𝓪𝓹𝓱𝓻𝓸𝓭𝓲𝓽𝓮 𝓼𝓲𝓻𝓮𝓷𝓪
❝ 𝑠𝑒𝑣𝑒𝑛𝑡𝑒𝑒𝑛 𝑦𝑒𝑎𝑟𝑠 𝑜𝑙𝑑, 𝑐ℎ𝑎𝑜𝑡𝑖𝑐 𝑔𝑜𝑜𝑑, 𝑚𝑒𝑟𝑚𝑎𝑖𝑑, 𝑝𝑎𝑛𝑠𝑒𝑥𝑢𝑎𝑙, 𝑝𝑟𝑒𝑓𝑒𝑐𝑡, 𝑝𝑟𝑜𝑢𝑑𝑙𝑦 ℎ𝑢𝑓𝑓𝑙𝑒𝑝𝑢𝑓𝑓, 𝑟𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡𝑎𝑛𝑐𝑒. 𝑦𝑜𝑢 𝑐𝑎𝑛 𝑐𝑎𝑙𝑙 𝑚𝑒 𝑎 𝑓𝑢𝑐𝑘𝑖𝑛𝑔 𝑔𝑜𝑑𝑑𝑒𝑠𝑠. ❞
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Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ
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magnetofpucey:
Riu quando ela disse que poderia fingir que estava o levando em um encontro, achando divertido imaginar como poderia imaginar realmente aquilo tudo acontecendo se não fosse o momento em que o mundo se encontrava. “Of course I’ll keep my clothes on, I’m not that kind of guy.” Brincou, observando enquanto ela se fazia mais à vontade. Sebastian já estava acostumado com a temperatura do quarto, então tudo que fez foi retirar o casaco e dobrar as mangas até os cotovelos, deixando a camiseta de botões aberta até o peito. Mesmo não precisando usar o uniforme, ainda sim usava roupas formais, era seu costume.
Não ficava triste com o castelo vazio, por mais que aquela fosse a primeira vez que estivesse o vendo daquele jeito de fato. Ele só era acostumado a estar sozinho, se não realmente então fisicamente, a maior parte do tempo. Eram raras as pessoas que faziam com que ele não se sentisse assim, Caleb era uma delas. Aphrodite lentamente se tornava a segunda. Mas entendia o motivo dela se sentir assim, quanto menos existia para que eles se distraíssem mais eles pensavam no que aconteceria dali para frente, e não era bonito. Não podia dizer que ela não tinha motivos para temer, afinal o que ela mais tinha eram motivos para ter medo.
Suspirou, a chamando para si com a mão, deixando que ela se acomodasse ente as pernas dele, envolvendo os braços na garota em um abraço. “Eu sei que você tá com medo, essa situação toda é uma grande bosta.” Disse baixo, apoiando o queixo no topo dos cabelos loiros.“É tão idiota, toda essa coisa de sangue… Nenhuma civilização sobreviveria só de ‘sangues puros’, a gente precisa de uma variedade de DNA, e além disso status sanguíneo é a coisa mais sem valor que eu posso pensar na vida.” Fez uma pequena pausa, abraçando a lufana com um pouco mais de força. “Eu não vou deixar nada acontecer com você, ok?”
Ainda distraída com o pudim, porém não o suficiente para estar alheia ao que acontecia ao redor, Aphrodite não precisou de mais nada além daquele sinal para se aproximar. Considerava-se uma pessoa física em vários sentidos, logo, aquele tipo de conforto era um milhão de vezes bem vindo. O tipo de conforto que a lufana não vinha tendo ultimamemente.
Se acomodando entre as pernas do corvino, Aphrodite primeiramente o ouviu em silêncio. É lógico que concordava com ele em gênero, número e grau, mas infelizmente duas pessoas não tinham como fazer muita coisa numa sociedade onde todos pareceram ter sofrido uma lavagem cerebral de repente. O que apenas tornava as coisas piores, porque se em pleno 2022 estavam vivendo algo que já havia acontecido nos anos 50... Realmente era hora de se preocupar.
❝ That's very kind of you to say. ❞ não podia dizer, no entanto, que acreditava piamente. Sabia que Sebastian tinha intenções puras e genuínas, e foi por isso que virou o rosto para beijar aonde sua boca alcançava, o que acabou sento o antebraço dele, e então ela apoiou também a cabeça ali. Sabia, entretanto, que era um tipo de promessa que Sebastian não teria como saber se conseguiria cumprir. Não colocaria tal peso nele também. ❝ Como você não pensa como eles? ❞ o tom genuíno de curiosidade transbordou em sua voz, que fez uma pausa antes de prosseguir. ❝ I mean... Sua família é purista, não é? Alguns amigos meus acham que a galera da nossa idade que acredita nisso só pensa assim por terem sofrido uma lavagem cerebral muito foda da família, então é um pensamento condicionado, sabe? Assim como essa besteira de casamento arranjado, como se estivessem cumprindo apenas uma obrigação. ❞ pegou uma uva num potinho logo a frente e a esticou até a boca do corvino. ❝ O que mudou para você? You know, besides basic human decency. ❞
magnetofpucey:
Apenas riu quando ela brincou sobre tirar as roupas, pois se fosse responder diria que sim, aquela era exatamente a hora. Não conseguia se conter quando o assunto era flerte, especialmente com a loira. Poderia não levar a lugar nenhum, mas ainda sim era o tipo de conversa que eles carregavam às vezes e Sebastian gostava bastante daquele clima, gostava daquele tipo de dinâmica com todas as mulheres que se envolvia. Observou enquanto ela tomava frente em arrumar os pratos, acabando por se surpreender com o produto final. Não esperava menos dela, mas ainda sim, aquela era quase uma cena de um filme de romance. “I think you’re trying to get my clothes off.” Brincou, segurando a mão de Aphrodite para que os dois se sentassem sobre o cobertor. “É bem romântico, não pense que eu não estou de olho nas suas intenções, ok? Eu sou um homem puro.”
