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hit the ♡ buttom for a starter with connor fitzgerald ! [ UP TO 4 ]
No domingo, após o reencontro de sábado do colégio, Connor dirigiu até Jersey, aonde a mãe ainda morava, não apenas para o tradicional almoço de domingo mas também para a mais nova baboseira que sua irmã mais velha, Chloe, havia inventado: mêsversários. Não havia ideia do que diabos aquilo se tratava, mas descobriu rápido o suficiente que era só mais uma desculpa para dar uma festa todo mês, para a alegria de suas outras irmãs. O tempo com a família e agregados não era ruim e, quando em algum momento da festa, acabou com o sobrinho, Bobby Jack, nos braços, a mãe o encurralou para lhe contar os detalhes da noite anterior. Depois de algumas linhas genéricas sobre as pessoas que ela se lembrava, comentou sobre ter reencontrado @catsinclair, o que quase a fez se desmanchar em felicidade. E depois de um dossiê completo sobre o que os pais, tios, primos e até mesmo ela andava fazendo, pediu, não, mandou com que ele lhe levasse um pedaço do bolo no dia seguinte e, de quebra, a auxiliasse agora que a mulher estava de mudança para Nova York. O Fitzgerald tentou argumentar, mas bastou um olhar da mãe para que a única coisa que falasse fosse um ‘sim, senhora’.
E foi por isso, que segunda-feira, o famoso jogador de futebol americano Connor Fitzgerald foi visto adentrando um prédio no mínimo estranho, carregando um pacote, segundo a coluna social do jornal. Se sentindo mais um saco de batatas do que um homem, por ter acatada essa sugestão maluca da mãe, bateu na porta do que deveria ser o novo apartamento da Sinclair. “Catherine? É o Connor.” Algum momento deixaria de obedecer a mãe? Duvidava, e duvidava ainda mais de que Cate gostaria de bolo de um mêsversário. “Fitzgerald.” Completou, meio confuso se ela havia entendido quem era. Quando a porta foi aberta, pressionou os lábios num sorriso, enquanto respirava fundo. “Bom dia. Advinha só, minha mãe te mandou bolo.”
nzncy:
“O que? Avatares são criaturas maravilhosas e você deveria se orgulhar. Eu estou louca pelo próximo filme.” Apesar de estar falando sério, foi impossível não rir um pouco com ele e sentir-se completa por estar observando pessoalmente sua expressão de felicidade e não por uma tela de TV. “E nos estudos. Por favor, não descredibiliza nossas aulas porque eu me esforcei bastante. Mas fico feliz que hoje em dia seja modesto. Essa é a melhor forma de ser elogiado.” Deu uma piscadela no fim. No fundo, a própria gostaria de ser um pouco modesta também. Desde o ensino médio sabia que era inteligente, que iria conseguir o que desejava e não esperava algo diferente. Hoje em dia, quando lhe elogiavam no trabalho, ela agradecia porém até mesmo de forma superior, como se soubesse que era o boa suficiente para desvendar o problema. “Eu ia assistir os jogos do meu irmão. Se você estava lá, era pura coincidência.” Brincou de volta, dando um gole em seu mojito. “Geez, Fitz, eu era uma ótima namorada… Eu pintava a cara por você!” Cobriu o rosto de vergonha com uma mão e negava com a cabeça enquanto ria, lembrando quando fez tiras vermelhas e brancas no rosto e ainda personalizou uma camisa de futebol para si, colocando o nome ‘fitzcoleman’ como eram chamados, e o número que o rapaz usava na escola. Momentos bons e vergonhosos que não voltavam mais. “Gostei de você enfatizar o 'time que meu pai odeia’. Pelo visto as coisas continuam não muito boas.” Soltou, dando mais um gole em seu copo. “Mas hey, quem disse que não são interessantes!? Você ganhou um Super Bowl!! Quer coisa mais interessante que isso? Aliás, é muito lindo.” E, como sempre agindo no impulso, levou uma de suas mãos até a dele, tocando na jóia brilhante. Demorou um tempo até perceber que estava ali fazendo um carinho não só no objeto mas nele também e então afastou a mão devagar, levemente envergonhada. “E o cachorrinho, qual é o nome? E a raça? Eu sempre quis um mas nunca tive tempo.” Tentou quebrar o momento com mais perguntas, algo que era totalmente característico de si. A animação alheia diante se sua conquista não ajudava muito. Até aquele momento, não lembrava quantos copos havia bebido mas sabia que já estava, de alguma forma afetando suas ações. “Obrigada, obrigada. Mas não me faça mais perguntas. Tenho certeza que você viu filmes o suficiente para saber que é sigiloso.” Levou o indicador aos lábios para mostrar que não diria mais nada e então sorriu. O momento estava leve mesmo depois de tudo, mas Nancy tinha que encontrar um jeito de estragar. No momento, tudo o que desejava era encontrar uma desculpa e sair ali, mas… Quando será que ela teria outra chance como aquela? Quando a noite acabasse eles poderiam seguir caminhos distintos mais uma vez e nunca mais se reencontrar. “Believe me, existe sim. Eu só queria que você…” Não achasse que eu fui uma vaca por quis. Eu nunca quis dizer aquelas palavras, era o que desejava falar pra ele. No entanto, não achava que ali era o momento. Estavam ali pelas memórias boas, certo? “Nevermind. No final, você está aí.. muito bem sucedido. É isso que importa.” Assentiu, voltando a beber seu mojito.
