MAXINNE ZAYAS AVILLA MONTALVÁN FOURNIER-TAMAYO
35 anos : : cis!bi : : protegida! — Úrsula Corberó by @LarissaSlou
por hawrdy para evermore (interativa)
Maxinne sempre foi um furacão, tão descontrolável quanto um — e destrutivo —, ela era conhecida como “Maxinne furacão” dentro da intereal, às pessoas até esquecem o fato dela ser uma princesa, pois Max não combinava com a imagem, porém ainda assim, acreditavam que era apenas um capricho da Tamayo, para muitos apenas uma menininha mimada e arrogante, que no máximo ficaria na arcondicionado, ela provou que estavam errado, para agora ser jogada como uma princesinha dentro do PPMR, por mais que no fundo soubesse que eles tinham razão de jogá-la lá.
Principalmente, depois do acidente do carro e da explosão do seu apartamento, era óbvio que quem matou seus pais e seus irmãos, iriam atrás dela, mas Maxinne, diferente das suas sobrinhas e de Jazzem — não sabia se estavam vivos ou mortos ainda, apenas tinha recebido a confirmação da morte de seus pais, de Yaniel, Carol, Joshua, Nicholas, Julia e Darlan —, ela sabia se virar, podia vim os assassinos da sua família atrás dela, ela daria jeito em cada um.
Max estava com raiva, ela não tinha conseguido ver seu irmão e nem suas sobrinhas.
Porém, o mais sensato e inteligente, era não arriscar, óbvio que não e ela sabia disso.
Parecia mentira, tudo aquilo parecia ser um pesadelo para Maxinne, por mais que ela não tivesse um relacionamento bom com seus pais, ela nunca desejaria suas mortes, por mais que não tivesse mais aquela sede de validação, ela queria a atenção e amor deles, ela era apenas uma criança que queria ser notada pelos seus “progenitores”, porém com o tempo, a realidade a atingiu com um soco.
Ser invisível aos seus olhos tinham suas vantagens e Maxinne tinha que admitir isso, mas ainda assim, ela queria ser notada, ser vista por eles. Foi tudo tão rápido, uma morte atrás da outra, primeiro seus pais, a autópsia ainda não tinha saído e provavelmente sairia só no dia seguinte, mas suspeita que eles tenham sido envenenados, ela ouviu murmúrios pelos corredores.
Agora tinha descoberto do acidente de carro, a imagem do capotamento estava fixa em sua mente, ela tinha tantas perguntas e teorias sem pé e cabeça se formando em sua mente.
Yaniel se importava com ela, ele não era um irmão perfeito, o melhor irmão do mundo, mas ele tentava, tentava ser família para Maxinne, igual Darlan, a morte dos dois era que mais doía, doia mais do que a morte dos próprios pais.
Na verdade, Maxinne não saberia dizer se existia alguém de luto pela morte de seus pais, pelos seus irmãos com certeza, mas por Alberto e principalmente Mercedes ? Ah, Max não se surpreenderia caso soubesse que em algum lugar estão comemorando.
Ela estava meio entorpecida ainda, parecia que tinha estado em coma nos últimos dez anos e tinha sido bombardeada por cem notícias diferentes, ainda processava tudo e provavelmente levaria um tempo.
A garoa caia parcialmente, não era forte o suficiente para incomodá-la, a brisa gelada era carregada pelo leve cheiro de queimado, ainda não estava em um ponto que a irritava, mas logo ela daria um jeito de se enrolar naquele cobertor. Nem o cheiro da pólvora presente, os destroços do seu apartamento eram visível, foi um considerável estrago, manta aquecia parcialmente seu corpo, sentada em uma ambulância, os paramédicos passavam cuidadosamente de um lado para o outro, atendendo feridos no local, o que era dois ou três, que tiveram o azar de serem atingidos pelos destroços.
Porém um dos paramédicos, Maxinne reconheceu rapidamente se tratar de um médico da intereal, o homem de grande porte ajoelhado, conversava de forma carinhosa com a outra, tratava do joelho ferido de uma criança, limpando o ferimento com aqueles negócios que Max fazia minima ideia o nome e fez uma careta ao ver o homem começar costurar o ferimento, enquanto conversava com criança.
A criança estava acompanhada por um adulto, Max deduziu ser o responsável.
Ela sentiu seu estômago revirar e tudo que tinha comido mais cedo, ameaçar sair para fora se ela não olhasse para outro lugar mais rápido o possível, ela engoliu em seco e desviou o olhar para não vomitar ali mesmo.
Não seria uma imagem nada bonita para alguém que acabou de ficar órfã, não apenas órfã, mas sem seus irmãos — apenas dois, dos seis vivos — e cunhados.
Maxinne, não se considera mais uma princesa, mas sim uma agente, por mais que não pudesse ignorar sua origem nobre e aparentemente isso iria assombra-lá para o resto da sua vida.
Afinal, Maxinne era uma agente de campo, ela adorava sair dando tiro por aí — em especial em pessoas que considerava ruins — e resgatar as princesas, príncipes, não uma das agentes que ficava na parte da saúde e nem fazia questão de conhecer o pessoal do departamento nem do administrativo imagina então da saúde, não porque tivesse algum tipo de medo — por mais que sua reação à atendimento do médico a criança, segundo atrás meio que apontasse isso —, mas porque ela era ruim nisso, qualquer um dos seus colegas se dependesse dela para primeiros socorros, a pessoa estava fudida.
— Meus pêsames, eu soube da morte dos seus pais e irmãos! — A voz daquele médico a tirou de seus pensamentos Max, nem percebeu o momento que ele parou seu atendimento e se aproximou dela.
Maxinne virou o rosto para encará-lo, enquanto ajeitava a manta sob os ombros e encontrou um par de olhos azuis claros que a encaravam com cuidado e atenção, jamais recebida por qualquer outra pessoa, muito calmo e tranquilo, mas tinha algo a mais que Max não sabia descrever.
Era pena? Bom, não era aqueles olhares presunçosos e julgadores, era algo mais acolhedor e empático. Ela sentiu uma leve pontada de desconforto, mas logo se recompõe, talvez ela tivesse uma boa companhia para esquentar sua cama naquela noite.
Porém, ela precisava saber de uma coisa primeiro.
— Eles estão bem ? — Ela perguntou, o médico piscou algumas vezes e balançou a cabeça afirmando, estavam bem e vivos, ela suspirou aliviada, sentiu um alivio no peito — Meus pais estavam fazendo hora extra já! — Respondeu dando de ombro, exibindo seu melhor sorriso galanteador, o homem arqueou a sobrancelha e retribuiu o sorriso.
Teoricamente, ela deveria estar de luto e estava, porém cada pessoa possui o seu jeito de lidar com a morte. Ela definitivamente não queria lidar com o luto agora, ela apenas queria um rostinho bonito e uma boa foda para fazê-la esquecer daquele caos, pelo menos por hora.

