❝ So you're playing hard to get now? Cause I kinda like that. I can totally pretend I'm taking you on a date ❞ colocando uma uva na boca, Aphrodite fez questão de soar o mais provocativa o possível, mesmo que o sorriso indicasse uma brincadeira. Uma das que eram puxadas para flerte, mas mesmo assim. ❝ You know, walk you home, kissing you goodbye respectfully like a lady. Keep our clothes on. ❞
Sentando-se sobre a coberta, Aphrodite tirou o casco que usava por cima da regata e os tênis. O quarto estava quente, então não foi problema livrar-se dos agasalhos. Gostava particularmente de quando não tinham que usar os uniformes. ❝ Você não fica triste com o castelo vazio? ❞ a pergunta podia até soar aleatória, mas era algo que vinha pensando aqueles dias. ❝ Hogwarts é sempre tão cheia, o tempo todo. Estar aqui sozinha me faz sentir estranha... Não agora, claro. Agora eu não tô sozinha. Mas você entendeu. ❞ deu de ombros, fitando o rapaz. ❝ Estar sozinho faz a gente pensar no que vai acontecer daqui pra frente. No que vem acontecendo. ❞ ela baixou a cabeça, parecendo distraída com o potinho de pudim. ❝ Eu meio que tô com medo. ❞ Sebastian, por exemplo, tecnicamente estava protegido pelo sangue dele, ela não.
Madelyn Cline
lucwsley:
Usando-se da desculpa que precisava terminar de arrumar seus pertences para o retorno para casa na manhã seguinte Lucy abandonou o evento de Natal horas antes de seu término. Embora realmente ainda precisasse organizar algumas de suas coisas o que a levara a sair mais cedo fora sua total falta de sincronia com as emoções que o evento deveria causar. A Weasley, mais que de costume, sentia-se exaurida física e mentalmente e tudo o que desejava era ficar quietinha em seu canto tentando distrair-se com suas preferência, como fazia naquele exato instante, escondida no canto mais afastado da comunal da Lufa-Lufa aconchegada em uma poltrona que recebia uma boa iluminação da lareira enquanto relia algumas de suas partes preferidas de seu livro trouxa favorito; As Crônicas de Nárnia.
A xícara de chocolate quente apoiada na mesinha ao seu lado estava quase intocada e fora um presente de seus amigos elfos domésticos que cada vez mais pareciam conscientes de seus hábitos noturnos. Ela sabia que deveria dormir, mas o sono havia deixado de ser relaxante para tornar-se um rememorar de cada mínima angustia que vivenciara pelas últimas semanas. Experiência que retratava o pior lado de se possuir memória eidética - se pudesse claramente se pouparia de tal dom. Embora sua atenção estivesse dividida entre o livro e os próprios pensamentos, o som de passos advindos da escada em caracol que dava acesso aos dormitórios não lhe passou despercebidamente. Lucy escondeu o rosto atrás das páginas grossas do livro, mas tal ato se mostrou desnecessário no instante em que reconheceu Aphrodite. ❝Tenho passado mais tempo aqui que no dormitório.❞ murmurou liberando um suspiro contido. ❝Achei uma ideia bastante válida por parte do diretor.❞ disse depois de alguns instantes em silêncio enquanto refletia sobre o questionamento simples da amiga. ❝Infelizmente não fui contagiada pelo espírito natalino esse ano. Ao menos tive a sorte de tirar e ser tirada por pessoas de quem gosto no amigo secreto.❞ fora realmente uma sorte especialmente quando analisava-se as pequenas confusões durante a festa. Os próximos meses seriam longos, pensou entristecida. ❝E você o que achou? Acho que sequer a vi lá embaixo, e agora estou realmente chateada de não ter podido vislumbrar seu impacto sobre os outros ao vestir aquele belíssimo vestido amarelo.❞
Lucy não havia sido a primeira pessoa naquela noite a se queixar sobre a falta de espírito natalino e se fosse ser sincera achava completamente compreensível. O mundo mágico estava entrando em colapso, e ela entendia que para algumas pessoa podia parecer de uma enorme sensibilidade promover uma festa quando tudo ia tão ruim. Por outro lado, conseguia ver o que Neville havia tentado fazer, afinal, apesar de já ter certa responsabilidade ali, ele agora era responsável pelo bem estar de todo o castelo, então assim como Lucy, apreciava a tentativa. Sabia que lá no fundo, o diretor Longbottom provavelmente não estava se sentindo muito festivo também.
