ONE SHOT COM HARRY STYLES
PEDIDO : MeuzamĂŽ teu tumblr Ă© maravilhoso â€ïž. Tu pode fazer um imagine do Harry que eles terminaram e ela estĂĄ super mal e alguns dos amigos deles percebem e depois de deixar o orgulho de lado o Hazz vai falar com ela, por favor. (final feliz)
PS: Eu espero todas gostem, eu nĂŁo achei que ficou bom. EU TIVE UM BLOQUEIO DE IDEIAS POR TRĂS DIAS. TRĂS DIAS, GENTE! JĂ ERA PARA TER POSTADO. Enfim, aproveitem! Espero que gostem. BJOX.
A aglomeração de gente no corredor da faculdade chegava a ser sufocante, pessoas trombando umas nas outras com um sĂł objetivo: Sair pelas grandes portas do campus. Caminhei com certa dificuldade atĂ© chegar em meu armĂĄrio. Abri o mesmo e peguei os livros que seriam necessĂĄrios para a tarde de revisĂŁo. Tranquei o armĂĄrio e fui em direção Ă saĂda do campus.Â
 Minha cabeça vagava nas explicaçÔes dadas mais cedo pelo professor de ĂĄlgebra. Despertei dos meus pensamentos quando ouvi a risada mĂștua de vĂĄrios meninos. Levantei minha cabeça e pude ver os amigos de Harry conversando animadamente. Ow nĂŁo. Segurei firmemente da alça da bolsa e abaixei minha cabeça na tentativa de nĂŁo ser descoberta.Â
 - Olha a (S/n)! - A voz de Niall ecoou, fazendo-me xinga-lo involuntariamente em minha mente.Â
 - Levantei a cabeça e continuei caminhando atĂ© eles. Os meninos vinham animadamente atĂ© mim fazendo-me lembrar dos dias em que passĂĄvamos rindo.Â
 - (S/n), quanto tempo! - Liam falou dando tapinhas em minhas costas.Â
 - Pois Ă©! - Falei sorrindo.Â
 - Como vocĂȘ estĂĄ? - Louis perguntou sorrindo. Olhei para ele e sorri tambĂ©m
 - Para onde estĂĄ indo? - Niall perguntou.Â
 - Para casa. Preciso estudar para algumas provas que irĂĄ ter! - Falei na intensĂŁo de que eles entendessem que eu precisava ir para casa logo, pois estava começando a lembrar de Harry.Â
 - Estamos indo para a casa do Harry, nĂŁo quer ir?! - Liam perguntou fazendo com que Louis desse uma cutucada em sua costela. Liam ficou com a bochecha vermelha ao perceber que eu fiquei sem graça com aquele convite.Â
 - NĂŁo, obrigada! - Sorri fraco. - Bom, eu preciso ir. Se divirtam! - Falei e sai caminhando deixando os meninos para trĂĄs.Â
 A gargalhada de Niall adentrou meus ouvidos fazendo-me levantar do sofĂĄ e abrir a porta.Â
 - Finalmente! - Falei com as mĂŁos arqueadas para cima. Cumprimentei cada um dos meninos e os mesmos entraram em casa.Â
 - O que tem de bom aqui para os seus amigos? - Liam perguntou se jogando no sofĂĄ.Â
 - Tem eu! - Falei rindo fazendo-os revirar os olhos. Fui atĂ© a cozinha, peguei os potes de pipocas que minha mĂŁe havia feito antes de ir na casa da amiga dela. Caminhei atĂ© a sala e sentei no sofa junto com Liam e Louis.Â
 - Que filme iremos assistir? - Niall falou colocando algumas pipocas na boca. - Filme de terror nĂŁo, por favor! - Falou de boca cheia.Â
 - Pensei em um filme de ação! - Louis se manifestou.Â
 - Acho melhor um de romance! - Falei colocando meus pĂ©s sobre a mesa de centro. Coloquei o pote de pipoca sobre minha barriga e comecei a comer a mesma.Â
 - Meu Deus, Harry. VocĂȘ consegue ser mais feminino do que uma mulher Ă s vezes! - Liam falou brincando fazendo os outros rirem. - Falando em mulher, advinha quem nĂłs vimos hoje.
