainda conseguia carregar. Falar sobre quadribol era confortável, por isso agradeceu pelo assunto. ─── Acredito que sim! Devem ser amistosos, mas acho que o sangue nos olhos dos jogadores continuará o mesmo independente disso. ─── Respondeu, mais uma vez achando graça no que dizia. ─── Acho melhor que torça por ela mesmo, vai precisar de um ombro amigo quando for derrotada. ─── O provocou, lançando um sorriso travesso me sua direção. Não se surpreendera com sua resposta, por isso apenas assentiu enquanto sorris. ─── Não achei nada estranho! Consigo te visualizar perfeitamente conquistando isso. ─── Estava sendo sincera, convicta de que o rapaz conquistaria tais objetivos. ─── Pessoalmente, espero que esses saltos confortáveis sejam lançados antes que eu esteja morta. E também espero receber um par de presente na minha casa. ─── Lançou a ele uma piscadela.
O olhar de compreensão transmitido por Astrid foi como encontrar um oasis no deserto, de maneira até dramática se podia pensar. Mas era reconfortante saber que a amiga também compartilhava daquelas inseguranças que era naturais, mas que todos diziam que deveriam ser evitadas. Ao se tornar tribruxo ninguém dizia no ‘manual’ que se tornar invencível, ou até insensível, era algo que cobrariam. O sorriso foi correspondido em mesma medida antes de olhar aos lados para garantir que estavam em certa zona neutra e se aproximar dela, deitando a cabeça em seu colo antes de levar a mão aos cabelos dela, enroscando uma mecha para criar um cacho. “E qual seria a chance de Astrid Hakkarson, a campeã de Durmstrang e participante do Clube de duelos” ergueu o dedo livre para fazer aquela nota no ar. “se tornar uma trouxa apenas por conhecer sobre as maravilhas sem varinha? Pouco pouco provável!” até porque se Gianluca tivesse que admitir, seu maior medo era justamente um dia perder a magia. Amava suas origens e seus pais, mas nada o fazia se sentir mais vivo do que poder incorporar os dois mundos. “Você não deixa de ser quem é só porque tem playlists melhores, tipo bem melhores” elogiou o novo repertório, mas aqui também parecia uma leve provocação. Escutou-a reclamar de seu comentário e teve que se segurar para não rir com aquilo, assentindo positivamente. “Provavelmente você está certa e eu errado, mas acho que é meu senso aventureiro que me colocou nessa” nessa furada poderia completar, mas deixou as palavras apenas para si. De fato ter um controle sobre as emoções e impulsos parecia adequado, mesmo que parte de si acreditasse que isso minava a criatividade e sensibilidade. “Só espero que não demore tanto, é o último ano. Algumas pessoas meio que esperam a chance de um jogo memorável” de imediato seu pensamento se transportou para Niklaus, pois sabia como o garoto tinha apreço pelo quadribol e o vôo. Provavelmente se tornaria um jogador famoso e a cobertura do torneio era a chance de obter olhares. “Diga isso a Mina e provavelmente ela responderá a provocação com ‘POR NOBLE! Você só deve estar sob Confundus se acha que não vou te derrotar no campo’” afinou a voz imitando um pouco a francesa, principalmente em seu bordão sobre a casa de Beauxbatons. Soltou um riso baixo assentindo que daria o apoio necessário, ou pelo menos esperava poder dar. Aquilo fez com que mordiscasse o lábio inferior antes de os olhos se erguerem para o rosto dela acima do seu, feliz com as palavras em consideração. “Nesse caso por precaução semana que vem, antes da prova, abro um plantão de vendas!” a piada mórbida foi feita para aliviar o clima do torneio, mesmo que a possibilidade gelasse a espinha. “Mas é claro que te envio um presente, um mostruário para te incentivar a comprar na minha grife” deu uma piscadela à ela. “Deixo perguntar... você já recebeu alguma, hm, pista ou dica sobre a prova? Tudo está quieto demais e tenho impressão que um dia acordaremos com um dragão nos jardins e o diretor dizendo pra tirarmos o pijama” suspirou pela ansiedade que emanava do fato de não terem nenhuma diretriz contundente até o momento. Tinha tentado espiar os portões de Beauxbatons ou conversar com os professores que era mais próximo, mas provavelmente Maxime e o Ministério estavam usando feitiços de ocultação, chaves de portais e todo tipo de artifício para que nada vazasse.
