“ walk with me? ”
As sobrancelhas de Connor se arquearam, enquanto a mãe o empurrava e o pedia para ser gentil. A missa de domingo nem era nada demais, conseguia muito bem se manter de olhos abertos e ainda assim não ouvir, ou, ao menos, processar nada do que era professado, então não se incomodava de aparecer ali, ainda que fosse uma mera insistência dos pais. E, disso, saía a amizade longínqua dos dois. Quando mais novos, haviam corrido pelos gramados porque não suportavam um ‘a’ dito, e, agora, faziam o papel de filhos perfeitos juntos — pelo menos aos domingos. “Sure, Lizzie.” Falou, se levantando e a oferecendo o braço, para que pudessem sair área dos bancos e deixassem as senhoras em suas conversas. “Seu namorado não veio hoje?” Virou a cabeça para poder a olhar, tentando esconder a vontade de dar risada. Era engraçado aquele relacionamento que parecia tão casto, e, às vezes, tinha a impressão de que o garoto não sairia bem, mas, de qualquer maneira, não era da conta dele. “E, outra: o pastor gritou mais do que o normal hoje? Quase não consegui dormir.” Brincou, enquanto os dois tentavam conter os risos altos, finalmente chegando do lado de fora da Igreja. “Vai ter uma festa na casa de um dos meninos do time semana que vem, ‘tá convidada.”






