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Estava entretida enquanto andava na direção da fundação onde trabalhava, porém bastou ouvir a voz familiar chamar seu nome para que virasse os calcanhares. "Que bom que eu apareci então!" Compartilhou da exclamação alheia ao se aproximar e apenas quando o fez, percebeu os arranhões no rosto alheio. "Terence…" O nome era dito em um misto de preocupação, repreensão e gratidão por ter resgatado o bichinho. Só então se direcionou ao gato, mantendo uma distância segura para que não o assustasse ainda mais. "Tá tudo bem, amiguinho. Ninguém vai machucar você, não precisa mais se defender. Fawn e Terence estão aqui." Os apresentava e observava o estado do animal antes de sequer pensar em tirá-lo do abrigo improvisado, aproximando a destra sem invadir o espaço do animal apenas para que ele a cheirasse, se quisesse. "Obrigada por não ter deixado ele lá." Começou a caminhar, agora na direção contrária, porque iriam para casa. Sequer esperou uma resposta de Terence, esperava que ele a acompanhasse. "Eu tenho um lugar tranquilo pra examinar esse briguento, gaze e caixa de transporte em casa." No segundo seguinte, os olhos buscaram os ferimentos dele. "E vamos limpar isso aí também. Parece até que vocês dois estavam lutando e você foi derrotado no meio do caminho."
Qualquer outro cenário não eram sequer opções na visão de Terence, então quando ela agradeceu o pegou um pouco de surpresa lhe tirando um riso sem jeito, pensava que qualquer um faria o mesmo mas talvez isso fosse seu otimismo em relação a bondade das pessoas. Era impressionante a naturalidade que Fawn tinha com os animais, realmente era como se falassem a mesma língua e eles entendessem perfeitamente suas palavras, apenas dela estar falando com ele, Terence sentiu o relutar dele em seus braços diminuir. Sem pensar duas vezes o garoto a seguiu, ela sabia o que estava fazendo e ele sabia que podia confiar de olhos fechados — mas os manteria abertos né, melhor não dar de cara no chão e ainda cair por cima do filhote.
Terence fez uma careta desgostosa com a acusação final, relutando sobre a suposição. "Ei ei, eu sou mais forte e habilidoso do que pareço okay?! Por baixo desses tecidos sou super músculoso, claramente eu ganharia essa disputa." Mas é claro que tudo aquilo era brincadeira, ele já estava agredecido em antecipação mas não estava nada ansioso para a sensação de ardência que provavelmente viria com o tratamento.
Visitar os amigos para saber se estavam bem e se precisavam de ajuda após a tempestade parecia a decisão mais óbvia. A expressão naturalmente animada ia se tornando preocupada conforme se aproximava da estufa da família de Flora, notando parte do teto quebrado um pouco antes de vê-la na janela. "Ah! Oi!" Acenou em um cumprimento à distância, mas assim que ouviu as diversas perguntas em sequência, abaixou a mão. "Não aconteceu nada, estamos bem. Só viemos ver como vocês estão." Resolveu responder na ordem que imaginava ser mais importante, assim o nervosismo alheio poderia diminuir. A irmã, segundos depois, acabou desaparecendo ao ser puxada. "E depois dizem que alienígenas não existem… Rosetta acabou de ser abduzida." A piadinha dramática parecia ter vindo pronta e a risada até duraria mais tempo se o olhar não tivesse escapado para os painéis quebrados. "No que posso ajudar? É só dizer. Pelas próximas cinco horas, eu sou sua assistente."