Ocupando um lugar na poltrona próxima a Lucy, Effie recolheu as pernas e as abraçou de encontro ao peito, sorrindo diante do comentário da amiga. ❝ As pessoas estavam mais entretidas com algumas brigas e situações envolvendo azarações. ❞ comentou sabendo que rumores em Hogwarts se espalhavam rapidamente. ❝ Foi um pouco mais agitado que eu achei que seria, para falar a verdade. Tanto que eu nem te achei para te dar isso ❞ a lufana estendeu a caixinha para Lucy, ansiosa por sua reação. Dentro dela, a Weasley encontraria uma pulseira de berloques feita especialmente para ela. Ao pensar num presente, Aphrodite quis fazer algo especial, então foi cuidadosa ao escolher coisas que representassem Lucy para compor os pingentes: uma pequena paleta de tintura, um pincel, uma pequena mandrágora, um girassol, e as letras L e W, e a palavra ‘kindness’, todos estes alternados com cristais também escolhidos a dedo. ❝ Esse cristal aqui é a turmalina preta, serve para afastar energias negativas e forças das trevas. Esta é a pedra de jade, que é um amuleto de boa sorte, fortíssima contra situações de perigo. Atrai coisas boas para nós. O quartzo verde é o cristal da cura e harmonização, espiritual e do corpo. Ajuda a equilibrar as emoções... Essa aqui é uma ametista, é a minha pedra na verdade. Serve para porteção de espírito. E por último, o cristal de quartzo. É a mais importante. ❞ Aphrodite ia tocando pedra por pedra na pulseira para explica-los, logo seus olhos estavam fixos ali e não em Lucy. ❝ Já foram todos energizados. Queria te dar algo que fosse bonito mas que também fosse te ajudar e alguma maneira, você sabe, com tudo o que 'tá acontecendo... Eu só quero ter certeza que você está bem, mas também dizer que não precisa estar. Whatever you want, você não tem que ser forte o tempo inteiro. ❞

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astronolys:
Não surpreenderia ninguém, pensou Lysander que a partir da confusão entre Lily e Amelie apenas esperava o pior para o resto da noite. Fato que o fazia sempre dar espiadelas ao redor a procura de Lorcan, afinal, entre eles o gêmeo mais novo era também o mais propício a confusões. Norte de pensamento do qual distanciou-se para dar atenção a Aphrodite e seus movimentos, tomando cuidado para não demorar o olhar, claramente surpreso, ao percebê-la tirar a varinha de dentro do decote. Embora foco nem sempre fosse possível para alguém com TDAH como o assunto em questão envolvia o presente com representação astronômica ele se manteve atento a cada palavra da lufana e aos poucos um largo sorriso tomou os lábios do corvino. Por alguns instantes ele se manteve em silêncio observando o céu semi estrelado que agora projetava-se acima deles. ❛ ━ Agora acredito que participar desse amigo secreto não foi a pior ideia que tive em meses.❜ disse ainda fitando a representação do céu enquanto mentalmente apontava a qual constelação as estrelas deveriam pertencer. Ao finalmente voltar a fitar Aphrodite o sorriso em seus lábios expressava afeto e gratidão. ❛ ━ Tu manda bem demais nos presentes, Effie. Obrigado!❜ agradeceu ao aproximar-se para envolvê-la num abraço afetuoso acompanhado de um beijo tenro na testa. ❛ ━ Mas acho que não sirvo para amigo secreto pois agora estou me sentindo um bosta seca por não ter comprado nada pra ti. Na real não comprei nada pra ninguém. Me chame de mão de vaca.❜ brincou, rolando os olhos teatralmente. Até aquele instante ele ainda não sabia se daria e o que daria a quem tirara naquele sorteio infernal. ❛ ━ Pois bem, me diga que tu ganhou algo tão legal quanto o que tu me deu para que minha consciência fique menos pesada.
A bruxa apenas sorriu, com os olhos castanhos ainda fixos da projeção do céu, só se desviando dali quando Lysander a abraçou. ❝ Você gostou mesmo? ❞ sua curiosidade era genuína assim como a satisfação em seus olhos. Era a primeira vez que Aphrodite participava em algo assim e estava feliz por ter acertado, além de ter sido tirada por uma amiga quão nutria profundo carinho também. A noite estava sendo mais animada que o esperado e isso a deixava feliz e satisfeita, apesar dos pesares. ❝ Nah, não precisa se preocupar com isso, eu não me importo. ❞ e era verdade, visto que não era exatamente um hábito de onde vinha. ❝ A Paris me tirou! Paris Blankey, sabe? Sexto ano, grifinória, tão linda que dói e com um ótimo gosto para presentes. Ela me deu um jogo de cristais e cartas de tarô! Eu não jogo tarô, mas tenho muita vontade de aprender. Achei sensacional! ❞ Effie não era alguém difícil de se agradar, mas gostava de detalhes. ❝ E você, quem tirou? Se foi o Lorcan vou achar que é a maior marmelada do mundo ❞
magnetofpucey:
Aquela era a frase mais clichê do mundo, mas Sebastian não fez qualquer objeção sobre a mesma, ela não estava errada no final das contas. Parou em frente ao SC e ouviu a mascote lhe dar uma charada, não demorando mais do que alguns segundos para lhe dar a resposta e entrar no local. Não tinha muitas dificuldades sobre os enigmas que precisava resolver todos os dias, até gostava deles. Era um jeito de manter o cérebro funcionando.
Poucos instantes depois estavam no dormitório do rapaz, e ele não podia deixar de pensar sobre como Hogwarts deveria ser vazia no Natal, mas naquele ano estava ainda mais do que ele imaginava. Provavelmente muitos alunos sequer voltariam do feriado, ele apostava. “Pronto, minha sereia.” O garoto sorriu com a ironia do apelido, fechando a porta logo atrás da loira. “Pode ficar à vontade.”