“Eu preciso mesmo da sua ajuda, @bite-na“ murmurou se inclinando sobre a mesa da biblioteca, seu livro de feitiços avançados se abaixando por um instante. “Você tem tempo por essa semana?” perguntou com os olhos focados na coreana e ignorando murmurinhos de colegas de Beauxbatons. “Não ache que me esqueci de como éramos bons com os jogos de estudos antes das provas” e provavelmente esse tinha sido o motivo por não bombar em história da magia no terceiro ano. Era bem mais divertido estudar fatos bruxos monótonos com uma madrugada de Anedota ou Quest. “Se isso não representar um golpe de estado contra Hogwarts, pensei de uma festa do pijama com post cards, prometo não colocar cola durável na sua testa dessa vez. Old times...” fez sinal com a mão soltando um riso baixo. Não sabia que estado estava a relação com a garota, mas esperava que com as cartas que trocaram nesse período de ausência ela soubesse que estava sendo honesto em suas pretensões. Realmente não via ninguém melhor do que a ex-noble para ajudá-lo a colocar os pensamentos no lugar antes da primeira prova.

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O tão feriado chegou e em condições normais Luca estaria radiante. Era uma chance de ver seu pai e agradecer pessoalmente pelo apoio, mas seus planos naquele dia eram outros. Segurava a carta de Isabel entre os dedos hesitante em tocar a campainha da mansão Van Dijk, mas sua hesitação provavelmente foi sentida visto que a porta se abriu sozinha. “Dio mi aiuti!” pronunciou em seu italiano, pensando se era a melhor escolha de fato falar com ela, justamente com a mãe de... Mina. Os últimos acontecimentos com a garota ainda fazia suas mãos suarem e não tinha tido a chance de encontrá-la depois da enfermaria, onde se quer tinha certeza se sua presença tinha sido sentida. Levou a destra aos cabelos ruivos coçando em certo nervosismo, nervosismo este também disparado pela sensação congelante e ao mesmo tempo extasiante de estar tão próximo de novas descobertas sobre sua mãe. Se havia alguém que saberia mais sobre Ìris Daskalakis, esse alguém seria sua amiga que também ganhou a honra ao mérito de Madame Charpentier. Levou sua mão até a porta batendo para anunciar sua chegada antes de escutar que podia entrar. Cruzou o saguão de entrada sendo chamado até a sala de estar, onde a lareira crepitava e quase tiraria sua atenção se não fosse... se não fosse seus olhos encontrarem aquela figura loira. “fottuta troia!” resmungou bem baixo, esperando que não tivesse sido ouvido. Ficou parado por um tempo até Isabel dizer que não precisaria dar seus galeões para se sentar. “Ah claro, só... fazia tempo que não vinha aqui ou te via. E... boa noite Mina!” murmurou para a garota que estava no sofá, indo até um poltrona vazia para evitar qualquer desconforto. “Mio padre me deserdaria se desse uma visita sem um presente então... “retirou de dentro da bolsa uma embalagem com Cannolis, a fazendo levitar até o colo da anfitriã. “Obrigada por me receber. Aquela matéria sua me deixou de cabelos em pé, tive que usar poções cosméticas” tentou fazer a piada ajeitando seus cabelos, mas era pouco eficaz quando geralmente quem o fazia era justamente alguém que naquele instante deveria lhe odiar intensamente por também estar ali. Não sabia que Mina estaria lá naquela hora. @minaliev
— Uh, eu realmente iria querer ver. Nossas mães iriam ficar decepcionadas se brigássemos, mas confesso que tô começando a me divertir com a possibilidade. Isso me deu várias ideias Luca, e você deveria saber que Niklaus + ideias é algo perigoso. — contou tranquilamente, uma risada baixa escapando da garganta. — Se eu te contar perde toda a graça. — o tom de suspense permeava a sua voz, mas não durou muito. — A verdade é que Durmstrang presa em sermos bons em duelos. Bons não, excelentes. Espero que não tenha de duelar com a campeã de duelos da Feuer, Luca, nenhum de vocês se safaria dessa. — alertou com entusiasmo. Realmente admirava Olivia pelos grandes feitos e até pedia umas aulinhas de vez em quando. — Então, mas também temos esgrima e outras lutas corpo-a-corpo. Na falta de uma varinha a mão é bem útil. — ele particularmente adorava as eletivas de combate, tendo adquirido diversas habilidades úteis até mesmo para os duelos. Controle de equilíbrio e respiração era uma delas, habilidades estas que muitos bruxos subestimavam mas que em Durmstrang era levado a sério.
