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Aquecimento global, um chamado Ă responsabilidade
Fonte: divulgação/Greenpeace
Foram necessários trĂŞs sĂ©culos para que o conceito de desenvolvimento englobasse a dimensĂŁo de crise ambiental e inĂcio dos debates sobre sustentabilidade e capacidade de suporte. Isto ocorreu a partir dos anos 1980, quando emissões de gases do efeito estufa e outros tipos de poluição começaram a interferir drasticamente no equilĂbrio da biosfera. Atualmente, sentimos os impactos do aquecimento global.
Não existiria vida sem o efeito estufa, mas as atividades produtivas ao longo dos últimos 100 anos têm provocado a emissão de uma quantidade tão grande de gases, como o dióxido de carbono, ao passo de o fenômeno intensificar ainda mais a fixação de calor na atmosfera. Esta situação é demonstrada pelos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU, e pela Organização Meteorológica Mundial.
Estudos de vários centros de pesquisa e universidades do mundo comprovam a ligação do aquecimento global com o aumento do nĂvel do mar, derretimento das calotas polares e mudança nos padrões de precipitação e dos fenĂ´menos El Niño e  La NinĂŁ, que promovem enchentes e secas nunca antes vistas em várias regiões - um exemplo nacional recente Ă© a crise da água em SĂŁo Paulo.
AlĂ©m disso, este desequilĂbrio nas relações entre os organismos e os fatores biolĂłgicos e fĂsicos – por exemplo, desastres climáticos – podem comprometer a agricultura, aumentar o nĂşmero de epidemias e pandemias e extinguir espĂ©cies, apontam renomados especialistas, baseados em estudos feitos em vários paĂses.
Os nĂveis atmosfĂ©ricos de diĂłxido de carbono, metano e outros gases no globo sĂŁo resultado, sobretudo, da queima de combustĂveis fĂłsseis – carvĂŁo, petrĂłleo e gás natural -, corte e queimadas de florestas – este item com concentração preocupante em toda a regiĂŁo amazĂ´nica.
Apesar das inciativas internacionais para a redução de emissões, como o Protocolo de Kioto e a ​utilização​ do crĂ©dito de carbono, cada molĂ©cula de CO2 permanece na atmosfera por um sĂ©culo antes de ser assimilada. Assim, os nĂveis de concentração do gás continuarĂŁo a subir, reforçando o cenário pessimista já mostrado por pesquisas que comprovaram o aumento de 0,5 grau Celsius na temperatura mundial no sĂ©culo passado.
Recentemente, a Agência Oceânica e Atmosférica (NOAA) e a Nasa fizeram o alerta: 2014 foi o ano mais quente já registrado na história, com temperatura média global 0,69 grau Celsius mais alta que a registrada no século 20. Relatórios do IPPC também apontam uma curva ascendente de temperaturas médias nos últimos anos.
Modelos apresentam uma tendĂŞncia de elevação da temperatura global entre 1,4 a 5,8 graus Celsius atĂ© o final deste sĂ©culo, o que provocaria degelo das neves eternas nos picos das grandes montanhas, encolhimento da camada de gelo da Groe​​lândia, elevação do nĂvel do mar – com a inundação de comunidades costeiras e áreas urbanas importantes – e danos irreparáveis ao ecossistema amazĂ´nico, gerando desdobramentos em todo o planeta.
Sem dĂşvida, este quadro Ă© um chamado Ă responsabilidade.
@thiagoabarros
Germen Crew, Urban Renewal
In a fantastic attempt at urban renewal, the government of Mexico recently collaborated with a group of local street artists called Germen Crew to paint a 20,000 square meter mural across the facades of 209 homes in a low-income district in Pachuca, Mexico.
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With a Little Help From My Friends por Joe Cocker, no festival Woodstock. Acho melhor que a versĂŁo comportada dos Beatles.
Under pressure, uma mĂşsica que faz ainda mais sentido na atualidade.

