Sam Claflin as Finnick Odair THE HUNGER GAMES: MOCKINGJAY PART ONE (2014)
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Sam Claflin as Finnick Odair THE HUNGER GAMES: MOCKINGJAY PART ONE (2014)

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nargarth, a.
Assentiu levemente já que tinha seu rosto ainda colado ao dele. Sentia como se ela e Henry estivessem fora de sintonia, ou talvez houvessem muitos obstáculos entre eles. Era como se eles estivessem se afastando cada vez mais ao inves de recuperarem o tempo perdido, ou a amizade perdida. — Está bem. Eu entendo. - Ela falou, pois afinal entendia. Não era como se ela estivesse cobrando-o por ter parado de lhe escrever, mesmo que fosse aquilo que parecesse, ela só queria entender o porquê. Mais e mais Freya começava a se arrepender de muitas decisões que havia tomado para sua vida. Se arrependia de ter feito tudo o que o pai queria, se arrependia de ter se afastado de sua família por se sentir sufocada, se arrependia de ter sido chantageada para colocar um fim no que tinha com Henry, mesmo que não tivessem nada. Ela, que sempre achara que estava maipulando os outros, percebia mais e mais que ela era quem havia sido manipulada este tempo todo. — Eu o fiz. - Pois sim, ela havia trocado várias cartas com Allura, visitado a princesa em várias ocasiões, assim como havia mandado cartas para os irmãos assim como havia visitado-os, tendo recebido de volta cartas apenas de Maximus e Valentina. Mas não era o mesmo e provavelmente Henry nunca entenderia, ou pelo menos era o que ele deixava transparecer em suas respostas. — Sim, eu sei. - Ela limitou-se a dizer, não vendo o ponto de continuar com aquela conversa. Ariel sabia escolher suas batalhas e aquela era uma que ela sabia que perderia, afinal, sua solidão era inteiramente sua culpa. Piscou algumas vezes, tentando impedir as lágrimas de cairem por seus olhos e foi então que notou que as pessoas ao redor deles dançavam de forma mais animada, a música já não era uma valsa lenta, mas eles, por algum motivo continuavam com o mesmo passo calmo. — Estamos fora do ritmo. - Ela afastou apenas a cabeça, para olha-lo nos olhos, dando um pequeno sorriso tímido. — Creio que esteja livre de suas obrigações, sir. - Ela brincou, afinal ele havia dito que não queria dançar, certo?
Ele não tinha certeza se ela entendia, mas decidiu dar o assunto como encerrado. O problema não era nem o que ele sentia ou não, mas a associação dele com uma mulher já era motivo de fofocas ─ do tipo que poderiam acabar a reputação de uma pessoa. E Henry não queria isso para Ariel. Ele sempre foi um dos solteiros mais cobiçados de Brightland, afinal, possuía um título, beleza, bravura e honra. Os pais não podiam exigir muito mais para suas filhas. Então, a maioria das vezes, ficar ao redor de mulheres causavam boatos desnecessários. “Então por que ainda estava sozinha?” Ou pelo menos era isso que o marido dela achava. Henry sabia exatamente o porque ele estava sozinho. Ele tinha, cada vez mais, colocado as pessoas para fora. As resposabilidades eram suas, assim como o peso a carregar. Ele nunca quis dividir com ninguém aquilo e, as vezes que o fazia, ele não sentia como se melhorasse seu sofrimento. Ele se sentia sozinho e, acabou ficando. Parte dele também queria saber porque ele a faria se sentir menos sozinha. Não havia nada de especial nele ─ talvez até mesmo o oposto. Henry era, em geral, uma boa pessoa. Porém, ele não era nenhum cavalheiro na armadura reluzante ou príncipe encantado. Ele não era alguém que sempre sabia as coisas certas a se dizer. Mas que frequentemente, ele falava a coisa errada, ele fazia a escolha impopular por ser correta, ele colocava o bem de vários acima da corte, o que nem sempre o deixava popular. As coisas que ele fazia não eram para fazê-lo especial, mas apenas por ser quem ele era. “É,” Henry disse, soando quase triste e a soltando, “──creio que sim.” Esperou que um homem passasse carregando uma bandeja ao seu lado para pegar um copo. “Vejo você por ai, Lady Nargarth.”
closed.
nargarth, a.