O alívio foi instantâneo e bastante notável no linguajar corporal da mulher quando a amiga esclareceu seus dúvidas, um suspiro pesado deixou seus lábios antes de seu habitual sorriso voltar ao lugar de direito e o riso com a comparação de Stella referente a sua mãe e aliens. "Eu juro que essa mulher tem ouvidos pelas paredes!" Brincou, também notando a preocupação da loira com o estado da tão querida estufa, que já havia deixado de ser apenas dos fernandez há muitos anos. Flora se recordava claramente da visitas de diversas crianças ao longo de sua vida, que eram acolhidas por Alyssa que as ensinava sobre as mais diversas plantas naquela mesma estufa e a mesma foi crescendo e crescendo, até tomar conta do terreno baldio público ao lado da casa — com permissão da prefeitura é claro. Talvez por ver aquela oportunidade como uma forma de ensinar as crianças sem gastar dinheiro da verba municipal com espaço, instrutures e materiais... Alyssa fazia por ela e tirava praticamente tudo do próprio bolso, ceder um local inocupado seria fácil não é?!
"Obrigada por virem." Agradeceu dando um abraço apertado mas rápido na loira "Mamãe passou a manhã toda juntando pedaços de acrílico e separando das mudinhas que caíram, mas nada parece estar além da salvação." Comentou tentando tranquilizar a amiga também. "Miele foi com meu pai ver se alguma loja está aberta para comprar novos paineis pro teto, enquanto eu tento decidir o que fazer para um lanche. O que me diz... sous chef?"
❝ por nada. pode deixar comigo que vou e volto voando como se fosse uma fada! não acha que eu ficaria bonita com asas? ❞ rosetta brincou, deixando uma piscadela para terence e tomou a liberdade de pegar das mãos do amigo a caixa que ele segurava. estava na hora de terence ter um descanso merecido. rosetta também tinha a vantagem de trabalhar movendo o corpo, então estava acostumada a ser muito ativa e conseguia se movimentar com agilidade. oferecia de forma simpática as garrafas de água para o restante da fila, sem deixar de oferecer palavras gentis. estava próxima de acabar quando percebeu que a quantidade de suprimentos não daria conta do restante da fila. ❝ tery! ❞ exclamou e acenou para o amigo, chamando sua atenção. ❝ consegue pegar mais uma dessa para mim, por favor? só falta mais três pessoas! ❞
Agradecido pela pausa, Terence se sentou um momento em uma das cadeiras plásticas disponíveis logo ao lado, sentindo os joelhos precisarem de algum esforço para se lembrar que eles conseguem dobrar mesmo depois de tanto tempo em pé. "Você fica bonita até coberta de farinha Rosy, quem dirá asinhas de fada." Ele respondeu, não era nenhum don ruan e nem estava tentando ser, os elogios eram genuínos e sentia proximidade o bastante para faze-los sem se preocupar em deixar as coisas estranhas — pelo menos esperava que sim. Ele aproveitou para beber alguns goles de uma garrafa d'água antes de sua atenção ser requisitada novamente por Rosetta e ele entender o que ela o estava tentando mostrar. "Pode deixar, acho que ainda temos mais algumas sobrando." Ele respondeu, se impulsionando para levantar novamente e ir até o cômodo onde estavam as caixas extras de suprimentos, o rapaz pegou uma e em poucos minutos estava de volta no encosto dela. "Aqui está senhorita, uma caixa de suprimentos entregue em tempo recorde" brincou como se aquela fosse mais uma de suas entregas da confeitaria.
a cabeça da nalbantoğlu estava a milhão. por mais que se considerasse preparada para trabalhar sob pressão, uma tragédia como aquela definitivamente não estava em seus planos. precisou colocar todos os projetos que aconteciam diariamente na fundação em pausa e redirecionar funcionários e voluntários para atender, da melhor forma possível, as necessidades das famílias afetadas pela tempestade. estava coordenando a fundação em diferentes tarefas ao mesmo tempo, enquanto também recebia e respondia diversos e-mails e fazia muitas compras e pedidos. além das entregas que, naquela noite, resolveu fazer pessoalmente, pois queria conversar diretamente com a direção do corpo de bombeiros para entender quais eram as necessidades mais urgentes e descobrir de que outra forma a fundação ainda poderia ajudar.
