𝒕𝒂𝒔𝒌 𝟎𝟏, entrevista: dolores hernandez, selecionada de panama, no ✨ jornal oficial de illéa ✨
Perdeu um tempo significativo posando para fotos. Desde que tinha ido para Angeles que ela se sentia, de fato, como uma celebridade, do tipo que transitava pela cidade em épocas passadas. Diferente de algumas selecionadas que tinha visto estudando para aquela noite, Lola tinha decidido que responderia tudo de improviso, até porque era um exercício desgastante tentar adivinhar o que viria como pergunta. Com uma entrada e um acenar exagerado, a representante de Panama cruzou o limiar do estúdio a partir de onde estavam dispostas as câmeras com um sorriso largo no rosto, remexendo o aplique capilar recém adquirido no Salão das Margaridas. ‘ Buenas noches, Illeá ’ cumprimentou, assim que se apossou de um microfone e se acomodou no assento, cruzando as pernas. Essa foi a deixa para que o apresentador a introduzisse efusivamente, elogiando seu vestido, como mandava o script. A Hernandez nunca estivera sob tanta pressão, e sob a fachada confortável e despojada, experimentava um leve tremor nas mãos e uma sensação incômoda na boca do estômago.
Qual foi a primeira coisa que te surpreendeu quando chegou ao palácio?
‘ Na real, na real mesmo, foi o chão. Aquele piso branquinho, espelhado, que parece até água se você olha muito rápido. A primeira coisa que me passou pela cabeça foi tipo quem é o coitado que encera tudo isso? Deve dar um trabalho do cão. Porque é tudo muito lindo, tudo muito limpinho, brilhante mesmo. Eu juro, dá até pra você comer— eu acho que o pessoal aqui diria dá até pra você fazer uma refeição no chão. Mas depois foi vindo outras coisas... Que eu nem sei mais o que me surpreendeu mais de tudo. As pessoas me atendendo como se eu fosse uma rainha, chamando de senhora, senhorita, pedindo licença pra entrar no quarto... Outro mundo! E as roupas, os xampus, lençol de não sei quantos fios, até os pratos, assim, tudo fino, de qualidade, né? Nem tinha como ser diferente, mas eu não sabia que era tanto dinheiro que eles tinham ’
O que você traria de casa pra cá e levaria daqui para casa?
‘ O que eu traria? O calor né ’ (risos) ‘ Aqui faz um frio do caramba, não dá nem pra você usar um shorts, uma minissaia, uma blusinha que mostra a barriga. Eles também não deixam a gente se vestir assim mais à vontade, porque tão filmando tudo. Enfim, eu sinto falta disso aí um pouco, mas eu não quero voltar não, viu, príncipe? ’ ergueu o indicador, buscando Sebastian no estúdio, a fala saindo mais alta que o indicado para quem segurava um microfone. ‘ E de levar daqui eu tô trabalhando pra levar o príncipe, não vou mentir, não tô aqui pra mentir. Já pensou ele no almoço de domingo lá em casa passando a salada pra minha mãe? A gente sonha né ’
O que foi mais bizarro na realeza até agora para você? E o que mais te surpreendeu?
‘ Ah, eu acho que foi isso deles nem se vestirem sozinhos, de não tomar banho sozinhos. Até parece que o povo não tem braço... Tipo, eu tenho uma menina lá que me ajuda e tal, mas eu já disse pra ela... Como é mesmo o nome dela... Ah, é Veronica, acho que é Veronica o nome dela... Eu já disse pra ela que eu não quero ela me vendo pelada toda hora! Essas coisas a gente guarda pra outras ocasiões, né? Vocês vão ter que concordar comigo... ’
Acredita que está aprendendo a se tornar uma futura rainha? Mesmo que não seja a escolhida.
‘ Olha, eu tô ralando muito pra aprender essas coisas de rainha. É tudo muito, muito, muito sofrido, sabe? Tem horas que eu fico zonza de tanta informação e fico só Dios mio, o que eu tô fazendo aqui???, mas eu acho que o pessoal do palácio é obrigado a passar isso, porque tem menina que chega aqui sem saber nada. Não eu, claro, mas eu já vi que tem, e aí não fica uma competição — como eu posso dizer? — justa, porque tem outras que nasceram Dois, Três... Filha de famoso, de médico. Essas vão impressionar mais fácil, porque aprenderam antes. Mas eu tô aprendendo muito, sim, e vou aprender mais se me deixarem ficar ’
Está sendo difícil se adaptar às normas e pessoas novas?
‘ Se é pra falar a verdade, eu vou falar a verdade: todo mundo do palácio me tratou muy bien, tô até fazendo umas amizades com gente de categoria, realeza de outros países e tal, altas rodas. O príncipe nem se fala... Um amor, gente boa, querido... O problema mesmo são as outras selecionadas né, Jerry, porque rola muito aquela coisa da inveja. Eu não sei direito os motivos delas pra não se aproximarem de mim, mas eu acho que tem a ver com a minha província e o meu jeito de falar, já que nem todas sabem espanhol. Também deve ter a ver com isso de eu ser mais bonita que elas, eu fico pensando... Não dá pra ter certeza, só é o que parece mesmo ’
Teve tempo para conhecer alguma realeza convidada? Se sim, deseja visitá-la em algum momento?
