É tanta atuação que dá até pra ganhar um Oscar!
Fala pessoinhas! Como é que vocês estão? Estudando muito para as provas da escola/ Enem? Cremos que sim. Muitos de vocês não veem a hora de entrar na universidade não é meixmo?! A gente te entende... Existe toda aquela expectativa sobre a liberdade e poder de escolhas no mundo acadêmico. De fato é maravilhoso poder ter autonomia de escolha dos assuntos que queremos estudar. Mas mesmo assim o trabalho não deixa de ser menos sério e desafiador para ser desenvolvido.
Nas universidades existem os chamados grupos de estudo/pesquisa que é basicamente você escolher a “panelinha” que quer participar com base na suas afinidades com os conteúdos estudados. Uma das atividades mais importantes esses grupos é o desenvolvimento dos famosos artigos científicos. Esses artigos são basicamente o resultado de tudo que você estudou com uma pitada generosa de suas contribuições para a comunidade científica. Mas, calma! Não é tão difícil quanto você pensa. A gente também achava que era só para supernerds tipo os da série com poderes biônicos hahahaha.
Brincadeiras a parte é válido que vocês se liguem para uma teoria muito legal desenvolvida por um cara chamado Bruno Latour em 1980 chamada de Teoria Ator-Rede ou TAR não, isso não tem nada a ver com novelas kkkkkk. Basicamente ele destaca nessa teoria que quando vamos desenvolver uma pesquisa não é possível separar a teoria, método, a realidade a nossa volta e a escrita, porque tudo está interligado. Afinal de contas, todos nós somos atores, ou melhor, construtores do nosso próprio mundo, incluindo o próprio cientista!
Para Latour, a palavra chave, que deve ser muito levada em conta no momento da pesquisa é a de heterogeneidade. Mas, como diria a Anitta: “Peraí”. O que diabos é isso? Eu tenho certeza que você já deve ter ouvido falar dessa palavrinha nas aulas de química. Só para refrescar sua memória, a heterogeneidade é uma palavra utilizada para denominar um sistema diverso, cujos componentes são nitidamente diferentes uns do outro. Nesse caso, Latour explica que essa é uma característica do mundo: cada um de nós somos capazes de realizar coisas diferentes, e isso nos faz tão relevantes quanto aquele carinha ali que escreve milhares de teorias mirabolantes sobre nós.
Mas será que existe uma ciência boa ou ruim?
Uma das reflexões que Latour traz é justamente essa. Mas, calma! Por ciência ruim ele não quer falar sobre aqueles artigos malucos que dizem que divórcio causa câncer. A pergunta dele é: O que é que faz um trabalho científico ser bom? Em primeiro lugar, precisamos entender que o que se produz na ciência é um acontecimento, algo gradual e construído. Não vai chegar um conjunto mágico de regras ou um método abençoado por Atena que num estalar de dedos resolverá tudo e dará os melhores e mais exatos resultados.
O importante aqui é que a ciência abra caminhos para a sua renovação e que o cientista tenha em mente isso ao construir seu trabalho. E olhe lá! Esse caminho não é algo para ser aberto somente para a própria comunidade científica. Todos nós somos atores, então todos nós devemos participar da ciência, entendê-la e dar nossas próprias contribuições. E, novamente, não pense que para dar essas contribuições você precisa ser um Eistein da vida. Qualquer um pode falar sobre o que está sendo debatido no meio acadêmico, questionar. E é justamente isto o que tornará um trabalho científico muito mais rico.
Como diria a Iara Maria de Almeida Souza, em seu artigo Metodologia e Teoria Ator-Rede: “A boa ciência é a que povoa o mundo com novas agências e agentes porque se esforça por rastrear seus movimentos e cria os meios para isso”. Somos nós que atuaremos nessas novas agências, que seremos esses novos agentes. E para fazer isso, o cientista é quem deve abrir as portas desse “novo mundo”.
E você sabia que tem gente que já faz esse trabalho? Acho que já deu para perceber que, como todo bom brasileiro, amamos memes. Mas sabe quem ama muito mais memes que a gente? O pessoal da Universidade Federal Fluminense que criou um Museu de Memes! E calma! Você não precisa sair de casa para visitar ele! É tudo online e é tudo resultado de uma pesquisa enorme em cima de memes. Então, por que não dar uma passadinha lá, só pra aumentar ainda mais o seu estoque de memes e ainda sair com um conhecimento bacana sobre eles?
Levando a Teoria Ator-Rede para as salas de aula
Latour também faz umas observações bem bacanas sobre a educação. Ele explica que podemos aprender e ensinar de forma híbrida. Isso quer dizer podemos associar as pessoas em conjunto com os objetos. Sendo assim esses dois, que normalmente são encarados separadamente, passam a ser considerados actantes por desenvolverem uma performance em parceria. Como assim? Não somos só nós, os seres humanos, que entramos como atores, protagonistas de tudo. Aquelas tecnologias das quais não desgrudamos também são atores, também constroem a nossa realidade, juntamente com nós. E no final, todos nós nos tornamos actantes.
Mas, para você entender melhor como funciona essa educação híbrida, vamos explicar com um exemplo! Digamos que você mora na capital do seu estado e um amigo mora no interior. Vocês tem prova de Biologia amanhã. O conteúdo é o mesmo e, provavelmente, as dúvidas também. Então, você tenta explicar para seu amigo o que você sabe, mandando foto do resumo que você fez para a prova. Compreendendo de forma mais clara, o amigo se empolga e começa a compartilhar o resumo para geral nos grupos da turma no Whatsapp, Facebook, e assim vai. Ao fazer isso, você está vivenciando a Teoria de Latour (1980) porque está atuando, sendo actante na rede.
E bem, quando vocês estiverem na Universidade é capaz de ganhar um Oscar de tanto atuar na rede desenvolvendo projetos e estudando para as provas se é que vocês nos entendem kkkkkkk…
Enfim, galera, esperamos que vocês tenham entendido um pouco do assunto de hoje. E obrigada por ter chegado até o final do texto hahahaha. Vocês são topzeirxs. E quem gostou do conteúdo bate palmas e quem não… já sabe né?! Paciência.
PERE AIIIIII. É só para lembrar a geral que semana que vem tem mais!!
Qualquer dúvida sobre essa vida loka universitária entre em contato com a gente pela ask, pelo submit ou até mesmo pelo chat! Vlw Flw. Até mais!