❝ That means I can take off my clothes now? ❞ brincou, entrando no quarto de Sebastian como se fosse seu, como sempre fazia. Tinha o dom de sentir-se em casa em qualquer lugar e por mais que às vezes tal traço parecesse um defeito - eram nesses momentos que ela já havia escutado o quanto era dada ou fácil, coisas que não entravam em sua cabeça -. Era inevitável fazer comparações todas as vezes que entrava alim, visto que as diferenças entre os dormitórios da Lufa Lufa eram gritantes. Não de uma forma ruim, era só mais… Sofisticado. E Effie não era muito acostumada com coisas sofisticadas. A lufana escaneou o quarto rapidamente em busca de algo que pudesse usar de manta para forrar o chão, e quando achou, só ergueu o tecido rapidamente para Sebastian como se estivesse perguntando se poderia usá-lo. As comidas flutuantes arrumaram-se ali, e o presente que ela havia ganhado do corvino pousou bem ao seu lado logo após pegar algumas almofadas e arrumar ali também. E então por último, pegou a varinha no decote - sempre escondida ali -, e com um simples movimento fez com que luzinhas de natal enfeitassem os dosséis das camas. Aphrodite sorriu ao notar o quanto pareciam vagalumes. Não era muito, mas era melhor que nada. ❝ Pronto, temos nossa própria ceia slash piquenique de Natal agora. ❞ dando uma voltinha no próprio eixo, a lufana parou com uma mão na cintura e a outra sinalizando ao redor, em sua própria representação dramática de uma hostess. ❝ What’d you think? ❞
magnetofpucey:
Respirou fundo quando a ouviu, pois ele sabia que não tinha a convencido. Por Merlin, ele não convencia ninguém que tivesse visto a forma como ele olhava Mailyn, mas os outros não ousavam perguntar para ele mais a fundo. Aphrodite claramente não tinha aquele receio. “Certo, eu fui atrás dela naquele dia e ela me contou que a mãe já tinha feito tudo para transferir ela e a irmã para outra escola. Meio que não importou o beijo, ficou em segundo plano.” Na verdade Sebastian não havia conseguido dizer nada antes que a garota falasse que estava indo embora, e aquele se tornasse o foco da conversa. “A gente combinou de não mandar nenhuma carta e não manter contato. Ela tá segura onde tá, eu vou ficar bem e continuar se comunicando só traria emoções que… Não tem como lidar agora, entende?” Não diria em voz alta, mas era muito claro que as coisas caminhavam cada vez mais na direção do pior destino possível, e uma guerra já era uma opção explorada por várias pessoas. Eles estavam treinando, afinal, era apenas uma questão de “quando” e não “se”. “Foi melhor assim, a gente nunca daria certo. Eu prefiro que ela esteja longe e segura, que não esteja pensando em mim e não precise lidar com a bagunça que eu deixaria na vida dela.” Afirmou, cruzando os braços em uma postura defensiva, sem olhar para a loira ao seu lado. Ficava mais fácil falar aquelas coisas quando não olhava nos olhos dela. “Eu sou o único que consegue lidar com a minha família, que consegue lidar com… Comigo. É melhor assim, eu to bem.”
Ele tinha os olhos fixos em qualquer lugar menos nela, enquanto Aphrodite mantinha os seus em atentos a ele. Tinha necessidade de fazer contato visual pois pensava que muitas vezes palavras não eram o suficiente para descrever sentimentos. Os olhos diziam muito mais e ler pessoas era bem mais fácil desta forma, ainda mais aquelas não muito dispostas a falar como Sebastian. Sendo assim pode perceber que ele estava desconfortável pela forma que os braços se cruzaram e ele baixou a cabeça, e só então a lufana quebrou o contato visual, fitando os próprios pés por alguns instantes.
Não sabia o que ele queria dizer com a tal referida "bagunça" que ele poderia deixar na vida de alguém, pois o tópico família não era algo discutido entre eles, pelo menos não da parte de Sebastian. Aphrodite sim falava sobre a dela, pois adorava tagarelar sobre como era a sua vida na Grécia pois desta forma sentia menos saudades, mas Pucey tinha aquela personalidade mais fechada, logo, a única coisa que a bruxa sabia sobre a família dele era o fato de serem podre de ricos e terem pose de família modelo, como basicamente a maioria das famílias puristas. Sabia, porém, que nem sempre as aparências deixavam algo claro, e a maneira que o corvino se referiu à família a fez pensar que era o que acontecia dentro da casa dele. De repente, os hematomas que vez ou outra tinham visto no corpo do bruxo não mais pareciam hematomas causados pelo quadribol ou brigas de corredor, e ela se flagrou com vontade de perguntar... Mas não o fez. Em vez disso, buscou pela mão dele e lhe beijou as costas, oferecendo um sorriso que implicitamente deixava claro que o assunto estava encerrado e ela não tocaria mais nele. ❝ Everything happens for a reason. ❞ sabia que era a frase mais clichê e piegas do mundo mas, fazer o que? Ela realmente acreditava nisso, naquela coisa de destino. Não no conceito que fazia as pessoas acreditarem que tudo estava escrito, e sim na ideia de que o universo sempre oferecia mais de uma opção a uma pessoa, e que aquela escolhida sempre teria um motivo para acontecer.
O caminho até a torre da Corvinal era longo, visto que a entrada para o SC ficava no quinto andar. Logo Sebastian e Aphrodite subiam as escadas que, aquela altura, a lufana havia pegado a manha para não se perder, mas ao chegar na entrada da torre e dar de cara com a águia e a charada, a bruxa apenas olhou para Sebastian. ❝ É aqui que você entra, corvino. ❞
Salão Comunal da Lufa Lufa, noite após o evento de Natal.
O bonito vestido amarelo havia sido substituído por um confortável moletom e shorts de dormir. Tinha nas mãos uma efusão de erva verde, chá que havia se tornado seu braço direito desde que lidar com as próprias emoções sozinha parecia impossível. Na outra mão, a lufana trazia uma pequena caixa preta embrulhada com um laço dourado, propositalmente escolhido para representar as cores da Lufa Lufa, algo extremamente apropriado visto que quem ganharia o presente fazia parte de sua casa também.
