henrymagnas:
Henry estava acostumado com aquele olhar ─ o que o encarava como uma presa, não um predador. Por seu jeito quieto, era fácil pensar nele como alguém acuado, mas nada poderia ser mais longe da realidade. Não que fosse intencional, mas era a sua própria armadilha. As mulheres poderiam se aproximar de diversas formas ─ tímidas, provocantes, encantadoras… Não importava, porque ele normalmente deixava com que elas se aproximassem. E, então, ele poderia dar o seu primeiro passo. Arenita era, definitivamente, uma moça sem papas na língua ou rodeios. Ela não parecia esperar pelo que queria e, por mais que ele não fosse privá-la no fim das contas, adoraria usar disso um meio de provocá-la para ver o quanto ela aguentaria. “Então nunca lhe ensinaram que as melhores coisas da vida devem ser apreciadas com moderação, senhorita Buonarroti?” Perguntou divertidamente. “Não posso dizer que nunca ouvi isso antes… Mas tenho muito em comum com várias pessoas da corte. Você poderia ser mais específica?” Disse, se fazendo de inocente. Já que ela não tinha tanta vergonha, porque não fazê-la falar exatamente o que ela queria? Existia uma coisa incrivelmente sexy em uma mulher determinada. “O que exatamente eu estou arriscando, senhorita Buonarroti?” Novamente, ele tinha um sorriso malicioso nos lábios, esperando que ela falasse mais do que estava falando no momento. “Eu tenho uma garrafa de hidromel em meu quarto── quer me acompanhar?”
Os olhos se estreitaram curiosos e um tanto desafiantes, quase desconfiados para o nobre, era aquilo que tanto a intrigava, o desconhecido era no mínimo ardente, diria que suas madeixas até ficavam mais vermelhas a medida que ele lhe dava alguma corda. A tentaram mas não posso dizer que aprendi. Encolheu os ombros quase como se disse ops ainda que não sentisse um pingo de culpa, claramente nítido no curvar divertido dos lábios. Mas você pode tentar. Achou graça naquilo era, provavelmente era muito devota a luxuria e acabasse sempre passando da conta, nunca perdia a graça porém mas isso sempre mantinha suas relações inconstantes. Não custa nada tentar algo novo não é mesmo? E podia dizer que seu interesse havia duplicado com aquilo. A que triste, isso quer dizer que estou interessada em outra copia barata dos nobres? Provocou em um pequeno bico decepcionado. Mas bem... digamos que ouvi coisas que me interessaram, quer dizer quantas mulheres já levou para cama desde que chegou aqui? E homens? Não que esteja competindo, mas eu preciso me manter na frente. Bem tinha uma reputação a selar não era? Mesmo que ruim. Além disso qualquer pessoa com um bom histórico de perversões sexuais me interessam, hoje em dia é difícil achar bons trepa-trepas sabe? Sussurrou como se de fato aquilo fosse um grande segredo, se ele queria escuta-la abrir a língua isso não seria um problema. O pouco da sua dignidade? Talvez seu coração? Eu não diria que é difícil se apaixonar por mim. Não que se orgulhasse dos corações que partiu no caminho mas não podia evitar, era complicado se envolver com tamanha intensidade além da física. Não quero me gabar mas eu costumo ser as melhores noites de quem prova. Ofereceu uma piscadela, não evitando admirar o sorriso que se formava nos lábios de Henry, provavelmente o curvar malicioso era a coisa mais linda que a artista gostava de ver, o ceder aos desejos estampado na face alheia causava pequenos arrepios em sua espinha. Eu não sou uma mulher que rejeita um bom álcool e uma boa companhia. Se posicionou ao lado do mesmo, um dos braços se enrolaram com o dele e deixou que o guiasse até o quarto.





