ALEXANDER BERRYCLOTH
25 anos : : cis!demi : : agente! — Charles Leclerc by @JustMoru2
por hawrdy para evermore (interativa)
— Ah vai tomar no cú, paguei aquela miserável para nada ? — Aquele lugar claramente não era limpo a décadas, obviamente qualquer pessoa saudável como Alexander Berrycloth teria uma crise de espirros naquele lugar devido ao ponto insalubre de poeira e sujeira que estava naquele sótão.
Era para ele está morto naquele dia, mas lá estava ele, no sótão da sua última morada junto com as aranhas e poeira, ele espirrou uma vez, ele espirrou outra, amaldiçoou e xingou em sua mente a maldita faxineira que não limpou aquele lugar, maldita seja aquela mulher que simplesmente fez uma má limpeza e ainda pegou aqueles dois mil euros, se ele tivesse tempo, ele iria atrás dela, mas ele não tinha tempo para isso, tinha que ser rápido, antes de ser enviado para algum lugar com uma nova identidade.
Alex perguntou como eles sabiam que ele tinha uma lista telefônica ? Então a INTEREAL funcionava com um bando de stalker? Além dos guarda-costas da realeza ? Apesar de que Alexander não sabia nem o que tinha em sua geladeira. Ele fungou o nariz, claramente iria ter um resfriado ou ao menos um caso de rinite por causa da má limpeza.
Ele precisava encontrar uma lista telefônica, ele não sabia para o que eles queriam, mas iria fazer sem reclamar, por mais que tivesse achado um pedido inusitado e até esquisito, talvez tivesse alguma logica, mas o que diabos poderia ter uma lisa telefônica ? Porém ele não queria pensar naquilo naquele momento, mas por ele encontrou um conjunto de cartas, na verdade havia pequenas pilhas de cartas, com milhares dela, todas cartas de amor, de várias mulheres declarando o seu amor eterno por um assassino, pois seu julgamento acabou sendo televisionado para população daquele reinozinho simpático.
Ele achava que era piada, quando falavam que havia pessoas — em especial mulheres — que se apaixonaram por presidiários, mas não, aquela loucura era real, ele tinha recebido milhares de cartas e presentes inusitados, Alex amou os doces que mandaram para ele e jogou as peças intimas fora, porque diabos ele ia querer isso ?, mas por conta dessa situação que ele passou, ele tinha certeza que aquele tipo de coisa envolvia algum tipo de complexo maluco, que ele não queria se dar trabalho de entender.
Era coisa de maluco se apaixonar por um detento na sua opinião.
Alex moraria naquele lugar, com certeza, mas não poderia ficar por motivos óbvios, bom com o tempo, ele certamente não ficaria também.
Era engraçado e chegava a ser irônico em certo ponto, pensar que o povo que via ele como inimigo tinha salvado sua pele do corredor da morte, ele nunca imaginaria que justamente eles iriam salvá-lo, não que ele esperasse que alguém fosse salvá-lo, até porque os encomendadores do seu serviço deixavam qualquer um para morrer, ele só poderia contar com ele, isso fazia ele simpatizar com eles ? Não, definitivamente não, entretanto Alexander fazia pelo dinheiro, nenhum poderia julgá-lo por isso, era uma questão de sobrevivência, havia se metido naquele mundo muito cedo, os olhantes, o recrutou cedo.
Mas eles nunca foram uma família para ele, na verdade ele nunca teve isso, sua mãe o nunca quis, seu pai, foi apenas um cara que trepou com ela e abandonou, obviamente ela era apenas um casinho qualquer de um homem casado, ele tinha apenas as ruas como lar, ele foi criado pelas pessoas na rua.
Ele não se achava digno do amor, muito menos achava digno de ter um grupo de pessoas se importando com ele, ele era tipo de cara que só trazia problemas e bom, ele era causa de tanto sofrimento para tantas pessoas ao redor do mundo, ele realmente merecia algum tipo de carinho ? De amor ? Bom para Alex, não.
Em teoria, a INTEREAL deveria ser uma das últimas a querê-lo respirando, mas ali estava ele, vivo e bem, por causa deles, Alexander esperava tanta simpatia vindo da parte deles, mas foi uma surpresa, óbvio que ele aceitou, ele não queria morrer, não era como se estivesse arrependido de suas ações que fizeram chegar ali, mas eles estavam oferecendo uma segunda oportunidade que Berrycloth não poderia recusar.
Ele espirrou mais uma vez, ficou um pouco zonzo e seus olhos começaram a coçar.
— Ótimo — Reclamou, poeira havia caído em seus olhos e começaram a lacrimejar por causa do invasor.
Porém com o movimento, ele percebeu um grande livro amarelo, não muito longe, um livro que deveria ter no mínimo umas quinhentas páginas e parecia — pelo menos olhando de longe — o que estava procurando, claramente pesava bem. Os olhos claramente pesados, Alex caminhou até o livro.
— Ai, achei! — Ele murmurou satisfeito e grato mentalmente, poderia finalmente sair daquele pequeno inferno, sem antes claro soltar um espirro.
Ele mandaria aquela lista telefônica e iria para Maldivas, tirar suas férias momentâneas, até eles mandarem um novo trabalho para ele.