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Ilha de Mosqueiro, distrito de BelĂ©m que nĂŁo recebe a devida atenção do poder pĂşblico. Mesmo assim, resiste como paraĂso. Foto de Oswaldo Forte (veja mais em https://www.flickr.com/people/oswaldoforte/)
As marcas britânicas no futebol da Amazônia - parte 3 (final)
Disputa do Xikunahity nos Jogos IndĂgenas (Oswaldo Forte/Flickr)
Os ingleses foram responsáveis pela colonização do futebol em vários paĂses e possessões no inĂcio do sĂ©culo 20, mas o tĂtulo de nação geradora da modalidade Ă© da China. Há mais de cinco mil anos, durante a dinastia Ming, ocorriam pelejas com regras que lembram o bola-pĂ© praticado na Europa medieval. Japoneses, egĂpcios, gregos e romanos tambĂ©m estĂŁo entre os pioneiros, mas a diversĂŁo com pelota já nĂŁo era novidade na AmĂ©rica quando navegantes portugueses e espanhĂłis aportaram no Novo Mundo. Murais pintados em Tepantitla - localidade entĂŁo dominada pelos Maias, no MĂ©xico - 500 anos antes da expansĂŁo dos paĂses IbĂ©ricos mostram homens chutando bolas, provavelmente fabricadas com borracha natural. O escritor e jornalista uruguaio Eduardo Galeano, autor de uma bela e apaixonada histĂłria do futebol em prosa – Futebol ao Sol e Ă Sombra (L&PM Editores, 1995) –, apĂłs longas pesquisas, listou alguns costumes de indĂgenas que habitavam porção da floresta amazĂ´nica que atualmente abriga o territĂłrio da BolĂvia: “Tem origens remotas a tradição que os leva a correr atrás de uma bola de borracha maciça, para metĂŞ-la entre dois paus sem fazer uso das mĂŁos”. Segundo relatos do engenheiro JosĂ© Alberto MasĂ´, autor do primeiro mapa geral do Acre, indĂgenas que habitavam a regiĂŁo no final do sĂ©culo 19 disputavam um jogo com regras parecidas Ă s do futebol praticado nas praças das principais cidades europeias no inĂcio da era moderna: todos os habitantes da tribo participavam e corriam para chutar uma bola feita de látex de seringueira, em confrontos que poderiam se estender por vários dias. Várias etnias extintas durante a colonização do territĂłrio brasileiro praticavam jogos com bolas, chutes e cabeceios. Atualmente, grupos da regiĂŁo do rio Xingu, na divisa entre o Mato Grosso e o Pará, disputam partidas em que a pelota sĂł pode ser golpeada com os joelhos. O Xikunahity, conhecido como futebol de cabeça, voltou a ganhar espaço entre as tribos, que se enfrentam anualmente nos Jogos IndĂgenas.​
Links para a reportagem completa: parte 1 e parte 2
Twitter: thiagoabarros
As marcas britânicas no futebol da Amazônia - parte 2
Reorganizadores do Grupo do Remo em 1911 (arquivo/Clube do Remo)
BelĂ©m do Pará. Em um dia perdido de 1890, funcionários ingleses da Amazon Steam Navigation Company Ltda, empresa que dominava a navegação marĂtimo-fluvial na AmazĂ´nia, escolheram o local onde se encontra a praça Batista Campos, no centro da cidade, para disputar o que seria a primeira partida de futebol no Brasil - cinco anos antes de Charles Miller ter voltado de estudos da Inglaterra com todos os apetrechos necessários para a prática do esporte em SĂŁo Paulo e reunido amigos para a primeira pelada tupiniquim. Mas, diferente da versĂŁo oficial, nĂŁo há provas sobre o bate-bola na capital paraense, uma das mais destacadas do paĂs Ă Ă©poca, por conta do ciclo da borracha. Contudo, há indĂcios que ainda geram discussões entre pesquisadores. O jornalista Loris Baena, atualmente radicado no Rio de Janeiro, era um dos que nĂŁo descartavam esta possibilidade, como destacou no capĂtulo 1 da primeira edição de seu livro “A verdadeira histĂłria do futebol brasileiro”. Loris, que inclusive entrevistou Charles Miller – falecido em 1953 –, argumentava que a companhia de navegação inglesa Both Line mantinha uma linha regular BelĂ©m-Liverpool e era mais rápido e econĂ´mico viajar do Pará Ă Inglaterra do que pegar o navio no Rio de Janeiro ou SĂŁo Paulo, por exemplo. Nesta Ă©poca, empresas do paĂs europeu dominavam o cenário belenense, como a Parah Gaz Company e a Western Telegraph. “Os jogos se desenvolviam junto Ă atual praça Batista Campos e no largo de SĂŁo Brás (hoje a praça Floriano Peixoto, no conjunto IAPI), em imensos terrenos baldios”, defendeu. Mas Loris Baena atualmente descarta esta possibilidade. No máximo, diz ele, o Pará foi o terceiro ou segundo Estado do Brasil a praticar o futebol, ao lado do Rio de Janeiro, em 1896, um ano apĂłs a partida organizada por Charles Miller na