 - Louis e Niall pararam de comer e me encararam esperando a minha resposta. Comecei a pensar nas opçÔes a serem citadas e nĂŁo encontrei nenhuma.Â
 - Minha mĂŁe? - Falei.Â
 - Também! - Niall falou colocando a pipoca na boca. A (S/n) talvez. Pensei em falar o nome dela, mas preferi dizer outra coisa. - Não sei, quem?
 - A (S/n)! - Louis falou me encarando. Meu corpo estremeceu ao ouvir seu nome e em questĂŁo de segundos minha mente trazia Ă tona nossos momentos juntos. As borboleta em meu estĂŽmago surgiram ao lembrar de suas mĂŁos acariciando meus cabelos.Â
 - Harry?! - A voz unĂssona dos meninos me fizeram acordar de meus pensamentos.
 - O que foi? - Perguntei.Â
 - VocĂȘ ouviu o que eu disse? - Louis indagou. Fiz um aceno negativo com a cabeça. - Ela parecia triste! - Terminou.Â
 - Parecia que ela nĂŁo queria falar com a gente! â Niall falou.
 Um silĂȘncio constrangedor pairou sobre a sala. Meu tĂ©rmino com (S/n) tem sido um assunto que venho evitando comentar nos Ășltimos dois meses. Confesso que tem sido difĂcil, pois ela era a Ășnica que conseguia me entender, e quando nĂŁo entendia fingia que entendeu sĂł para me deixar feliz. Sempre perguntava para a minha mĂŁe como ela estava, jĂĄ que nossas mĂŁes sempre conversavam. Minha mĂŁe disse que ela estĂĄ tentando seguir em frente assim como eu.
 - VocĂȘ ainda gosta dela? â Louis indagou trazendo a atenção dos meninos para o meu rosto. Permaneci calado. Na maioria das vezes o silĂȘncio Ă© a melhor resposta. â Sabemos que sim, Harry. VocĂȘs passaram dois anos juntos e a relação de vocĂȘs ia alĂ©m de um namoro, havia amizade, companheirismo, vocĂȘs dois juntos pareciam unha e carne. Sou seu melhor amigo e sei que ela foi a Ășnica pessoa por quem vocĂȘ se apaixonou de verdade! â Louis começou a falar. Um nĂł começou a se formar em minha garganta fazendo-me segurar o choro.
 - Acho melhor colocarmos o filme logo! â Niall tentou cortar o clima pesado.
 Colocamos um filme de ação e cessamos as conversas, jĂĄ que o assunto final foi meu tĂ©rmino. Dos quinze minutos em diante passei a nĂŁo prestar atenção no filme. Minha mente trazia lembranças de (S/n) a todo momento. O que Louis disse sobre ser a primeira menina por quem me apaixonei era verdade. ApĂłs o tĂ©rmino do filme os meninos foram embora e eu subi para o meu quarto, pois jĂĄ passava da meia-noite. Recostei minha cabeça no travesseiro e fechei meus olhos. Passaram-se alguns segundos e meu celular vibrou, o ecrĂŁ do celular acendeu deixando visĂvel uma mensagem que Louis acabara de enviar. Peguei o celular e abri o aplicativo de mensagem.
 - Bom dia, filho! â Minha mĂŁe falou antes que eu saĂsse de casa. Depois da mensagem de texto do Louis parei para refletir e cheguei a conclusĂŁo de que deveria procurar a (S/n) e conversar com ela. Peguei o carro de minha mĂŁe e fui atĂ© o centro procurar uma floricultura. Depois de dar quatro voltas no centro finalmente encontrei uma floricultura. Estacionei o mesmo e entrei no local. O ambiente possuĂa uma mistura de aromas fazendo-me puxar o ar diversas vezes. Fiquei olhando as flores e logo me deparei com uma Rosa Azul que me chamou atenção. Pedi para que a atendente fizesse um buquĂȘ das flores que escolhi. Depois de pronto, paguei e fui para o carro. Um grande sorriso tomava conta de meu rosto sĂł de saber que iria vĂȘ-la de novo. A casa de (S/n) nĂŁo era tĂŁo longe do centro, mas o caminho parecia ter se estendido.
