Maximus não tinha sido agraciado com um minuto de paz. Tudo bem, até aquele momento o pai não se zangara com Allura ( @aurunprincess) participando do torneio, mas sabia que logo a irritação logo chegaria a ele. Procurava o Conde, iria contar a ele o ocorrido antes que ele descobrisse e fosse muito pior. Questionando os criados lhe informaram que o Lighttree mais velho acompanhava o rei em uma breve reunião na Sala dos Conselheiros, sem pensar muito rumou para lá. Pensava nas várias formas que poderia contar sua pequena arte ao pai, ouvia Anne em seus pensamentos dizendo que não tinha errado, que ele nunca errava, que ele tinha um coração grande e que esse era seu único defeito. Esfregando as mãos uma na outra adentrou o cômodo, se deparando com a cena do local ao lado, primeiro ouviu os gritos, seguido pelo tapa. Ficou sem reação à frente da porta, tinha certeza que não deveria ter visto aquilo, o rei o mandaria ser executado e… Então viu o pequeno fio de sangue no rosto de Allura, sem pensar muito bateu na madeira da porta aberta colocando um sorriso nervoso no rosto: --- Com licença meu pai…” Começou a dizer, em um momento maluco de coragem. O rei mudou da água para o vinho, parecia o homem que todos conheciam agora, em um tom calmo respondeu que tinha saído sabe-se Balder de onde! “Maximus, pode levar Allura para o quarto e se assegurar de trancá-la lá até o amanhecer? Ela já causou muita confusão por hoje!” Rosnou semicerrando os olhos para princesa, arrumando os anéis nos dedos. Maximus mexeu a cabeça concordando confuso, nunca tinha visto uma situação daquelas acontecer, menos ainda com sua noiva, com seu rei, suspirou se aproximando de Allura, colocou a mão sobre o ombro dela, meneando a cabeça para o convite de Alexandre para se juntar aos homens no Salão. Só conseguia encarar Allura imóvel, frágil algo que não era. Tomou a mão dela na sua e a tirou dali, não porque o rei mandava, mas era o certo! O que diabos estava acontecendo? Seus pensamentos voavam em torno de sua mente, completamente confuso. Em silêncio guiava Allura pelos corredores, os criados os encaravam, abaixando as cabeças em seguida, princesa! Repetiam em cumprimento, mas ela parecia não se mover, parecia não estar ali. Abriu a porta do quarto, estava tudo escuro, pediu a um dos pajens que chamasse a dama de companhia de Allura, afinal aquela Genasi poderia dar conta do recado! Traria Allura de volta! Ela sempre o fazia! não? Tentava puxar nas memórias, riscando fósforos e acendendo velas, ao passo que a noiva estava sentada na beira da cama como ele a deixara. O criado retornou dizendo que a menina não respondia, Maximus com o fósforo aceso, com os olhos indo de Allura para o homem ralhou confuso: --- Fala que a princesa precisa dela!” Sentindo o fogo queimar a ponta do dedo, o que o fez largar o palito que apagou sobre o mármore frio da lareira, levou o dedo vermelho à boca, para se ajoelhar à frente de Allura. --- Está bem! Vamos ver isso!” Falou levando a mão em direção ao rosto da noiva, pressentindo que ela iria sobressaltar, sem se importar usou seu poder de curar ferimentos, a luz verde iluminou-a, ao passo que Maximus lutava contra a vontade de sacudi-la. Aquele olhar a deixava tão… indefesa. O criado voltou dizendo que Catrina não iria abrir, rosnou um palavrão e falou que os deixasse a sós, o homem fechou a porta, Maximus ia protestar para que abrisse de volta, mas sentiu que aquela conversa deveria ser tida a portas fechadas. Sentou-se ao lado de Allura na cama, entrelaçando os dedos nos dela: --- Você quer falar sobre o que aconteceu?!”. Ele precisava da sua garota.