tirava as diversas caixas do carro sem ter ideia de como faria para carregar todas elas até o lugar, quando ela acreditou que o rapaz parou para ajudá-la. normalmente atenta, daquela vez a mulher agia de forma tão acelerada e preocupada que sequer notou a confusão no semblante alheio. ❝ nossa, muito obrigada! você apareceu na hora certa! vai me ajudar demais. eu já estava tentando calcular quantas viagens teria que fazer sozinha! ❞ padmé sorriu verdadeiramente agradecida enquanto terminava de pegar o restante das caixas e as empilhava em seus próprios braços. fechou a porta do carro com o quadril e depois, voltou-se para o rapaz e fez um gesto para que a acompanhasse. ❝ vou precisar levá-las para o corpo de bombeiros... é aqui do lado. se puder me ajudar, por favor, eu vou ficar muito agradecida! ❞
Tsukiga não sabia como reagir a uma situação como aquela, quando seu semblante "assustador" — segundo relatos que ouvira — não era o suficiente para que a pessoa se afastasse por conta ou após um olhar enviesada. O homem piscava desacreditado e sem conseguir pensar em como responder àquela "folga" toda, ele só havia pedido licença.
Como eu virei burro de carga com duas palavras? Ah tanto faz, você já esta indo para lá de qualquer forma, só ela as caixas e se livre desse incomodo logo.
Ele pensou, não havia estratégias prontas para socializações forçadas como aquela. O homem continuou em silêncio, com os pensamentos praguejando em sua mente e espiralando enquanto caminhava atrás da mulher que não reconhecia mas já não tinha muito interesse em conhecer também. "There..." ele finalmente falou novamente, pousando as caixas sobre uma das mesas do quartel designadas a descarga de suprimentos não perecíveis, mantendo apenas a sua própria caixa em mãos ainda.

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@fairiestwinkle acaba de receber uma mensagem de Siwoo para Lorraine no plot drop Summer Storm, enviada do The Menagerie.
Após descobrir a situação do circo, descrita por Lorraine, resolveu que, por ter sido desalojada do aquário, deveria passar no parque e ver como a amiga estava. Sabia que a água costumava acumular nas lonas em dias de chuva, mas não fazia ideia de como elas haviam ficado depois da tempestade, e isso a preocupava - não pela água, mas pelo bem estar dos colegas e amiga. Com suas botinhas verde-água, cruzou a cidade até chegar na área que o The Menagerie acampava há anos, surpreendendo-se com a quantidade de água acumulada que escorria pelas tendas e tecidos. Os artistas pareciam preocupadíssimos com aquela situação, pois o movimento deles, para cima e para baixo, era alto e ligeiro. Felizmente, mesmo com tanta comoção, conseguiu localizar Rani rapidamente no local em que costumava encontrá-la sempre que fazia visitas. " Rani! Você 'tá bem? ", partiu em disparada para abraçar a amiga, apertando-a entre seus braços com mais força do que o necessário, " alguém se machucou? Seu tanque 'tá bem? Algum visitante bebeu água da lona sem querer e agora vai ter que morar o resto da vida no circo? ", tagarelou em um disparo, quase sem pausar para respirar.
Não havia milagres para serem feitos, não importa o quanto pudessem se preparar, enquanto o circo fosse composto por lonas tempestades como aquela seriam um problema. Durante a noite era um mistério se os reforços seriam o bastante para manter tudo no chão ou se os ventos levariam a melhor e os tetos sairiam voando por aí. Tentar remover a água acumulada era uma tarefa impossível enquanto a chuva não cessasse e por isso os esforços durante a madrugada se resumiram a um sistema de drenagem para não haver transbordamento ou excesso de peso sob os tecidos, apenas de manhã quando as núvens deram uma trégua o senhor Haly começou a direcionar os funcionários presentes para tarefas específicas.
Lorraine já havia ajudado em algumas coisas e agora estava checando se seu tanque havia sofrido algum dano, para além da sujeira que havia voado para dentro e se misturado á água da chuva formando uma lama grudenta no vidro. Quando Siwoo chegou, a loira mal teve tempo de se virar antes de ser tomada pelos braços da outra a esmagando com mais força do que ela lembrava da amiga possuir, "Si, eu estou bem... mas não garanto por quanto tempo se.... continuar me apertando assim" ela murmurou entre algumas pausas para puxar o ar, quando finalmente pôde respirar profundamente de novo ela continuou a esclarecer as perguntas da morena.