Chácara Dilley, em SĂŁo Paulo. O primeiro jogo oficialmente registrado em solo paraense ocorreu em 1906, no primeiro Campeonato do Estado, nĂŁo finalizado por desavença entre as equipes. O Parah Foot-Ball Club venceu o BelĂ©m Club (time dos ingleses) por 7 a 0. O torneio foi organizado pela Parah Foot-Ball Association. No inĂcio do sĂ©culo 20, o futebol praticamente nĂŁo era noticiado nos jornais paraenses. Mas na edição da “Folha do Norte” de 24 de dezembro de 1903, leitor identificado somente com as iniciais M. F. contestava, em carta, a coluna “Notas Sportivas”, que comentava o esporte como novidade no Pará. O leitor afirmava que “em 1896 se disputava com frequĂŞncia partidas de futebol na praça Batista Campos entre os associados da Associação Dramática Recreativa Beneficente”. O jornalista JĂşlio Lynch - falecido em 1998 -, diante da declaração de M. F., argumentava que, para que existisse a prática regular do futebol em 1896 entre paraenses, seria necessário um aprendizado, provavelmente em anos anteriores, proporcionado por funcionários das empresas inglesas em BelĂ©m. As pesquisas de JĂşlio Lynch, neto de um funcionário da Amazon Steam Navigation e descendente de ingleses, nĂŁo foram levadas adiante. Antes de falecer, o jornalista tentava encontrar um senhor - de nome nĂŁo conhecido pela famĂlia Lynch e nĂŁo encontrado no espĂłlio dele -, morador de BelĂ©m, que teria fotos e documentos sobre as primeiras partidas no Pará. Lynch era um defensor ferrenho de suas hipĂłteses: “Os ingleses já estavam aqui. Será que muitos deles preferiram esquecer um esporte que já dominava o Reino Unido, ou tĂŁo logo chegaram e começaram a praticar entre si, provocando o interesse dos brasileiros? Para que partidas fossem disputadas em 1896, por brasileiros, tudo leva a crer que bem antes de 1895 os aficionados teriam um aprendizado com os ingleses”, defendeu ele, em um de seus Ăşltimos artigos. O jornalista Ferreira da Costa, uma das maiores autoridades sobre histĂłria do futebol no Pará, cita em seu livro “A enciclopĂ©dia do futebol paraense” os relatos do pesquisador F. F. Alves da Cunha, outro defensor do Estado como pioneiro na prática do esporte no Brasil. Segundo Cunha, a primeira partida foi disputada em 1892, por associados do Clube de Esgryma no largo de NazarĂ©, em frente Ă sede da associação – onde, posteriormente foi instalado o teatro Chalet e, depois, o cinema Moderno. “Aliados aos ingleses que aqui trabalhavam, os paraenses que regressavam da Europa contribuĂram para a disseminação do esporte na capital do Estado”, argumentou o pesquisador, ao comentar o tempo em que era mais fácil chegar Ă Europa do que ao Sudeste do Brasil, com saĂda de BelĂ©m. Transição Ferreira da Costa argumenta que o desenvolvimento do futebol paraense foi tĂŁo acelerado entre 1910 e 1920, que despertou a atenção dos dirigentes da Confederação Brasileira de Desportos (CBD, a precursora da CBF, entidade máxima do futebol nacional), instalada no Rio de Janeiro, entĂŁo capital federal. Enquanto os paulistas se deleitava com os espetáculos do goleador Arthur Friedenreich, o primeiro Ădolo do futebol nacional, os paraenses sĂł falavam em AntĂ´nio Barros Filho, mais conhecido como SuĂço. Astro do Paysandu, ele Ă© considerado o primeiro atleta de um clube da AmazĂ´nia a ser convocado para compor a seleção brasileira. O jogador, que atuava em qualquer posição, participaria do Campeonato Sul-Americano de 1921, na Argentina, mas foi prejudicado pela corrupção que já começava a contaminar os dirigentes esportivos no paĂs. “A convocação de SuĂço nĂŁo se realizou porque a CBD sofreu um rombo de 150 mil contos de rĂ©is, por problemas administrativos, e nĂŁo tinha dinheiro para comprar a passagem do jogador para o Rio de Janeiro, de navio, no Lloyd Brasileiro”, comentou Ferreira da Costa, ao acrescentar que o futebol paraense continuou a exportar craques de “primeira grandeza” para os clubes do Rio e SĂŁo Paulo. “A qualidade desses atletas locais, com certeza”, aponta o jornalista e pesquisador, “é fruto de uma prática consolidada do futebol na regiĂŁo amazĂ´nica, algo que nĂŁo se desenvolve em poucos anos”. Tanto que Remo, Paysandu e Tuna, clubes centenários e fundados no auge da Belle Époque na AmazĂ´nia, se profissionalizaram rapidamente e já tinham estrutura semelhante Ă s maiores agremiações brasileiras quando os primeiros amistosos e torneios nacionais começaram a ser disputados.