𝐅𝐋𝐀𝐒𝐇𝐁𝐀𝐂𝐊.
“Eu estou ansioso pelo próximo Velozes & Furiosos.” Brincou, dando de ombros, ainda que fosse verdade, era obcecado pela franquia desde os tempos de colégio. “Com certeza. Sua técnica de flashcards foi, provavelmente, o que me fez conseguir o diploma da faculdade.” Tinha sido uma das pequenas coisas dela que o haviam acompanhado, por muito tempo. Coisas imperceptíveis, mas se lhe perguntassem da onde havia tirado se lembraria que vinham de Nancy. “Pura coincidência, hm? Aham, claro. Você amava ir me ver jogar.” Connor balançou a cabeça, sorrindo, uma pontada de saudades do antigo time. “Era mesmo, inclusive, eu lembro daquela camiseta incrível. Era minha roupa preferida sua, sem dúvidas alguma.” Riu, tanto da lembrança quanto dela envergonhada ao seu lado, a destra indo até as costas dela, num gesto involuntário. Agora que ela havia falado, se lembrava da camiseta, do rosto dela pintado, dos abraços de vitória ou consolação, de irem juntos para as festas pós-jogo. Parecia uma grande eternidade desde que tudo tinha acontecido. “Quando eu aceitei a proposta de ir para o Giants foi para o irritar, realmente, mas agora eu não ligo para mais nada do que ele diz ou pensa. Devia ter feito isso antes.” A Coleman sempre soube de tudo que se passava entre os Fitzgerald, de qualquer maneira, então não viu necessidade de lhe dar a história bonita e padronizada. “Ok, eu posso concordar que é um pouco interessante. Fiquei nos trending topics do Twitter por várias horas, não consigo imaginar o que mais eu poderia querer.” Riu de novo, quando era adolescente e o Twitter era uma coisa nova, os maiores objetivo de todos eram, um dia, ficar entre aquelas dez hastags mais comentadas. Seu olhar seguiu a ação alheia, conforme sua mão era tomada e o anel analisado, e Connor não conseguiu encarar muito tempo, voltando a atenção para frente e dando outro gole em sua bebida, até ela lhe soltar. Ah, isso não deveria o afetar dessa maneira, não tantos anos depois. “É um Dobermann.” Ficou feliz com o assunto desviado, não vendo problemas em lhe contar sobre seu cachorro. “O King, ele é grande, mas não tanto quanto o Rambo.” Explicou, a lembrando de seu Golden Retriever, seu cãozinho desde pequeno. “Ele morreu no meu segundo ano na faculdade, consegui um atestado só ‘pra ir ‘pra Jersey e ver ele antes de o sacrificarem.” Quando criança, costumava falar que o outro era seu melhor amigo, mas balançou a cabeça, vendo o clima que tinha trago a conversa com aquele papo. “Você já foi até a Área 51? Seja sincera, Nancy, eu sou o herói americano, você pode me contar.” Por algum motivo estranho, aquela teoria de conspiração sempre tinha deixado o Fitzgerald bem curioso e vai que Nancy realmente soubesse algo sobre? “Queria o que? É sério, Nancy, você não precisa dizer nada sobre aquilo. E se te importa tanto, eu te desculpo, na verdade, já te perdoei faz muito tempo.” Terminou a dose num gole só, fechando os olhos por um instante. “E você também, foi... para o melhor.” Talvez, agora, finalmente, concordasse que realmente tinha sido.

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woclrich:
mais do que nunca, connor e leonard se pareciam como dois completos estranhos – talvez, enfim, os desejos do segundo tivessem se concretizado após tantos anos e agora pouco os unia, nem mesmo os gostos ou a aparência eram capazes de atar os dois irmãos. o pesadelo que fora vivenciar toda a juventude como o outro filho de carter fitzgerald parecia, agora, uma fotografia que se esmaeceu com o andar do tempo, sobrando apenas um vestígio do que algum dia existiu. olhando para o rosto do meio-irmão, o woolrich sequer era capaz de sentir o ressentimento que antes o assombrava toda vez que o via, já não havia nada no outro homem que lhe despertasse o sentimento de inveja ou de raiva, olhar para ele era como ver um desconhecido, algo que nunca deixara de ser, afinal de contas.