"Ninguém se machucou sério. O circo estava fechado então não tínhamos visitantes desavisados. E para além dessa nojeira, o tanque parece ter sobrevivido ao ataque dos céus." Ela disse como em uma lista mental de tudo que precisa falar, finalizando com uma careta de nojinho ao olhar o estado do tanque.
Depois de ter passado um tempo no centro comunitário contribuindo na cozinha, Tiana resolveu que precisava também verificar como estava o estado de seu restaurante. Então, ela caminhou até lá com seu guarda-chuva violeta sob sua cabeça, evitando qualquer rua que pudesse ser um obstáculo em sua caminhada. Apenas foi interrompida quando escutou uma voz familiar chamando pelo seu nome um pouco atrás dela. Ao olhar para trás, Tiana reconheceu de imediato a figura e sorriu, caminhando de encontro à senhora e ao chegar lá, deixou o guarda-chuva em cima de ambas as cabeças. O encontro foi encantador, já que fazia um tempo que ela não se encontrava com Griselda e respondeu todas as perguntas dela com um sorriso tranquilo nos lábios. Tiana tinha noção de que sua mãe mantinha contato com a outra mais velha, mas parecia que não era a mesma coisa quando se tratava em anunciar as novidades de Tiana, por isso ela teve o prazer de contar tudo.
Ao mesmo tempo, uma dúvida martelava em sua mente e ela gostaria muito ter feito a pergunta antes que a resposta tivesse aparecido. Ao levantar os seus olhos para encarar o antigo amigo, o sorriso de Tiana desapareceu de seus lábios. Fazia tanto tempo que não o via que Tiana ficou sem palavras no momento. Talvez se fosse em outro cenário, ela poderia abraçá-lo e dizer o quanto sentia falta dele, das brincadeiras, das risadas. Mas… algo lhe conteve. Depois de um minuto em silêncio, a voz de Tiana pôde ser escutada: — Olá, Tsuki. Quanto tempo. — Havia um pouco de tristeza ao pronunciar as palavras, principalmente como o velho amigo gostava de ser chamado. — Sua mãe parece que resolveu dar uma caminhada. Peço desculpas por ela não ter atendido o telefone. Estamos conversando debaixo dessa chuva, então, talvez não escutemos o telefone tocar. Mas ela está bem. Só colocando o papo em dia, né dona Griselda? — Olhou para a senhora e voltou a sorrir para depois encarar seriamente o outro. — Você gostaria de se juntar a nós? —
Ter suas preocupações dispensadas sem qualquer importância pela mãe era algo que o irritava, mas não era de hoje que isso acontecia e não seria hoje que iria parar, ele tinha plena ciência disso. Então o homem inspirou fundo, passando as mãos sobre o rosto e cabelos molhados da chuva que parecia estar parando mais uma vez, antes de finalmente se dirigir para a mulher que fazia companhia a sua mãe.
Apesar de terem mudado desde que eram crianças, ela continuava reconhecível. "Tiana..." ele respondeu, a seriedade de quem não tinha mais qualquer vínculo com quem estava falando, mesmo que anos atrás fosse uma das pessoas mais próximas em sua vida. "Tsukiga.... Não somos mais crianças" a correção foi seca, mas não totalmente, ainda era possível notar que não era apenas um sermão vazio, tal apelido havia deixado de ser algo que ele via de forma positiva e seria trabalhoso para reaver essa liberdade. Antes que ele pudesse negar o convite, a senhora que não podia deixar uma oportunidade passar, se meteu na conversa alheia mais uma vez aceitando por ambos ali presentes. "Seu restaurante parece estar inteiro querida mesmo depois dessa tempestade e essas velhas mãos sempre imaginaram como seria cozinhar em uma cozinha profissional assim, você me permitiria fazer um lanche para vocês? enquanto conversam..." o pedido era descarado e sem filtros, e a cara do homem falava por si só.