 Estacionei meu carro na frente de sua casa e peguei as flores que estavam no banco do passageiro. Olhei para o pequeno retrovisor e arrumar os fios de me cabelo.
 - VocĂȘ consegue, Harry! â Falei alto para que eu mesmo me convencesse de que tudo daria certo. Abri a porta do carro e sai do mesmo logo apĂłs ativando o alarme. Caminhei pelo lindo gramado verde da casa dos (Seu sobrenome) e subi os degraus da grande varanda. Puxei o ar atĂ© encher os meus pulmĂ”es e o soltei lentamente tentando me acalmar. O plĂĄstico do buquĂȘ grudava em minhas mĂŁos suadas e minha respiração estava pesada. Inclinei minha mĂŁo atĂ© o pequeno botĂŁo ao lado da porta e apertei o mesmo. Instantes depois o barulho dos passos se aproximando da porta ficaram mais notĂłrios e ai eu percebi que nĂŁo havia mais saĂda. Pude ouvir (S/n) resmungar algo.
 - Quantas vezes vou ter que falar para pegar a chave antes de sa... â Abriu a porta. Meu corpo oscilou e naquele momento eu sĂł queria abraça-la e dizer que estava com saudade dela. O rosto de (s/n) estava branco. Seus cabelos caiam sobre seus ombros e por cima daquele lindo corpo havia um pijama de ursinho. â Harry... â Ela se manifestou.
 - (S/n), oi! â Sorri fraco.
 - O que vocĂȘ estĂĄ fazendo aqui? â Perguntou segurando a maçaneta da porta com força.
 - Vim ver como vocĂȘ estĂĄ!
 - Eu estou bem, obrigada! â Falou rapidamente. O arrependimento de ter apertado aquela campainha estava chegando de mansinho. NĂŁo imaginei que a recepção seria daquele jeito.
 - Eu preciso conversar com vocĂȘ.
 - Conversar comigo? â A ironia estava presente em sua voz. Uma de suas sobrancelhas estavam arqueadas. â NĂŁo temos nada para conversar!
 - Sim, nĂłs temos! â Falei firme.
 - NĂŁo, nĂłs nĂŁo temos! â Falou fechando a porta. Coloquei meu pĂ© impedindo com que ela fechasse a porta na minha cara. (S/n) olhou-me indignada e fez mais força para que a porta fechasse. â Vai embora, Harry. Eu nĂŁo quero falar com vocĂȘ!! â Falou com a voz embargada.
 - (S/n), por favor! â Implorei ainda tentando abrir a porta. (S/n) apenas fez mais força. Eu cedi, deixando com que ela fechasse a porta pois sabia que ela nĂŁo iria olhar na minha cara. A porta fechou e pude ouvir a mesma sendo trancada. â Eu sei que vocĂȘ nĂŁo quer falar comigo, e eu nĂŁo tiro sua razĂŁo porque eu sei que fui um idiota e sei que te machuquei. Mas eu sĂł queria pedir desculpas, pelas coisas que eu falei. Eu estava frustrado. Depois que o Robin morreu as coisas ficaram difĂceis, eu tive que criar mais responsabilidade e isso Ă© horrĂvel. Sei que fui egoĂsta em terminar com vocĂȘ mas eu pensei que vocĂȘ me entenderia. NĂŁo tiro a sua razĂŁo de estar magoada, tudo bem eu te entendo, mas eu sĂł queria que vocĂȘ soubesse que ainda gosto de vocĂȘ, porque vocĂȘ foi a primeira pessoa que me ensinou o que Ă© amor de verdade. â Minha testa estava recostada na porta. Talvez eu estivesse falando sozinho com a mesma, mas estava me sentindo aliviado por colocar tudo para fora. Continuei ali, parado na frente da porta na esperança de que (S/n) abrisse e dissesse que ainda me ama. Mas nĂŁo aconteceu.