Era pouco mais de meia noite, que foi o horário que a festa havia acabado. O diretor Longbottom tinha feito um planejamento para que o evento durasse até às onze horas, mas não conseguiu resistir às súplicas dos alunos, que agiam como aquilo que eram: adolescentes. Aphrodite foi uma dessas, e diria com tranquilidade que a muito tempo não se divertia daquela forma. Não que tivesse participado de muitas festas de Natal para ter um parâmetro de comparação também, mas só de ter sido capaz de se distrair da loucura que vinha acontecendo no mundo mágico já era uma experiência válida. Agora, no entanto, sua mente estava de volta nos trilhos e consequentemente em algumas pessoas em especial. Tendo grande amizade com alguns dos Weasley, especialmente James e @lucwsley, era inevitável se compadecer da dor deles. É óbvio que existia uma comoção geral acerca do assassinato de Harry Potter; no entanto, ver de perto pessoas que eam próximas dele sofrendo era de partir o coração, principalmente quando não podia fazer nada a respeito, ou pelo menos nada além de se colocar a disposição dos amigos, mesmo sabendo que não a chamariam.
Isso não a impediu de tentar ajudar, porém, e foi por isso que se aproximou de Lucy Weasley ao vê-la sentada num dos sofás da comunal. ❝ Me disseram que você estaria aqui. ❞ passou no dormitório de Lucy antes de seguir para o salão comunal, onde foi avisada por uma das colegas de quarto da lufana que ela estaria ali. Aphrodite recolheu as pernas para cima de sofá e deu um gole em seu chá, algo que demorou cerca de um minuto. ❝ O que achou da festa?❞
ermagnetofpucey:
Aceitou a oferta dela sem pensar duas vezes, afinal aquela era a melhor parte de passar o feriado na escola: não precisar sair do quarto. “A gente pode ir pro meu dormitório, todos os meus colegas de quarto foram pra casa.” Ofereceu, se virando para voltar a caminhar quando ouviu a pergunta dela. Certo, ele não poderia mesmo esperar que Aphrodite não dissesse nada, não é? Não havia realmente falado sobre aquilo com ninguém, também, afinal mesmo Caleb sendo seu melhor amigo, ainda sim o garoto entendia que Pucey não era muito de sentimentos e respeitou o “eu não quero falar sobre isso” disfarçado de “é só uma garota” quando o moreno disse. “Tudo bem, você pode me beijar a vontade. Ela não tá mais aqui, foi transferida.” Esclareceu, como se não fosse nada de mais. A voz estava um pouco dura, na verdade, e sabia que Aphrodite veria por aquilo como um pedaço de vidro na sua frente.
O tom casual usado por Sebastian não convenceu Aphrodite, que vinha andando ao seu lado com as comidas flutuando atrás de si. Nunca tinham conversado verdadeiramente sobre aquela questão de relacionamentos pois o que eles mantinham era simples de resolver até ali, prático. No entanto, Effie tinha sensibilidade e uma percepção peculiar das pessoas, então ouvi-lo falar daquela forma não soou convincente. ❝ É isso? Porque assim, por mais que eu goste da parte de poder te beijar e tudo mais, do jeito que você saiu correndo atrás dela e com a cara que você voltou... Não parecia ser algo que merece um simples 'Ela foi transferida' ❞ fez aspas com os dedos para repetir o que foi dito por ele, numa tentativa falha de imitar sua voz. Aphrodite olhava para frente, mas voltou sua atenção para Sebastian antes de continuar. ❝ You don't have to play though all the time. You know that, right? ❞ não falava no sentido motivacional como em um discurso clichê, só queria dizer que estava tudo bem se ele estivesse chateado. Tinha direito disso. ❝ Como você está? Realmente? I won't tell if you don't tell. ❞

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Dentre os momentos mais caóticos de sua existência Lysander costumava encontrar algum consolo em datas comemorativas; fora assim naqueles anos em que ninguém conseguia diagnosticar qual era o seu problema e também fora assim logo após o incidente que modificara a vida de seu irmão gêmeo, entretanto, para aquele ano nem mesmo o Natal trazia muito consolo a seu espírito. Para quem o observasse de longe tudo parecia o mais perfeitamente normal, contudo, ainda sentia-se paranoico e ranzinza - o que em nada combinava com quem gostava de ser. Para coroar seu humor duvidoso havia aquele amigo secreto em que tirara justamente um individuo com quem não possuía qualquer laço de proximidade, e sequer conhecia direito, mas que sabia ser filho do homem que anos antes estivera envolvido no sequestro de Luna. Se ainda fosse possível certamente teria pedido para retirarem seu nome, como não era, ele apenas fingia que nada estava acontecendo.
Sua bronca era tamanha que sequer atentou-se para o fato de que também fora tirado por alguém - e se tivesse pensado a respeito, com a sorte que tinha, preveria que seria tirado por alguém que desgostava de si. Entretanto, no que poderia considerar como um sopro de sorte, foi com grata surpresa que descobriu que era de Aphrodite que receberia seu presente. Ao fitá-la um sorriso largo pontuou os lábios do Scamander. ❛ ━ Tu nem precisava me dar nada, só o alívio de não receber uma azaração ‘tá valendo a noite.❜ disse daquela sua maneira bem humorada que não dava pistas de que andava para lá de amargo. Enquanto a ouvia falar Lysander ia abrindo a caixa de onde retirou a luminária em formato de bola de cristal. O objeto parecia pesado, mas era até bem leve, e o Scamander o observava com um semblante de clara curiosidade. Logo o olhar dele retornou a Aphrodite e resguardava o brilho de curiosidade e contentamento anteriormente designado ao objeto em suas mãos. ❛ ━ Pois muito que bem, me explique como funciona esse negócio que logo menos estará embelezando meu quarto.❜ e claramente se referia ao quarto que tinha na casa dos pais, pois jamais deixaria um presente como aquele em Hogwarts onde qualquer um de seus colegas de quarto poderia espatifá-lo. ❛ ━ Vem cá, como que passou na tua cabeça que eu ia odiar? Qualquer coisa com temática astronômica me ganha fácil. Pra teu primeiro amigo secreto não tinha como tirar alguém mais fácil de presentear.❜ disse, de uma maneira amigavelmente pentelha, mas que não disfarçava seu contentamento com o presente.