De Tsukiga para Tiana @catsloveb
A tempestade era o que menos importava, Tsukiga tinha a calma de quem não teme a morte inerente enquanto fechava o estúdio e se encaminhava para o apartamento para dormir, a calmaria deu lugar para ansiedade quando acordou no dia seguinte e foi até o corpo de bombeiros levar os itens que não aguentariam o dia todo sem energia. Esperando encontrar a mãe por lá, afinal dona griselda não perdia uma oportunidade de se inteirar nas fofocas, ele teve a desagradável surpresa de ninguém a ter visto naquele dia ainda. Ele procurou-a em casa mas sem sucesso, o bar estava fechado então não era uma opção e em sua última opção resolveu rastrear o celular dela torcendo para que ele ainda estivesse com bateria.
Um pouco da ansiedade foi substituída por confusão ao ver que o local indicado no aplicativo era em Ashgrove, o que ela estava fazendo lá justamente hoje? ele se perguntava enquanto pegava o carro e tentava evitar as várias ruas alagadas no caminho até o pontinho marcado no mapa. Chegando lá, não foi muita surpresa, a senhorinha de um metro e meio em seu melhor dia papeava sem qualquer preocupação na vida com a dona do restaurante que dava fundo para a cena. "Mãe?! O que raios você ta fazendo aqui e por que caralhos não atendeu o telefone? Estou te procurando há quase duas horas, ninguém sabia onde você se meteu!" apesar do tom de voz claramente irritado com o qual Tsukiga chegou, depois de desce do carro e alcança-las em passos largos, dona Griselda já conhecia perfeitamente o filho que criou e conseguia ver através de suas máscaras. Ela sorriu para ele como se não tivesse feito nada de errado ou preocupante, o que também nao ajudou muito a cara azeda do homem.
De Lorraine para Barbara @soldemorango
Para sorte ou azar, na noite da tempestade Lorraine estava no circo, depois de uma manhã correndo atrás de resolver os problemas lá, finalmente a loira estava conseguindo voltar a Eastline para ver o estrago. Os passos apressados batendo contra o chão ainda molhado graças ao piso mal cuidado do bairro, a escuridão do tempo fechado sem as luzes do bairro para corta-la graças apagão e a incerteza de como estavam os moradores e amigos, a ansiedade tomava conta do pequeno corpo de Rani que já começava a querer transparecer.
Foi apenas um passo em falso e o mundo virou do avesso, o baque do corpo de Rani indo contra o concreto molhado e o céu em frente aos olhos que insistiam em querer começar a arder em previsão ao tão comum rio de lágrimas que insistiam em transbordar as vezes por coisas bobas. "Mas é claro que algo que mais precisava acontecer..." Ela resmungou para si mesma pronta para apenas deixar o choro vir, deitada alí no chão sujo, dramática? um pouquinho talvez.
De Flora para Jamie @crimsonchars
Apesar da tempestade, muitos compromissos ainda estavam de pé, incluindo o primeiro dia de trabalho de flora como jardineira do grande parque da cidade e a julgar pelo estado da entrada quando chegou, o lugar estaria precisando de todas as mãos extras que conseguissem para colocar as coisas de volta nos eixos. Sem perder tempo, a mulher seguiu até o galpão principal onde deveria encontrar seus colegas de trabalho, ao entrar se deparou com alguém carregando o que parecia um vaso bastante pesado e recomendado para duas pessoas no mínimo. "opa!" ela balbussiou se enfiando para ajudar, as mão estabilizando o outro lado do vaso e largando apenas quando ele estava são e salvo sobre a mesa.
A destra, após remover os fios de cabelo que haviam caído sobre o rosto, estendeu na direção da mulher que antes estava encoberta pelas plantas. "Flora Evers, é meu primeiro dia" Se apresentou.