Ergueu-se para visualizar melhor o que tinha escrito no jornal, mesmo que não entendesse quase nada. Os olhos logo arregalando-se com a história contada contada por Luca. — Mina a… francesa? Digo, a loirinha francesa? — engoliu em seco ao lembrar-se do segredo de Mina, repreendendo-se mentalmente por quase deixá-lo escapulir. Mesmo que Gianluca fosse seu primo, um segredo confiado era sempre um segredo confiado. — Caralho! Que foda! Nossa, não sabia que titia era justiceira. — lembrou-se das histórias que a mãe contava sobre a irmã quando crianças, e as histórias que os próprios avós comentaram durante seu crescimento. Aquela família realmente escondia muitos segredos. — Clarividência? Uou. Será que você também tem o dom? Já sentiu algo que indicasse? — perguntou com curiosidade. Lembrava-se vagamente de sua família ter tido clarividentes em algumas gerações, mas nunca conhecera nenhum deles. — Claro que podemos, acho que elas ficaram pra a gente, de qualquer forma. Minha mãe sempre ia lá ver se tava tudo em ordem, tinham servos e tudo. É bem triste pensar que… todos os nossos ancestrais estão mortos. É bem solitário. — aquela reflexão foi subitamente expelida pelos seus lábios, fazendo com que sua mente ansiosa se perguntasse se as mortes teriam sido de causas naturais ou não, como foi com sua mãe. — Então deve ser de família. — deu de ombros enquanto o observava. Estava na cara que ele não acreditava em nada do que dizia, mas Nik estava sendo sincero, ou pelo menos achava que sim. — Nunca me envolvi dessa forma com ninguém e não pretendo nem tão cedo. Já tenho problemas suficientes pra lidar. — realmente os tinha, mas se dissesse que não sentia uma pontada de inveja ao ver certos casais apaixonados pelos corredores estava mentindo. Contudo, talvez não fosse feito pra isso, afinal. — Prometo fazer o possível pra não deixar espalhar. Você sabe, estou torcendo pra Durmstrang ganhar, mas se você ganhar… é meu primo, po! Não quero que se prejudique por conta das fofocas dessa fofoqueirinha desgraçada.
“Antigamente também diria que é incomum a combinação” brincou com ele pelo estereótipo de atleta loiro, mas não havia nenhuma verdade já que Niklaus era bem inteligente. Porque inteligência não se tratava de ser bom em estudos, havia múltiplas. Para evidenciar exibiu um sorriso amistoso. “E quais seriam suas ideias para me dar uns tapas?” sabia que a pergunta estava dúbia e a intenção era mesmo essa, brincar com o humor. “Eu li algo a respeito que misturam luta com duelos. Parece interessante, mas um pouco mais arriscado pela luta” e não se referia a brutalidade, mas como um trouxa e ciente de como as coisas sem a varinha tendiam a demorar mais, lhe parecia uma brecha o combate corporal em um duelo, até deixando um pouco vulnerável. Ignorou o aviso sobre Astrid, porque não considerava a possibilidade depois de ter estudado provas individuais das edições passadas, mas também porque não era fã daquela parte de feitiços. Embora participasse do clube avançado, prezava por estratégia, perícia e os utilitários.
“Sim, a francesa” Esboçou um certo orgulho pela amiga e pela ex-sogra com sua benevolência. “Mas não entendi o choque! A Mina faz aulas avançadas e é vice-capitã, acho que a fama precede” ou pelo menos era o que o torneio estava indicando. Grande parte dos alunos ali eram inspirados por histórias familiares. Cruzou os braços diante do peito o inflando teatralmente com elogio sobre sua mãe, mas os olhos levemente marejaram. Mas que droga, não podia virar emotivo justo naquela altura! Mas era difícil conter certa emoção por admirar alguém que até pouco tempo nem mesmo sabia da existência. “Não não, nunca consigo ver sinistros nos pozinho da xícara” fez uma careta, mas havia algo que achava no mínimo interessante. “Mas tem uma coisa... eu sinto que sou bom em entender as pessoas, ser empático. Só que não funciona comigo essa merda” reclamou bufando um pouco alto antes de tombar a cabeça para trás, observando o azulado do céu enquanto se deitava na grama. “Acho que ficou menos solitário sabermos que não somos o último da geração, tipo...” apontou para si e depois para NIklaus indicando que pelo menos agora não estavam sozinhos, eram uma família, por mais nova ou disfuncional que as vezes pudesse soar. “Só espero que a gente faça jus à ministro do quadribol, clarividente justiceira e arbitra famosa. É meio assustador sabia? Precisamos mesmo ir na mansão”!” admitiu com sinceridade, a pontada de insegurança se fazendo presente no tribruxo, afinal, era humano. Engoliu em seco sobre o envolvimento, porque tinha suas reservas no passado. “Agradeço a preocupação e tá tudo bem, só meter o foda-se se algo surgir! Eu preciso ir, tem aula de equitação e o gato aqui tem que se garantir no vôo, já que meu antigo instrutor era péssimo” deu uma leve cotovelada em Niklaus antes de se levantar e pegar a bolsa a pendurando no ombro. “Nos vemos por ai?” indagou antes de acenar.
A penteadeira de Segredos
Que não guarda tantos segredos assim! Luca não gosta de compartilhar seus pertences ou revelar suas ideias inacabadas, por este motivo lançou um feitiço em sua penteadeira. Todas as gavetas somente são abertas com a chave mestra que anda junto ao corpo, como mais uma de suas pulseiras. Um feitiço extensor também foi colocado para que ela pudesse guardar mais do que aparenta.
— Questionário de Desenvolvimento no Potterverse
bcurse:
where? salão principal.
with who? @italianluc
when? final de tarde.
