21:13 ── .✦ eita, amor…. kim mingyu
O pagode rolava alto na caixa de som no quintal extenso de sua família. O calor era típico de um dia de novembro no Rio de Janeiro, o sol estupidamente forte bronzeando a pele de todos ali, que confraternizavam no churrasco de domingo.
Você, por infelicidade, estava sentada na varanda, a pressão baixa, se escondendo na sombra, tentando se refrescar um pouco.
Os motivos variavam entre o tempo sem comer; o calor, e o bebê em sua barriga.
Não se considerava jovem, mas era a caçula de sua geração na família, e seu namorado, também não havia passado dos 30 ainda.
Mingyu tinha um ar juvenil, sempre rindo. Seus tios o veneravam. Estava com um copo de cerveja na mão, uma correntinha no pescoço, sem camisa, apenas com uma bermuda de piscina e descalço, papeando com dois de seus tios e seu pai. Até que te percebe quietinha na varanda, sentada com um leque se abanando.
Pede licença ao grupo que conversa, e segue até você, pisando rápido pelo piso quente.
“— Que foi, mô?” — pergunta se abaixando ao seu lado. O olhar preocupado aquece seu coração.
“— O calor. Acho que minha pressão abaixou, tô me sentindo super enjoada.”
“— Ô amor, pô, pera aí.” — ele deixa o copo de cerveja no chão mesmo, e entra para sala. Alguns minutos depois, você observa ele sair com um ventilador, e um extensão.
Ele prepara tudo, e coloca o ventilador virado pra você. Logo depois, pega um banquinho e deixa seus pés no alto. Mesmo se sentindo enjoada, você não deixa de sorrir com carinho pelos cuidados dele.
“— Vou pegar um pratinho com carne, pra você comer uma coisa com sal, tá? E uma água de coco geladinha.”
Você assente, sorrindo fraco, cansada, mas feliz. Ele traz tudo pra você, e se senta no banquinho onde está seus pés, os colocando em cima do próprio colo, e passando a massagear com uma mão, enquanto continuava tomando cerveja com a outra.
“— Gyu, não tô te atrapalhando não? Interrompi seu papo.” — você murmura com um biquinho. Gosta de ver ele interagindo com sua família.
“— Claro que não, pô. Vou deixar minha mulher passando mal nada. André! Desce uma aqui pra mim.” — ele grita seu tio, levantando o copo de cerveja.
Logo seu tio vem com mais uma longneck geladinha, despejando no copo do seu namorado.
“— Saiu pãozinho de alho, quer que eu pegue?” — ele pergunta, e você assente.
Enquanto ele vai até a churrasqueira encher seu pratinho com mais alguns itens, sua mãe se aproxima de ti, se sentando no banco que antes ele estava.
“— É, filha… Esse menino te ama.”
pior que eu só tenho contato com um tio e ele realmente se chama andrékkkkkk