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De Flora para Stella @inthel4kes
A tempestade havia atingido a cidade repentinamente, a casa dos Fernandez era firme porém sofreu alguns danos depois daquela madrugada, graças a deus nada demais para além de um grande galho que caiu sobre o teto da estufa e quebrou alguns dos painéis acrílicos que permitiam o sol atravessar a estrutura. Alyssa (mãe) passou a manhã toda limpando a bagunça da estufa e ainda havia muito a fazer, Flora organizava a cozinha com o pai quando ouviu a campainha e se encaminhou para a porta, no caminho olhou pela janela quem estava na entrada e para sua surpresa eram as irmãs Solaris. "Stella, Rosetta. O que fazem aqui? Aconteceu algo? vocês estão bem?" ela pergunta preocupada depois de abrir a porta para as duas, como se tivesse ouvidos nas paredes Alyssa não deu qualquer tempo para que conversassem antes de roubar Rosetta para lhe ajudar na estufa, deixando as duas ali.
De Terence para Fawn @inthel4kes
Terence havia saído temporariamente do centro, precisava ir ver como estava a casa, se a água já havia baixado, porém algo interrompeu seus planos quando ouviu um barulho vindo de uns arbustos quaisquer. Ao se aproximar deu de cara com um gato, não muito grande nem tão pequeno, o animal estava acuado e chiou assim que ele tentou se aproximar. Com muito esforço e vários arranhados depois, Terence havia conseguido capturar o animal com seu casaco e agora andava sem saber bem para onde ir. A clinica veterinária estava fechada mas sua sorte estava para mudar quando esbarrou com Fawn, "Fawn! graças a deus você apareceu, preciso de ajuda!" ele exclamou sem perder muito tempo, ignorando completamente seus próprios machucados que começavam a secar o sangue escorrido da sobrancelha arranhada pelo felino. "Encontrei esse gato em uns arbustos, ele parece machucado e tem garrinhas bem afiadas."
mesmo se não fosse funcionária do centro comunitário, rosetta teria se oferecido para ajudar. seria incapaz de permanecer de braços cruzados em westmere sabendo que muitas pessoas tinham sido atingidas pelas tempestades, inclusive seus amigos. como no centro comunitário rosetta trabalhava como arte educadora e desenvolvia diferentes aulas e oficinas, ficou com o papel de cuidar das crianças das famílias acolhidas no espaço. durante parte do dia, organizava brincadeiras e pequenas atividades de teatro e dança, oferecendo um momento de leveza em meio a tudo o que elas estavam vivendo. na pausa, aproximou-se de terence que também estava como voluntário ali. ❝ quer fazer uma troca, tery? ❞ perguntou, sabendo que tinha algum tempo que ele estava na função de distribuir suprimentos para a fila de famílias que aguardavam atendimento. ❝ ou eu posso te ajudar aqui também. minhas crianças estão na pausa para o almoço. ❞
O movimentar quase mecânico dele em pegar um fardo de latas e um de garrafas, estender, desejar cuidado e reiniciar, foi interrompido finalmente. "Rosy..." ele pronunciou acordando dos próprios pensamentos que o faziam dissociar para abrir um sorriso terno em direção a tão familiar figura. "Outro par de mãos vai ser muito bem vindo, com sorte terminamos essa fila em pouco tempo. Obrigado" admitiu agradecido pela oferta, não faltavam tantas pessoas assim mas desde que Mary e Gary foram puxados para outro canto do centro, Terence acabou sozinho para a distribuição.
De Tsukiga para Padme @fearlzss
O apagão em meio a noite era no mínimo inoportuno, para sorte do homem não havia nenhum cliente marcado naquele dia e pôde apenas fechar o estúdio mais cedo e ficar apenas cuidando de danos colaterais da tempestade que se instaurou naquela madrugada. Quando as coisas pareciam ter se acalmado ele finalmente dormiu, acordando apenas no início da tarde para descobrir que o apagão ainda estava em plena força. Já faziam horas e sem previsão para a volta da energia, ele não teve muita escolha se não esvaziar a geladeira de tudo que iria estragar se não fosse consumido logo, colocar em uma caixa e levar até o corpo de bombeiros.
