Reflexões de Edgar Morin a partir do universo de Demi Lovato
Ainda analisando a obra de Edgard Morin, em “Cultura de massas no século XX”, escrita no ano de 1962, o autor defende que a vida privada tornou-se um circuito comercial e industrial.
E os produtos culturais são determinados no mundo contemporâneo pelo seu caráter industrial e de consumação diária e não mais filtrado nem estruturado pela arte, fazendo assim, com que esse produto seja padronizado a verdadeiros moldes espaço-temporais.
O autor observa todo o processo construtivo e imaginário do lazer atual, no qual se tornou uma espetacularização, pois racionalizado e planejado, contrapondo o característico antigo modo de vida, no qual era apenas um ganho sobre o trabalho.
O autor diferencia dois grupos inseridos na cultura de massa: os olimpianos ativos, que fazem esportes, se destacam de alguma forma e do outro lado os não-ativos, que apreciam esse destaque, os que se tornam espectadores, contemplando os olimpianos ativos.
São os ativos que propõe o modelo de vida ideal, que são heróis do espetáculo, e refletem a mesma exaltação que a do lazer e da cultura de massa, que orientam e se tornam o sentido da existência.
Neste sábado dia 03/05/14 ocorreu show da cantora pop e ídolo teen norte-americana Demi Lovato, onde subiu ao palco do Pepsi On Stage em Porto Alegre e após levar o público ao delírio no seu show e interagir em português.
A cantora falou sobre os seus problemas de adolescente, fazendo com que reflitam sobre suas vidas e os possíveis problemas que também possam estar passando, incentivando-os a contar com suas famílias e amigos e ainda afirmou: “Quero que vivam uma vida bonita, saudável e com muita felicidade. Eu amo todos vocês”.
Percebemos a partir desse caso, em Edgar Morin, que é através desses olimpianos que se inspiram os modelos de vida, de cultura, sendo condensadores energéticos da cultura de massa, fazendo diversos universos se comunicarem, tais como o imaginário, a informação e as normas.
O autor afirma que “a imprensa de massa, ao mesmo tempo em que investe os olimpianos de um papel mitológico, mergulha em suas vidas privadas a fim de extrair delas a substância humana que permite a identificação”.