Olívia estava entediada. Tudo naquele castelo parecia perfeito e ela sentia falta do clima frio e mais sombrio de Durmstrang. Na tentativa de acabar um pouco com aquele seu humor horrendo, era comum que pregasse peças em quem estivesse por perto e a vítima da vez era Gianluca. De longe, observava quando o rapaz tentava conjurar alguma coisa e Olívia acabava com tudo ao atear fogo em tudo o que saía da ponta da varinha do rapaz. Ria sozinha, parecia que o seu tédio poderia passar só com aquilo, mas em algum momento Olívia apontou a varinha mais para a esquerda e o feitiço não-verbal de fogo atingiu o tecido da roupa que cobria o braço dele. De imediato, ficou de pé, os olhos arregalados ao que dava a volta pela mesa e corria na direção dele. ━━ Me desculpa, foi sem querer. Eu não estava apontando pra sua roupa. ━━ Deu alguns tapas no braço dele, para apagar o fogo e então viu o estrago feito. ━━ Oh, parece que eu destruí mesmo sua roupa. Mas não tem problema, né? Você deve ter umas cem mil iguais a essa.
Gianluca estava testando feitiços de transfiguração Para alguém que queria se tornar modista no mundo bruxo, era importante que soubesse transformar coisas simples como origamis de papel em um espetáculo aos olhos. O problema estava no fato que não importava o quanto se concentrasse, suas miniaturas animais entravam em combustão em questão de segundos. Não conseguia entender o que poderia ter de errado, já havia usado daquele encantamento para mandar bilhetes de madrugada algumas vezes também. Pensou por um instante que poderia ser sua instabilidade nos pensamentos e sentimentos que estivesse interferindo na magia, um fato que com toda certeza teria que controlar até a primeira prova. Mas quando suas mangas drapeadas começaram a incendiar um pequeno gritinho saiu por seus lábios. Não por estar queimando sua pele, mas por estar consumindo o tecido Saint Laurent. “fottuta troia!” praguejou em seu Italiano arrastado pegando a varinha e murmurando um aquamenti que logo encharcou a blusa branca a deixando transparente. “Estou começando achar que ou gosta de me ver nú ou gosta de me ver molhada, que vacilo Burke!” resmungou ainda mal humorado, mas puxou fundo a respiração para tentar se acalmar. Já tinha conquistado problemas o suficiente nos últimos tempos. “Não é porque tenho várias roupas que alguma é dispensável. Você descartaria um familiar por ter vários?” aquilo era bem exagerado, no mínimo. Mas para alguém que queria seguir naquele ramo era importante. “Ok, eu devo ter alguma coisa aqui que dê pra improvisar.” murmurou mais para si mesmo vasculhando a pequena bolsa extensora e tirando de dentro um óculos vintage e uma bandana marrom. Seu plano era usá-la no cabelo, mas devido as circunstância fez um triangulo com ela tirando a a blusa social branca e amarrando-a no corpo, depois sobrepondo a jaqueta azul clara de beauxbatons e colocando o óculos de sol. “Pelo menos pode me dizer o feitiço que destruiu minhas roupas? Ainda não esqueci que iamos treinar, na próxima me avise pra me preparar!” seu rosto ainda estava quente por certa raiva, mas mordiscou o lábio inferior para suprimir outro eventual xingamento em italiano.

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Para alívio de sua agonia, a lua já estava em seus últimos dia tão cheia no firmamento. Mina já não sentia como se sua pele fosse rachar ou seus ossos fossem quebrar. Ainda estava com um calor enorme, o corpo quente e a pele sensível eram uma péssima combinação, o que acabava sendo uma dificuldade para si com os lençóis e as roupas. O pijama leve que vestia era um incômodo, mas já não tanto como quando entrou na enfermaria há alguns dias. Apenas dormia a maior parte do tempo, as poções lhe deixando sonolenta e exausta, tirando toda sua força. A tranquilidade do ambiente em que se encontrava era o suficiente para lhe embalar a dormir novamente após alguns instantes acordada. Mal viu os dias passarem, acordava apenas para tomar uma nova combinação de poções ou comer algo. Dessa vez não foi diferente. Mesmo depois de tomar o que precisava após o horário correto, Mina não conseguiu se manter desperta por muito tempo. O que não esperava, contudo, era ser acordada por um barulho bem em seu ouvido. Para seus sentidos mais apurados, o som estava alto demais, tanto que quase não conseguia identificar a letra de imediato. Demorou alguns instantes mas, ao finalmente entender, também capturou a voz de Luca. Merda. Embora tivesse conseguido evitá-lo após o dia na sala que usavam como esconderijo, agora não tinha muito escape. A única coisa que podia fazer era fingir que continuava dormindo e apenas prestar atenção na música; a letra tornava difícil de não reagir, mas Mina era boa em fingir, afinal.
