DESDEMONDA MOREAU-LIGHTWOOD
35 anos : : cis!lesbica : : agente — Natasha O’keeffe por @love1stsight
por hawrdy para evermore (interativa)
Desdemonda coçou a nuca impaciente, com a esperança que aquele simples ato fizesse o tempo passar mais rápido, já estava sentada fazia um bom tempo, no mínimo uma hora ali e suas pernas começavam dar os primeiros sinais de formigamento e dormência, a russa esperava impaciente o retorno do atendente para finalizar a compra do carro.
Pelo menos a cadeira era confortável, não era o tipo de cadeira que deixava sua bunda quadrada ou que era dura, tinha um certo conforto ali, a mulher deu mais gole na água e voltou olhar para a sala, talvez notasse algo que não tinha notado naqueles trinta minutos que estava sozinha.
Havia, alguns quadros com uma pintura abstratas que ela não reconheceu o artista penduradas na parede, com um relógio e três plantas, além das janelas entreabertas, dois porta retratos, um onde Desdemonda deduziu ser da família do homem pela posse das pessoas e outra do cara com a mãe, já que eram parecidos e a mulher era visivelmente mais velha.
Dez não entendia o porquê da demora do homem, era apenas uma simples compra de um carro semi-novo e quem diria que um Toyota Yaris Cross, poderia dar tanto trabalho e atraso, mas ela já estava ali, há duas horas e não seria agora que iria desistir da compra, afinal era apenas uma compra e não era como se ele fosse demorar mais duas horas para isso.
Ela olhou para o relógio na parede marcava uma hora da tarde, a morena apoiou a mão na bochecha e bufou, mas aliviada, não estava atrasada, ainda, afinal ela ainda tinha algumas horas para ir ao ponto de encontro e encontrar a sua protegida, já que tinham marcado três horas em ponto o encontro dela com a protegida e outro agente em um restaurante de beira de estrada com destino já certo: Oakfield.
Seria uma viagem longa para Oakfield ficava mais quatro horas de distância do ponto de encontro que tinha sido estabelecido, tinham escolhido um ponto contra mão por questão de segurança e devido ao episódio anterior, por isso que Desdemonda já carregava com si uma mala e uma mochila com seus itens essenciais, ciente que ficaria no mínimo três meses fora, além de claro com seus novos documentos e dos documentos da protegida.
Supostamente seria a sua sobrinha, mais uma estudante universitária e ela era uma nova contratada de um dos negócios mais afastados da cidade, era um trabalho relacionado a coleta, bom ela não tinha decorado ainda o nome do lugar e da pessoa que a “contratou”, depois daria mais uma lida na ficha e nos documentos enviados pela sua supervisora.
Também fazia a mínima ideia de como chegar em Oakfield, a mesma nunca tinha ouvido falar naquela cidade, mas não tinha nada que se preocupar, era apenas colocar no GPS e pronto, seu problema estava resolvido. Apenas esperava que não fosse um lugar que simplesmente não existisse sinal, mas óbvio que ela resolveria isso e daria um jeito para chegar lá.
Por isso que tinha alguns mapas e se precisasse sair perguntando, tudo bem faria, mesmo que não estivesse confortavel á fazer.
Lightwood ajeitou sua postura na cadeira, quando ouviu som de passos se aproximando e logo o som da porta soou pela sala, era o vendedor que tinha um grande sorriso no rosto, carregando com si uma bandeja com algumas xícaras e uma garrafa térmica. O homem colocou a bandeja na mesa e tirou o celular do bolso, colocando-o junto com a bandeja, foi uma questão de segundos, enquanto ele batia as mãos no bolso e resmungou alguma coisa, pedindo mais cinco minutos.
Desdemonda balançou a cabeça, como se falasse: fique tranquilo, vai lá e se virou.
O brilho da tela chamou sua atenção, indicando a chegada de uma notificação, ela ergueu os olhos, talvez fosse algo importante e caso fosse, certamente avisaria, mas o que viu, deixou alarmada e um pouco enojada.
Um ícone de uma mulher apareceu, o contato salvo como “amor" e um coração na frente, mas tinha algo, a mulher do ícone não parecia nada com a mulher nada com a primeira foto do porta retrato, onde tinha as duas crianças.
Dez fechou os olhos e engoliu em seco, até ouvir os passos do homem novamente.
— Deu tudo certo, Senhorita Smith — disse alegre o vendedor, balançando as chaves e entregando para Dez — Um café ? Desculpe, a demora, o seguro estava apenas enrolando!
— Eu sei como é essas coisas de seguro! — Ela riu, de repente uma suposição veio à mente — Bom fica na próxima, mas quem é ? — Ela apontou para o primeiro porta-retrato, o homem olhou para onde ela apontava e sorriu.
— Ah é minha família, minha esposa e nossos filhos!
Lightwood, manteve seu melhor sorriso, enquanto comentava, quanto família dele era bonita, em especial sua esposa, ela não pode sentir um pouco de pena da desconhecida ao notar que ela tinha casado com um moleque, traidor.
— Bom, estou indo, sua família é muito bonita, mas eu tenho uma longa viagem até Oakfield! — O homem fez uma careta ao ouvir o nome de Oakfield, Dez arqueou uma das sobrancelhas e começou se preparar psicologicamente, pela a reação dele, claramente ela tinha uma grande viagem pela frente mesmo.