Rolou os olhos uma vez que Henry a chamou de estressadinha. Ela não era estressada, ela só não gostava que seu irmão mais velho se metesse em sua vida. Mas a verdade era que estava gostando ainda menos da situação que se encontrava com o paladino. Se ela pudesse comparar, diria que a relação deles era como aquela valsa, um passo para a frente e dois para trás, mas o pior de tudo, não estava levando-os a lugar algum. Talvez o Henry que conhecera já não existia, ela não sabia dizer. Mas as palavras dele só serviram para realmente lhe estressar, ela iria sim ter uma conversa com seu irmão. Moveu a cabeça minimamente seguindo os movimentos dele e podia sentir o sorriso dele contra as bochechas. Talvez ela ainda o conhecesse, mas precisava entender que muito havia mudado. — Entendo. - Ela limitou-se a dizer, pois de fato entendia. Mas isso não queria dizer que ela gostava dos motivos dele. Talvez, se a situação fosse ao contrário ela tivesse feito o mesmo e parado de se corresponder com ele, mas novamente aquilo não quero dizer que ela gostava da situação. Ela havia sentido falta dele e das cartas, mais do que se permitia admitir, mesmo que fossem apenas cartas inofensivas. Quando Henry mencionou o falecido marido de Ariel, ela sorriu. O elfo nunca teria se importado, afinal não era como se eles tivessem um casamento de verdade. — Ele não teria se importado. Ele costumava a dizer que eu era muito sozinha. - Ela franziu o cenho conforme falava sem pensar. A verdade era que a feiticeira nunca havia contado sobre seu casamento para ninguém, sempre mantendo as aparências. E no entanto, estava tão absolta nas lembranças e ao mesmo tempo tão consciente da proximidade do paladino que não havia prestado atenção em suas palavras.
Henry não tinha parado de enviar cartas porque quisera. Apenas não parecia certo. Mesmo durante os seus noivados, que foram breves, ele manteve a correspondência, com menos frequência. Se tivesse se casado, ele sabia que também teria parado. Era uma questão de respeito com sei parceiro. O conteúdo das cartas era inocente, mas a intenção fugia disso. Não era de todo inocente trocar cartas com uma amante antiga e se Freya não pudesse compreender aquilo, não teria nada que ele pudesse falar em sua defesa. "Tudo bem, então── eu me importo,” admitiu. Henry já não tinha exatamente uma reputação estelar na sua vida amorosa. Ele não podia reclamar, visto que ele tinha contribuído de diversas formas para isso. Não queria dizer que ele queria fomentar os rumores. Só porque ele nunca ligou de abafá-los, não era porque ele gostava de estar na boca do povo. “Mas você não precisava estar sozinha. Você podia ter falado com suas irmãs, com Allura...” Devaneou, tentando encontrar as nobres que fossem próximas de sua idade nas quais Ariel pudesse ter formado uma amizade. Talvez a verdade fosse que Ariel também não era boa em fazer amigos, por mais que parecesse ser extrovertida. Poderia estar completamente enganado e que ela tivesse uma melhor amiga ali que ele desconhecia, mas pelo que notava, ela não estava ganhando nenhum concurso de popularidade. “Escolhemos estar sozinhos,” ele disse, falando também dele mesmo. Não sabia se realmente era verdade para Ariel, mas ele achava que sim. Nennhum deles era realmente sozinho, mas algum deles escolheram se isolar mais do que outros. Ele seria o primeiro culpado de não se abrir, nem mesmo com os seus amigos. Henry estava acostumado a carregar o seu fardo sozinho. E, pelas palavras dela, não era o único. Ele não podia força-la a reconhecer as suas falhas, mas ele podia ver o reflexo das dele nela como cristal.
nargarth, a.
Olhou-o por alguns longos minutos sem nada dizer, Henry dizia não estar com medo e de certa forma ela acreditava que ele estivesse dizendo a verdade, afinal não havia por que ele temer Maximus, mas a fala dele lhe levava a crer que ele estava preocupado com que Max falaria sobre os dois. Ariel revirou os olhos, certamente seu irmão deveria ter falado alguma coisa para o paladino. — Por que não deixa que eu me entenda com o ridículo do meu irmão. - Ohh e ela iria. Se ele estava pensando que iria se intrometer em sua vida ele estava muito enganado. Ela tinha um sorriso divertido nos lábios mas por dentro estava irritada com o irmão. Contudo, sua irritação se dissipou ao sentir a lateral do rosto dele colado ao seu. A proximidade lhe permitia sentir o perfume dele e de certa forma lhe fazia sorrir, esquecendo-se de todos ao redor. — Não, nunca precisou. - Respondeu num sussurro no ouvido do paladino. Ela deixava com que ele a guiasse pelo salão ao ritmo da lenta valsa que ecoava, preenchendo o ambiente. Ao ouvir a pergunta dele ela acabou sorrindo. — Não sei. - Respondeu honestamente, se quer havia uma razão para ter feito aquela pergunta, a não ser por algo que vinha lhe incomodando a muito tempo. — Por que parou de me escrever? - Ela perguntou finalmente, novamente sua voz era um sussurro e pela proximidade ela sabia que ele podia ouvir, pois tinha os lábios próximos ao ouvido dele.