AtĂ© a dĂ©cada de 1920, os clubes ainda eram reduto da elite, mas as atuações fantásticas de SuĂço e outros jogadores ajudaram a implodir os muros que separavam o futebol da população em geral. Os jogadores, ainda sob a influĂŞncia da empreitada colonizatĂłria do foolball inglĂŞs, disputavam seguidos matches no campo da firma Ferreira & Comandita, com acesso restrito, mas a paixĂŁo pela bola já se espalhava pela periferia de BelĂ©m. O exemplo da capital paraense, encravada na floresta amazĂ´nica, respeitadas as suas particularidades, tambĂ©m se encaixa no histĂłrico de expansĂŁo da modalidade em outras grandes cidades do paĂs – com destaque para SĂŁo Paulo, onde o futebol foi adotado pela classe operária. “É importante compreender como o futebol na capital paraense, pouco a pouco, foi ganhando graça popular, constituindo-se em motivo de lazer e transformado ao longo do sĂ©culo 20 na grande paixĂŁo entre os dois clubes da terra: Clube do Remo e Paysandu Sport Club”, ressalta a historiadora e mestre em HistĂłria Social da AmazĂ´nia (UFPA), Sinei Soares Monteiro, autora de estudo sobre as relações polĂticas e sociais que envolveram o futebol paraense no perĂodo da ditadura militar. E foi justamente a paixĂŁo do povo brasileiro – impulsionada tambĂ©m por estratĂ©gias polĂticas e econĂ´micas – que proporcionou uma mudança de status do futebol nacional, a partir das conquistas dos mundiais de 1958, 1962 e 1970, imortalizadas pelos espetáculos proporcionados pelas gerações comandadas por Garrincha, PelĂ© e companhia: de colonizado a recolonizador. De mero espectador de facetas do processo civilizatĂłrio europeu a paĂs do futebol.
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As marcas britânicas no futebol da Amazônia - parte 1
Inglaterra e Itália na Arena da Amazônia (divulgação/Fifa)
Mais de 100 anos apĂłs as primeiras partidas de futebol registradas no Norte do Brasil, a seleção inglesa encarou, na Arena da AmazĂ´nia, em Manaus, a manifestação de um fenĂ´meno que o ImpĂ©rio Britânico impulsionou: a paixĂŁo do brasileiro pelo futebol. O jogo contra a Itália, no dia 14 de junho passado, pela Copa do Mundo, simboliza um reencontro entre criador e criatura. O English Team fincou as travas das chuteiras pela primeira vez na regiĂŁo desde que os navios ingleses começaram a singrar pela bacia amazĂ´nica, na virada do sĂ©culo 19 para o 20, auge das relações comerciais do primeiro ciclo da borracha, trazendo chuteiras, bolas e uniformes na bagagem, dando inĂcio Ă "colonização do football". Na transição do ImpĂ©rio para a Primeira RepĂşblica no paĂs, a rota marĂtima Brasil-Inglaterra se intensificou no Atlântico Norte pela demanda mundial por borracha, produzida a partir do látex, matĂ©ria-prima atĂ© entĂŁo extraĂda exclusivamente dos seringais da AmazĂ´nia. No vaivĂ©m de navios, um dos produtos mais valorizados pelas indĂşstrias Ă Ă©poca – de fabricação de suspensĂłrios a itens de carros – era exportado para vários paĂses. Como retorno, a regiĂŁo recebia uma circulação de dinheiro nunca antes vista e um choque de novos costumes, entre eles a prática do futebol moderno, uma febre em clubes e universidades ingleses. Quando chegavam aos principais portos da AmazĂ´nia para receber toneladas de borracha, os navios ingleses traziam tambĂ©m equipamentos para infraestrutura – como galpões de ferro, motores e outras máquinas –, encomendas para os barões da borracha e, sobretudo, homens ávidos por disputar uma partida de futebol o quanto antes, apĂłs dias em alto mar. Bastava encontrar um local plano, de terra batida ou grama, para a bola correr. Eram os colonizadores em ação. Este ritual se repetia em várias cidades da regiĂŁo, quase sempre com uma intrigada plateia local. Contudo, pela pequena variedade de canais para registro, os relatos sobre os matches de várzea se perderam ao longo das dĂ©cadas, sobrevivendo nas histĂłrias contadas pelas testemunhas. Esta caracterĂstica da chegada do futebol Ă AmazĂ´nia reforça a argumentação do historiador brasileiro Hilário Franco Junior, professor do Departamento de HistĂłria da Universidade de SĂŁo Paulo (USP), sobre o desenvolvimento da prática da modalidade e em relação aos interesses do ImpĂ©rio Britânico, que comandava o comĂ©rcio mundial no inĂcio dos anos 1900. Ele prefere nĂŁo buscar as origens do fenĂ´meno de forma puramente relacionada Ă s atividades esportivas do mundo antigo e da era medieval, como o calcio