 - Harry! â A voz grossa do Sr. (Nome do seu pai // N/P) ecoou em meus ouvidos fazendo-me virar rapidamente. Arrumei o buquĂȘ na minha frente e o encarei.
 - Sr. (N/P)! Como vai? â Indaguei apreensivo.
 - Muito bem. O que estĂĄ fazendo aqui? â Perguntou procurando as chaves dentro de sua pasta preta. O Sr. (N/P) era um advogado bastante conhecido pela eficĂĄcia no ambiente de trabalho. Era um pai muito amoroso e muito ciumento quando o assunto era as duas filhas dele Abigail e (S/n).
 - Vim ver como a (S/n) estĂĄ, mas acho que ela nĂŁo estĂĄ em casa! â Menti para evitar o constrangimento. O Sr. (N/P) sorriu fraco e concordou com a cabeça. â O senhor pode entregar isso para ela?! â Estiquei o buquĂȘ de Rosas Azuis para ele.
- Azuis? â Sorriu â Minha mĂŁe sempre dizia que as rosas azuis significam o alcance de algo impossĂvel. â Falou enquanto pegava o buquĂȘ da minha mĂŁo â Irei entregar a ela! â Sorriu fraco e eu retribui o mesmo.
 - Muito obrigado Sr. (N/P) â Acenei com a cabeça e coloquei a mĂŁo no bolso do meu moletom. Me despedi com um breve aceno e caminhei atĂ© o carro. Eu achei que as coisas seriam completamente diferente. Achei que ela iria conversar comigo e que tudo ficaria bem, e que nĂŁo teria que passar pelo constrangimento de encontrar o pai dela.
 As lågrimas escorriam em meu rosto ao ouvir as coisas que Harry falava atrås da porta.
 - NĂŁo tiro a sua razĂŁo de estar magoada, tudo bem eu te entendo, mas eu sĂł queria que vocĂȘ soubesse que ainda gosto de vocĂȘ, porque vocĂȘ foi a primeira pessoa que me ensinou o que Ă© amor de verdade. â Meu coração apertou. Coloquei a mĂŁo sobre a boca para segurar os soluços do choro. Minha vontade era de abrir a porta e abraça-lo e dizer que sentia falta dele, mas eu estava magoada com tudo que aconteceu. O silĂȘncio pairou por alguns segundos e eu estava prestes a abrir a porta para ver ser Harry ainda estava lĂĄ. Foi entĂŁo que ouvi a voz do meu pai. Ao ouvir a mesma minha primeira reação foi correr para o meu quarto. Encostei a porta e deitei na minha cama para fingir que estava dormindo.
 - (S/n)?! â A voz de meu pai preencheu o quarto. Permaneci quieta. O passos de meu pai foram se aproximando e sua mĂŁo tocou meus cabelos. O barulho de plĂĄstico adentrou meus ouvidos e logo algo foi colocado sobre minha cama. Permaneci quieta atĂ© ele sair do quarto.
 Instantes depois abri meu olho devagar para ver o que tinha sido posto sobre a minha cama. Sentei e me deparei com o grande buquĂȘ de rosas azuis que Harry estava segurando alguns minutos atrĂĄs. Peguei o mesmo e coloquei sobre as minhas pernas, havia um pequeno pedaço de papel entre as folhas. Abri o mesmo e pude ver a grafia de Harry.
âEncontrei essas flores e lembrei de vocĂȘ. Sei que as azuis sĂŁo as suas preferidas. Espero que goste! Harry S.â
 Dobrei o pequeno papel e recostei minha cabeça na cabeceira da cama puxando uma grande quantidade de ar e liberando o mesmo segundos depois. Passei alguns minutos ali, com os olhos fechados, pensando nas coisas que tinha escutado Harry dizer. Pude sentir minha cama afundar e permaneci com os olhos fechados ao sentir o cheiro enjoativo do perfume de Abigail adentrar minhas narinas.
 - O que vocĂȘ quer? â Indaguei.
