M O O D B O A R D
Eden Gaston De Marseille.
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Misplaced Lens Cap

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d e v o n
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Love Begins
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YOU ARE THE REASON

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if i look back, i am lost
Not today Justin
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@enamoreden
M O O D B O A R D
Eden Gaston De Marseille.
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De fato sua manhã tinha começado da pior maneira possível, desde descobrir sua mudança para Madri porque tinha se tornado um membro oficial da monarquia espanhola até a brutal discussão com Viv que ainda ricocheteava em sua mente. Tanto que o resto de seu dia tinha sido dedicado a ficar com Robin, o agora príncipe não queria pensar em nada e sim esquecer tudo. A garota era uma boa amiga e, Max teria a levado para a torre da Libertè se não imaginasse que Eden provavelmente estaria lá e bom, a constatação foi certeira quando adentrou no aposento e viu a figura masculina junto a seu gato. Soltando um suspiro baixo, o loiro ignorou a perguntinha sacana do amigo e logo foi jogando a mochila que estava em suas costas no chão, talvez com mais força do que ele esperava já que o objeto acabou fazendo um barulho indiscreto.
“Qual é virou meu pai agora?” Retrucou com mal humor enquanto tirava a terno e a camisa do uniforme, era óbvio que ele estava irritado, mesmo não indo às aulas naquele dia e passado uma boa parte do tempo tentando ignorar o problema que martelava sua cabeça tudo que ele conseguia sentir era a responsabilidade caindo em seus ombros, o sentimento do vazio e também da incerteza de seu futuro. Pela primeira vez, não sabia o que fazer. Nada mudaria o seu futuro, não agora que ele mesmo tinha abaixado a cabeça e caminhado para o caminho que seu pai tinha traçado por anos. Finalmente se virando para encarar o amigo, Bourbon tinha uma expressão de cansaço no rosto. “My dad is King of Spain now, so, vou me mudar para Madri.”
Ele estava prestes a fazer uma piadinha qualquer sobre sua inclinação para o papel de sugar daddy -- algo que, até o momento, apenas Dafne tinha conhecimento -- quando ouviu as últimas palavras proferidas sob tom cansado. E se Eden tinha qualquer intenção de levantar os ânimos do amigo, havia morrido naquele mesmo segundo. Levou o gato do colo até o espaço vazio no chão ao seu lado, conseguindo assim certa liberdade para erguer a postura e observar Maxine com a seriedade que o ambiente passou a carregar de súbito. --- Quê? --- Precisava de um tempo para processar a informação. Já a alguns anos havia tomado consciência de toda a influência que o sobrenome de Maxine carregava, mas não pensava que os títulos de nobreza realmente valessem qualquer coisa àquela altura. Estava confuso, para dizer o mínimo. --- Madri... --- Eden tentou compreender a irritação que Bourbon demonstrava, o porquê de um humor daqueles. Honestamente, se soubesse que viraria príncipe do dia para a noite muito provavelmente estaria com taças de champanhe na mão naquele mesmo segundo. Era verdade que seu julgamento sobre a realeza acontecia de ser bastante influenciado pela trilogia do Diário da Princesa, but still... --- Espera. --- Ele disse então, supondo uma possibilidade na mente. Foi apenas ali que sentiu-se verdadeiramente preocupado. --- Não vai sair de Beauxbatons, vai?
@xmaxinebourbon
Ainda que não fosse exatamente seu, já fazia um bom tempo que Eden havia se apropriado do dormitório Picques para festas do pijama autoconvidadas. Podia até não ser membro oficial dos organizadores das comemorações da Liberté -- achava muito mais interessante aproveitá-las do que montá-las, convenhamos --, mas, ao seu entender, tinha ajudado o suficiente para merecer desfrutar do cômodo nem que fosse um pouquinho. Até aquele momento não havia sido expulso, de qualquer maneira; o que, para ele, era praticamente o mesmo que uma permissão velada. Então lá se encontrava mais uma vez, dessa sob a companhia de um de seus gatos. O animal estava particularmente manhoso naquela noite, deitado no colo do De Marseille enquanto recebia carinho no dorso. O movimento da porta o assustou.