“Porque você só vai dar mais motivos para ele me encher, estressadinha,” cortou. Não precisava que ela o defendesse, mesmo se não fosse exatamente o intuito. Ele conseguia lidar bem com Maximus, e não é como se ele tivesse levantado o assunto novamente ─ porém, talvez o fizesse depois dessa noite. Saberia no dia seguinte, possivelmente tentando se recuperar de uma leve ressaca. Henry ainda tinha o rosto próximo ao dela, assim, não podia fazer movimentos bruscos, mas fez questão de negar com a cabeça, fazendo com que a dela imitasse o movimento. Ele tina um sorriso entretido nos lábios, embora ela não pudesse ver. Normalmente, ele era uma pessoa com respostas para tudo ─ não fazia nada que não tivesse razão. Porém, algumas poucas coisas não tinham motivo. Certas afinidades era uma delas. Não precisava explicar a razão pela qual gostava de passar tempo com Ariel, e nem saberia como explicar. Eles já tinham deixado de estar juntos presencialmente há algum tempo, encontrando-se em um ou outro evento do reino, mas em circunstâncias diferentes. "Não é adequado para um homem solteiro ficar mandando cartas para uma mulher casada, Ariel, não importa quão amigos somos...” As cartas eram completamente inocente ─ ao menos da parte dele. Não eram juras de amor e nem relembravam de nada comprometedor. Normalmente eram divagações do dia a dia, preocupações sobre as suas responsabilidades, algumas memórias dos tempos que ela passou na guilda dos paladinos, mas nada que pudesse colocá-los em maus lençóis se fossem lidas por outras pessoas. E, ainda assim, era mais do que ele já tinha falado para muitas outras pessoas. Afinal, quanto mais crescia, menos ele dividia com os outros. Ele dividiu muito com Nora, mas ela só esteve em sua vida até os seus dezesseis anos, as coisas foram apenas dificultando dali para frente. “Não sei se o seu esposo teria gostado.”
sargerass, a.
{flashback}
A magia que possuiam provavelmente não era suficiente para trazer verdades a tona naquela história, porém se os mortos pudessem falar… Não podiam, entretanto, contar com a ajuda dos feiticeiros, magos ou bruxos para tal. Não podiam confiar em quem ameaçava o reinado dos Aurun, mesmo que em prol da princesa que também era da família. A verdade é que ambas as situações já eram complexas sem Henry precisar meter-se em meio a elas. Deu um suspiro derrotado. “Bem── o importante agora é a sua recuperação, Arthas, independente de memórias ou não,” ele queria respostas, mas não às custas do único sobrevivente. “Eles continuam procurando a área e patrulhando os arredores── nunca se sabe se os culpados voltarão ao local…”
— E caso voltem… — rangia os dentes naquele instante, tendo que fazer uma breve pausa antes de prosseguir. — … espero que eu seja comunicado. — não estava em suas melhores condições? Nem de longe. Mas não pensaria duas vezes em embarcar em uma viagem até o fim do mundo para poder se vingar do que ocorrera consigo e com toda sua tropa, nem que aquilo o custasse, enfim, a vida. — Minha perna voltando a responder corretamente e minha cabeça recuperando quaisquer memória, será informado. — afirmou, antes de acenar com a cabeça para o futuro líder dos paladinos… uma guilda que não sabia mais se pertencia a ela ou não. Seus preceitos já pareciam extremamente falhos em sua mente, entretanto, não faltaria com educação com o homem. — Acho melhor me recolher, antes que os remédios comecem a fazer efeito e eu durma encostado em uma parede. Foi bom vê-lo. — voltou a afirmar, logo girando em seu próprio eixo, para voltar aos seus aposentos.
closed.

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aurun, a.
Estava cansada. Cansada de sorrir, cansada de agradecer as felicitações, cansada de ficar em pé, cansada de fingir que ela não queria sair correndo dali. Não havia tido a oportunidade de conversar com o, agora marido, e isso estava lhe irritando cada vez mais. Sentou-se na mesa destinado aos noivos com a desculpa de que iria comer, assim, ninguém viria lhe encher o saco, mas ela se quer conseguia tocar na comida, não estava com fome e sentia-se enjoada com aquela situação. Arranhava a louça com a prataria em sua mão quando ouviu a voz sendo direcionada a si. Levantou o olhar para ver o amigo ali, trazendo-lhe um pouco de paz. “Por favor, não!” - Ela pediu em um riso sem muito humor. “Não aguento mais ouviu ‘meus parabéns, você está linda.’” - Ela dizia numa voz afetada e fingida, revirando os olhos ao rir de todos os convidados que vieram parabenizar os noivos. Era ridículo. “Está se divertindo?” - Perguntou na tentativa de mudar se assunto.