 - Vim ver como vocĂȘ estĂĄ! â Ela respondeu. Abri meus olhos e a encarei. Abigail estava com seu cabelo solto e a ponta de seu nariz estava vermelho por conta do ar gelado de Holmes Chapel. Permaneci encarando-a em silĂȘncio. â Na verdade o papai me falou que Harry esteve aqui, entĂŁo imaginei que vocĂȘ iria estar chorando horrores, comendo um pote de sorvete e ouvindo Ed Sheeran. â Ela falou sorrindo mas depois ficou sĂ©ria ao perceber que eu nĂŁo achei graça do que ela havia dito.
 - Me poupe, Abigail! â Falei levantando. Caminhei com o buquĂȘ atĂ© o banheiro e deixei o mesmo sobre a pia. Voltei para o quarto e minha irmĂŁ permanecia me encarando. â Eu estou bem! â Falei levantando as duas mĂŁos. Caminhei atĂ© a cama e sentei na mesma. Abigail permanecia me encarando.
 - VocĂȘ nĂŁo estĂĄ bem, (S/n)! â Abigail se manifestou repentinamente.
 - VocĂȘ pode me deixar sozinha? Eu nĂŁo estou afim de conversar com vocĂȘ, nĂŁo hoje. â Falei sem paciĂȘncia. Abigail levantou e caminhou atĂ© a porta. Ela parou e virou-se em minha direção.
 - Engraçado que vocĂȘ dizia tanto amar ele, mas hoje, quando ele veio conversar com vocĂȘ, nem a porta vocĂȘ abriu. â Falou gesticulando as mĂŁos. â Ăs vezes vocĂȘ consegue ser tĂŁo criança que Ă© inacreditĂĄvel aceitar a idade que consta em seu documento. â Levantei minha cabeça e olhei furiosa para ela â NĂŁo adianta me olhar torto, aprende a aceitar. VocĂȘ foi uma babaca sim! Foi egoĂsta sim! O padrasto do garoto faleceu e ele quase entrou em depressĂŁo porque os dois eram apegados. Ele teve que adquirir responsabilidades. JĂĄ parou para pensar que ele Ă© o homem da casa agora? Que ele passou a trabalhar o dobro para poder sustentar a casa dele? Ao invĂ©s disso, vocĂȘ foi discutir com ele porque ele nĂŁo estava tĂŁo presente e sĂł pediu um tempo. Um tempo, (S/n)! E vocĂȘ, do jeito que Ă©, levou como um tĂ©rmino de relacionamento e achou que vocĂȘ foi a Ășnica que saiu machucada na histĂłria.
 Abigail parou de falar e ficou me olhando. Permaneci calada. Minha vontade era de voar nela e encher aquela cara de socos, mas continuei ali processando tudo aquilo que ela havia dito. Minha irmã mais velha saiu do meu quarto e fechou a porta atrås dela. Peguei um travesseiro e coloquei sobre o meu rosto e comecei a gritar. Os gritos eram abafados pelo travesseiro impedindo meu pai e Abigail escutarem o que eu dizia.
 O sol jå estava se pondo em Holmes Chapel e o vento gelado tomava conta da cidade. Caminhei até o meu guarda-roupa e peguei uma jaqueta preta. Passei a tarde toda refletindo e decidi que deveria me desculpar com Harry por ter fechado a porta na cara dele. Sai do meu quarto e desci as escadas que levavam até o andar de baixo da casa. Abigail e meu pai estavam sentados no sofå assistindo um programa de TV qualquer.
 - VocĂȘ nĂŁo vai jantar? â Meu pai disse assim que me viu. Olhei para ele e acenei que ânĂŁoâ com a cabeça. â Para onde vocĂȘ vai, (S/n)? â Indagou fazendo Abigail esticar a cabeça para me encarar.
 - Irei na casa de uma amiga pegar meu material de estudo! â Menti! â Andei atĂ© a porta e abri o mesmo. O vento gelado tocou meu rosto fazendo-me puxar o cachecol para cobrir meu nariz e boca. Peguei minhas chaves e fechei a porta.
Coloquei minhas mãos no bolso da jaqueta e caminhei calmamente pelas ruas de meu bairro. Harry trabalhava no centro de Holmes Chapel em uma pequena padaria. Não ficava tão longe de minha casa mas era uma boa caminhada até lå. O centro estava movimentado e colorido por conta da chegada do natal. Caminhei lentamente até a padaria e parei na frente da mesma. Dez minutos depois Harry sai tentando colocar algo em sua mochila.