Suas mãos suavam com a situação desconfortável de estar naquela ala hospitalar. Era um combo de pensamentos que rondavam sua mente agitada. O primeiro deles era sobre o estado em que observava, com Mina inerte naquela maca pelos efeitos da fase lunar. A insegurança de saber se aquele era mais um conjunto de sintomas corriqueiro da garota ou se era um novo estádio daquela maldição que a assolava. O segundo orbitava em torno da culpa, a culpa que corria seu peito de ter agido de maneira tão impulsiva justo as vésperas de uma data tão adversa a ela e em um momento em que a confiança lhe era depositada por descobrir dos diários de Abraham. E a terceira coisa que escapava do inconsciente, mesmo que tentasse suprimir para o fundo novamente, era como precisava estar ali mesmo sem sentir que podia fazê-lo. Como precisava sentir o calor de sua mão e como precisava que ela soubesse, mesmo que através de uma música ou um sussurro longínquo que vagaria a mente, que sentia muito por bagunçar as coisas mais uma vez e que não queria perdê-la de novo. Perder a proximidade que tão demoradamente voltaram a construir.
Mordiscou o lábio inferior tentando ter mais um lampejo de sanidade, mas o coração batia um pouco forte para ouvir e esperava que sua legítima sinceridade pudesse correr na próxima melodia que diminuía um pouco para não machucar os ouvidos dela. Don’t Speak foi a faixa escolhida, uma música trouxa do grupo No Doubt, que falava sobre um casal que um dia esteve sempre junto, mas que agora sentia estar perdendo com o fim. O refrão dolorido que se tratava sobre não falar, não se explicar para evitar mais dores, era justamente o que não fazia. Porque de fato sentia que precisava se desculpar e dizer que as memórias que compartilharam eram convidativas, embora algumas um tanto assustadoras. Deixou que cada estrofe fosse tocada enquanto permanecia em silêncio, apenas posicionando a entrada do fone do diskman enfeitiçado e a mindinho da destra esbarrando sobre a mão fina da Van Dijk. Quando Gwen Stefani cantou a última parte um suspiro saiu, se lembrando da noite em que tudo se tornou claro em sua mente enquanto tomava banho e refletia sobre suas ações. Como se desengarrafasse um pergaminho de uma garrafa que há muito tinha boiado por um imenso mar, as palavras saíram sussurrantes próximo ao ouvido da loira. “Eu sei que é covarde que eu te diga agora que nem se quer pode me responder” admitiu num fio de voz uma das inseguranças que geralmente não mostrava a qualquer um, a faceta mais vulnerável do que o garoto sorridente que desfilava os corredores. “Mas temo que não possa te dizer isso então... eu vim aqui porque estou preocupado com você, porque é estranho ir para o café e não ver você na mesa rindo por qualquer besteira ou repetindo mil vezes no dia POR NOBLE!” soltou um risinho baixo enquanto um sorriso amarelado se pintava nos seus lábios. “Mas também porque eu sinto muito mesmo por ter... por ter me aproveitado daquele momento, desculpa se pareceu isso” era difícil reconhecer erros como aquele, talvez por sua dose de egocentrismo que tentava aplacar com bom humor, mas que sabia que existia como um real defeito. “Eu não sou daqueles que pensa muito... eu simplesmente me perdi. Mas não como antes, me perdi em como você estava bonita e como queria te beijar. E quando vi... já tinha fodido tudo!” um muxoxo foi solto antes de se inclinar para dar um beijo em sua testa, saudoso. “Só queria dizer que sinto muito, mas agora você precisa ficar bem então...eu não vou mais ser um babaca para você” ou se esforçaria ao máximo para não ser e esperava que tivesse a chance novamente de continuar a amizade que tinham. “Fica bem tá bom? Vou te esperar com uma roupa customizada da Noble pra quando ganhar alta” disse aquilo antes de ouvir a medibruxa dizendo que precisava sair. Assentiu com a cabeça antes de dar passos largos para a saída.