"Alguém esqueceu de avisá-la que seu casamento deveria ser o dia mais feliz da sua vida?” Perguntou sarcasticamente. Ele não tinha mais conselhos que pudesse dar para nenhum dos dois, então, agora ele se resumia a comentários ácidos e basicamente ignorar qualquer coisa que envolvesse Allura e Maximus como um casal. O que deveria ser no mínimo hilário, uma vez que ele era o padrinho no casamento dos amigos. Henry desprendeu suas abotoaduras e inclinou-se contra as costas da cadeira, tomando um gole da bebida antes de estender o braço na cadeira vazia ao seu lado. “Depende do que você considera se divertindo... Eu nunca fui muito fã de ver duas pessoas se casando por obrigação, mas como reclamar de uma festa com bebidas à vontade?” Henry estava resignado a ser facilmente comprado naquele assunto, afinal, não tinha nada que pudesse falar. As únicas pessoas que podiam se opor se sentiam na obrigação de... Bom, nem Henry sabia qual era a obrigação que eles sentiam, afinal, nunca se viu exatamente na mesma posição. “Você sabe que quase todas as tradições na noite de núpicias incluem esperar vocês... bem, você sabe.”
nargarth, a.
Continuava a caminhar de costas, puxando-o delicadamente pela mão mas agora se quer via para onde iam, toda sua coragem estava desaparecendo. Freya sempre conseguia o que queria mas por algum motivo, ela perdia sua confiança ao lado do loiro e nunca o manipulava como fazia com seu pai. Deixou um riso fraco escapar por seus lábios quando ele falou que sempre dançará por pressão de sua mãe, o que fazia sentido. Ela, no entanto, não queria pressiona-lo, queria sim dançar com ele, mas não o forçaria e não dançaria se ele não quisesse. E ele não queria, acabada de deixar aquilo claro. Ariel parou de andar, fazendo com que a distância entre eles diminuíram drasticamente. — E desde quando você tem medo do meu irmão? - Ela perguntou em desafio, arqueando uma das sobrancelhas. Não era típico do paladino deixar-se intimidar por Maximus, o que estava acontecendo ali? Ouviu a voz dele ainda mais perto de si fazendo-a gargalhar, para então engolir em seco ao sentir a mão dele ao redor de sua cintura. Estavam próximos novamente, como não ficavam a anos. Há anos que ela não sentia o toque dele. Mordeu o interior do lábio inferior enquanto sorria. — Mas por que diz isso? Você quer ficar junto a mim? - Perguntou em um tom tão baixo que mais soava como um sussurro, enquanto ela subia as mãos pelos braços dele para enlaçar ao redor de sua nuca.
"Quem disse que eu estou com medo?” Respondeu, também arqueando uma sobrancelha. Não tinha medo de Maximus, por assim dizer, mas sim da reação do amigo, e de como ele provavelmente encheria seu saco pelo resto da vida. Ele já tinha dado um daqueles típicos avisos de irmão mais velho ─ se ficar com ela sozinhos... Bem, não estavam sozinhos. Na verdade, estavam bem visíveis no meio do salão. Não podiam falar que tinha algo a esconder. “Mas seu irmão é chato suficiente sem pendurar isso sob minha cabeça pro resto da minha vida,” inclinou-se levemente para trás, olhando em seu rosto, antes de juntar a lateral do se rosto com o dela. “Preciso ter um motivo?” Henry perguntou, sem pensar demais no assunto. Quando eram mais jovens, era suficiente apenas passar o tempo juntos, sem ter que explicar razões ─ por que agora teria que ter razões para passar tempo com Ariel? Eram amigos afinal. No final das contas, ele estava movendo-se ao ritmo da valsa que tocava ao fundo, “──por que não iria querer?” Perguntou. Talvez ele fosse inocente demais em achar que ela também queria passar o tempo com ele, afinal passaram muito tempo se comunicando ─ ele não estava apenas pensando no caso que tiveram.
sargerass, a.
— Uhm… — resmungou baixo, ao concordar com o que o homem falava. Claramente não tinham tido muito avanço com aquilo, estavam todos mortos. Quer dizer, praticamente todos, salvo Arthas, que a pouco, poderia até ser considerado uma das vítimas fatais, o que incrivelmente não veio a acontecer. — Não tenho minhas memórias muito vívidas, sequer devem ser de grande ajuda até conseguir recuperá-las, mas era um verdadeiro banho de sangue. — afirmou, em meio a um ranger dos dentes, praticamente rosnando na direção do Magnas. — Já se passou muito tempo, é improvável que qualquer pista ainda reste no local. — falava baixo, mas o suficiente para que o outro pudesse ouvir claramente. A realidade, era que Arthas sequer sabia, exatamente, o local em que tudo aconteceu, foi extremamente confuso.