 - Harry! â Chamei. Ao ouvir a pronuncia de seu nome Harry levantou o olhar e parou de fazer o que estava fazendo. Suas grandes esmeraldas brilhavam fazendo minhas pernas oscilarem por alguns segundos.
 - Oi. Ă... Eu preciso falar com vocĂȘ! â Falei apertando minhas mĂŁos que estavam suadas. Eu estava nervosa.
 - Eu preciso ir para casa! â Falou caminhando devagar deixando-me para trĂĄs. Segui seus passos.
 - Eu sei. Mas juro que serĂĄ rĂĄpido! â Toquei seu braço fazendo-o parar e me encarar. Harry olhava-me atentamente. Seu rosto carregava um semblante de cansaço e tristeza me fazendo sentir mais culpada. â Quero pedir desculpa por ter fechado a porta na sua cara. â Olhei em seus olhos. O choro estava preso em minha garganta.
 - NĂŁo estĂĄ tudo bem, Harry. â As lagrimas começaram a correr em meu rosto fazendo-me rapidamente limpa-las. â Eu fui egoĂsta com vocĂȘ. Eu nĂŁo entendi o seu lado. Me desculpa! â Comecei a soluçar. Harry chegou mais perto e me abraçou. Recostei minha cabeça em seu peito e ele colocou sua mĂŁo sobre meus cabelos. â Eu sinto muito por tudo que aconteceu. Eu nĂŁo pensei em vocĂȘ ou em como vocĂȘ estava se sentindo. â Falei ainda chorando. Harry apertou-me mais sobre seu corpo.
 - Shh! â Falou. â Esses dois meses longe de vocĂȘ foram os mais tortuosos de todos. â Harry falou suspirando. As lagrimas ainda corriam pelo meu rosto molhando o moletom de Harry que cheirava a sonho. A respiração de Harry era pesada e seu nariz parecia estar escorrendo.
 - Me desculpa! â Voltei a desculpar-me. Harry apenas apertou-me mais.
 - Gostou das flores? â Indagou
 - Gostei. Muito! â Desfiz o abraço e sorri largo. O dedĂŁo de Harry correu sobre minha bochecha e eu fiz menção de morder o mesmo.
 - Que bom. Seu pai me disse o significado dela e pelo jeito deu certo! â Piscou e começamos a caminhar lentamente. Olhei indignada para ele ao lembrar o que minha avĂł sempre dizia.
 - Cala boca, Harry! â Dei um tapinha em seu braço e ele sorriu.
 Continuamos a conversar e naquele momento eu percebi o quĂŁo importante Harry era para mim e como eu ficava quando estava ao seu lado. ConversĂĄvamos como se nĂŁo tivĂ©ssemos dado um tempo no nosso relacionamento hĂĄ dois meses atrĂĄs. Harry contava animadamente sobre uma gafe que cometeu na padaria. Meus olhos captavam cada movimento de seu corpo sem eu ele percebesse. Em uma ação involuntĂĄria segurei em seu braço e puxei o mesmo fazendo-o parar e me encarar. Cheguei mais perto e estiquei-me um pouco para que alcançasse sua boca. Minha mĂŁo passou por trĂĄs de seu pescoço acariciando os cabelos. Os olhos de Harry fitavam minha boca e em um ato rĂĄpido o mesmo selou nossos lĂĄbios causando arrepios em meu corpo. As mĂŁos de Harry seguraram minha cintura e meus dedos engancharam em seus cabelos. O beijo era calmo. Aquele beijo era diferente e todos os outros que jĂĄ havĂamos dado, havia paixĂŁo, saudade, uma mistura de sentimentos.
 - Ow. Que beijo! â Harry falou assim que paramos o beijo para tomar um pouco de ar. Suas mĂŁos ainda estavam pousadas em minha cintura e meus braços envolta de seu pescoço. â Senti saudade disso! â Sorriu.
 - Eu tambĂ©m! â Sorri.