Anthony voltava para casa com duas sacolas plĂĄsticas em suas mĂŁos, nelas estava seu maior segredo. O garoto levava novas ferramentas de jardinagem para seu jardim no telhado, mas se alguĂ©m perguntasse era apenas um favor que estava fazendo para o zelador e assim ninguĂ©m descobriria seu hobbie secreto, nem mesmo a Roxie que era a Ășnica pessoa que ele havia deixado pisar naquele telhado havia desconfiado de nada. Â
Anthony caminhava destraĂdamente olhando para seus pĂ©s, mas logo decidiu olhar para o cĂ©u, queria ver se havia algum resquĂcio que disesse que seus planos de jardinagem seriam cancelados. JĂĄ perto do prĂ©dio olhou para cima mais uma vez, era incrivel como nĂŁo dava para notar as plantas dali de baixo, mas Tony notou alguma coisa que com certeza nĂŁo era uma planta. Continuou se aproximando do prĂ©dio sem parar de olhar para a sombra que se movimentava na beirada do telhado e jĂĄ mais prĂłximo do prĂ©dio conseguiu distinguir quem estava ali. âEls!â, gritou mentalmente. Sem pensar em mais nada apenas largou as sacolas e saiu correndo o mais rĂĄpido que podia para o prĂ©dio, assim que adentrou o salĂŁo por sorte um elevador estava abrindo e entrou nele correndo. - Desculpa, mas estĂĄ ocupado! - falou para as pessoas que esperavam o elevador as impedindo de entrar e apertou os botĂ”es o mais rĂĄpido que pode.
Enquanto o elevador subia o garoto parou para finalmente pensar e respirar, nĂŁo sabia o porquĂȘ de ter corrido assim que a viu na beira do telhado. âProvavelmente o sentimento de culpa que eu teria se ela caĂsseâ, tentou mentir para si mesmo, mas ele sabia que esse nĂŁo era o motivo. Queria puxĂĄ-la dali, apenas a abraçando e protegendo, mas ao mesmo tempo sabia que iam brigar denovo e denovo num ciclo interminĂĄvel. Infelizmente, ele amava as brigas. Assim que as portas abriram o garoto voltou a correr subindo o lance de escada que faltava atĂ© o telhado, ao chegar tentou abrir a porta, mas ela estava trancada fazendo com que ele pegasse a chave em seu bolso e abrisse a porta. - Eleonor, sua louca, desce daĂ! - Anthony gritou assim que conseguiu abrir a porta e entrar no telhado - TĂĄ querendo morrer, Ă© isso? Desce daĂ!
Se aproximar de uma provĂĄvel queda era tĂŁo emocionante que Els estava mais entorpecida por aquili do que pela nicotina. A garota desistiu de ficar andando e se sentou, imaginou como seria ficar ali em cima para sempre e quis congelar aquele momento.
Eleonor queria saber onde Fred estava, para dizĂȘ-lo que, finalmente, havia encontrado sua liberdade, mas nunca sabia onde achar o irmĂŁo depois que ele disse que nĂŁo era mais da famĂlia, nem mesmo queria ser o irmĂŁo mais velho dela. Pelo incrĂvel que pareça ele era o Ășnico por quem Els nĂŁo se preocupava e nĂŁo porque a garota nĂŁo o amava, pois ela o amava mais que tudo, e sim porque era sem sentido e ele sempre achava alguma forma de dar seu jeito em tudo. Els riu se lembrando das brincadeiras um tanto estranhas que ele inventava para evitar que Hanna, sua irmĂŁ mais nova, ouvisse ou entendesse a briga.Â
Sua irmĂŁ, por outro lado, a procupava demais, pois Hanna havia crescido sob as responsabilidades da mĂŁe em Beverly Hills e ela virou uma versĂŁo morena da Cher de Clueless. Elas  duaram eram quase uma versĂŁo estranha das irmĂŁs de 10 Things I Hate About You, pena que o Badboy da Els ainda nĂŁo foi encontrado por ela. Eleonor escutou a porta do telhado ser aberta e despertou de seus devaneios, ela olhou para trĂĄs escutando a voz do garoto antes de poder exatamente vĂȘ-lo. - Claro, nĂŁo tĂĄ vendo que eu vou me jogar. Melhor nĂŁo se aproximar, docinho, senĂŁo eu pulo. - A garota falou em um tom irĂŽnico, provocando-o como sempre e voltou a andar na beira do telhado. - Mas qual a importĂąncia que vocĂȘ dĂĄ para eu pular? Zero, entĂŁo mesmo se eu estivesse pensando ou atĂ© mesmo cogitado esse ideia maluca, nĂŁo faz nenhum sentido vocĂȘ estĂĄ aqui.