– deus, não. – a resposta imediatamente o repreendeu ao que leonard abominava a ideia de viver em uma ilha como manhattan, o que ele, obviamente, julgava ser um dos centros da peste virulenta capitalista que varria as metrópoles modernas como nos séculos anteriores. – williansburg, mas isso antes da gentrificação. – comentou em um tom bem humorado, esperando que o colega não estranhasse, mesmo após tanto tempo, a acidez com a qual leonard era acostumado a usar. – ah, mas é claro. – o homem balançava a cabeça para cima e para baixo, mantendo a expressão do cenho franzida, como se prestasse muita atenção em tudo aquilo que o outro dizia. a falta de proximidade durante toda a vida não permitia que o bastardo soubesse muito sobre os planos do irmão postiço, mas o olhar contente de satisfeito denunciava o orgulho que connor sentia da joia escandalosa em seu dedo anelar direito. em contraposição, o anel parecia ocupar o espaço destinado ao símbolo do matrimônio, uma aliança, o que despertou sua atenção, erguendo uma das sobrancelhas. – eu? talvez… um dia, anos atrás. – deu de ombros, transparecendo um sorriso ingênuo nos lábios rosados, saboreando as lembranças que o assunto evocava para si. – era legal, eu acho. mas eu sabia que não era a minha paixão, ao menos não como é para você. – admitiu, deixando escorregar uma honestidade e um sentimentalismo o qual seu eu de treze anos atrás ficaria mortificado. – eu? ainda fazendo música, era o que eu mais gostava de fazer de qualquer jeito. – dessa vez, fora leonard quem deixou transparecer pelos olhos azuis a paixão pela carreira que havia escolhido. – tenho trabalhado com composições para trilhas sonoras, a maioria em filmes europeus, mas vire e mexe acabo contribuindo em alguma coisa feita pelo pessoal do departamento de cinema da NYU. – respondeu, bebericando o restante do espumante. – no final das contas é a desculpa ideal para poder ir pra veneza ou pra riviera francesa. – brincou, de certa forma tentando romper a rigidez que se impunha entre ambos. – veio desacompanhado? – perguntou, imediatamente afogando a curiosidade no restante de champagne que ainda o restava, observando-o através do longos cílios escuros.
𝐅𝐋𝐀𝐒𝐇𝐁𝐀𝐂𝐊.
Connor arqueou uma das sobrancelhas para a negação forte do outro sobre morar em Manhattan, não lhe fazia sentido a aversão ao que julgaria como o melhor lugar possível para se viver. Gostava do lugar e de como era fácil se esconder entre as multidões; uma fala que iria ao contrário de seu eu juvenil, que sempre tentava ser o destaque delas. “É claro.” Foi mais dirigido ao termo gentrificação do que ao bairro aonde ele morava, parecia o tipo de coisa com que ele se preocuparia — omitiu a parte de que morava no Upper West Side, porque tinha quase certeza de aquilo levantaria um debate sobre assuntos variados, como taxação de fortunas. “É uma cerimônia chata, a de entrega dos anéis. Muita falação e discursos, enquanto todos só querem pegar e ir para a verdadeira festa.” A euforia de verdade era no campo, na hora que davam o jogo por encerrado, mas a joia era uma boa lembrança do momento. A analisou por mais alguns segundos, não costumava a usar assim, para qualquer lugar, mas lhe pareceu interessante deixar claro que tinha sucedido. Num menear da cabeça, voltou a encarar o outro homem, esperando uma resposta. “Eu não sabia que era a minha também, mas o tempo acabou dizendo.” Nem soube dizer o porque de falar aquilo, podia ter simplesmente ter concordado e dito que sim, desde criança, era seu maior sonho, mas seria uma mentira. O tempo vinha atrelado a várias coisas, de lesões físicas e emocionais. O Fitzgerald então, talvez pela primeira vez que realmente prestava atenção, viu o irmão parecer genuíno e não sarcástico. “Música? Eu não sabia desse seu... interesse.” Estava surpreso, mas não é como se isso houvesse sido, em algum momento, algo com o qual se preocupou. Enquanto Leonard era presente no seu cotidiano, tudo o que lhe interessava sobre ele era o que ele poderia lhe tomar, não o resto. “Nossa, parece bem, como posso dizer, boêmio? De qualquer maneira, Nova York é certamente o lugar ideal.” Não mentiria e diria que se interessava pelo cinema europeu, longe disso, mas toda a descrição que apareceu em sua mente pareceu se encaixar muito bem com o homem. “Ha, eu com certeza gostaria de ter melhores desculpas de ir para lá. Nice e Cannes são minhas praias favoritas.” Dessa vez um riso não forçado escapou seus lábios, um assunto em comum, quem diria. “Já fui no Festival de Cannes, uma vez, acompanhando uma, hm, amiga.” Comentou, imaginando que era para esse tipo de coisa que o outro deveria gostar das cidades europeias, e não para farras polêmicas, como era o seu caso. “Vim sim,” Engoliu um suspiro, balançando a cabeça como se não fosse nada demais, fazia anos que não tinha uma namorada séria, ao menos não ao ponto de a trazer para um evento desse tipo. “e você também pelo visto.”