jogado na Itália entre os sĂ©culos 15 e 18, mas, sim, na direção da organização do football pelas universidades britânicas, entre as principais Oxford e Cambridge, com pitadas de darwinismo social: “Concepção pedagĂłgica que pretendia desenvolver a fibra moral da elite britânica destinada a governar regiões longĂnquas e inĂłspitas, plena de sĂşditos hostis e pouco civilizados”, aponta Franco Junior no livro “A Dança dos Deuses: futebol, sociedade, cultura” (Companhia das Letras, 2007). A prática embrionária do futebol na AmazĂ´nia requeria a nacionalidade britânica. Somente apĂłs os anos 1900 brasileiros inciados começaram a receber o aval para compor os times amadores, desde que cumprissem uma sĂ©rie de prĂ©-requisitos, entre eles trabalhar para alguma empresa inglesa instalada na regiĂŁo, ter estudado em universidades da Europa ou atĂ© mesmo pela influĂŞncia do poder econĂ´mico e classes sociais. Partidas de futebol eram arenas de negĂłcios, a exemplo do esterĂłtipo atual das quadras de tĂŞnis e campos de golfe dos principais centros comerciais do mundo, lotados de executivos. Disputar um jogo ao lado dos estrangeiros no primeiro ciclo da borracha poderia garantir parcerias econĂ´micas extremamente lucrativas – alĂ©m de distinguir socialmente o iniciado. Relato registrado por periĂłdico paraense do inĂcio do sĂ©culo 20 – que pode ser encontrado no livro “A HistĂłria do Clube do Remo”, do historiador Ernesto Cruz – confirma esta peculiaridade da relação ingleses-brasileiros em BelĂ©m, cidade com um dos portos mais movimentados do mundo Ă Ă©poca: “Efetuou-se no domingo, 11 de março de 1906, Ă s 4,30 da tarde, um jĂ´go de futebol entre dois bons disputantes. A partida foi realizada na praça de S. Braz, estando os dois conjuctos assim formados: Lloyd; Redigg e Clissold; Wright, Melio e White; Dehr, Balley, Compton, Delfim Guimaraes e A. Andrade. O outro conjucto disputante foi este: Bill Balley; Timbridge e Breach; Wesley, Ruiz e Borges; J. Borges Alves, C. Andrade, P. PalmĂ©rio, D. Danin e Weitzman. Diziam os jornais daquele tempo que o time que tivesse Lloyd no goal sairia vencedor”. Para o historiador e doutorando em HistĂłria Social da AmazĂ´nia – pela Universidade Federal do Pará (UFPA) – Itamar RogĂ©rio Pereira GaudĂŞncio, o relato mostra que os praticantes locais do futebol buscavam uma identidade europeia, moderna e progressista que suprimisse o atraso que regiões como o Norte do paĂs possuĂam, de acordo com o discurso dominante no perĂodo. “AtĂ© os prĂłprios materiais que eram importados para a prática futebolĂstica, assim como uma sĂ©rie de outras mercadorias que eram comercializadas na nossa regiĂŁo, representavam uma tentativa de hegemonia cultural europeia que existia atravĂ©s da chamada circulação de capital simbĂłlico, ou seja, o capital financeiro que circulava em BelĂ©m tambĂ©m era acompanhado de mercadorias que representavam o modo de vida europeu, simbolizando o que existia de mais progressista e moderno na Ă©poca, no sentido de costumes e tradições que tentavam submeter Ă cultura local”, analisa o pesquisador na dissertação “DiversĂŁo, rivalidade e polĂtica: O Re-Pa nos festivais futebolĂsticos em BelĂ©m do Pará (1905-1950)”. Pelejas semelhantes Ă s de BelĂ©m tambĂ©m passaram a ocorrer em Manaus, capital do Estado do Amazonas, outra cidade estratĂ©gica no mapa do ciclo da borracha. Diversos relatos apontam que ingleses que residiam temporariamente na cidade costumavam jogar futebol nas proximidades do igarapĂ© do Mindu, onde atualmente está instalado o Parque dos Bilhares. A movimentação de marinheiros, empresários e despachantes estrangeiros começou a chamar a atenção dos manauaras por volta de 1906, com a posterior inauguração da Sede dos Ingleses e do Bosque Clube. Na primeira dĂ©cada do sĂ©culo 20, o futebol chegou ao extremo ocidente da Bacia AmazĂ´nica, descendo pelo rio Madeira.
Em 1907, no recém criada cidade de Porto Velho - que se tornou capital do Estado de Rondônia somente em 1943 -, um tipo de futebol adaptado às agruras da construção da estrada de ferro Madeira-Mamoré começou a ser disputado por operários e funcionários da Railway Company, empresa responsável pela controversa obra. Histórias sobrevivem no imaginário local, mas carecem de comprovações: enquanto homens derrubavam parte da floresta e fincavam estacas, outros, provavelmente em raros momentos de folga, jogavam com bolas de látex, em antigos seringais.