‘ Si, si, com certeza. Fiquei amicíssima de muita gente da realeza. Amizades que quero levar pra vida ’ fonte: vozes da cabeça dela
Como vem sendo sua relação com as outras garotas? Acha que está deixando uma boa impressão?
‘ Como eu falei antes, tem umas que são um pé no saco. Eu só espero que a gente não chegue às vias de fato, porque eu acho até que isso aí é caso de expulsão. Além disso, que eu possa fazer, só tomando banho de sal grosso mesmo. Vou ter que falar com a Veronica pra ver se dá pra encher a banheira com sal grosso porque tá difícil ’
Como são seus encontros com o príncipe? Podemos esperar algo a mais de vocês até agora?
‘ Hmmmm... Se tão bons? Tão ótimos. Podia tá melhor? Podia. Pra eu poder explicar melhor pra vocês, vamo dizer que eu e o príncipe ainda tamo na fase da comédia romântica, aquele romancezinho meio água com açúcar... Mas, ó, ainda tem muita água pra rolar - eu espero né - e nesse meio tempo eu quero chegar numa coisa mais estilo filme adulto. DA MINHA PARTE, não é por falta de esforço, mas o príncipe Sebastian é muito respeitoso, muito respeitoso mesmo. Eu inclusive já falei isso pra ele, que ele é um cavalheiro. Como é que fala mesmo? Um gentil-, um gentlêman. Enfim, um homem pra casar, por isso que a gente não quer apressar as coisas, mas vai ter ’
O príncipe está correspondendo às suas expectativas e primeiras impressões ou já tem uma outra opinião formada?
‘ Eu nem tinha uma opinião sobre ele, mas como a gente dizia lá na província, rico é tudo igual. Achei que ele era igual os outros, assim, olhando pela tevê, que era o único jeito que eu tinha visto ele antes da Seleção. Mas daí eu vim pra cá e ele é bem diferente do que eu pensei que era. Dá pra dizer que eu o Bash temos uma coisa, uma fagulha — eu acho que ele também percebeu, não tem como não ter percebido ’
E por último, qual é o seu diferencial das outras garotas que te colocaria no trono?
‘ Olha, Jerry, eu acho que é bem importante você ter uma rainha bonita, porque tipo, o país pode ser uma merda mas você sempre vai poder usar isso pra fazer inveja em outros reis, né? E eu acho que eu tenho isso a meu favor, graças a Deus. Também dá pra dizer que eu sou a única aqui que parece que tá se esforçando pelo prêmio. E eu digo prêmio porque o Bash é um partidão mesmo e eu não vejo nenhuma dessas garotas fazendo muita questão dele. Quer dizer, pô, se você veio até aqui, se mexe, faz alguma coisa. Bueno, acho que é isso, força de vontade, é o que vai me colocar no trono. O resto eu deixo pra mostrar no particular pro príncipe ’ (risos)
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality
Anya is LIVE right now
FREE
Free to watch • No registration required • HD streaming
“Não é esse o bordão da seleção? Qualquer uma de vocês pode virar rainha?” Falou com leve desinteresse. Para a realeza, casamentos normalmente eram acordos políticos, apesar da França não ter utilizado daquele artifício à algum tempo. Talvez seu pai decidisse tentar firmar um desses acordos numa esperança que Henri se tornasse um rei aceitável. Mas havia anos que eles simplesmente se casavam por amor, ou afeição. O que acontecia é que o círculo das pessoas que a realeza conhecida era composto de outros nobres e não qualquer pessoa, então era fácil apoiar um relacionamento que se encaixava nos padrões. No caso de Illéa… Henri imaginava se as mulheres de casta mais baixa realmente teriam uma chance, mas não conhecia Sebastian de verdade. Ele ignorou a pergunta dela, afinal não deveria sair por ai falando que não gostava do príncipe diante de tanta hospitalidade. “Você deveria perguntar isso ao seu namorado, Lola, acho que ele não vai ficar feliz se você sair pelada por ai── mas sem reclamações aqui.”
‘ Você ‘tá se esquivando da pergunta ’ acusou, com um sorriso sabichão nos lábios e erguendo o indicador para cutucar o peito alheio. ‘ Não foi isso que eu perguntei, mas deixa pra lá ’ se ele não queria responder, não seria ela a forçar. Além disso, tinha a impressão que a realeza convidada estava ali mais para fins de fofocar do que para auxiliar e patrocinar selecionadas, vez que não tinha tomado conhecimento de nenhuma das garotas que tivesse recebido conselhos de membros da realeza estrangeira, ainda que já estivessem com alguns meses de competição. Teve de estalar a língua ao ouvir a instrução alheia, meneando a cabeça ao esboçar alguma decepção. ‘ Ele ainda não é meu namorado. Não dá pra chamar assim alguém que você nem beijou na boca, né? ’ suspiro baixo escapou junto com a reclamação, como se ela ainda estivesse esperando por mais. De certo modo, esperava que alguma fagulha de paixão despertasse, para que não atribuíssem seu amor apenas à coroa. ‘ Diga aí, você casaria com alguém que nunca beijou? ’
Martina se inclinou para frente, os olhos se abrindo em curiosidade e depois espanto. “Oh não! Espero não morrer depois de ver tão bela paisagem a qual certamente visitarei um dia, parece ser incrível.” Riu, ajeitando alguns fios de cabelo atrás da orelha e se acomodando melhor no assento, apoiando o cotovelo no encosto para observar a selecionada melhor. A princesa naturalmente não conseguia se desfazer do sorriso perto dela, que parecia soltar uma piada atrás da outra. Sequer sabia se ela falava sério aquilo tudo ou não. “Ele é muito bonito, de fato.” Comentou ainda rindo e depois sacudiu a cabeça. “O que? No, no, no. Não tenho ninguém no meu país, estou bem assim. E, imagino que uma freira não vá ter muitos conselhos nesse quesito, sinto muito, querida.” Brincou, sua criação a mantivera longe de quaisquer assuntos românticos e mesmo tendo contato com aquele mundo após sair do convento, eles pouco a interessavam.