nzncy:
“Ei, eu tenho um metro e sessenta! Respeita minha altura, por favor. Isso me faz lembrar que eu fiquei um ano inteiro tentando arranjar um apelido ridículo pra você e no ano seguinte veio Avatar. A raiva que bateu em mim por esse filme não ter estreado antes foi ridícula.” Tagarelou, negando com a cabeça. Em seu interior, Nancy se surpreendia como havia ficado confortável ao lado dele tão rápido depois de como as coisas terminaram entre eles. Fora a vergonha ao confessar que, mesmo depois do fim da escola, ela ainda lembrava dele. “Um pouco? Ele aprendeu a ser modesto!” Implicou, sentindo o sorriso aumentar e uma corrente de sentimentos atravessar seu corpo diante do elogio. Poderia ser ridículo mas apenas com o mínimo de conversa a mulher conseguia enxergar nos olhos alheios o antigo Connor, aquele no qual um dia desejou ter uma vida ao lado; hoje era um mero sonho de criança. Caminhando ao lado dele até o bar, Nancy sentou no banco e esperou ser atendida enquanto prestava a atenção no que ele dizia. Caso perguntassem, negaria até o fim, mas nos primeiros anos de carreira do Fitzgerald Nancy assistia cada jogo, entrevista e programa que participasse para ter a certeza que a escolha que havia feito no passado era a certa. E quando seu coração se deu por vencido, a mulher simplesmente parou de ver para não começar a se tornar algo doloroso. “Eu não vejo muito futebol desde que meu irmão parou de jogar.” Foi a desculpa que deu para sua suposta falta de conhecimento sobre a vida dele. “Eu estou ótima, nunca estive melhor.” Fez seu pedido quando o barman chegou, virando o banco então de frente para o homem afim de encará-lo melhor. “Sou chefe da equipe forense do FBI.” O sorriso indicava o quão orgulhosa era de seu trabalho e não tinha como ser diferente, afinal sempre foi seu sonho. Mas também ajudava a mascarar o que realmente vinha a sua mente toda vez que lhe faziam essa pergunta, mesmo que não soubessem. “Sim…” Não tinha muito o que dizer. A última lembrança que tinha era ver os olhos que um dia tanto amou simplesmente apagar o brilho após as duras palavras proferidas por si mesma. Uma certa angústia passou invadir seu peito e, quando percebeu, já estava soltando as palavras. “Eu sinto muito, Connie.”
&.
“Avatar, Nancy? Sério?” O homem riu, genuinamente, pensando em como aquilo era algo tão ela, não apenas o filme mas... tudo. Engraçado, assumir que ainda sabia algo sobre alguém que não via a tanto tempo, mas realmente queria acreditar que ainda a conhecia como a palma de sua mão. “Eu tinha que acabar melhorando em outra coisa, além, claro, dos meus talentos para o futebol.” Com um dar de ombros não deu muito bola, reconhecia que, realmente, havia sido insuportável durante o colegial. Meu Deus, toda essa reunião estava muito bem, lhe deixando nada mais do que saudoso, mas agora, olhando para a loira, se lembrou de tudo aquilo que sentiu, anos atrás. Desde seus sentimentos malucos, pessoais, seus problemas com o pai e se realmente queria ser o que quer que queriam que fosse, até o que sentiu por ela. Connor não conseguia nem negar, como faria com as inúmeras que haviam passado por sua vida, havia sido perdidamente apaixonado por Nancy. E tinha continuado sendo por muito tempo, isso sim, mais do que admitiria. Mas o que havia passado havia passado, e ele poderia muito bem aproveitar a companhia dela, nesse momento, sem muito transtorno. “Eu pensava que você gostava, pelo menos ia em todos meus jogos.” Arqueou uma das sobrancelhas, numa leve provocação, acreditando que podia se dar certa intimidade e liberdade para as brincadeiras. “Mas não tem muito o que dizer. Jogo no time que meu pai odeia, ganhei um Super Bowl e adotei um cachorro. Nada remotamente interessante.” E era verdade. O Fitzgerald, na verdade, conseguia ser alguém bem desinteressante, ainda que os tabloides dissessem o absoluto contrário. “Ha! Não acredito, na verdade, acredito sim. Sempre soube.” Realmente ficou feliz por ela, orgulhoso até, porque se lembrava do quão empenhada Nancy era sobre seus sonhos, tinha certeza de que os alcançaria. “Parabéns atrasados, senhorita Coleman.” Foi uma isca, falado porque não tinha coragem de a perguntar se estava casada. Só agora tinha se tocado disso, Nancy podia ter alguém, estar casada, até mesmo com filhos, afinal, nem todos haviam ficado que nem ele, sozinho. “O que... Nancy, não.” Apertou o copo de whisky que o barmen o entregava, franzindo o cenho. Não precisava de um pedido de desculpas e não queria um. Seu eu de dezoito, dezenove e, até mesmo, de vinte anos havia esperado por um com uma avidez sem igual, quase como se merecesse um, mas havia crescido o suficiente para cair em si e ver que nada de errado acontecido. Nancy não queria que ele atrapalhasse seus estudos, simples assim, e pelo visto fora o melhor a ser feito vendo como ela estava agora. “Não existe nada para ser perdoado, não se preocupe com isso.”