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Progresso: meios e fins justificáveis
O cada vez maior distanciamento entre o homem e a natureza tem reforçado a ideia de que os recursos que movem as grandes cidades e metrópoles mundiais são inesgotáveis. O ser humano extremamente urbano e agora com comportamento voltado a uma esfera pública digitalizada, contraditoriamente, ainda carece de informações sobre como sua pegada no planeta pode interferir, isolada ou coletivamente, no ecossistema no qual está inserido.
Este fenômeno é latente em regiões de fronteira econômica, como a Amazônia, onde as atividades produtivas avançam sobre a floresta e trazem de carona a ampliação dos aglomerados urbanos e suas lógicas de reprodução social.
As cidades amazĂ´nicas sĂŁo exemplo certeiro do comportamento de mercado que domina as relações sociais e encobre o conceito de prosperidade a partir de um viĂ©s economicista. Mas como essa questĂŁo Ă© observada na prática? Vejamos: uma famĂlia de uma comunidade do interior consegue comprar uma máquina de lavar a muito custo, tem uma sensação de inserção na modernidade, mas, por outro lado, nĂŁo possui água encanada ou sequer potável a dezenas de quilĂ´metros. Moral da histĂłria: o consumo Ă© uma variável que pode, sim, ser agregada Ă construção do desenvolvimento, mas atualmente reina isolado.
Seguindo esta lĂłgica, se cada morador da AmazĂ´nia ou de outras regiões em desenvolvimento no Planeta tivesse um padrĂŁo de consumo similar ao de um europeu ou norte-americano de classe mĂ©dia-alta, o impacto ao meio ambiente seria elevado exponencialmente. Essa dicotomia mostra que classes privilegiadas e dominantes – sobretudo os governantes – precisam repensar seus hábitos, sob pena de que o cidadĂŁo de áreas perifĂ©ricas do sistema capitalista nĂŁo possa ter acesso aos benefĂcios da modernidade. E, mais importante ainda, que o mundo nĂŁo consiga suportar o ritmo – e nĂŁo nos faltam exemplos de fadiga da natureza diante de intensiva pressĂŁo. Afinal, qual legado pretendemos deixar para o futuro?
Essa discussĂŁo reforça a importância das variáveis moral, coletividade e igualdade para o conceito e a prática em busca do desenvolvimento. A igualdade nĂŁo pode estar baseada nos padrões atuais de consumo, de extremo luxo, mas, sim de uma visĂŁo justa: nĂŁo o que “quero ou consigo consumir”, mas “o que eu necessito”. O desafio da consciĂŞncia ambiental vai alĂ©m de escolhas do dia a dia, como reutilizar plásticos, reduzir o consumo de energia ou comprar produtos menos agressivos ao meio ambiente. É uma batalha polĂtica, educacional e cultural que deve ser levada adiante contra excessos provocados pela lĂłgica capitalista em busca do lucro, proporcionando crescimento com meios e fins inadequados.
Felizmente, existe uma corrente contrária, com iniciativas inspiradoras: prêmio Nobel de Economia em 1998, o indiano Amartya Sen, um dos responsáveis pela criação do conceito de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) pela ONU, faz a defesa do “desenvolvimento como liberdade”. Para ele, renda e riqueza são meios e não fins; na mesma linha, o economista bengali Muhammad Yunnus, prêmio Nobel da Paz em 2006, criou o Grameen Bank, mais conhecido como Banco dos Pobres, que oferecia crédito em pequenas quantias para que agricultores de Bangladesh não suspendessem suas produções; na década de 70, o rei Wangchuck do Butão propôs a criação do Índice de Felicidade Interna Bruta - em oposição ao PIB, ligado às riquezas econômicas -, que alia o desenvolvimento espiritual e material. Para eles, harmonia com o meio ambiente, liberdade e felicidade são fins. Bem-estar que não depende da lógica do mercado.
Foto: Oswaldo Forte (www.flickr.com/photos/oswaldoforte)

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"Dois sĂ©culos de dĂvida pĂşblica", do pesquisador Guilherme Antonio Ziliotto, disponĂvel para download gratuito. Clicou, baixou. http://goo.gl/Q1gupR
Considerado um dos mais importantes escritores do sĂ©culo 20 e um dos mais renomados autores latinos da histĂłria, o escritor colombiano Gabriel GarcĂa Marquez morreu nesta quinta-feira (17).
Marquez recebeu o PrĂŞmio Nobel de Literatura em 1982 pelo conjunto de sua obra. Foi o primeiro colombiano e quarto latino-americano a receber o prĂŞmio, e, na ocasiĂŁo, agradeceu com um discurso intitulado “A solidĂŁo da AmĂ©rica Latina”Â
"Cara a cara com esta realidade horrenda que pode ter parecido uma mera utopia em toda a existência humana, nós, os inventores das fábulas, que acreditamos em qualquer coisa, nos sentimos inclinados a acreditar que ainda não é tarde demais para nos engajarmos na criação da utopia oposta.