A magia que possuiam provavelmente não era suficiente para trazer verdades a tona naquela história, porém se os mortos pudessem falar... Não podiam, entretanto, contar com a ajuda dos feiticeiros, magos ou bruxos para tal. Não podiam confiar em quem ameaçava o reinado dos Aurun, mesmo que em prol da princesa que também era da família. A verdade é que ambas as situações já eram complexas sem Henry precisar meter-se em meio a elas. Deu um suspiro derrotado. “Bem── o importante agora é a sua recuperação, Arthas, independente de memórias ou não,” ele queria respostas, mas não às custas do único sobrevivente. “Eles continuam procurando a área e patrulhando os arredores── nunca se sabe se os culpados voltarão ao local...”
buonarroti, a.
Os olhos se estreitaram curiosos e um tanto desafiantes, quase desconfiados para o nobre, era aquilo que tanto a intrigava, o desconhecido era no mínimo ardente, diria que suas madeixas até ficavam mais vermelhas a medida que ele lhe dava alguma corda. A tentaram mas não posso dizer que aprendi. Encolheu os ombros quase como se disse ops ainda que não sentisse um pingo de culpa, claramente nítido no curvar divertido dos lábios. Mas você pode tentar. Achou graça naquilo era, provavelmente era muito devota a luxuria e acabasse sempre passando da conta, nunca perdia a graça porém mas isso sempre mantinha suas relações inconstantes. Não custa nada tentar algo novo não é mesmo? E podia dizer que seu interesse havia duplicado com aquilo. A que triste, isso quer dizer que estou interessada em outra copia barata dos nobres? Provocou em um pequeno bico decepcionado. Mas bem… digamos que ouvi coisas que me interessaram, quer dizer quantas mulheres já levou para cama desde que chegou aqui? E homens? Não que esteja competindo, mas eu preciso me manter na frente. Bem tinha uma reputação a selar não era? Mesmo que ruim. Além disso qualquer pessoa com um bom histórico de perversões sexuais me interessam, hoje em dia é difícil achar bons trepa-trepas sabe? Sussurrou como se de fato aquilo fosse um grande segredo, se ele queria escuta-la abrir a língua isso não seria um problema. O pouco da sua dignidade? Talvez seu coração? Eu não diria que é difícil se apaixonar por mim. Não que se orgulhasse dos corações que partiu no caminho mas não podia evitar, era complicado se envolver com tamanha intensidade além da física. Não quero me gabar mas eu costumo ser as melhores noites de quem prova. Ofereceu uma piscadela, não evitando admirar o sorriso que se formava nos lábios de Henry, provavelmente o curvar malicioso era a coisa mais linda que a artista gostava de ver, o ceder aos desejos estampado na face alheia causava pequenos arrepios em sua espinha. Eu não sou uma mulher que rejeita um bom álcool e uma boa companhia. Se posicionou ao lado do mesmo, um dos braços se enrolaram com o dele e deixou que o guiasse até o quarto.
Um sorriso malicioso brincou nos lábios de Henry, enquanto ele examinava-a de cima a baixo. Não sabia o que fazer das palavras dela, mas certamente não fugia de uma noite simples, mesmo que requerisse que ele tivesse um pouco mais de força de vontade para que as coisas fossem do seu jeito ─ e Henry gostava que as coisas fossem exatamente do seu jeito. “Não me tente com coisas que talvez não aguente, senhorita Buonarroti,” finalmente respondeu. Mesmo prudente, uma vez que um desafio era dado, não era do paladino fugir deles.
“Talvez...” Ele ponderou, sem responder. Se fosse uma conversa séria, talvez tivesse se ofendido, mas não iria levar nada do que falavam ali a ferro e fogo. No fim, entretanto, ele era um nobre ─ e talvez fosse o mais entediante deles. Seguia tudo a risca, cumpria ordens e as dava, colocava sua vida na linha pela coroa... Henry era o que era esperado de um nobre. Mas não podia dizer que oferecia uma versão censurada ─ desde que dentro de quatro paredes. Deu uma risada com a ideia dele se deitando com homens. Para tudo se tem uma primeiroa vez e era primeira vez que ouvia aquilo, “──apenas mulheres, senhorita Buonarroti,” respondeu, “mas não mantenho conta e, mesmo se mantivesse, não preciso me gabar de um número ou de um nome. Não é isso que procuro.” Deu de ombros. Sexo era um meio para um fim, não algo que ele falava para se sentir mais másculo. Por mais que as pessoas falassem por ele, nunca teve a necessidade de alimentar os rumores (ou verdades). “Não chamaria de perversões sexuais──" disse em meia correção, mas logo deixou de lado.