Talvez tivesse de tomar um cuidado maior com as palavras, pois naquele momento, em sua empolgação, temia ter ofendido a princesa. ‘ Morre naaaada! É só jeito de falar. Tipo, é tão bonito que você poderia morrer, mas é claro que não vai morrer ’ não se deu conta de que a explicação era desnecessária, julgando que Martina efetivamente tivesse uma interpretação prejudicada, logo deixando o assunto de lado, por outro mais interessante. ‘ Então você também achou? ’ um dos cantos da boca de Dolores subiu, como se esperasse a aprovação da morena. ‘ Todo bien, não vou ficar com ciúmes! ’ avisou, dispensando a fala com um gesto. ‘ Sei que não quer casar com ele mesmo ’ um riso se seguiu à própria fala, embasada nas lições da Sra. Abott. Ao que parecia, Illéa nunca casava seus príncipes com princesas estrangeiras. Sorte das plebeias. Ao ouvir a relação alheia sobre relacionamentos, contudo, Lola quase ficou triste, as feições se transmutando para aflição. ‘ Freira? ’ a pergunta saiu mais alta do que ela esperava. Então, tomou uma das mãos da espanhola nas suas, como se consolasse: ‘ Coitadinha, ninguém merece um destino desses... Quer dizer que nunca vai poder se casar? ’
Riu achando graça do comentário da outra. “É verdade, não tinha pensado nisso, mas faz todo sentido. Tenho certeza que ganhei alguns quilinhos desde que cheguei aqui”. Refletiu um pouco antes de levar mais uma garfada á boca. “Qual sue prato favorito aqui até agora?”
Para ser sincera, ela não tinha prestado atenção o suficiente na outra para que pudesse dizer se ela tinha ou não ganhado quilinhos a mais com a estadia, mas não pode deixar de lançar à selecionada olhar seguido de sorriso maldoso, como de quem confirmava. ‘ E quem é que não ganhou? ’ buscou amenizar, não porque estivesse tentando fazer amizade com Tálassa, mas porque iniciar uma discussão no café da manhã apenas faria com que passasse péssima impressão. ‘ Tomara que o príncipe não se importe, hein? Ou você é daquelas que não se importa com a opinião dele? ’ especulou, colocando os cotovelos sobre a mesa para apoiar o queixo. ‘ Ainda não decidi qual é o meu prato preferido... Podia comer pilhas dessas panquecas com calda no café da manhã sem enjoar, mas o bolo de carne deles também é gostoso pra caramba ’
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality
Anya is LIVE right now
FREE
Free to watch • No registration required • HD streaming
ponderou sobre o assunto, não se deixando ofender pela frase da garota. sabia que sua profissão estava defasada pela evolução tecnológica, mas não era apenas para aquilo que serviam os ferreiros. “espadas, escudos, floretes,… armas desse tipo são típicos em decoração de palácios… muito melhor isso que colocar uma m16 em exposição, certo?” perguntou, dando de ombros. sempre adorara o clássico, muito mais do que o moderno, mesmo que, às vezes, o último fosse mais prático. “além disso, não estou apenas encarregado dessa parte. faço adornos e acessórios para a família real, seus convidados e as selecionadas e até peças para conserto das alas do palácio.” explicou, satisfeito consigo mesmo. “quem sabe semana que vem, então…” brincou, exibindo um sorriso divertido que logo voltou a ser seu típico gentil.
Agora que era uma Três, ela não deveria dar trela aos empregados, mas não era como se os convidados ilustres do castelo lhe dirigissem a palavra. Mesmo com a mudança de casta, era visto que ainda a consideravam como muito inferior por conta de seus modos. Se queria companhia, tinha de buscar em outros espaços. ‘ Se você diz... Eu nunca vi uma M16, e não tinha visto espadas até chegar aqui. Eles parecem meio obcecados com essas coisas, não? Aquelas armaduras horrendas também. Acha que me deixariam colocar no lixo se virasse rainha? ’ a fala estava mais para um pensar em voz alta do que uma conversa com o ferreiro, até porque ele nem mesmo devia saber quais eram os limites de uma rainha. ‘ Faz, é? ’ espantou-se, franzindo o cenho. ‘ E por que é que eu nunca recebi nada? É discriminação? ’ ora, ela podia não fazer uso de armas medievais, mas também queria adornos e presentes, se as outras estavam recebendo.