Uma nova e avassaladora utopia da vida, onde ninguĂ©m será capaz de decidir como os outros morrerĂŁo, onde o amor provará que a verdade e a felicidade serĂŁo possĂveis, e onde as raças condenadas a cem anos de solidĂŁo terĂŁo, finalmente e para sempre, uma segunda oportunidade sobre a terra. “ - Trecho do seu discurso ao vencer o Nobel de Literatura em 1982.
Dia de tristeza.
A (in)sustentável leveza da biodiversidade
Foto: masonresearch.gmu.edu
O engenheiro de pesca Marcelo Andrade, da UFPA, estava em uma área de cachoeiras do rio Trombetas, no oeste do Pará, quando se deparou com um peixe diferente. Imediatamente o sinal de alerta do pesquisador entrou em ação: poderia ser uma nova espĂ©cie. Mas foram necessários cinco anos para que ele pudesse afirmar, depois de exaustivo trabalho de taxonomia, a existĂŞncia da piranha herbĂvora da AmazĂ´nia. Batizada de Tometes camunani por Marcelo, a nova espĂ©cie foi apresentada ao mundo da ciĂŞncia em um artigo publicado pelo periĂłdico Neotropical Ichthyology, em junho deste ano. Pouco tempo depois, a descoberta foi apontada pela ONG ambientalista WWF como uma das mais importantes ocorridas na regiĂŁo nos Ăşltimos quatro anos. AlĂ©m da piranha descrita por Marcelo, que dispensa carne e se alimenta de ervas aquáticas, outras 440 espĂ©cies foram encontradas no bioma AmazĂ´nico nos Ăşltimos anos - 258 espĂ©cies de plantas, 83 de peixes, 58 de anfĂbios, 22 de rĂ©pteis, 18 de aves e uma de mamĂfero. Estas pesquisas foram recentemente acrescentadas ao relatĂłrio "AmazĂ´nia Viva: uma dĂ©cada de descobertas", da Rede WWF, que compila cerca de 1.200 estudos publicados em periĂłdicos cientĂficos reconhecidos sobre novas espĂ©cies relatadas entre 1999 e 2009. O documento reforça a posição da AmazĂ´nia como uma das regiões que abrigam a maior biodiversidade do planeta. Considerando os dados da Rede WWF, em pouco mais de 10 anos, uma nova espĂ©cie foi descoberta no bioma a cada trĂŞs dias, com detalhes que deixaram cientistas tarimbados muito surpresos. Os filhotes do macaco Callicebus caquetensis, por exemplo, ronronam um para o outro, como se fossem gatinhos, quando estĂŁo satisfeitos. Já a palmeira Syagrus vernicularis “produz” miojo – na verdade, os botões floridos da árvore lembram o emaranhado do macarrĂŁo instantâneo.Â
Mas o caldeirĂŁo que abriga toda essa megabiodiversidade pode ser muito delicado, aponta o estudo Hyperdominance in The Amazonian Tree Flora, publicado em outubro na revista Science, que faz um inventário da diversidade de espĂ©cies de árvores da Pan-AmazĂ´nia. A pesquisa, realizada por uma centena de cientistas das principais universidades do mundo, identificou cerca de 16 mil espĂ©cies. Surpreendentemente, as 227 mais frequentes sĂŁo responsáveis por 50% de toda a cobertura arbĂłrea da bacia amazĂ´nica - que abrange, alĂ©m do Brasil, Peru, ColĂ´mbia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. O açaizeiro (Euterpe precatĂłria) Ă© o lĂder das árvores hiperdominantes. O estudo, desenvolvido ao longo de uma dĂ©cada, tambĂ©m calcula que 10 mil espĂ©cies - a metade delas muito raras - cobrem somente 0,12% da floresta amazĂ´nica. Baseados nestes dados, os cientistas acreditam que a flora da regiĂŁo pode ser mais frágil diante de mudanças climáticas e da ação do homem. Se, por algum motivo, o ambiente se tornar adverso para algumas das espĂ©cies hiperdominantes, a tendĂŞncia Ă© de que a maior parte da cobertura florestal sofra sĂ©rios danos, com impactos relevantes sobre o ecossistema amazĂ´nico - a casa de milhares de espĂ©cies, alĂ©m de 30 milhões de pessoas. Estes levantamentos, mais do que nunca, reforçam a importância do investimento em pesquisas na regiĂŁo. O futuro da AmazĂ´nia precisa ser delineado agora.