woclrich:
prestes a conceder vitória ao segurança carrancudo que o examinava da cabeça aos pés – com olhos examinadores de quem duvidava de seu pertencimento à um lugar como aquele, o que não deixa de ser verdade, parcialmente – leonard fora interrompido pela fala grave que se adiantou em seu lugar. – always a lion. – repetiu, com a expressão sóbria e apática, satisfazendo as exigências burocráticas do funcionário do lugar. contrariado, o homem deu as costas ao segurança, buscando pela voz masculina afim de sinalizar um cumprimento educado. dando meia volta em seu próprio eixo, leo não pode, senão, conter o riso cínico que imediatamente escapou de seus pulmões como uma tosse seca, enxergando o irmão postiço empacotado em algum terno importado três vezes menor. calou-se, refreando o desejo de revirar os olhos diante da armadilha que o destino havia colocado em seu caminho – era óbvio que contava com a possibilidade de encontrar o sujeito na tal reunião, afinal de tudo ele havia sido o capitão do time de futebol americano por três anos seguidos, mas porque se bem se lembrava, sabia que o meio-irmão era narcisista demais para deixar uma oportunidade como aquela passar. engraçado, a última vez que tinha o visto fora há alguns meses, enquanto zapeava entre os canais da televisão, caindo em alguma transmissão ao vivo de um jogo estrelado pelo astro do esporte – vê-lo pessoalmente fora mais estranho do que poderia ter antecipado, era muito mais… bronzeado, do que costumava se lembrar durante os anos escolares. oh well.
– não há nada mais tentador do que abrir a caixa de pandora, não acha? – a pergunta, um tanto retórica, não necessitava de uma resposta do velho conhecido. como há anos, um silêncio seguiu a breve interação entre os dois, ao que leonard respondeu com um sorriso ligeiramente desconfortável, enfiando ambas as mãos nos bolsos da calça. – por acaso eu estava na vizinhança. – os ombros sacodiram em despreocupação, analisando os arredores por uma saída daquela situação esquisita. – ah, obrigado. – a mão estendeu para alcançar a taça da bebida borbulhante. – belo anel. – comentou superficialmente, fazendo menção a joia que simbolizava a vitória no campeonato nacional da NFL, dando um longo gole na bebida logo em seguida. – eu achei que essas coisas ficavam em algum cofre ou qualquer coisa assim. – a escolha de palavras, entretanto, não fora acidental, desde o findar do ensino médio leonard não tocava em uma bola de futebol americano, tornando-se um completo estranho do esporte que um dia havia praticado.
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Era estranho ver Leonard desse jeito, principalmente quando tinha passado anos achando que ele também se tornaria um jogador profissional, e que tentaria se destacar mais que ele. Agora, bem, agora ele parecia tudo, menos alguém que aparentemente queria o seu sonho. Tentou se recordar da última vez que o tinha visto ou pelo menos ouvido dele. A primeira havia sido durante a formatura, tinha quase certeza, e se lembrava vagamente da ex-esposa comentar algo sobre o paradeiro dele. Cômico, sinceramente, como haviam chegado perto de um ódio mortal e, agora, provavelmente nem pensavam um no outro a anos. Jamais aconteceria isso com uma de suas irmãs, Connor falava com as três sempre (nem que fosse um simples bom dia), eram muito próximos, os quatro, e nem imaginava como seria passar mais que algumas semanas sem as ver. Por um momento, ponderou como as coisas teriam sido se o pai tivesse sido minimamente decente e Leo e ele tivessem sido criados juntos. Teriam sido próximos? A razão de ter tido tanta raiva dele era porque havia sido criado num contexto totalmente diferente e que, possivelmente talvez o tivesse causado até inveja? Até parece, pensou, parecia uma piada todas essas coisas e colocou a culpa desses pensamentos nos quatro copos de bebida que já havia ingerido.
Não o respondeu, dando de ombros e ignorando aquilo, uma especialidade do Fitzgerald. “Você está morando em Manhattan?” Arqueou uma das sobrancelhas, a fala saindo num tom blasé, enquanto pensava para si que ele não parecia um morador dali de perto. Ok, talvez pudesse morar em Tribeca ou no Harlem — estava parecendo lugares onde ele se encaixaria. Meneou com a cabeça, aceitando o agradecimento, e engolindo metade do líquido de sua taça num gole só. “Valeu. A meta é superar o Tom Brady e ter um para cada dedo.” Estralou a língua, enquanto descia o olhar para o adereço chamativo demais. Tinha aprendido a ser menos cheio de si, mas não quando se tratava das conquistas de seu esporte. “Se eu não estou usando, ficam. Eu pensava que você gostaria de ganhar um também, anos atrás.” Foi uma leve alfinetada, disfarçada de um comentário qualquer, também não queria brigar e estragar toda a noite. “O que você anda fazendo?” Uma pontinha infantil sua torceu para que ele não estivesse bem sucedido, só para ter a realização de que, no fim, ele não havia conquistado aquilo que sempre tinha sido o seu destino, mas a pergunta não passou de uma tentativa de dar continuidade a conversa, e já a tinha feito ao menos umas dez vezes naquela noite.
alliehowe:
“ — Ah, Fitz!” A mulher suspirou aliviada ao finalmente reconhecer um rosto amigo no meio daquelas pessoas. Aproximou-se para abraçá-lo pela cintura após ele defender a festa, ela rindo suavemente à menção da idade. “ — Não diz isso, se você está ficando velho, significa que eu também estou.” Soltou-o, respirando fundo enquanto desfazia o sorriso para admitir um medo bobo que sentira desde o momento em que colocou os pés naquela festa. “ — O quão ridículo é o fato de eu estar aterrorizada agora? Tô me sentindo de volta nos meus últimos dias da escola, esperando alguém aparecer e começar a fazer um discurso sobre como eu sou falsa e dissimulada.”