Por mais que forçasse a imaginação a trabalhar, o lago não deixava de ser lago. Salih estreitava os olhos, restringia seu olfato ao colocar a mão no rosto. Até virava-se um pouco para o sol e nada. Nenhuma memória da brisa salgada agitando seus cabelos ou da água feroz de uma corrente eram capazes de tirar a delicadeza de um lago. O príncipe herdeiro suspirou de seu lugar distante da margem, cogitando a possibilidade de talvez… Só talvez… Uma atividade ainda pudesse salvar do lugar que cada dia parecia mais com uma prisão. ∘⡊ ˚⊹ Does it have fishes? ⊹ Ponderou em turco, a mão levada ao rosto para alisar a barba cheia sob o queixo. E nesse movimento, a visão periférica reconheceu a chegada de outra pessoa. ∘⡊ ˚⊹ Sabe me dizer se este lago é tão morto quanto aparenta? ⊹
O lago podia ser insuficiente para substituir uma das bonitas praias que tinha em casa, mas Lola sabia que já estaria fazendo uso do mesmo se as temperaturas em Angeles ao menos fosse agradáveis. Por sorte, naquela tarde, tinha conseguido despistar a dama de companhia que era obrigada a carregar consigo, aproveitando para fazer um passeio sozinha na propriedade. Estava ali há meses e ainda não tinha tido chance de conhecer o palácio como gostaria, sem mencionar aquelas áreas a que estava proibida de entrar. As palavras em idioma atropelado e exótico chegaram a seus ouvidos antes que ela enxergasse o interlocutor, virando a cabeça na direção do lago em que estivera pensando em visitar. Mal dominava o inglês, por sua educação ter se dado em espanhol, olhando para os lados em busca de auxílio — alguém haveria de traduzir aquilo. Porém, quando o atraente moreno (ela percebeu tardiamente) falou novamente, foi num idiota que compreendeu. ‘ Parece morto olhando assim ’ pendeu a cabeça, notando a falta de ondas significativas. ‘ Mas deve ter alguém por aqui que gosta de pescar. Eu duvido que não tem peixe aí... Carpa, peixe vermelho, cascudo ’ indicou com a cabeça, analisando o outro de cima a baixo. ‘ Encontrou anzol em algum lugar? ’
Ele balançou a cabeça em um riso, desviando seus olhos da figura da outra e provavelmente aproveitando-se disso para colocar seus pensamentos no lugar. Não era sua primeira conversa com a outra e também não era a primeira vez que ele precisava de uma longa respiração, tomando o breve momento para si, com a finalidade de lembrar-se quem eram e o lugar onde estavam. Além do porquê de estarem ali. Dolores era instigante, e de inúmeras formas, Sebastian não podia negar aquilo. Ela era um sopro… ardente de vida. Ele só não conseguia ler a morena o suficiente para saber onde ela desejava chegar com tudo aquilo. Seria um pequeno teste pelo seu limite ou a busca por algo a mais do que uma relação morna, como era a sua com todas as selecionadas até o momento. Talvez, fosse porque, no momento em que começasse a levar qualquer uma das relações a algo a mais, poderia sentir-se estranho, talvez traindo cada uma daquelas senhoritas. “Ah… senhorita. Parece gostar mesmo de me colocar em situações complicadas, não é mesmo?” Disse com um suspiro, além de um sorriso divertido nos lábios. Talvez ela somente quisesse brincar com sua figura, nunca saberia a verdade, mas poderia entrar um pouco naquela brincadeira por uma noite. A confusão cruzou seu rosto em seguida, pouco compreendendo o que havia de errado com o elogio. Ele deixou as sobrancelhas franzidas, demonstrando isso para a outra. Acreditava, em sua talvez cabeça não tão pensante assim, que encantadora seria um bom elogio, afinal, englobaria não somente o exterior. Sebastian temia que a outra não tivesse somente o corpo para oferecer como um atributo, sua mente um tanto geniosa e a presença marcante também lhe eram caros, lhe encantavam de certa forma. Mas, por alguns instantes, questionou-se se a não elegibilidade de seu comentário a vista alheia fora justamente por essa razão, por lhe elogiar em sua completude. “Bem, não consigo enxergar o que há de errado com meu encantadora, afinal, a senhorita por fora é deslumbrante e por dentro mostra-se uma pessoa incrivelmente interessante. Mas se preferir, posso buscar outros adjetivos.” Sua lista poderia ser longa o suficiente para ocupa-la uma noite inteira. Sebastian ficou em silêncio, silencio o suficiente para escutar o leve estalo pelo contato da boca dela em sua pele. Fazia, pelo menos, 4 meses desde que estivera próximo o suficiente de alguém para que não sentisse algum efeito pelo beijo alheio em seu rosto. Ele passou a língua pelos lábios antes de voltar a falar. “Nunca que sabe. Mulheres podem ser bastante astutas e perigosas, me iludir não seria algo a se fazer com tanta complexidade. E você, senhorita, pode não parecer tão… doce e ingenua como seu lindo rosto sugere.” E, ciente dos olhares atentos e com receio de que a outra acabasse recebendo algum comentário maldoso, ele pegou a mão alheia, dando um beijo no torso da outra para então coloca-la em seu antebraço, deixando-os lado a lado. Mais próximos do que o que costumeiramente acontecia. “Vamos dar uma volta pelo salão. Essa parte parece ter começado a ficar… cheia e fofoqueira demais.” Disse a última parte em um sussurro, aproximando-se do ouvido da outra.