❝ Eu não me surpreenderia caso acontecesse. ❞ todos em Hogwarts pareciam estar com os nervos à flor da pele e qualquer coisinha mínima parecia motivo de explosão ultimamente. Aphrodite buscava se manter longe de problemas, e até que era boa nisso, mas algo a dizia que não conseguiria escapar por muito tempo. Lysander pediu que ela explicasse e a lufana sorriu animada. ❝ E nem vem, okay? Eu só queria dar um presente legal para o meu amigo. ❞ pedindo licença antes de pegar a boa de cristal numa das mãos, ela pegou varinha estrategicamente escondida no decote. ❝ Quando a comprei ela só projetava as imagens que já estavam gravadas, mas eu acho que assim não tem tanta graça, então eu consegui enfeitiça-la para gravar qualquer céu que você queira. Olha ❞ apontando a varinha para o objeto, Effie pronunciou o feitiço "lucis caelum". A bola acendeu, e dentro dela podiam ser visto as muitas constelações transitando entre si. No entanto, a imagem que tomou todo o teto do castelo foi a de um céu semi estrelado, capturado por Aphrodite na noite passada pouco antes da neve cair. Era tão realista que era como se estivessem do lado de fora. ❝ Agora você pode literalmente dormir sob às estrelas quando quiser. ❞
magnetofpucey:
Ficou feliz quando ela gostou tanto do presente, por mais que tivesse desconfiado que Aphrodite reagiria da mesma maneira se ele lhe desse um pedaço de tijolo. “É pra proteger você, e dizem que essa pedra ajuda a meditar… Eu não sei se você medita, mas enfim.” Deu de ombros, deixando com que ela o beijasse, afinal havia sido pego de surpresa. Gostava da forma como ela fazia aquilo de modo tão natural, e como sua expressão depois era como se nada demais tivesse acontecido. “Não, não…” Segurou as mãos da sereia, dando um pequeno sorriso. “Você não precisa me dar nada. Só de estar aqui comigo já é o melhor presente.”
O sorriso da lufana aumentou e ela baixou os olhos por alguns segundos antes de fita-lo, se permitindo ficar envergonhada por alguns milésimos de segundos. ❝ Vamos sair daqui então, podemos levar comida e fazer uma pequena ceia. Ficamos no meu comunal ou no seu, não acho que alguém se importaria com tudo vazio... ❞ Aphrodite se levantou, buscando a varinha nas vestes. Selecionava algumas das variedades dispostas na mesa e planejava que estas os seguissem durante o caminho quando voltou a falar. ❝ Conseguiu resolver seu problema?❞ la estreitou os olhos lembrando-se da situação que ocorrera alguns dias atrás. Não tinha entendido muito bem o que havia de fato acontecido, só sabia que Sebastian havia saído correndo do nada e que voltou parecendo cabisbaixo. ❝ Você saiu correndo do nada atrás da Chang... Conseguiram se acertar? Pensando bem, talvez eu não deveria ter te beijado. ❞ riu baixo, o olhando rapidamente. Não sabia se Sebastian estava num relacionamento ou não, mas de qualquer forma não queria atrapalhar.
skullnbones:
“Só você mesmo, Effie.” Jack balançou a cabeça e sorriu. Ela era uma das poucas pessoas vegetarianas no castelo e ele ficava feliz em ter a amiga para compartilhar os dramas das poucas opções em uma mesa tão farta.
“Vinho, é? Acho que você tem razão.” Ele olhou para o que ela se referia, e decidiu encher o copo pela metade. “Nem me fala, vou começar a pregar o vegetarianismo a qualquer momento. Eu acho que vi umas verduras lá na frente, mas estava no mesmo prato que a carne.” Reclamou.
“Quais são seus planos pra o feriado?”
❝ Hogwarts deveria fazer alguma coisa sobre isso. ❞ não era como se não existisse absolutamente nada para aqueles que não comiam carne, só não tinha uma variedade como aquela oferecida para aqueles que comiam, o que era de certa forma injusto. Entretanto, Effie estava tão bem humorada que nem se chateou com aquilo, o que era de costume. era alguém difícil de se irritar, por isso que quando acontecia era um verdadeiro show. ❝ Mas por enquanto o vinho compensa e me mantém quentinha. ❞ o vestido longo que usava amenizava um pouco o frio, mas não o evitava. Esta era uma da coisas que menos gostava ali: o frio. Tais momentos eram os que a faziam sentir falta da Grécia.
Effie suspirou e deu de ombros, como se não tivesse nada de interessante para falar. ❝ Vou ficar por aqui. ❞ sendo amigo de Aphrodite a tanto tempo, Jack saberia bem que apesar de saber apreciar a própria companhia, Aphrodite preferia um milhão de vezes estar rodeada por pessoas. Gostava de contato, de calor, de ouvir gente rindo e falando alto, algo que não era difícil se for em Hogwarts. Mas tinha que ser racional e reconhecer que nem sempre as coisas poderiam ser como desejava. ❝ Não queria ficar nesse castelo enorme vazio só com a companhia do Filch e da madame Nora, mas for para casa a minha mãe não vai me deixar voltar, tenho certeza. E você? Aposto que a essa hora tia Susan 'tá contando os segundos pra você ir para casa.❞
pvrisblvnkcy:
🎼 Paris ficou uns instantes sem reação com os dizeres da amiga, dando uma risada logo que conseguiu se recompor — Se você quiser, claro que pode ganhar os dois. — mordeu o lábio inferior levemente, jogando os cabelos longos para trás em um gesto um tanto nervoso, já que nunca pensou que a garota fosse concordar com aquilo ou responder daquela forma e não sabia direito como deveria reagir.