Chegando lá, o homem já impaciente teve seu caminho interrompido pela mulher com metade do corpo para dentro de um veículo. Ele pigarreou para tentar chamar sua atenção, sem sucesso, então falou "com licença" e o arrependimento veio quase instantaneamente, caixas sendo empilhadas em seus braços e seu pensamento se questionando como havia resultado nisso?!
﹙⠀ ১ ✉️ ⏤ ✿ jina ⠀﹚ eestou vivva!!@2%eke a chuva nem ta la tao rui m… . .! w. ﹙⠀ ১ ✉️ ⏤ ✿ jina ⠀﹚ ⸻ foto borrada das botinhas coloridas dela na chuva. ﹙⠀ ১ ✉️ ⏤ ✿ jina ⠀﹚ voy pra casa <!3 <3 precisov er meus filhos!!!! ﹙⠀ ১ ✉️ ⏤ ✿ jina ⠀﹚ se cuide m nm!!! ﹙⠀ ১ ✉️ ⏤ ✿ jina ⠀﹚ vnossaaa acho q rto vendo alugma cois a…
siwoo: oi, gente! tá todo mundo bem mesmo, né? siwoo: a chuva tá tão agradável, certeza que os peixinhos do rio adoraram. ☺️ siwoo: aqui no aquário tá tudo tranquilo! um breu, mas a maioria dos animaizinhos daqui enxerga no escuro, né? siwoo: o bruce (um tubarãozinho martelo) bateu o nariz no vidro, acho que vou precisar encaminhar ele pra fazer alguns exames oftalmológicos. siwoo: @/rani, vocês já conseguiram tirar a água das lonas? 😱 kassandra: caso precisem se comunicar comigo, liguem. emergências apenas. ~ kassandra left the chat ~ siwoo: @/clover, certeza que vai fazer sol amanhã, podemos colocar suas bolsas pra secar! 🤩 siwoo: oh céus, vão evacuar os funcionários do aquário... @/anakin, ainda dá tempo de pegar carona? 🫣
stark: 1min de silêncio pelos vinis da dusk, as bolsas da clover, o circo quase voador e o apê do vic 😭 stark: @.buck tô terminando de empilhar as garrafas de água!! stark: @.donagriselda se o tsukiga saiu do chat é pq tá vivo! stark: @.powpow VOLTA AQUI!! N VAI PRA CASA NADA!! ALI Ó, A SIWOO DISSE QUE VC PRECISA IR PRO AQUEARIO VER O BRUCE 🦈 stark: @.anakin ANAKIN DO CÉU SALVA A BIOLOGA SEREIA!! (dona shmi tá bem?)
Rani: @.siwoo Os meninos estavam terminando, tomara que a chuva não volte.
Rani: Estou voltando agora praí, precisam de alguma coisa? Se couber na mochila posso pegar no caminho.

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eastline gang (new group chat made by stark)
stark: OW PESSOAS! SINAL DE VIDA, PFVR
vincent: eu tô vivo, só não posso dizer o mesmo do apê vincent: lá vai eu me mudar de novo em menos de três meses
rowan: me considerem como morta. rowan: os vinis da loja já eram, o estúdio tá cheio de goteira, era melhor derrubar tudo e começar de novo.
Rani: ainda respirando, mas o circo quase virou balão.
~ Tsukiga left the chat ~
De Terence para Rosetta @fearlzss
As chuvas fortes pareciam que não iriam cessar tão cedo, acordado pelos raios e o som de panelas caindo, Terence sabia que após aquela tempestade, assim que as inscrições para voluntários abrisse no centro comunitário ele e os pais estariam lá. As engenhocas em sua casa auxiliaram a evitar que grandes coisas fossem perdidas quando a água inundou sua garagem, então sem pensar duas vezes Mary e Gary levavam o filho mais uma vez para se dispor aos que mais necessitavam.
Terence distribuía alguns suprimentos de enlatados e garrafas de água potável aos integrantes de uma fila que se estendia pelo pavilhão. "Aqui está, por favor se cuidem." a frase padrão já acostumada a escorregar pela língua boca afora àquele ponto.