--- Ora, ora, se não é Bourbon depois do toque de recolher. --- Ele comentou com um sorriso no rosto. Em partes para provocá-lo; noutras, para anunciar a própria presença não requisitada. --- Por que demorou tanto, babe? Eu e Eve aqui já estávamos ficando preocupados. --- Um aceno de cabeça para o gato, que ronronou em resposta. Eden era petty o suficiente para fazer-se em casa em qualquer lugar. O quarto de um dos melhores amigos não seria diferente.
Os jardins de Beauxbatons eram um dos lugares preferidos de Geneviève. Desde que havia descoberto como os labirintos podiam ser divertidos, aquele foi o primeiro lugar que a loira pensou em ir depois daquela manhã. O La Touissant havia trazido realizações fortes e as surpresas do dia não haviam parado por aí, principalmente após o café da manhã. Não queria pensar em nada, só queria ficar longe das pessoas. Infelizmente, seu desejo não durou pouco porque acabou topando com alguém em uma viela do labirinto. Não esperava ver alguém ali, mas é óbvio que não podia esperar ser a única a pensar em usar os labirintos mágicos. Muitos faziam por diversão, porém a Harcourt só queria ficar longe. Se acabasse se perdendo e nunca mais voltando seria um bônus e resolução fácil para os problemas. — Ai, que susto, merde! — exclamou, bastante surpresa.
--- Preciso dizer, eu normalmente causo reações melhores do que essa. --- Um sorriso contrariado marcou a face de Eden, que imediatamente se pôs a estudar a expressão de Geneviève com atenção. Principalmente porque, tendo notado a presença dela momentos antes, havia achado o comportamento meio exagerado. E ela parecia aérea, alheia como em pouquíssimas vezes tinha conseguido presenciar. --- Mas vou tentar não me sentir tão ofendido. --- Disse por fim, oferecendo suavidade no repuxar dos cantos dos lábios. Mentiria se dissesse não estar curioso por fosse lá o que tivesse acontecido. --- Ainda mais se resolver me acompanhar até a fonte dos desejos.
@olympcana
--- Agora eu entendi o propósito do lençol xadrez em piqueniques. Essa grama pinica a bunda que é uma beleza. --- Uma risada curta escapou ao coçar rapidamente a região referida. Para isso se utilizava da mão do braço livre; aquele que não sustentava o peso da cabeça de Olympia. Deitados numa área mais reservada do jardim de Beauxbatons, faltava pouco para escurecer -- o que, por consequência, conferia ao céu um tom alaranjado digno de pinturas --. O gosto por ar livre que ambos compartilhavam era um ponto positivo na relação que possuíam, assim como a liberdade de expressão e, ao ver de Eden, a completa honestidade que um tinha para com o outro. Junto a Olympia, Gaston se sentia verdadeiramente à vontade. Não que costumasse se diminuir para caber em caixas, muito pelo contrário; uma banana bem grande pra quem quisesse que fosse qualquer coisa a menos do que o pavão que dava forma a seu patrono. Todavia, Oly o fazia se sentir apreciado. Mais do que isso, ousava dizer. Se sentia acolhido. E talvez por isso se dessem tão bem. --- Sabe, essa é uma boa paisagem pra os seus desenhos. --- Ele comentou. Num movimento que acabou a trazendo mais para perto, ele uniu ambas as mãos à frente do próprio rosto na intenção de simular o enquadramento de uma câmera. O espaço entre seus dedos indicadores e polegares agora fazia um retângulo. --- Pega a estátua de Pã e parte de uma das fontes... A coloração é bonita... Eu posso ficar sentado no cantinho ali também, tu sais¹, pra dar um charme a mais na obra toda. --- sugeriu num tom divertido.

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FLASHBACK!
@enamoreden
Um mês.