Resolveu deixar aquilo um pouco de lado — acreditando que era só uma brincadeira de Aphrodite — e focou na reação dela com o seu presente, abrindo um sorriso largo quando ela mostrou que tinha realmente gostado do que comprara — Não precisa agradecer, amorzinho. — estava aliviada por ter acertado — embora não tivesse grandes dúvidas que havia escolhido certo — Bom… é sim, se você realmente quiser. — o tom de brincadeira deixava em dúvida se a grifana estava falando sério ou estava simplesmente brincando. Não gostava muito de ser direta, porque sempre poderia se ferrar depois, então era melhor falar aquelas coisas em brincadeira e ver o que poderia acontecer.
Esperava pelas reações de Paris com um sorriso divertido no rosto, pois achava extremamente fofa a maneira que a grifana ficava sem jeito. Aphrodite era sempre direta, não era do tipo que fazia joguinhos e não tinha receio de falar o que queria, pois mesmo que houvesse uma recusa ela teria tentado. Nem só do 'sim' era feita a vida, afinal. ❝ Claro que preciso agradecer. O presente é sensacional ❞ respondeu em meio a um sorriso, soltando um curto risinho diante do embaraço da outra. ❝ E você acha que eu iria negar um beijo a uma garota bonita? ❞ devolveu, cruzando as pernas e se inclinando um pouquinho para frente para que roubasse um selinho rápido da bruxa. Seu tom era brincalhão, mas era apenas incerteza acerca de estar sendo invasiva ou não. Eram amigas, afinal, e Effie odiaria parecer inconveniente. ❝ É o máximo que me arrisco por enquanto sem saber se a senhorita está tirando uma com a minha cara. Quem te tirou no amigo secreto? ❞
magnetofpucey:
Gostava da forma com a qual ela se expressava, e podia dizer que concordava completamente com ela. Desde pequeno Sebastian era uma criança doce, coisa que tirava seu pai completamente do sério, pois o garotinho fazia amizades com todas as pessoas que passavam na rua, trouxas ou não. Mesmo quando foi ensinado que deveria desprezar aqueles que não tinham o sangue puro como o dele, o pequeno Sebastian não conseguia entender o motivo que levava tudo aquilo a importar. Não dizia que nunca havia sido preconceituoso, pois havia passado por uma fase onde fazia de tudo para agradar seu pai e seu irmão, mas era a maneira que ele tinha de tentar não apanhar tanto em casa. Havia sido uma coisa triste, na verdade, o garotinho perguntando para o irmão mais velho quando o pai havia deixado de bater nele, e ouvindo que o homem nunca havia batido no outro filho pois ele não era uma decepção.
Respirou fundo e balançou a cabeça, afastando as memórias da sua cabeça e sorrindo com a fala de Aphrodite sobre a companhia. Com certeza ela não passaria trancada pro próprio quarto, passaria no dele. “Eu não posso deixar de concordar, mas não é uma comparação justa. Você é completamente magnífica.” Respondeu, colocando uma de suas mexas atrás da orelha, fazendo uma leve carícia em seu queixo. “I have something for you…” Sorriu, retirando um pacote consideravelmente grande de trás de si. “Eu não entendo nada dessas coisas, mas eu espero que você goste.”
Dentro do pacote estava uma grande druida de ametista, o que ele havia entendido ser a pedra representativa do signo astrológico de Aphrodite. Ele não entendia nada sobre misticismo, mas a pedra representava sabedoria, equilíbrio, proteção, vitalidade, a purificação do corpo físico e a eliminação de qualquer malefício, além de garantir uma energia protetora e também poderia ser usada para meditação. Fazia muita coisa, na opinião de Sebastian, então parecia um presente adequado. Dentro dela repousava uma corrente com uma ametista menor, que estava encantada com magia para proteção da garota. Não que não confiasse no poder de proteção que o cristal tinha sozinho (não confiava), mas não custava nada garantir.
❝ Oh, stop it, you're supposed to say that! Such a player ❞ implicou, mas pelo tom aplicado em sua voz Sebastian saberia que não passava de uma brincadeira. Pelo menos a parte do elogio, pois sabia que ele era sincero, agora sobre tê-lo chamado de player... No entanto, não prolongou o assunto e apenas arqueou as sobrancelhas, observando o pacote que Sebastian trazia. Como não havia reparado naquilo? ❝ Você me comprou um presente? Bash, não precisava ❞ ela parecia surpresa e feliz, com os olhos castanhos alternando entre o corvino e a caixa, que ela logo tratou de abrir.
Aphrodite era uma pessoa simples. Talvez por ter crescido aprendendo a usar a natureza como o maior recurso, não tinha aquela ganância que o ser humano direcionava ao dinheiro ou bens materiais, portanto, já estava feliz por Sebastian ter lembrado dela. Ver que ele havia escolhido um presente que era de certo significativo, no entanto, a deixou mais contente ainda. Era importante para ela saber que as pessoas por quem tinha consideração tinham a mesma por ela. ❝ É lindo ❞ ela disse num primeiro instante, pegando primeiramente o colar. Não foi difícil colocá-lo, e ela baixou a cabeça para ver a pedra, sorrindo para o bruxo em seguida. Se inclinando para frente, Aphrodite tocou o rosto de Sebastian e o beijou calmamente, tomando seu tempo ao fazê-lo.