(ENCERRADO)
@tripontos
Já nem sabia mais quem havia metido quem em problemas, mas talvez eles fossem o protótipo de suas mães. Longe já causam um problema imagina juntos? Nik não pode deixar de abrir um largo sorriso divertido, já havia até se esquecido que estivera tão ranzinza antes. — Você pode tentar mas não ia te deixar ganhar de mim em uma disputa. Tenho uma reputação à zelar, Versace! Podemos resolver isso no xadrez bruxo ou no soco, você quem decide. — não era particularmente bom em xadrez mas sabia lá algumas facetas. Ele revirou os olhos com os julgamentos, não esperava que fosse diferente até mesmo aqui em Beauxbatons. Sempre seria visto como aquele estereótipo, não tinha o que fazer. Deu de ombros. — Nunca disse que achava ruim, quem não quer ser visto como gostosão? Eu particularmente gosto, não estão falando nenhuma mentira mesmo. — Nik abriu um sorriso travesso. Realmente acreditava nisso e já não tinha mais saco para pensar no que os outros falavam dele nesse sentido. Mais cedo havia lido alguns trechos do jornal francês, porém, só conseguira identificar algumas coisas, mas a manchete com a foto da tia não passara despercebido. Não tinha nem como. Os traços parecidos com Gianluca e com a própria mãe eram extremamente proeminentes. — Olha, eu vi minha tia lá e vi que tinha alguma coisa sobre grandes feitos mas meu francês não é assim tão bom, Luca! Você vai ter que traduzir pra mim. Mas claro que não imaginava menos de alguém da nossa família, acho que ela estaria orgulhosa de você sendo Tribruxo. Cara, eu lembrei um dia desses de uma história da nossa Tataravó, ela já foi Ministra no Departamento de Esportes, dá pra acreditar? Essas mulheres eram insanas! — as mãos erguidas em gestos exagerados, a empolgação tomando conta de si ao explicar. — Olha, quem nunca teve ciúmes da sua melhor amiga que atire o primeiro feitiço. Eu tinha motivos para não gostar do Zarko com Astrid, ele era um babaca com ela. Dizia ser amigo dela mas ficava usando ela pra fazer ciúmes à ex, isso ultrapassa o ridículo, Luca. Sou babaca mas ai ja é demais! — Nik bufou, o tom irritadiço voltando à sua voz. — Não tem nada mais do que isso. — talvez alguns beijos… mas nada sentimental, ele tinha certeza. Ninguém estava usando ninguém, estavam apenas se divertindo como os bons amigos que eram, então não havia nada com o que se preocupar. Pelo menos era assim que ele pensava. — Agora… você sabe que não vai demorar muito para que associem nossos nomes, né? To tentando ser o mais discreto possível, acho que depois da matéria da Rita, descobrirem que um Tribruxo tem um primo de outra escola não vai ser muito positivo. Pra você, no caso.
“Com certeza no soco, porque é só fazer alguns movimentos e pensar em coisas que me despertem raiva” tipo socar a cara da Rosier ou Rita Skeeter, era um começo. Sem mencionar que Xadrez era para mentes privilegiadas ou para quem nascia com cu virado pra lua. Luca não era nem inteligente aquele ponto e tampouco sortudo aquele ponto, ou pelo menos não se considerava. “O que vocês aprendem em Durmstrang sobre isso? Na magia Marcial.” a pergunta era legítima daquela vez, sem qualquer piada envolvida. Seria interessante saber como melhorar seus dotes para as provas, embora achasse pouco provavel que tivesse que lutar com um dragão com as próprias mãos e não a varinha. “Puff” um bufar audível foi solto enquanto abria as mãos indicando uma falsa bomba explodindo ao ouvi-lo falar que era gostoso. Claro que concordava, tinha olhos bons para notar, mas já bastava o ato falho de ter confessado, não iria dar mais trela para o leonino. “Eu esqueci que não sabia francês, foi mal” soltou um riso baixo antes de conjurar o exemplar que lhe chamara a atenção, folheando as páginas até chegar na notícia de Isabel Van Dijk e Íris Daskalakis. “Aqui diz que a Íris e a mãe da Mina eram amigas em Beauxbatons, que foram responsáveis por salvar alguns aldeões de Pyrenees em um ataque de bruxos das trevas. Usaram da chave de portal da Isabel e... pasme” luca abriu as mãos como se estivesse prestes a abrir um cartão invisível no ar para estampar aquelas palavras. “Mamãe usou do dom da clarividência! Bem que a Rami estava certo, o pergaminho que achei dela com aquela numerologia que te disse... é alguma coisa de adivinhação. Depois te mostro o que já descobri, mas ainda falta partes” explicou antes de sorrir mais uma vez para a imagem da ruiva e por ele ter dito que a daria orgulho por ser tribruxo. Ao ouvir a história de Niklaus crispou os lábios em surpresa, o brilho no olhar se tornando nítido pela descoberta. Era bom saber que agora tinha uma família que era mais próxima da sua realidade bruxa, por mais que honrasse muito seus laços com seus pais e todo amor que lhe foi dado. “Você acha que um dia podemos ir lá naquela mansão da memória? Ela ainda existe né? Assim você podia me contar mais coisas” seu coração bateu ritmado com aquela possibilidade. “Porque olha, os Daskalakis são fodas pra caralho e agora... agora eu sou um!” ergueu as mãos levando ao rosto dele para estalar um beijo francês em felicidade, ciente que provavelmente Niklaus tinha pouco costume com aquilo pela sua origem de Durmstrang. Escutou o relato dele sobre Astrid, mas sua cara era tão debochada que era impossível não notar que não acreditava numa palavra se quer, mesmo que se mantivessem silêncio. Um sorrizinho estava brincando nos cantos dos lábios, mas no fundo sabia como era. Se lembrava das vezes que sentiu o sangue ferver quando se aproximavam de Mina, mas no final era o próprio culpado daquilo e era justo que ela tivesse doses de felicidade. “Por isso as vezes prefiro ser um pássaro livre, esse negócio de fazer ciúmes na ex ou ter esses roles todos me cansa” fez uma careta com aquilo, era a mais pura verdade. Como um sagitariano não teria coragem de se envolver daquela forma. “Mas se você diz, ok!” tradução: continuava não acreditando, mas não forçaria nada. Cruzou os braços diante do peito antes de assentir, engolindo em seco com aquela possibilidade. “Acho foda viver com insegurança de saber se será amanhã que a besouro-loiro vai dessecar minha vida no jornal. Então se descobrirem... espero até lá estar de boa”
emilelagharix:
OPEN STARTER - pick one !!