Dolores não era a mais inteligente das criaturas, tampouco a mais apta a fazer análises de comportamento. Seu conhecimento se restringiria ao que mostravam a ela explicitamente, tanto em palavras como gestos. Por outro lado, Sebastian parecia ser um dos homens mais instruídos daquele salão e poderia até mesmo enganá-la, se quisesse, com suas frases que pouco entregavam, deixando muita coisa para a livre interpretação. A Hernandez tinha sorte de se ter em tão alta conta, caso contrário poderia começar a demonstrar inseguranças a cada esquiva, recusa ou retraimento da parte do outro. Estava ali para conquistar o rapaz – isso já tinha deixado claro, e superaria as dificuldades que acompanhavam a tarefa; para elas, também imaginava-se pronta. ‘ Longe de mim... Na verdade, vivo tentando facilitar sua vida ’ ofereceu, a frase seguida de riso breve. Era mesmo uma pena que ele achasse que ela, justo ela, estivesse criando entraves. Porém, Lola percebia que havia um sorriso divertido também na boca do príncipe, o que não era difícil de perceber, visto que ela era incapaz de tirar os olhos daqueles lábios. Por um momento, pensou a respeito da explicação, semicerrando os olhos para ele. ‘ Tá legal. Eu acredito em você, Sebastian ’ apressou-se em dizer – no que não era bem um agradecimento – se perguntando se ele havia se incomodado com seu questionamento. Ela nunca tinha ouvido deslumbrante como um adjetivo para descrevê-la e, de certo modo, estava experimentando uma pitada de timidez agora. Era esse um elogio muito mais significativo do que aqueles que se referiam pura e simplesmente a seus atributos físicos de maneira grosseira, como costumavam fazer com ela no passado. E Dolores tanto tinha aceitado e incorporado esse papel, o de símbolo sexual, que agora o desempenhava com frequência. ‘ Gosto quando me elogia ’ confessou, julgando que ele precisava saber. ‘ Quando cheguei aqui, pensei que teria que puxar o saco o tempo todo, pra te agradar. Que ia ter que contar mentiras, se quisesse vencer. Mas não. Você é um cara legal de verdade, até me trata bem, e também... ’ ela estava prestes a dizer o que tinha dito à princesa espanhola na semana anterior, que o Schreave era um gostoso, mas se conteve, porque ele tinha sido gentil e contido com ela. ‘ Também é um homem deslumbrante ’ ajustou o smoking alheio, passando uma mão na dobra da costura e negando com a cabeça enquanto ouvia que mulheres podiam ser astutas e perigosas, duvidando muito que ele fosse facilmente iludido. Se assim fosse, já teria cedido. E ela não se via como alguém que tinha tanto poder sobre ele, infelizmente. ‘ Aonde vamos? ’ pediu, animando-se, e aninhando-se um pouco mais no momento em que envolveu seu braço e começou a andar, para que não restasse espaço entre eles. Não faria mal exibir-se com Sebastian ao seu lado pelo salão, e a cada um que lançava um olhar curioso, ela mostrava um sorriso luminoso e desafiador. ‘ Não seria muito melhor sair desse salão lotado? Parece que algumas pessoas não vão muito com a minha cara ’
Dolores era, no mínimo, uma candidata controversa. Bonita e sincera, mas ousada e imprevisível demais para gostos convencionais. Carismática, ao mesmo tempo que se mostrava demasiadamente direta. Exatamente o tipo de pessoa que Madee aprendera desde cedo a apreciar. A panamenha trazia à tona lembranças de sua infância, das tardes gastas junto aos malandros mais amigáveis de toda Whites. Que sempre tivesse uma pérola na ponta da língua, apenas intensificava a impressão. Provavelmente fora essa a razão para que, ao se ver quase entregue aos braços de Morfeu, tenha sido a figura brilhante a cruzar sua mente — muito brilhante mesmo. Georges, seu estilista, morreria por sua criação não ser a mais ofuscante do evento. “ Falou pouco, mas falou bonito! ” parabenizou, posicionando-se a seu lado. Com um sorriso matreiro nos lábios, habilmente escondido pela taça de água, confidenciou em tom discreto: “ Minha dama de companhia indicou a mesma frase. ” Perguntava-se onde, quando e como surgira aquela máxima e quantas vezes já agraciara os ouvidos dos presentes. Sinceramente, o elogio não fazia o mínimo sentido para a Hansen. “ Não entendo o que há de tão genial em escolher a primavera como tema base, talvez eu seja insensível ou ignorante demais para esse tipo de sutileza. ” Deu de ombros com indiferença, voltando-se para observa-la. “ Mas creio que meu senso de interpretação ainda não está tão estragado assim. Seu vestido está lindo! ” comentou, incapaz de ignorar a questão, por mais superficial que pudesse parecer. Os assuntos mais interessantes, dizia sua mãe, começavam com os tópicos mais bobos — ou quase isso. Não podia negar que a frase vinha sendo adaptada conforme a necessidade de uma desculpa para seu comportamento. “ Me faz pensar numa… Estrela? ”