Connor riu, conforme a abraçava de volta e depositava um beijo em sua face. “Mas estamos, Allie. Terrivelmente perto da meia-idade.” Brincou, só para a irritar com o tópico, conforme tomava o lugar ao lado do dela. “Aterrorizada?” Juntou as sobrancelhas, surpreso com a fala. Devia ter se lembrado que nem todos tinham tido uma experiência boa naqueles quatro anos. “Um pouco, mas só porque ninguém vai fazer isso, acredite.” A encarou, pensando no que mais dizer para conseguir a tranquilizar. “E, dessa vez, você está usando roupas de marca de verdade e eu não posso mais ser suspenso por dar socos em alguém. Ou seja, a situação está favorável a nós dois, com certeza.” Levando o copo aos lábios, engoliu o riso. Realmente, não achava nem que as pessoas se lembrariam da cena e se lembrassem e, ainda por cima, falassem algo, ficaria surpreso com a imaturidade. “Mas você tem boas lembranças de lá, também. Ou vai dizer que nós dois quase explodindo o laboratório de química não foi demais?”
nzncy:
Depois de um tempo que havia chegado ao local, conversado com algumas pessoas e bebido algumas taças de vinho, Nancy finalmente admitiu internamente para si mesma que estava esperando encontrar Connor. Eterno quarterback dos Lions, era simplesmente impossível que o homem não aparecesse para relembrar de seus dias de glória. E mesmo assim, sem nenhum sinal dele. Melhor assim, pensou enquanto deixava um pouco Nicholas e Teresa de lado - já que não iria precisar se esconder atrás deles para fugir do homem - e foi olhar a exposição de troféus, alguns deles orgulhosamente tinha o seu nome estampado. Estava tão imersa nas lembranças que nem viu ninguém se aproximar, apenas o esbarrão em seu braço que a fez perder o equilíbrio por alguns segundos. As mãos em seu braço estranhamente fizeram uma sensação calorosa passar por seu corpo, sendo tudo esclarecido ao erguer os olhos e encarar Connor. “Você veio…” Soltou sem pensar depois de ouvir seu nome sendo pronunciado pelo mesmo. Devia estar parecendo uma idiota por não responder de modo adequado mas havia sido pega desprevenida, seu subsconciente já tinha trabalhado na ideia de não vê-lo naquela noite. Pelo visto ele também não devia estar pensando direito pois aquele não era o comentário que esperava. Mesmo assim, utilizou do gancho para fazer uma piada. “Não se iluda.” Começou, aproveitando que ele ainda a segurava para levantar uma das pernas e mostrar o salto. “Meus dez centímetros a mais são cortesia dele.” Soltou com um sorriso. E mesmo assim, ela ainda era mais baixa que Fitzgerald. Lembranças do passado, de como eles se divertiam sobre esse assunto e até se aproveitavam, vieram a sua mente deixando sentimentos invadirem seu corpo. “Você também está… Famoso.” Implicou com seu modo de iniciar a conversa. “Eu sempre soube mas na época eu não podia admitir porque seu ego ficava grande demais. Agora finalmente posso dizer com tranquilidade.”
“Sim.” Respondeu, simplesmente, ainda sem saber direito o que falar. Não a soltou, nem se lembrando que ainda a apoiava. Haviam se passado, o quê, treze anos? E ali estava, Nancy Coleman, na sua frente e uma onde de memórias o atingiram. A Nancy mais nova, o fazendo estudar e o ajudando a não ser suspenso do time, provavelmente a única que o via além de algum estereótipo besta, e que o apoiou em vários momentos. Tudo isso tinha sido, provavelmente, a última vez que uma garota havia se importado genuinamente com ele. Não que estivesse reclamando de alguma coisa, mas, é, naquela época, havia sido muito importante. “Eu devia ter imaginado que você não conseguiria passar do meio metro de altura.” Connor brincou, se lembrando do jeito que implicava com a loira. Agora sim estava afundado num saudosismo real, e, pela primeira vez, debateu como tudo poderia estar diferente agora se ele, simplesmente, tivesse agido diferente. Engoliu um suspiro frustrado, já que odiava ter tais dilemas mentais, e voltou a focar nela, sua mãe escorregando lentamente pelo braço dela até a afastar. “Um pouco.” Riu, tentando ser modesto. “Eu tenho que admitir que você provavelmente fez o certo. Sempre fez.” Deu um menear com a cabeça, dando um passo a frente com a intenção de que ela o seguisse até o bar, onde poderiam se sentar. Queria continuar conversando com ela, saber como estava, o que fazia. Fazer todas as perguntas bestas que, sentia, deveria saber. “Eu acho que todos já sabem tudo sobre mim,” Começou, todas as aquelas incontáveis entrevistas que dava desde a época da faculdade com certeza eram material suficiente para se montar um dossiê sobre ele, o que não particularmente o agradava. “Então, como você está? O que faz agora? Na verdade.” Fitz a perguntou, curioso para saber o que a vida dela tinha se tornado, se era tudo aquilo que ela lhe descrevera em mínimos detalhes quando mais novos. “Faz muito tempo desde que nos vimos pela última vez.”