O1 - Mesmo depois de sete anos naquela escola, Émile nunca tinha ido à parte restrita da biblioteca, e na verdade nem sabia como tinha aceitado acompanhar muse até ali. Quer dizer, até sabia, se não fosse tão facilmente persuadido e não tivesse uma dificuldade gigante em dizer que não, ele não estaria ali. “Você não ouviu um barulho?” Murmurou para muse. Queria sair dali o mais depressa possível, tinha sido uma péssima ideia ir até ao local. Estava obviamente inquieto, só olhando em volta para ter aa certeza que não seriam pegos. “Já encontrou o que queria?”
“Que barulho? Acho que está ouvindo espíritos já, Emile” zombou do colega de quarto, mas na verdade também tinha ouvido alguns passos o que lhe fez levar gentilmente a mão ao seu pulso puxando pra um corredor paralelo aquele. “Ainda não, é difícil achar livros quando eu fujo da biblioteca sabia?” fez uma careta ao declarar aquilo e levando a mão a bochecha tamborilou com os dedos da destra se forçando a pensar. “Ok, onde você acha que ficaria livros secretos de adivinhação e clarividência?” decidiu revelar o motivo por estar ali ciente que o máximo que o rapaz faria era fofocar pra algum colega da Paxlitté, mas dificilmente acreditariam que justo Gian estava estudando algo como aquilo. Precisava achar cosias de sua mãe.
@tripontos
━━ Pode ter certeza que sim. ━━ Respondeu prontamente, sem se deixar abalar pela expressão alheia. ━━ O motivo pelo qual deixei você me beijar duas vezes foi para te fazer calar a boca. ━━ Brincou, mans mantendo o tom sério. Obviamente, não havia sido por tal motivo, mas algo muito mais próximo de curiosidade e um estranho calor do momento que ainda o fazia corar quando pensava a respeito. E parecia até por ironia do destino que, no exato momento em que aqueles pensamentos passaram por sua mente, tornou a sentir os lábios do italiano em si. ━━ Gianluca! ━━ Exclamou, escandalizado. Carlisle era britânico e coreano demais para demonstrações tão absurdamente carinhosas de afeto em público. Era desconcertante o bastante para que precisasse de alguns segundos para se recuperar. ━━ Nem vem. Você é um ótimo candidato para desclassificação, não eu. ━━ Respondeu prontamente, mas sem falar sério, só pela implicância.
Em um primeiro momento, Carlisle apenas assentiu enquanto sorria minimamente. Achava surpreendente que tivessem chegado tão longe por puro acaso, mas estava feliz por isso. Não pretendia assumir que estava se afeiçoando a Gianluca, mas era o que estava acontencendo. ━━ E duvido que haja uma explicação racional para isso em qualquer livro de psicologia. ━━ Retrucou. Era mais fácil implicar do que falar de sentimentos e aquilo era tudo o que esperava que as pessoas entendessem quando se aproximavam dele. ━━ Não me importo que me digam como devo me sentir, na verdade. Normalmente eu realmente não sei, mesmo. ━━ Confessou, mas dando de ombros. Lidar com alguns sentimentos era tão complicado que apenas desistira e aquele era um dos motivos pelo qual sentia-se uma verdadeira bagunça de vez em quando. E estava fazendo aquilo naquele exato momento. Podia sentir a estranheza crescendo, mas não sabia o que fazer com ela. Para sua sorte, Luca parecia ter a solução. Ao entender todo o conceito de aniversário, arqueou as sobrancelhas em surpresa. ━━ Novembro ou dezembro? ━━ Perguntou, por curiosidade. Se ele estava planejando fazer uma festa, talvez fosse melhor Carlisle guardar segredo sobre a proximidade do seu, só porque realmente não queria nenhum tipo de comemoração. Não estava acostumado com mais do que o funcionários de sua casa cantando parabéns em dezembro, durante o recesso de natal, só para não passar em branco. Aceitou um dos feijõezinhos e logo estava fazendo careta pelo gosto de grama em sua boca. ━━ Não tenho uma festa de aniversário desde os dez anos, não faço ideia do que sugerir.