Ainda que dissesse que não precisava de reconhecimento, ela esperava. Tinha sido por isso, afinal, que havia decoado aquela frase boba, certa de que impressionaria os presentes. No caso, a atingida da vez tinha sido uma das selecionadas, o que era o mesmo que gasto desnecessário de cartucho. O que uma selecionada poderia trazer de bom? Mesmo que fosse o caso de estar diante da próxima rainha — o que ela não queria conceber de nenhum modo, considerando que estava disposta a vencer — duvidava que fossem sair dali com uma linda amizade. Foi a confidência que a pegou desprevenida. ‘ Como é que é? ’ a boca desceu ao mesmo tempo em que ela se virava para a garota de belos traços, evitando levar as mãos aos quadris. ‘ Aquele traidor. Ele saiu por aí dando dicas pra mais gente? ’ até então, confiava quase que cegamente no estilista, mas teria de rever isso depois daquela noite. Estava grata, contudo, por ter a selecionada lhe abrindo os olhos, e talvez devesse aprender pelo menos o nome dela em consideração ao serviço prestado. Tendo em vista que falava bonito, sem a ajuda de notas, devia ser das castas mais altas; era até surpreendente que tivesse se aproximado, Dolores sabia muito bem. A única parte entendida completamente foi aquela a que a morena respondeu: ‘ Ele pode ser um traidor, mas trabalha muito bem. Tá lindo mesmo ’ desceu os olhos uma vez para as costas, se admirando, sem se importar em reforçar o elogio formulado. ‘ E o seu parece chuva congelada... É ’ deu de ombros, sem saber como fazer um elogio a outra pessoa, especialmente a uma pessoa que estava competindo com ela. Era visível nos olhos da Hernandez a inveja enquanto observava discretamente (ou não tão discretamente) a garota ao seu lado, tentando manter a confiança. ‘ Então, é você que chamam Madee? Não é um nome muito comum, uh? Acho que vou te chamar de Amadeenha ’ alargou o sorriso, sem se importar com autorização. ‘ É difícil mesmo fazer amigas aqui ou vocês só tem problema comigo? ’
Nunca tinha ouvido que ele era engraçado, irritante sim, chato sempre, mas engraçado? Nunca. “Monções, são ventos sazonais, em geral associados à alternância entre a estação das chuvas e a estação seca” Não queria parecer uma enciclopédia ambulante, mas foi exatamente assim que soou. “Deixa isso pra lá, é chato e nada importante” Completou tentando melhorar a situação, para logo em seguida deixar uma risada curta e baixa escapar. As moças illeanas pareciam ser bem engraçadas, ao menos ele estava achando interessante e divertido conversar com elas. “Qin Shi Huang, imperador da China, é um prazer conhecê-la, senhorita. Infelizmente tive que vir de tão longe por motivos políticos, caso contrário eu teria ficado em casa, acredite”.
‘ Ah, tá. Era só falar vento, ué ’ repreendeu, mesmo enquanto sorria, negando com a cabeça pelo fato de o outro não saber como se comportar em sociedade. Afinal, devia levar em consideração que nem todos conheciam aqueles termos difíceis e simplificar a conversa. Sempre havia a possibilidade de estar só tentando se exibir também. ‘ Verdade ’ concordou, com um riso breve e um gesto desleixado. Ela não devia ser tão sincera, mas, em sua defesa, tinha sido ele a mencionar primeiro. ‘ Ninguém quer falar de chuva na noite de ano novo. A não ser chuva de fogos! ’ completou rapidamente, piscando para o outro. O sorriso morreu, contudo, ao ouvir a quem se referiu, tendo Lola ficado imediatamente tensa. ‘ Imp-Imperador, é? ’ gaguejou, evitando deixar que o queixo caísse. ‘ Puta merda, nunca que eu ia imaginar vossa excelência. Me desculpa mesmo. Essas festas assim... Caramba, por que eles não dão uns crachazinhos de identificação pra vocês? ’
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality
Anya is LIVE right now
FREE
Free to watch • No registration required • HD streaming
Para Camelia tudo estava muito bonito e muito bem arrumado, poderia até não ter nada demais ali que ainda sim ela acharia bonito. Afinal de contas, qualquer lugar ainda parecia mais bonito e arrumado que sua casa, por isso que ela agia admirada daquela forma, não tinha como negar. Em meio a seu caminhar no salão, ela parou atrás de Dolores sem querer e foi num suspiro e falso sorriso que ela lhe respondeu. “É bom para esquecer o frio que estamos passando, dá aquela sensação mais quentinha.”