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tarwntincs:
𝖔𝖕𝖊𝖓 ━━ apesar de ter ido, ele não poderia dizer que estava tendo o momento de sua vida. ainda era o mesmo, mas um pouco inseguro de como agir e ansioso. precisava de um tempo para se soltar e isso era verdade. uma oportunidade e ele agiria como si mesmo, mas e se essa oportunidade não viesse? o medo de ficar desfalcado o tempo inteiro fez com que ele ficasse zanzando de um lado pro outro. puxando conversa e sendo o mais simpático possível. apesar do ambiente chique, era lindo. ❛ tudo aqui parece custar um mês do meu salário. ❜
Festas era algo com que Connor estava acostumado desde, bem, sempre. Quando era criança, junto dos pais; quando era adolescente, e era convidado para todas; na faculdade, quando se tornou um irmão da Pi Kappa Phi e agora, como um jogador profissional, festas eram uma coisa extremamente frequente. E que, a certo ponto, chegavam a o entediar, e, às vezes, precisava recarregar as baterias sociais. E era por isso que estava sozinho no bar, até ouvir a voz alheia. “Um mês?” Ainda que toda aquela vontade de parecer superior tivesse sumido a muito tempo atrás, o Fitzgerald não tinha muita noção da realidade fora de sua bolha. “É um hotel três estrelas, eles cobram tudo isso para parecerem mais do que são.”
A reunião já acontecia a um bom tempo, tanto que o rooftop começava a parecer cheio demais, cheio até mesmo para tentar andar sem ter que pedir perdão ou licença a cada três passos. Foi tentando chegar ao bar mais uma vez, depois de um papo animado com o que costumavam ser seus colegas de time, que sua figura alta foi de encontro com outra, muito mais forte do que deveria. Num reflexo rápido, sua mão foi parar no braço alheio, tentando manter quem quer que fosse em pé — e não estava preparado para a surpresa que lhe atingiu ao reconhecer aqueles olhos claros. “Nancy.” Conseguiu falar, completamente boquiaberto e, por um segundo, perdendo o foco da visão, antes de abrir um sorriso largo e soltar um riso alegre, ainda que levemente perplexo. Devia ter imaginado que @nzncy estaria ali, devia ter se lembrando disso, na verdade, mas, anos atrás, recém-formado, a garoto tinha se tornado um tópico sensível, que preferia não tocar. Um misto de sentimentos e emoções que não imaginava ser capaz de sentir novamente (julgava ser mera coisa de garoto) o tomou, fazendo-o se questionar se, por todo esse tempo, não tinha genuinamente sentido saudades dela. “Não acredito.” Balançou a cabeça negativamente, o sorriso ainda não desaparecendo. “Você está...” Linda, sua mente completou automaticamente, mas tinha aprendido a filtrar melhor o que falava. “Crescida, diferente. Caramba.” Debateu internamente se ainda existia qualquer resquício de animosidade entre eles, que o permitiria se aproximar e a cumprimentar com um abraço, mas o bom senso o mandou manter sua distância.
woclrich:
por deus, sentia-se tão estúpido por fazer aquilo. “o que queriam afinal? todo aquele papel picado em vermelho e branco não era o bastante para desencadear alguma nostalgia dramática?” – pensava, irritado com a insistência do segurança em troca do passe para adentrar o estabelecimento onde acontecia o encontro. revirou os olhos, enfiando a mão no bolso em busca do smartphone, revirando entre a correspondência eletrônica desorganizada atrás de qualquer coisa que se parecesse com uma senha secreta. “once a lion, always a lion” – liam as letras minúsculas na tela, arrancando um resmungo silencioso do homem. contemplou a ideia de dar meia volta e retornar para casa, afim de terminar uma composição que estava largada há semanas, mas a viagem de metrô até manhattan havia sido demasiado longa para desistir naquele momento. os olhos azuis mal-humorados inspecionaram os arredores, procurando por algum rosto conhecido antes de passar aquela vergonha. – isso é patético, você sabia? – o pobre segurança, entretanto, parecia não se importar com uma palavra que saía de sua boca. “pfft”, engoliu a saliva, contrariado. – once a lion… – a frase, porém, não chegou a ser finalizada, ao que uma voz familiar perfurava o ambiente, interrompendo-o.