"Que coração?” Perguntou quase sério. Henry já havia se dado por vencido há muito tempo. Cada dia mais, ele sabia que tinha que largar sua vida de solteiro e se casar. Henry sabia que uma vez comprometido, ele seria devoto há quem quer que fosse e, possivelmente, por isso não estava pronto para deixar de lado a vida de solteiro por conformidade. “Já está mudando de cópia barata para boa companhia? Sabia que você ainda ia gostar de mim, Arenita,” disse, guiando-a pelos corredores até a ala dos convidados, onde estava seu quarto. Ainda não se atreveu a tomar o quarto do seu pai, mesmo que ele não estivesse ali. Henry abriu a porta e deixou que ela entrasse primeiro, antes de seguí-la e deixar a porta fechar sozinha atrás dele. “Bem,” disse aproximando-se do pequeno bar arrumado em seu quarto, “agora me diga, o que faz você ser uma das melhores noites?” Perguntou, antes de entregar-lhe um copo.
niramour, e.
henrymagnas:
Henry manteve o olhar no horizonte, acompanhando o movimento do cavalo. Talvez tivesse cometido um erro, uma vez que obviamente o clima amigável evaporou com facilidade. A pessoa que Nora lembrava provavelmente tinha menos responsabilidades, era um pouco menos rígido que o Henry de agora. E, certamente, aquele Henry não precisava se preocupar se os outros ouviriam que ele beijou (talvez) a futura rainha pelas vozes da taverna, por mais insignificante que fosse aquilo do passado deles. “Normalmente duas vezes ao ano. Dependendo dos afazeres, mais vezes,” a viagem da guilda dos paladinos para a neutra não era tão tortuosa, e com sua amiga lá, era fácil para ele arrumar desculpas para visitar, “──a menos que esteja em campanha.” Cogitou falar a verdade sobre o que pensava da seleção, mas era bem óbvio que em quatorze anos eles já não eram mais as mesmas pessoas e, após a conversa anterior, certamente não estavam de acordo em suas perspectivas de vida. “O que acho? Não sou eu quem tenho que achar nada,” deu uma risada, preferindo o caminho mais fácil. “Apenas uma tradição de Bightland. Se isso deixa o reino feliz, fico feliz,” algumas meninas passavam duas décadas esperando serem escolhidas para esse momento. Poderia não ser o caso de Nora, mas ele tinha ouvido falar. Imaginava que era no mínimo estranho ter alguém cogitando casar com você sem nem conhecê-lo, mas não é como se o restante dos casamentos arranjados fosse muito melhor. “Se apaixonar é sempre complicado.”
{ flashback }
Balançou a cabeça para cima e para baixo conforme ele falava em um sinal de que acompanhava o que ele falava. — Entendo. Gosta de vir para cá? - Perguntou curiosa, não que isso importasse, mas estava tentando reconhecer aquele que um dia fora seu amigo. Riu quando ele disse que ele não deveria achar nada. — Talvez, mas você pode ter uma opinião sobre, e possivelmente deve ter uma. - Apontou. O Henry que ela conhecia sempre tinha uma opinião para tudo, mesmo que ele não a expusesse. Contudo, a cada minuto que passava ao lado do mais velho, Evannora percebia que muito havia mudado. — Ohh sim. - Ela balançou a cabeça novamente quando ele falou sobre ficar feliz se era aqueilo que fazia todos felizes. Ela não acreditava muito, mas não diria absolutamente nada, apenas focava no horizonte, um pouco séria demais. No entanto, quando ele falou que se apaixonar era sempre complicado, Nora acabou rindo. Ela não vira nada de complicado ao se apaixonar por Arthur. Não, definitivamente apaixonar-se não era complicado. Complicado era o enorme pacode de “e se” que vinha com o fato de se apaixonar. E se a outra pessoa não lhe correspondesse, e se você acabar sofrendo por amor. E se ele não te escolher, e se vocês nunca ficarem juntos. Eram tantos “e se”, que Nora pegou-se pegando que ‘e’ e ‘se’ eram palavras que, por si, não apresentam nenhuma ameaça. Mas, se colocadas juntas, lado a lado, elas têm o poder de nos assombrar a vida toda. Seus olhos se nebulavam e era exatamente por isso que ela nunca pensava sobre a seleção em si, por isso vinha evitando todo esse tempo a encarar como uma competição. Agora estava em pânico, tremendo. Puxou as redeas do cavalo, fazendo-o parar. — Eu preciso ir. E-eu sinto mu-muito. - E com isso ela virou o cavalo para direção contrária que iam e saiu galopando como se sua vida dependesse daquilo, agora com lágrimas nos olhos.