Naquela manhã estava fazendo exatamente um mês que sua menstruação estava atrasada e apenas reparou isso quando viu o seu coletor menstrual dentro de sua gaveta. Isso nunca tinha lhe passado e não sabia como reagir, mas uma coisa tinha certeza, estava desesperada. Tracou-se no banheiro e ficou ali por horas, chorando, o que seria da sua vida dali para frente? Uma mãe solteira? A única pessoa na qual mantinha uma vida sexual ativa era com Eden e fora imediatamente falar com ele. Seu rosto estava inchado de tanto chorar, algumas pessoas olhavam para ela como se fosse uma aberração. Assim que o viu no corredor com alguns meninos da Liberté fora em sua direção, ignorando todos ali e o puxando para a sala vazia mais próxima, trancando os dois ali dentro. - está atrasada. - soltou sem se importar com o que ele diria em seguida, precisava contar para ele, precisava contar para alguém que não a julgaria.
Eden demorou alguns segundos para compreender sobre o que se referia, demonstrando expressão e sorriso confusos na face. Então notou o semblante preocupado, a tonalidade séria da voz dela. Um aceno para baixo e foi o que bastou para acender a lâmpada sobre a cabeça do bruxo. Para que entendesse, de uma vez por todas, o peso que a frase carregava. O sorriso morreu no mesmo instante. A respiração tornou-se falha. Os ombros, sempre eretos numa postura confiante, caíram. Atrasada. — Você… — Eden piscou. Procurou as palavras. Piscou novamente. — Grávida?
Descrença. Choque. Mas a pergunta era baixa e suave, íntima. Robin era bonita e decidida, dotada de um fogo interior que o atraia de maneira puramente carnal. Não havia nada sério entre eles. Nunca houvera. — Tem certeza… — que é meu?, quis completar. Era precavido, na maioria das vezes. Na maioria delas. Conhecia-se bem o suficiente para saber que a combinação entre álcool e sexo nem sempre acabava da maneira mais prudente. E ainda que não tivesse dito as palavras, algo em seu rosto deveria ter denunciado a intenção.
ℝ𝔼𝔻 𝐢𝐬 𝐭𝐡𝐞 𝐜𝐨𝐥𝐨𝐫 𝐨𝐟 𝕃𝕆𝕊𝕀ℕ𝔾. (ᴘᴏᴠ)
Algumas coisas, por mais impraticáveis que parecessem, martelavam no subconsciente de Eden de tempos em tempos: Conhecer os pais biológicos, iniciar uma plantação discreta de maconha na estufa de Beauxbatons, conseguir um “ótimo” em Aritmancia...
Outras, ainda que constituíssem possibilidades bastante palpáveis, sequer passavam pela cabeça do De Marseille.
E a frase proferida por Robin certamente se encaixava na última categoria.
❝ ᴀᴘᴘᴏʀᴛᴀɴᴛ ʟᴇ 𝓶𝓮𝓲𝓵𝓵𝓮𝓾𝓻 ᴅᴇ ʟ'ᴀᴍɪᴛɪé ❞
a olyden moodboard
Friends in the dark is all that we are. Then w h e n the lights go on, we breakup.
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EDEN GASTON DE MARSEILLE descobriu representar o Arcano OS ENAMORADOS! Depois de 19 anos, isso foi uma surpresa para ele, não que isso vá afetar seu 8º ano na LIBERTÉ, correto GASTON? Seu status sanguíneo é DESCONHECIDO, mas dizem por ai que ele se parece muito com o trouxa NICK HARGROVE.
♔ Ramo de magia escolhido: Mentalista. ♔ Extracurriculares e esportes: Poções, literatura bruxa, artes bruxa, geografia, feitiços; Esportes: xadrez, quadribol (goleiro) e Natação. ♔ Varinha: Faia, fio de cabelo de veela, 27cm e flexível. ♔ Patrono: Pavão ♔ Animal de estimação: Adam & Eve, um casal de gatos.