Tinha chego na festa mais cedo porque, com o tempo, a pontualidade havia se tornado um traço nato e, enquanto passava perto da entrada, foi bem fácil de se entender de quem se tratava. Era engraçado como as pessoas mudavam, Connor sabia disso melhor que ninguém, mas também era engraçado o quão parecidas permaneciam. “Always a lion.” O timbre de voz saiu forte, como se de repente estivesse de volta aos vestiários do antigo colégio, minutos antes de um jogo. Mas todo esse flashback momentâneo foi rapidamente substituído por um sorriso mínimo, conforme meneava a cabeça numa espécie de comprimento. “Não imaginava que você viria.” Falou, simplesmente, dando de ombros. Parte de toda aquela raiva que carregava, anos atrás, tinha desaparecido. Agora, um pouco mais maduro e, talvez, mais esperto sabia melhor do que simplesmente o maltratar. Ainda existiam certas mágoas, mas, no fim das contas, não fazia diferença. O odiando ou não, Leonard continuaria existindo. Um garçom passou, distribuindo taças de espumante e Fitz o parou para pegar uma. “Aceita?” Lhe ofereceu, na tentativa de parecer completamente civilizado.
alliehowe:
𝐛𝐮𝐭 𝐰𝐡𝐲 𝐰𝐨𝐮𝐥𝐝 𝐲𝐨𝐮 𝐠𝐨 𝐛𝐚𝐜𝐤 𝐢𝐧𝐭𝐨 𝐭𝐡𝐞 𝐥𝐢𝐨𝐧'𝐬 𝐜𝐨𝐯𝐞 𝐤𝐧𝐨𝐰𝐢𝐧𝐠 𝐰𝐡𝐚𝐭 𝐚𝐰𝐚𝐢𝐭𝐬 𝐟𝐨𝐫 𝐲𝐨𝐮?
Aquela ideia idiota havia sido de sua terapeuta, e Alissa estava certa de que iria falar poucas e boas para ela na próxima sessão. Aceitar aquele convite? Sério? Depois de tudo o que passara em seu último ano naquela escola? Allie só poderia ter perdido de vez a cabeça. Claro que seria bom ver algumas pessoas, mas mentiria se dissesse que teria superado completamente a grande vergonha que o seu passado trazia. Ideia idiota, ela repetiu mentalmente enquanto caminhava pelo rooftop, evitando olhar as pessoas dentro dos olhos. Quando por fim parou de andar, foi para fitar os uniformes em exposição no meio da festa, os quais eram familiares demais à ela. Allie prendeu o olhar no de cheerleaders, enxergando uma versão mais nova e muito mais inocente de si mesma dentro dele. “ — Mas o que diabos eu estou fazendo aqui?” Perguntou à si mesma, alheia à presença de outra pessoa ao seu lado.
A nostalgia que o invadiu, conforme entrava na festa, foi, até certo ponto, muito bem vinda. Se sentiu extremamente saudoso, desde as cores até aqueles uniformes expostos (Connor ainda guardava seu icônico jersey da vitória nas estaduais), o colegial, ainda que com seus dramas e problemas, era uma parte de sua vida onde julgava as coisas extremamente mais fáceis. Sentia saudades, até de seus problemas, se fosse para ser sincero. “Revendo velhos amigos?” Respondeu, um sorriso aparecendo no canto dos lábios, conforme identificava Alissa no meio de todas aquelas pessoas. Talvez panelinhas realmente existissem, pois não se lembrava da cara de pelo menos metade dos que eram, supostamente, também da classe de 2008. “C’mon, Allie, a festa nem está tão ruim assim. Ainda que esteja me fazendo lembrar o quão velho estou ficando.”
1.07 | 1.21

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“ walk with me? ”
As sobrancelhas de Connor se arquearam, enquanto a mãe o empurrava e o pedia para ser gentil. A missa de domingo nem era nada demais, conseguia muito bem se manter de olhos abertos e ainda assim não ouvir, ou, ao menos, processar nada do que era professado, então não se incomodava de aparecer ali, ainda que fosse uma mera insistência dos pais. E, disso, saía a amizade longínqua dos dois. Quando mais novos, haviam corrido pelos gramados porque não suportavam um ‘a’ dito, e, agora, faziam o papel de filhos perfeitos juntos — pelo menos aos domingos. “Sure, Lizzie.” Falou, se levantando e a oferecendo o braço, para que pudessem sair área dos bancos e deixassem as senhoras em suas conversas. “Seu namorado não veio hoje?” Virou a cabeça para poder a olhar, tentando esconder a vontade de dar risada. Era engraçado aquele relacionamento que parecia tão casto, e, às vezes, tinha a impressão de que o garoto não sairia bem, mas, de qualquer maneira, não era da conta dele. “E, outra: o pastor gritou mais do que o normal hoje? Quase não consegui dormir.” Brincou, enquanto os dois tentavam conter os risos altos, finalmente chegando do lado de fora da Igreja. “Vai ter uma festa na casa de um dos meninos do time semana que vem, ‘tá convidada.”