Ela não esperava que Camelia fosse lhe dirigir a palavra tão cedo, mas estava grata por isso. Desde que descobrira que podiam ser amigas inseparáveis que ansiava pelo próximo encontro. ‘Já se acalmou? ’ foi a primeira coisa que perguntou, com um sorriso simpático, evidentemente falso, nos lábios. ‘ Você parecia um pouco alteradinha da última vez, mas agora já tá até sendo fofa ’ encolheu os ombros, como se achasse a atitude alheia bastante meiga. Ela não tinha engolido muito bem a dispensa recebida na última vez em que tinham se visto. Não existia aquilo de que ela não fazia o tipo dela. Dolores acreditava que fazia o tipo de todo mundo. ‘ O que aconteceu? É o clima de ano novo que te deixa assim? ’
deixou-se levar por seus pensamentos ao que batia com o martelo, alternando entre a suavidade para os detalhes e a força para o molde, formando, aos poucos, uma de suas obras de arte. o calor do local não o incomodava de nada já, depois de tantos anos fazendo aquilo. apagou o fogo, levantando o objeto com a pinça de aço para enxergar com o brilho da noite a peça que produzira, uma flor de bronze com detalhes em prata, ainda ponderava sobre que fim levaria aquela forja, talvez, como as outras, fosse ficar jogada em meio às coisas inúteis. era importante o treinamento, mas o produto nem sempre servia de algo. colocou o objeto na água fria, ouvindo o ‘tss’ do resfriamento, retirando-o em seguida e pegando-o em seus dígitos. era pequeno e belo, talvez alguém o quisesse para adornar seus vestidos ou algo do tipo. ao que ia se virar para finalizar suas atividades, seu olhar se encontrou com o de muse. “desculpe-me, não percebi que havia mais alguém aqui. em que posso ajudar?” perguntou, oferecendo um sorriso gentil.
Ainda estava em dúvida sobre seguir as instruções do bilhete, mas repetia para si mesma que a guinada repentina tinha mais a ver com curiosidade do que com qualquer desejo de traição. Afinal, não havia como ter certeza sobre ter sido aquele guarda a escrever, embora Dolores estivesse quase certa que sim, a julgar pelos olhares que o dito cuja vinha lançando em sua direção. Estava bem ciente de que estavam quase no horário do toque de recolher, e mesmo que este fosse uma impertinência a que ela era obrigada a obedecer, não estava parando. Foi só quando se deparou com uma nova fonte de luz que percebeu que estava bem afastada de seus aposentos, e talvez não voltasse a tempo. Aquilo era uma... forja? ‘ Por que diabos eles têm uma forja aqui? Alguém ainda usa espada hoje em dia? ’ o riso saiu num bufar mal contido, e só de estar num ambiente sujo e mal iluminado, agora, ela sentia as mãos sendo recobertas por uma insistente camada de poeira. ‘ Você? Me ajudar? Acho que não... Não planejo matar ninguém com um machado essa semana ’
“A comida daqui é tão saborosa que não consigo parar de comer”. Comentou para a pessoa ao seu lado enquanto tentava terminar de tomar o café da manhã.
Ela sabia muito bem do que a outra estava falando, vez que passava pelo mesmo. Como Sete, dificilmente a comida não seria um fator. ‘ Pelo menos eles colocam costureiras à disposição. Deve ser porque depois de um mês as selecionadas nem entram mais nos vestidos que ganharam no início da competição, né? ’
The true irony of Catarina is that in attempting to create a cruel and wicked woman in the eyes of men, the showrunner has created a complex, interesting, and even endearing character in the eyes of women.
Ele pensou a respeito da resposta para tal pergunta. Meses antes, talvez antes do sumiço dos pais por um longo período, antes de ele passar sete meses desacreditado e tentando passar uma boa imagem, antes de o peso da coroa cair com tudo em sua cabeça, poderia ter dada alguma resposta bem humorada e mais ele mesmo. A senhorita a sua frente, na verdade, sempre possuía esse dom que lembra-lo sobre quem era de verdade e sobre como seu comportamento costumeiramente era. Dolores lhe dava as aberturas para seus flertes como fazia antigamente e ele até mesmo lembra-se de sua vida antes de tudo parecer uma bagunça; Por esse fato, pela senhorita Hernandez sempre o fazer lembrar disso, ele respondeu da melhor forma que poderia para o evento. “A senhorita há de concordar comigo que o calor humano sempre é uma das melhores formas de nos mantermos aquecidos.” Disse como se o assunto fosse algo de suma importância, ainda que tivesse dificuldades de esconder o sorriso. “Ah, isso, é claro, além de muitas camadas de roupas.” Complementou prendendo o riso e deixando uma rápida piscadela para a outra, torcendo para que não estivessem prestando muita atenção aos dois e não tivessem notado o ato. Seus olhos acompanharam a mão dela e, após isso, não puderam deixar de notar a peça prateada que a outra usava, que lhe colava ao corpo com uma bela precisão. “Bem… de fato poderia mas nada deixaria com que a senhorita parecesse menos encantadora, além disso, não sei bem se compensa passar frio. A última coisa que desejaria era que ficasse acamada com um resfriado.” Suas palavras saíram contadas, afinal, uma boa análise ao que a outra trajava e, por conseguinte, ao corpo alheio, fora feita por ele. A senhorita Hernandez não parecia muito bem ter qualquer receio de exigir seus atributos. “Senhorita, por favor, não me iluda com palavras tão doces. Posso ficar com as mesmas na cabeça por muito tempo, pensando se, de fato, causei tão boa impressão assim em nosso encontro e todas as demais vezes que nos cruzamos pelos corredores.”