@thiagoabarros
"É preciso que a leitura seja um ato de amor" Paulo Freire
o problema Ă© sistĂŞmico. a tecnologia desafia a democracia a se aperfeiçoar. a sociedade se tornou infinitamente mais complexa. ou a sociedade acompanha ou a prĂłpria democracia começa a ficar em xeque. eu sou otimista, acho que a democracia vai se expandir com a tecnologia. como por exemplo com as novas formas de consulta pĂşblica. hoje mais do que nunca Ă© possĂvel compartilhar a tomada de decisões pĂşblicas entre grupos de pessoas, entre a sociedade civil.
diz Ronaldo Lemos, um dos principais responsáveis pelo Marco Civil da Internet (via moccelin)

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Killing trees is murder: Zé Cláudio Ribeiro at TE…:
Desafios geopolĂticos
Natureza amazĂ´nica, por Oswaldo Forte. Todos os direitos reservados.Â
A globalização traz Ă AmazĂ´nia uma sĂ©rie de promessas para o desenvolvimento, mas, de carona, assimetrias do fenĂ´meno intensificam desigualdades e exclusĂŁo. Para prosseguirem no limiar do progresso, nações do Norte se colocam como beneficiárias das reservas existentes no Sul. Neste contexto, se insere o significado geopolĂtico do territĂłrio amazĂ´nico, rico em recursos ainda nĂŁo explorados, patrimĂ´nio da humanidade e fonte de subsistĂŞncia para o futuro da sociedade. A sĂntese da importância da AmazĂ´nia Ă© razĂŁo de poder e de possĂveis embates internacionais, dependendo da estratĂ©gia que se estabeleça para o futuro da regiĂŁo. A Pan-AmazĂ´nia, que inclui nove estados soberanos – Brasil, BolĂvia, ColĂ´mbia, Equador, Peru, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e Suriname –, representa a vigĂ©sima parte da superfĂcie terrestre, quatro dĂ©cimos da AmĂ©rica do Sul, um quinto da disponibilidade de água doce do mundo, alĂ©m de um terço das reservas mundiais de florestas tropicais. A AmazĂ´nia Brasileira ou AmazĂ´nia Legal possui mais de 11 mil quilĂ´metros de fronteiras terrestres – cerca de 60% do territĂłrio brasileiro – e um litoral expressivo, com mais de 1.600 quilĂ´metros. Uma regiĂŁo ainda “distante” em relação ao centro de poder do PaĂs e, por isso, alijada de grande parte das polĂticas pĂşblicas de desenvolvimento realmente eficientes, situação que cria um sentimento de ausĂŞncia governamental muito forte. A situação, complicada por um plano de interligação nacional incompleto e que nĂŁo respeita as caracterĂsticas geográficas da AmazĂ´nia, entre outros fatores, abre espaço para vulnerabilidades: estimula o desenvolvimento de atividades ilegais e a criação de estados paralelos. Estes problemas sociais subvertem a ordem e constituem ameaças Ă estabilidade e segurança do territĂłrio.
Um dos desafios geopolĂticos para os governantes brasileiros e da AmazĂ´nia Ă© aliar natureza, cultura e peculiaridades geográficas da regiĂŁo Ă possibilidade de inserção social e cientĂfica. Nesta questĂŁo, o controle e desenvolvimento de uma das futuras bases de poder, a engenharia genĂ©tica, Ă© de fundamental importância. A exploração deste “capital natureza” tĂŞm o aval de programas governamentais, mas muitos deles estĂŁo articulados a interesses de investidores estrangeiros, o que dificulta a formulação de um projeto de nacional.
A riqueza da biodiversidade existente na AmazĂ´nia Ă© impressionante. Estimativas apontam que cerca de 16,5 milhões de genes compõem o patrimĂ´nio genĂ©tico vegetal da regiĂŁo. Um gene potencialmente Ăştil pode representar, anualmente, negĂłcios de US$ 1 milhĂŁo. Somente nos Estados Unidos, cerca de US$ 66 milhões sĂŁo aplicados por ano em pesquisas sobre uso do germoplasma vegetal. A Pan-AmazĂ´nia nĂŁo pode ser vista internacionalmente como uma “Antártida verde”, passĂvel de ser fatiada entre potĂŞncias, mas, sim, patrimĂ´nio das nações que a compõem. A intensificação de processos de cooperação já existentes, baseados nos princĂpios de soberania e autogestĂŁo, podem levar a regiĂŁo a se desvincular da indĂşstria fordista e implementar modelos de desenvolvimento mais eficientes e sem desperdĂcio, com distribuição equitativa, no prĂłprio local, dos frutos gerado pelo capital natural.
@thiagoabarros
A fotografia que ilustra este texto Ă© de autoria do renomado fotojornalista Oswaldo Forte, Editor Executivo de O Liberal. VocĂŞ pode conferir mais registros da AmazĂ´nia no Flickr dele: https://www.flickr.com/photos/oswaldoforte/sets/Â