♔ Adrenalina. É o que nos move nos momentos em que a tomada ou não de decisões se torna a moeda de troca entre a vida e a morte. No começo, nada tivera. Viera ao mundo tão desnudo de posses quanto de esperança. Sem nome; Sem passado; Sem garantias ou apego de qualquer sorte. Marcou-se como alguém que precisou lutar para continuar respirando desde o primeiro segundo de existência: Um choro; Um grito; um rugido, daqueles que anunciam a presença, demandam atenção. E foi assim que conquistou ajuda na forma de mãos despreparadas, desesperadamente trêmulas enquanto rasgavam o saco de lixo e davam ao rapaz o vislumbre da luz da lua. A notícia se espalhou pela frança trouxa, pleiteando quinze minutos de fama entre noticiários da televisão. Ao rapaz foi dado um nome. Posteriormente, um teto. Enfim, uma história.
♔ Eden Gaston de Marseille, o garoto do lixo. Abandonado. Descartado, como se nada valesse. O casal que o adotou era composto por gente do meio artístico, um ator-galã de romances e uma roteirista em ascensão, ambos deveras cientes da mídia positiva que tal gesto traria para as próprias imagens. Exposição gratuita era indispensável, tentadora. Mas não os levasse a mal, sempre cuidaram bem da criança. Eram ricos, suficientemente agradáveis, davam-no conselhos e bastante liberdade. Entretanto, jamais o haviam deixado esquecer. Nem ele, nem qualquer entrevistador parisiense. Aos sete, já possuía um filme biográfico. Não fez tanto sucesso quanto o casal gostaria, mas é certo que arrancou lágrimas de muitos espectadores. A muito custo arrancou também lágrimas do próprio Eden, anos mais tarde, quando finalmente tivera colhões para assisti-lo. Os motivos de choro eram completamente opostos, entretanto. De um lado, a platéia via esperança na humanidade em face ao extremo absurdo. Do outro, emoções conflitantes de um rapaz que via a própria história, mas não se reconhecia nos floreios e exageros metafóricos; Que via o final feliz do suposto fim, mas unicamente pensava no vazio do começo.
♔ Beauxbatons e tudo o que viera durante foi uma grande surpresa, mas recebida de bom grado por alguém que necessitava de respostas. Mais do que isso: era a oportunidade de um novo começo num lugar que, surpreendentemente, ninguém o conhecia pela tragicidade do passado. Liberté foi a casa escolhida, seduzido pelos ideais de Jean Luc Picques. Mas é verdade que, no final, os seduzidos foram outros.
♔ Chame de problemas de confiança, se quiser. Eden certamente gargalhará, dará dois toques em sua têmpora e chamará de inteligência. É impulsivo, curioso, desinibido, sexualmente livre. Seus relacionamentos não duram mais do que dias, na grande maioria – e quando o fazem, jamais sob o título de exclusividade. Talvez tenha a ver com a sensação de abandono que ainda pesa-lhe o peito coberto de barreiras. Talvez tenha a ver com a descarga de adrenalina que acompanha a caçada, os flertes e jogos mentais que precedem a conquista. Certamente tem a ver com a criação, tão desprendida de preconceitos éticos e morais. No fundo, é um romântico – mas apenas porque conhece muito bem os truques. Como um dementador que se inclina para o beijo da morte, Eden se alimenta de paixões efêmeras… Sejam elas suas ou de outrem.
♔ POV
A luz do sol passou a incomodar os olhos de maneira tão intensa que, ainda de pálpebras cerradas, viu-se tomado pela súbita consciência de um borrão alaranjado. Eden piscou; Cobriu a vista com as costas da destra; Fez menção de se levantar para fechar a cortina. Entretanto, algo o impediu no ato. Um… braço?
Um braço em seu peito, cujo peso o prendia no lugar.
Merde.