{ closed }

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sargerass, a.
{flashback}
— Henry… — repetia mais para si mesmo do que para o duque, ainda sentindo o nome alheio saindo com gosto mais amargo que o comum. Na realidade, não sabia de onde vinha aquele gosto ou aquele sentimento muito ambíguo, mas temia que o mesmo tardaria para ir embora. — Arthas, pode me chamar de Arthas. — não fazia sentido que o chamassem de Sargerass quando não estava em campanha, na verdade, não via forma alguma em que ser chamado apenas pelo sobrenome fazia algum sentido. Ele sentia muito? Tentava não pensar muito mais naquilo, ou acabaria se afogando em um caminho completamente sem volta. — Estou bem, obrigado por perguntar. — talvez “bem”, fosse algo bem longe do que realmente estava, mas não podia ignorar o fato de estar infinitamente melhor que semanas atrás. — Não deveria me atrever a questionar sobre, mas já tiveram algum avanço sobre o ocorrido? — indagava tanto quanto ao massacre, quanto a situação que o local se encontrava na época.
Henry não podia questioná-lo se ele estava bem da cabeça ─ parecia distante, mas com o trauma que havia passado, não podia culpá-lo. Em algum momento entretanto, ele mesmo provavelmente teria que sentar com o homem para tentar extrair o que quer que ele lembrasse. A guarda real provavelmente havia feito aquilo já, mas não podia deixar de se sentir responsável em fazê-lo também ─ afinal, seu pai tinha uma responsabilidade com todos os paladinos, então ele também tinha. Concordou com a cabeça ao ouvir o nome, mesmo que já o soubesse. "Temo que infelizmente não tivemos avanço algum── uma vez que o segundo destacamento voltou ao local,” depois de recuperar os corpos, pensou sem adicionar, “já não tinha muitas pistas que pudessem seguir.” Não era a melhor notícia que poderia dá-lhe, mas Henry não tinha o hábito de mentir. “Adoraria poder dividir notícias melhores, porém suas memórias talvez são a única coisa que possamos seguir.”
nargarth, a.
Não estava muito surpresa com o fato de Henry ter sido escolhido para ser padrinho de Maximus, os dois sempre se deram bem, assim como o Magnas também se dava bem com a princesa, mesmo quando ela tentará usar aquela amizade para provocar o noivo, agora marido, porque sim, Ariel sabia de tudo. Ela é Allura haviam se tornado amigas na infancia e continuavam amigas até os dias atuais. A aasimar havia evitado visitar a princesa nos verões quando o irmão estava lá pelo simples motivo de que a Allura do passado não era ela mesma quando Max estava por perto, ela queria provocar o noivo, queria testa-lo, levá-lo ao limite e Freya não faria parte daquela loucura. Para ela, fora a gota d’agua quando Allura insistira em beijar Henry, aquilo lhe irritara tanto que Ariel se vira obrigada a falar com a meio-elfo. No entanto, após anos, lá estavam todos eles, ma festa de casamento daqueles que estavam noivos desde a infância e Ariel, há algum tempo, vinha procurando pelo salão um dos padrinhos. Viu Henry parado perto do centro do salão, lhe dando uma ideia que fez sorrir genuinamente. Foi até ele e sem falar nada começou a puxá-lo para o centro do salão. A risada dele nada combinava com sua fala, o que pegou a aasimar desprevinida. Ela continuava a puxá-lo, mas com menos força, enquanto caminhava de costas, apenas olhado para ele ─ Você não quer dançar comigo? - A pergunta veio acompanhada de um semblante quase triste. ─ Pois já o vi dançar inumeras vezes em outras ocasiões.