“E o motivo que me fez sentar no teu colo foi qual?” perguntou debochado e seu sorriso claramente mostrando aquilo, mas depois foi inevitável não rir e negou com a cabeça. Eram apenas brincadeiras, ainda mais agora que sabia que aquele avermelhado da sala de humores provavelmente deveria estar relacionado a quem ele perguntou como desafio. Não seria nada adequado avançar limites de intimidade naquela amizade, seja por aquele respeito ou mesmo pelos olhares atentos devido o torneio. Tudo que não precisavam era uma fofoca ainda mais venenosa que as últimas. “Ficou gloss de pêssego” apontou pra bochecha lambida, mas era mentira já que naquele dia usava um batom mate alaranjado. “Você subestima as minhas habilidades, sabia? Acho ótimo!” estalou a língua no céu da boca como se fosse desafiado, mas aquilo era uma mentira bem deslavada. Se dissesse que não estava nem um pouco preocupado com as provas que se aproximavam seria mentira.
“Não sei, nunca me interessei muito por esses livros. Algumas coisas me parecem tão... claras? O comportamento humano, eu digo.” não era fácil de explicar aquilo, mas simplesmente era sensitivo e observador o suficiente para predizer algumas coisas, mesmo que fosse um total desastre quando se tratava de organizar a si mesmo. “Novembro, sou do dia 24. Por que? Já está pensando no meu presente?” levou a mão ao peito teatralmente como se dissesse que estava lisonjeado e foi quando se lembrou que não sabia coisas sobre o coreano, como por exemplo seu aniversário. “E o seu? Você tem cara de virginiano, sabe, organizadinho!” aquela era uma forma gentil de definir um virginiano, mas não precisava citar aquela parte. Quando Carlisle lhe contou foi impossível disfarçar a face um tanto chocada. “Isso é sério? Tipo nenhuma mesmo?” aquilo lhe soava como uma infância solitária. Embora não tivesse nenhuma atenção Versace, exceto de Gianni, seu pai Antônio sempre se esforçou por tornar suas datas memoráveis, lhe dizendo que aquele dia era sobre quem ele era. “Pois então temos que fazer uma festa pra você Gael, é questão de honra nessa amizade. E se você morre no torneio? Precisa de uma festa!” o tom era dramático e não deveria usar aquela piada infame, mas falava sério sobre aproveitar as oportunidades antes que perdessem, afinal, também era o último ano. “Mesmo se estiver longe da sua data, podemos fazer até um.. desaniversário, é isso! Vamos logo, precisamos começar achando uma roupa melhor pra você” fez uma careta olhando o terno meio sem graça, sem tanta certeza se a péssima escolha era o uniforme brega da escola britânica. O puxou pelo pulso carregando-o em direção a Paxlitté e ao chegarem lá foi direto a sua penteadeira, tirando um cordão de dentro da camisa social revelando uma chave, a chave mestra. Usou dela para abrir todas as gavetas enfeitiçadas e na primeira gaveta pegou as coisas de costura, na segunda os pergaminhos e pena para anotar as ideias. Sentou-se na cama rabiscando “festa rip my youth: Luca e Gael” antes de começar a listar coisas que precisavam. “Um bom look, bolos, bebidas, um lugar, música... o que mais?”
“¿te lo estoy diciendo…?” santiago repetiu mais devagar. tentava entender o motivo do pedido. entendeu quando escutou o outro falando e riu. tinha entendido as palavras, mas precisou de um momento a mais para reconhecer o idioma. “tu pronunciación también es genial.” usou o espanhol de novo. a brincadeira era divertida. san estava sentado sobre a mesa e não se mexeu mesmo vendo gianluca levantar. não era uma pessoa difícil de lidar. não se importava em ser o líder sempre. “me conte seus planos.”
“É curioso, sinto que algumas palavras em italiano soam parecidas com espanhol. De onde mesmo você é?” perguntou incerto, ele facilmente se passaria por um francês se não fosse o sotaque. Esboçou um sorriso com aquela pergunta levemente desafiadora. “Qual a graça de contar os planos?” com aquilo Gianluca queria dizer que raramente os traçava, apenas se deixava levar pela adrenalina e quando via as situações ocorriam. Nem sempre de forma boa, poderia salientar. “Você já foi na fonte de Flamel? Dizem os boatos que ela pode te dar jovialidade e beleza, que suas águas tem propriedades mágicas. Mas caso isso não aconteça... os intercambistas jogaram várias moedas e objetos interessantes lá” que seria no mínimo legal de investigar o que as pessoas depositavam como desejos, mesmo que a fonte de Beauxbatons não fosse para aquele intuito.

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Nice Avery Daskalakis scrapbook about her sister’s death and care of @italianluc as a child. — The Obliviate sessions
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THE FALCON AND THE WINTER SOLDIER that lives in my head → 18/?
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