Inspirando fundo e arrumando a posição de maneira pouco brusca, pôs-se a observar o rosto do acompanhante. Têmporas eram comprimidas por dedos letárgicos enquanto flashes da noite anterior voltavam a povoar a mente, situando-o na condição em que se encontrava. Uma conversa lasciva, garrafas de conteúdo alcoólico sobre a mesa, a proximidade do corpo alheio. Beijos. Sim, Eden se lembrava dos beijos. Por fim, um rapaz pelado em sua cama.
Nada muito fora do comum, se fosse sincero consigo mesmo.
Bom, tirando a dor de cabeça. Suave, discreta, mas presente, como o incessante bate-estaca de uma boate estranhamente comedida. Precisava começar a prestar atenção nas coisas que bebia. Só que, naquele momento, precisava mesmo era de uma poção analgésica.
Retirou o braço de cima de si com delicadeza, evitando ao máximo acordá-lo enquanto se movia para fora da cama. Não era exatamente fã de conversas matinais, vez que raramente acabavam da maneira mais agradável. Não que fosse rude ou grosseiro, mas era sincero quanto aos sentimentos… Ou à falta deles, na maioria dos casos. E justo ali comprovava o quão doces as mentiras afáveis eram em comparação ao amargo de certas verdades indesejadas aos ouvidos. Honestamente, só não estava com ânimo para discutir.
Foi quando encontrou a carta no topo de sua cômoda segundos antes de abrir a gaveta de cuecas. Os enamorados. Seu primeiro pensamento acompanhou a virada que a cabeça deu em direção ao colega adormecido, precedida por um sorriso de canto. Meigo. Durante breve instante, ainda que jamais admitisse, podia jurar ter sentido o interior aquecer. Um olhar mais atento de volta ao objeto, entretanto, denunciou que talvez não fosse apenas uma declaração boba de afeto.
Quebrem suas varinhas.
Mas que merda era aquela?
Como se esperando que acordasse e lhe desse qualquer resposta, voltou a encarar o menino. Nada. Vencido, deu um vislumbre acidental no relógio de parede que enfeitava o dormitório. E então outro tópico, como que por mágica, surgiu e assumiu o topo de sua lista prévia de necessidades, nublando qualquer pensamento disperso. Aparentemente, também precisava de um cacete de um despertador.
Dois segundos depois, uma camiseta voava na direção da cama e acertava o colega em cheio na face. “Ei, acorda!” Pulinhos enquanto puxava a calça vermelha para cima, afivelando o cinto. “Se veste logo. A gente vai se atrasar.”
E, enquanto terminava de arrumar o uniforme, uma das mãos guardava a carta bem segura no bolso.
𝐄𝐃𝐄𝐍 𝐆𝐀𝐒𝐓𝐎𝐍 𝐃𝐄 𝐌𝐀𝐑𝐒𝐄𝐈𝐋𝐋𝐄’s moodboard inspirado nas bonecas trouxas.
+ bonus piada de humor negro:

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–”Obrigado por me acompanhar. Eu estou muito nostálgico e ou era brigar para instalar o video-game com toda essa magia do castelo impedindo, ou vir cozinhar que nem eu fazia com minhas irmãs quando era menor.”– Gwaine agradeceu ao colocar todos os ingredientes que iam precisar no balcão. –”Sei que isso pode ser meio chato, tendo quase zero de magia envolvido, mas podemos adaptar a receita com alguma poção/magia inofensiva. Mas, na minha humilde opinião, nem precisa. Esses brownies são mais mágicos que todas as comidas mágicas.”– garantiu roubando um pedaço do chocolate que iam usar na receita. –”Só não podemos fazer muito barulho, se nos pegarem aqui depois do toque de recolher, estamos fritos.”–
--- Nerd. --- ele zombou divertidamente. --- Não há de quê, mon cher Gwaine. Sabe que sempre pode me recompensar em um outro momento. --- Uma piscadela e um sorrisinho provocativo, então apoiou os cotovelos na mesa enquanto se inclinava para uma posição mais confortável. O tom era leve, típico de uma brincadeira; mas na verdade não era. Nunca era. Cabia ao outro decidir se percebia isso ou não. --- Oh, certamente não precisa dizer a mim o quanto brownies podem ser mágicos. --- a risada ecoou baixa pelo cômodo, acompanhada por memórias regadas a luzes coloridas e músicas eletrônicas. Férias. --- O mundo trouxa tem suas vantagens aqui e ali, convenhamos. Mas, levando em consideração que fazia isso para suas irmãs, não acho que estamos falando da mesma mágica aqui. Ou será que estamos? --- Sobrancelhas foram erguidas em fingida expectativa. Nah, Gwaine não parecia ser do tipo que colocava drogas em doces. --- Não se preocupe, sei ser discreto quando quero. O problema está justamente no querer, na maioria das vezes. --- Outra risadinha, dessa vez mais nasal. Os olhos passaram pelos ingredientes, tomando nota antes de tomar nas mãos o frasco de essência de baunilha. --- Então, por onde começamos?