Foi um ato tão natural que não existiu hesitação nem nenhum tipo de constrangimento quando ela o olhou e por fim sorriu. ❝ Não sem nem como agradecer, obrigada por ter lembrado de mim. Eu adorei. ❞ o sorriso, porém, diminuiu quando a sereiana se deu conta de que não tinha nada para ele. Não tinha o hábito de trocar presentes pois não comemorava o Natal em casa, e como achou que não teria companhia naquele ano... ❝ Pelos deuses, eu não tenho nada para te dar. ❞ confessou um tanto sem graça. ❝ Não achei que teria companhia. ❞

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LUGAR: Banquete de Hogwarts
Cercado de luzes e decoração de natal, Bones se sentia no céu em sua época favorita do ano. Enfeites flutuantes e brilhos que insistiam em sobrevoar suas cabeças, o mundo mágico era completamente diferente do mundo trouxa.
Jack conseguia apreciar a beleza da fé de sua mãe e dos trouxas em uma entidade que não existia. Esse deus dos trouxas fez com que sua mãe sobrevivesse à pior época de sua vida. Apreciava, mas não acreditava, não era pra ele.
De certa forma, era um tipo de magia acreditar em uma coisa que não haviam provas de ser real. Havia tanta coisa da magia que eles não tinham provas, que parecia bobo não acreditar em uma coisa assim.
Ao mesmo tempo, ele também era da opinião que bruxos não gostavam de ser inferiores a alguma coisa. Por isso muitos não acreditavam em adivinhação, perder o controle de seu futuro era absurdo.
Bruxos eram seres arrogantes. Humanos no geral. Até nessa época do ano, natal ou yule, dependendo do ponto de vista. Não gostava de ver a pilha de coxas de carne e perus suculentos que se enfileiravam na mesa.
“É, a comida realmente está muito boa.” Concordou com o bruxo ao lado, entupindo a boca de purê de batata para não desabafar como achava tudo um absurdo.
❝ Sabe o que está melhor ainda? O vinho ❞ sequer tinha reparado que a única coisa que Jack tinha no prato era purê, até porque ela mesma não havia comido ainda. Talvez por falta de opção, pois mesmo que a mesa fosse farta Aphrodite não comia nada que fosse de origem animal, o que eliminava 90% das opções dispostas ali. Vinho, no entanto... ❝ É sério, 'tá docinho, super leve, e definitivamente melhoraria seu humor, Jackie boy ❞ se esticou para pegar uma maçã, fazendo uma pausa para morder, mastigar e engolir. O dedo indicador apontou para a mesa, sinalizando toda a comida ali disposta. ❝ Porque eu sei que você quer falar.❞
magnetofpucey: Sorriu com o beijo dela em sua bochecha, não demorando mais do que alguns segundos para puxá-la para se sentar no banco com ele. Sabia que britânicos não eram os mais calorosos, sua casa então quem o diga, portanto gostava da forma como Aphrodite era sempre calorosa com ele. “Não tinha como, meu pai passou o ano todo alucinado com os Herdeiros de Sangue e ir pra casa só estragaria o meu Natal e o de todo mundo.” Não disse, mas a verdade era que não queria voltar para a escola depois do feriado precisando esconder os hematomas, isso se o homem lhe deixasse voltar. “Mas e você? A sua mãe tá bem? Segura?” Perguntou, levemente preocupado. Sabia que a garota e a sua mãe eram sereias, e aqueles tempos não estavam favoráveis para nenhum mestiço. Qualquer cuidado era pouco naquela situação, mesmo que fosse Natal e teoricamente uma época tranquila. A nova onda de ataques era imprevisível, não duvidava que pudessem aproveitar a calmaria do feriado para fazer mais um massacre.
Não podia dizer que sabia como era por dois motivos. Primeiro porque não tinha um pai, então não era familiarizada com a dinâmica entre um pai e um filho, e segundo porque toda aquela história de purismo de sangue ainda era surreal aos olhos de Aphrodite. Muitos sereianos temiam os humanos, especialmente os de seu tipo, agraciados com aquela beleza que parecia ter sido esculpida pelos deuses, pois o homem era ganancioso e queria aquilo que não podia ter. Ainda assim, fora educada para respeitar e apreciar tudo o que tornava o próximo diferente, portanto, por mais que tivesse estudado sobre aquilo, simplesmente não conseguia aceitar. Não fazia sentido. ❝ Sabe, de onde eu venho ser diferente é sinônimo de celebração. Não vou ser hipócrita e dizer que não tememos os homens, mas ainda assim conseguimos enxerga-los como seres excepcionais. As peculiaridades são o que nos tornam interessante, entende? Imagina como seria sem graça se todos fossem iguais? E agora estão nos separando por causa de algo que sequer controlamos. Não faz sentido que me achem menos digna de viver só pelo meu sangue. E é ainda mais surreal que esteja acontecendo pela terceira vez. ❞ o olhar dela pareceu vago por alguns instantes, e seu tom soou triste. Algo fora do normal para Aphrodite, que sempre tinha os ânimos lá em cima. Suspirando, a lufana voltou a fitar o corvino e sorriu pequeno, aceitando mudar de assunto. Era natal e isso significava que não era momento para tristeza. ❝ Minha mãe está bem e segura, graças aos deuses. Todos estão. Vão continuar seguros desde que se mantenham no mar. ❞ ela roubou um copo de suco de laranja e deu um longo gole. ❝ Eu quis ficar aqui porque se fosse para casa ela definitivamente não me deixaria voltar. E quando Cordelia diz não, é não. ❞ a última frase soou extremamente semelhante ao jeito que sua própria mãe falava e isso fez a sereiana torcer o nariz. ❝ Mas enfim, a parte boa é que com você aqui não vou passar o natal sozinha no meu quarto me sentindo miserável. E nem você, tenho certeza que sou uma companhia bem mais agradável que a Dama Cinzenta. E mais bonita também.❞