â ââ Não estou nada ansioso para isso.â fingiu, balançando a cabeça em um breve assentir. O canto dos lábios, porém, se esticaram um pouquinho em um sorriso. Desejava que a filha permanecesse assim pequenininha, mas a cada dia que se passava, ela crescia. O fato de precisar de uma babá indicava isso, se ela fosse menor, Mael nem sairia de casa, a irmã entendia sua necessidade de estar sempre perto da pequena menininha. Mas agora? Estava sendo obrigado a trabalhar e pior⊠a sair para bares ou qualquer lugar que a irmã julgasse um divertimento de adulto. Ouvir sobre o tal programa para encaixar a menina era ótimo, queria que os esportes fizessem parte da vida da mesma, e, ao contrário dos pais, ia incentivar isso em favor do crescimento da pequena, não por vantagens polÃticas ou própria. â ââ Ah, isso é ótimo! Sendo assim acho que vou dar mesmo uma olhada. Ela com certeza vai adorar.â estava no sangue, ambos os pais envolvidos em ginástica? Selene ia arrasar quando tivesse idade para decidir o que queria fazer. Não conteve o riso com a animação alheia, assentindo também com sua própria agitação. â ââ Ela está! à realmente muito adorável, não é porque é minha filha, sabe? Mas é muito fofo ela tentando fazer a dancinha. Mesmo que seja algo que viu num desenho.â explicou. â ââ Você pode passar lá sem precisar me fazer o favor de ficar com ela, Debra. Ela te adora, ia amar a visita.â garantiu. O que lembrava que se a mais nova não estava indo mais em sua casa, significava que em breve a irmã iria lhe forçar a sair de novo. â ââ Ela está começando a andar mais firme, então vai ser mais fácil ensinar mesmo algo. Estou vendo se ela consegue pular sem cair de bunda no chão.â contou, bufando um riso. â ââ Aline está bem, obrigado. Saiu do meu pé, finalmente. Agora que estou trabalhando aqui, torço que ela ache que tenho interações o suficiente com adultos.â fez uma careta com isso. â ââ Mas se você a encontrar por aqui⊠pode fingir que tem ido mais vezes lá em casa?â
Não podia imaginar o quão frustrante aquilo deveria ser. Ter um filho e de repente colocar todas as necessidades daquele mini humano na frente das suas. Claro, sua própria mãe tinha tido quatro filhos e de quebra, a Rhodes tinha tido a sensação de que Bernie, Rose e Linda eram meio seus também. Ela tinha os levado na escola, trocado suas roupas, dado de comer e dando banho, tinha passado noites em claro quando ficavam doentes, deixando de sair e estudar para olhar os irmãos enquanto eles puxavam os cabelos um dos outros, mas ela nunca sentiu felicidade nisso, a maternidade não era gloriosa como todos achavam que era. Não tinha beleza em passar noites sem dormir e andar por ai com a camiseta com gorfo de bebê. Debra esperava que quando chegasse a sua hora de ter um bebê, uma legião de babás estivesse lá para lhe amparar. âVocê não vai se arrepender.â O sorriso dela era radiante e não não mentia quando dizia que gostava de Sellie, não era um completo monstro, e até monstros se derretem quando frente a frente com uma criaturinha quanto Selene, mas não podia dizer que não passaria o tempo que passava com ela se não tivesse interesses no pai da menina. âEssa fase é uma das minhas favoritas. Em que eles imitam tudo o que vêm por ai. Barulho de animais, gestos e dancinhas. Eles crescem tão rápido que se você piscar perdeu toda uma fase importante na vida deles.â Ela podia dizer aquilo com experiência própria. âEu vou. Eu a adoro ainda mais. As coisas só andam um pouco agitadas.â Ela deu de ombros, como se as coisas que ela mencionava fossem festas ou aulas e não um emprego secreto, duas modalidades esportivas de alto rendimento e uma vida inteira baseada em mentiras. Ela fazia parecer fácil, mas a realidade é que ela estava exausta a maior parte do tempo. âCom um pai ginasta eu aposto que ela cai de bunda no chão da forma mais graciosa possÃvel.â Riu com gosto antes de suspirar. âClaro, posso fazer issoâ Garantiu a mais nova com um sorriso delicado. âEstamos passando tempo juntos agora e somos adultos, tecnicamente não seria uma mentira.â