Jogada em um dos pufes da Sala da Ordem, com um dos cigarros mágicos na mão -daqueles do tipo que tinham toda a nicotina e tabaco suficiente para alimentar o vício de Angel porém não soltavam fumaça o suficiente para ser suspeito na escola- e a varinha na outra. –”Você já notou que nenhum de nós realmente quebrou a varinha, que nem estavam nos mandando na primeira mensagem?“– comentou para a outra pessoa na sala, sem tirar os olhos da varinha enquanto a rodava entre os dedos. –”Eu estava pensando nisso mais cedo depois de quase quebrar a minha por acidente… Acha que conseguiríamos fazer magia ainda sem elas? Quero dizer, dah, tem magia sem varinha. Mas aqui em Beaux? Com todas as aulas? Honestamente, acho que os professores notariam que tem algo acontecendo se todos aparecêssemos sem varinha um dia.”–
Dafne era sexy. Fato. E como se não fosse suficiente, o cigarro em sua mão enquanto se encontrava tão absorta nos próprios pensamentos dava à imagem um toque cinematográfico por demais apreciado pelo De Marseille. Nomeasse qualquer filme francês da era clássica e veria cena parecida; ou até mesmo hollywoodianos, vide Rizzo em Grease ou Uma Thurman em Pulp fiction. E ele a observava pelo canto do olho da maneira que, beirando o metafórico, sempre lhe havia sido de costume: dividindo a atenção entre muitas coisas enquanto fingia devotá-la a apenas uma. Naquele caso, um dos livros da biblioteca da Ordem. --- Chérie¹, eles estão loucos se acham que eu vou mesmo quebrar minha varinha. --- O tom era confessional, meio conspiratório. Havia um sorriso marcado nas pontas dos lábios. --- Inclusive, preciso dizer que ouvi muito papinho, muita promessa, mas esse jogo eu conheço bem demais. O que fizeram até agora além de empurrar uma pilha de livros com cheiro de mofo em cima da gente? --- A mão que segurava o exemplar o fechou num movimento curto pouco antes de balançá-lo em ênfase na frente do próprio rosto. --- O covil secreto até que é legal pra matar aula, mas vão precisar de mais do que colocar uns salgadinhos sobre a mesa e chamar de festa se quiserem me convencer de verdade a fazer qualquer coisa. --- Deboche. O primeiro encontro dos arcanos ainda fazia a pulga atrás da orelha de Eden coçar. Fosse veritasserum na bebida ou qualquer outra merda que tivessem feito, ele sabia que não havia estado em perfeito controle de sua boca naquele dia -- algo realmente valorizado. Em outra ocasião teria achado a coisa toda engraçada; mas não era assim tão agradável estar como vítima no meio da pegadinha.
As indagações sobre as varinhas fizeram-no imaginar a cena. --- Madame Mendonza sacaria esse negócio de seita secreta em dois tempos. A mulher sabe das coisas. --- Um aceno de cabeça, daqueles que dizem “pode confiar”. E ainda que mantivesse o tom descontraído em sua afirmação, não exatamente a descartava. Como um nascido trouxa, a admiração pela professora de DCAT vinha de tempos remotos.

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