Sem tĆtulo
Não sei se alguém lê meu blog, ou pelo menos passa o olho. Mesmo assim, caro leitor possivelmente nulo, não quero aqui lhe fazer chorar, lhe emocionar, ou provar alguma coisa. Só fiquei triste e resolvi jogar algumas palavras pra ver, depois de ler tudo que escrevi, se consigo refletir sobre algumas coisas.
Bem, por onde eu comeƧo.. talvez pelo centro do problema: eu. NĆ£o to sendo melodramĆ”tico ou sofrendo de carĆŖncia de atenção. Continuando, talvez eu seja o centro de vĆ”rios problemas na minha vida e, infelizmente, na vida dos outros. Acho que sou algum tipo de mutante dos X-men com a incrĆvel habilidade de fazer besteira com o pega poder de decepcionar as pessoas, talvez o Professor Xavier venha bater na por da minha casa qualquer dias desses. NĆ£o Ć© nem de propósito. NĆ£o acordo e pensoĀ āhmm, sem quera que vou decepcionar hoje?ā. Bem, deixa eu explanar a historia do inĆcio para ver se eu mesmo consigo entender.Ā
Eu comecei a namorar talvez umas das poucas mulheres de coração bonito existente em toda galĆ”xia. E bonito em digo de todos os Ć¢ngulos. Ela chora quando passa sempre o mesmo comercial da boticĆ”rio dos pais separados; ela nĆ£o aguenta ver um cachorro que ao mesmo tempo morre de medo e fofura; ela nĆ£o consegue ver ninguĆ©m sendo injustiƧada sem fazer alguma coisa; ela te faz rir quando nĆ£o tem motivos nenhum pra abrir a boca; ela faz umas danƧas aleatórias que vocĆŖs precisam ver, Ć© a coisa mais linda do mundo; ela sabe ser sexy usando a roupa mais nĆ£o-sexy que existe. Talvez.. talvez nĆ£o, certeza que, de 100 homens ou mulheres que estiver com ela, vai ser a pessoa mais sortuda do mundo. E, caraca, eu sou o cara mais sortudo do mundo. Mais assim como o cara que ganha na loteria acha que vai ser rico pra sempre, só porque ganhou 1 milhĆ£o de reais, eu nĆ£o soube administrar isso ou dar valor. E Ć© nesse ponto que as incrĆveis aventuras do Murillo fazendo merda entram em ação. Eu menti, eu escondi, eu nĆ£o contei, eu fui insensĆvel, eu fui grosso, eu abandonei, eu nĆ£o estive presente, eu nĆ£o apoiei.. a lista Ć© grande. E vocĆŖ, caro leitor que talvez nĆ£o esteja lendo isso, me pergunta: mas, mano, se ela Ć© tudo isso que tu falou, linda, engraƧada, etc etc... porque tu fez tanta cagada assim? E eu lhe respondo: nĆ£o sei!. Eu tive a oportunidade de fazer o certo, de dizer a verdade, de esclarecer, deĀ āeu fiz issoā,Ā āeu fiz aquiloā mas nĆ£o fiz. NĆ£o quero tinha minha culpa. Eu sou culpado sim, fui eu que amarrei uma bigorna na gente que so afunda, afunda e afunda.Ā āMas e agora mano? vais fazer o que?ā a mesma resposta: eu nĆ£o sei!. E Ć© exatamente isso que me assombra, o fato de nĆ£o saber o que fazer para salvar tudo isso. Contar a verdade? se abrir? isso Ć© o minimo do minimo, ate porque foi a falta disso tudo que foi correndo as coisas.Ā
Se alguém tiver lendo isso, faça o favor de ignorar, não é um texto sobre amor.. ta, é, mas não é para ser seguido como exemplo. Não levem isso pra vida, não sejam Sérgio Murillo
















