“OI SENHOR LADRÃO!” ela disse alto, antes de ver os rapazes se aproximando. O sorriso aumentou bastante, apesar de adorar ficar de repouso daquela forma, mas sentia falta de ver as pessoas diariamente na floricultura. A visita era muito importante, por isso. “Foi mesmo o Chris Evans, olha ai o autógrafo dele!” balançou devagar o pé, para que não o machucasse. “Obrigada, Greg. Eu juro, tô super bem, esse repouso tá me fazendo super bem” disse com um sorrisinho de canto, enquanto observava Jason amarrar o balão em seu tornozelo. “Será que se vocês amarrarem vários desse eu voo? Igual em UP? Tira uma foto minha com um balão no pé?” disse dando uma risada, achando a cena engraçada demais. Assistiu Jason se afastar e foi ajeitando as costas, enquanto os olhos iam para Greg. “Aaaaaaah, você fez aquele bolo? Ai meu deus, que delícia. Deve estar uma delícia, e…” ela viu os cupcakes e deu uma risadinha, assentindo “Foi o Jason? Ele tá ficando bom! Se fosse eu… teria queimado tudinho…” disse com uma nova risada. Daisy estava mudando a música, colocando Queen para tocar ali. “Eu adoro música! Eu escuto toda hora, pra tudo e…” a frase foi interrompida, porque Baco, o cachorro preto, de porte médio, desceu as escadas do loft correndo e pulando em Greg “Acordou o bonitão! Ele veio te dar oi! Olha só, até ele veio e a sua filha não veio não. JAAASON, precisa de ajuda???” gritou o fim para o amigo na cozinha. “QUEREM TOMAR VINHO?”
Jason deu espaço para que Greg pudesse falar com Daisy sem ter Jason tagarelando, e agora estava lutando pra abrir um saco de pipocas, e logo conseguiu e deixou no micro-ondas para estourarem. Escutou o grito de Daisy, colocando só a cabeça pra fora da porta da cozinha para vê-los ali na sala. “Acho que não preciso de ajuda, estou fazendo pipoca. Onde está o vinho?” Quis saber, sem achar problema nenhum em já se sentir em casa ali na de Daisy. Logo o aparelho apitou para dizer que o lanche estava pronto, fazendo Jason pegar para levar pra sala junto com a Coca-Cola e alguns copos, equilibrando tudo e deixando-os perto dos cupcakes e do bolo que Greg fez – e que parecia muito mais apresentável que a culinária de Jason. Mas não era como se o moreno sentisse vergonha, afinal, ele ainda estava tentando, e isso era o suficiente pro moreno estar orgulhoso. “Agora, respondendo sua pergunta que eu passei esse tempo pensando, eu acho que uns dez balões seriam necessários pra te fazer voar.” Ele falou, pegando uma almofada para se sentar do outro lado da mesinha de centro, empurrando-a um pouco mais pro lado do sofá para que Daisy pudesse alcançar de onde estava sem problemas. “Agora, eu escutei que Greg não é de ouvir música?” Perguntou, querendo saber se tinha escutado direito lá da cozinha. “É a nossa chance de mostrar pra ele o que é diversão de verdade. Coloca aí músicas do Grease pra gente irritar ele com os duetos.” Jason sugeriu, soltando uma risada anasalada, mas não demorou para começar a se servir, começando pela pipoca. O cachorro apareceu então ao seu lado, cheirando a roupa de Jason como se quisesse o conhecer. “Ei, como vai?” O moreno fez carinho na cabeça do bicho com bom humor. “Sabe, eu estava pensando em adotar um.”
Ele confirmou com a cabeça com um sorriso bobo nos lábios. Ele sabia que ela ficaria feliz por ele ter feito. E riu do comentário dela sobre os bolos de Jason. Gregory entendia que o outro estava tentando e apenas começando, mas havia alguns erros que ele tinha certeza que o outro cometeu que se ele tivesse pedido a ajuda de Greg, eles não teriam sido feitos. Seus olhos de profissional na área não conseguiam parar de analisar os doces, porém o seu espírito de bom amigo nunca iria falar algo rude que não fosse para zombar com Jason. “Bem, para quem está começando é melhor você deixar o menos tempo e ir aumentando quando perceber que está comendo coisa crua.” Brincou.
“Eu acho que…” Ele começou a falar, porém a velocidade do animal correndo em sua direção foi maior. Já não falava tão rápido e com muita frequência, ser alertado por um cachorro pela natureza enquanto falava era quase como um sinal para Gregory. Não era muito fã de animais, mas não podia negar que Baco era bem bonitinho. Suas mãos repousavam, receosas, na cabeça do outro, como se precisasse o acariciar algumas vezes para que ele se afastasse dele, mas parecia que aquilo estava fazendo apenas o efeito contrário. “Ah... Minha filha, huh?” Odiava Daisy. Não sabia o que estava fazendo ali. Ela ainda não tinha superado a ajuda que tinha dado a ela com a gata, e ainda achava que ele era o pai do animal. “Deixa ela lá em…” Novamente interrompido. dessa vez pelo grito da garota, o menino riu focando no animal em seu colo.
“Dez balões em cada membro?” Perguntou. Parecia mais viável do que o que ele falava. “Grease é aquele musical do John Travolta, certo?” Perguntou, tentando se lembrar do filme que ele havia mencionado.