Henry havia criado uma grande resistência para álcool, mas isso não queria dizer que a bebida não diminuia as suas inibições e fazia-o mais propenso a fazer coisas que normalmente ele diria um pragmático não ─ coisas como dançar. Se estivesse completamente sóbrio, Ariel conseguiria arrastá-lo apenas por decreto dos seus pais (o que era completamente passível de acontecer também). Mas como já havia bebido uma leve quantia de hidromel e champanhe, obviamente se sentia muito mais inclinado a achar aquilo uma grande brincadeira e deixar com que ela puxasse-o para o centro do salão. “Por livre e espontânea pressão da minha mãe,” ele apondou, mas não é como se estivesse oferencendo muita resistência. Ele também era péssimo em dizer não quando ela o olhava triste, sem saber se estava sendo sério ou não. “Eu não quero dançar, ponto,” Henry respondeu de maneira assertiva como fazia tudo, afinal, qualquer pessoa que tivesse passadno algum tempo com ele sabia que ele não era de falar meias-verdades, “──mas essa deve ser a única maneira que eu posso estar junto de você sem seu irmão dá uma de... irmão mais velho.” Apesar das palavras terem sido de brincadeira, ele não podia deixar de lembrar do Maximus dando seu aviso. Mesmo que o amigo não soubesse, era quase a obrigação dele fazê-lo ─ Henry faria o mesmo pela irmão. “Você irá se arrepender quando eu pisar no seu pé...” Henry provocou, passando o braço na cintura da loira.
── with @arielnargarth
O seu papel de padrinho tinha sido mais fácil do que esperado ─ talvez porque ele não teve que fazer nada além de ficar do lado de Maximus no altar. Não era como se precisasse impedir o amigo de fugir ou convencê-lo a casar, e como não tinham sido avisados não puderam nem preparar uma última noite de solteiro, então, tudo que restava para ele era estar lá. E depois daquilo Henry estava livre para vagar pelo salão, cumprimentando rostos conhecidos em meio aos convidados. Isto é, até uma loira que conhecia muito bem pegá-lo pela mão. "Não, não, não, Ariel── você sabe que eu não danço,” Henry protestou em meio ao riso. Só porque ele sabia dançar não queria dizer que ele deveria ou gostaria de dançar, e ele sempre deixou bem claro aquilo em quase todas as ocasiões.
── with @aurunprincess
Apesar dos pesares, a cerimônia havia sido bonita ─ não podia negar. Henry ainda não tinha tido a oportunidade de conversar com nenhum dos dois direito, mas havia passado algum tempo com Maximus, então decidiu procurar pela princesa. Pegando uma taça de champanhe da bandeja de um empregado que estava trabalhando, seus olhos continuaram a escanear o local em procura da amiga e, quando a avistou, foi em direção a mesa dela. Provavelmente era o único momento que ela tinha para descansar, mas mesmo assim as pessoas não paravam de ir e vir ao redor dela. “É minha vez de desejar-lhe felicidades,” disse sentando-se em uma das cadeiras o que fez algumas das pessoas se afastarem.
henry magnas for allura and maximus’ weedding ♥

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hudraig, c.
Catrina estava inquieta, nervosa, em sua opinião e certeza metade das felicitações que a princesa e o conde recebiam dos nobres das guildas dos feiticeiros, não passavam de ladainha, reconhecia diversos nomes e rostos das guildas dos feiticeiros e bruxos falando com os Auruns, potencialmente perigosos a eles! Soltava rosnados baixinhos e irritados, revirando os olhos imitando as pessoas, quando sentiu o toque em seu ombro: — E o que foi agora?!”.
“Pode acalmar-se, senhorita Hudraig── estou apenas procurando a princesa. A última vez que a vi, ela esatva no altar...” Ele disse com calma. “Depois você pode mastigar a cabeça de quem seja para fora.” Ele não estava tão acostumado com hostilidade, especialmente vindo da dama de companhia da princesa.
lighttree, m.
Maximus estava nervoso com tudo o que estava acontecendo, seus votos tinham sido escritos pelo meio-dragão tão odiado por Allura, não odiado, mas aquele que ela chamava de sarnento e o conde de intrometido. Mas tinha pago bem pelos votos, não o lera afinal quando o faria aparecera um criado dizendo que ele tinha que escolher outro padrinho, já que Arthur estaria ocupado com outra função, assim seu pedido foi gritar o nome de Henry, ao passo que se retirava da sala. Agora, ao lado do Magnas ( @henrymagnas ) no altar começava: — Obrigado por ter aceito essa função de última hora!”.
Um guarda parou Henry a caminho do templo e pediu que ele o acompanhasse, sem dizer a razão. Se havia algo que Henry Wymond Magnas detestava era ficar no escuro. Não tinha nada pior do que não saber o que estava acontecendo, e mais do que nunca ele sentia que isso estava fazendo parte do seu dia a dia. Quando estava chegando na sala, encontrou Maximus saindo, já anunciando que seria seu padrinho. "Fico ofendido que não tenha me dado essa função desde o início, Lighttree,” ele murmurou em retorno, mas não é como se tivesse muitas oportunidades de dizer não. Não gostava da forma como estavam casando, mas sabia que os amigos gostavam um do outro, então esperavam que eles se resolvessem em algum momento. “Nervoso?”