Dolores estava quase desistindo de conseguir uma resposta que provasse que havia sangue quente nas veias do rapaz quando ouviu a réplica. A selecionada repuxou um dos cantos da boca, evitando mostrar contentamento demais com a vitória — isso apenas faria com que ele voltasse a se retrair no futuro. Não podia deixar de achar um pouco de graça, também, no fato de que, mesmo enquanto falava sacanagem, Sebastian podia ser um perfeito cavalheiro. ‘ É claro que concordo. Até pedi sua ajuda ’ retomou de pronto, mordendo o lábio inferior para conter-se de dizer algo mais. Mesmo que sua relação com o príncipe não se tornasse das mais pudicas ou românticas, ela podia se orgulhar em dizer que podiam estabelecer um contato leve. ‘ Achei que as roupas só atrapalhassem ’ prosseguiu, com um riso breve, ainda curiosa sobre seu período na Rússia. Não estava tão certa de que Sebastian fosse contar tudo a ela, mas era evidente que insistiria, senão ali, num futuro próximo — se sobrevivesse à próxima eliminação. ‘ Encantadora? ’ reprisou, o tom beirando a indignação e um biquinho sendo projetado, por ele utilizar-se de adjetivo tão singelo e que pouco valorizava seus atributos. Pela forma como havia proferido aquilo, com toda a educação do mundo, a Hernandez podia jurar que ele nem mesmo tinha conferido o vestido, ou talvez ele não a considerasse tão bonita... Bem, ela podia tirar a limpo. Assim, inclinou-se parcialmente, para quase encostar a boca no lóbulo alheio. ‘ É só isso que pensa de mim? Que sou encantadora? ’ desfez da denominação, aguardando retratação. Manteve os olhos baixos por alguns segundos, antes de levantá-los para o herdeiro, encarando por debaixo dos grossos cílios. Um sorriso mínimo voltou a ocupar sua boca ao ouvir sua reação, sabendo que, se não tomasse cuidado, que acabaria por se iludir era ela. ‘ E que disse que tô iludindo, hein? ’ da distância que estava, ela poderia muito bem depositar um beijo no maxilar do Schreave sem que os demais convidados percebessem, e foi precisamente o que fez, afastando-se em seguida sem demonstrar um mínimo resquício de culpa. ‘ O senhor nem me deu tempo de colocar imagens na sua cabeça... Uma pena, tenho tanta coisa pra mostrar ’
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality
Anya is LIVE right now
FREE
Free to watch • No registration required • HD streaming
“Você está falando comigo?” A morena perguntou, indicando a si mesma, enquanto encarava a selecionada de cenho franzido. “Porque se for, me desculpa, mas eu não entendi bulhufas do que você acabou de dizer.” Aquele tipo de assunto envolvendo palavras difíceis, provavelmente eram direcionados para monarcas que não tinham coisas mais interessantes para falar e precisavam comentar sobre a decoração para manter uma conversa. “O que eu penso da decoração é que é condizente com a realeza. Conseguem ser bastante exagerados quando querem. Acho que é aquela necessidade de impressionar… Está bonito, de qualquer forma. Não poderia dizer o contrário.” Deu de ombros de maneira tranquila, voltando ao seu objetivo que era organizar os pratos nas mesas. Ela apenas não conseguia entender o intuito de tanta coisa, sendo que depois de acordarem com ressaca, ninguém sequer se lembraria que haviam mandado fazer uma estátua de gelo para colocar no salão! Provavelmente sua opinião seria diferente da moça, uma vez que estava acostumada a trabalhar em todos os eventos da família real de Íllea desde que nascera. Já não se impressionava com tanta facilidade.
Ao perceber que só havia a moça da cozinha por perto, Dolores relaxou, soltando o ar e abandonando a postura tensa. Ela tinha decidido que agora que era uma Três não precisava mais se dirigir aos de castas menores, mas inevitavelmente acabava encontrando maior afinidade com estes e deixando sua promessa de lado. ‘ Ah, nem eu. Isso é coisa do Pierre. Ele diz que vai ser demitido se eu abrir a boca nessas festas com muita gente, porque é quase certo que vou ser eliminada, e adivinha? Ele não tem outra selecionada ’ abriu as mãos dramaticamente, deixando escapar o que devia ser segredo de Estado. O estilista a mataria se isso chegasse aos ouvidos dele, mas um dos defeitos de Lola certamente era ser franca demais. Com a possibilidade de fofocar, contudo, experimentava o mais próximo de animação naquela festa, onde era obrigada apenas a travar conversas sérias. Sabia bem o que era depender de alguém e mesmo assim falar mal dessas pessoas pelas costas. ‘ Não é só aqui, menina. Só muda o endereço. Os meus Dois também viviam tentando impressionar os outros. Sempre tiveram inveja da realeza, também, mas quem não tem? Até, a maior tristeza da Sra. Thomas é que eu consegui visitar o palácio antes deles ’
Assim que avistou Dolores no baile, uma das selecionadas, Basil se questionou se deveria ou não se aproximar da mulher. Lembrava-se do pequeno desconforto que sentiu na biblioteca com ela, embora fosse obrigado a admitir que tinha dado boas risadas com ela tentando transparecer um gosto que não tinha ao falar errado o nome de autores celebres. E pensando nisso optou por se aproximar da selecionada. Apesar de não se sentir completamente confortável perto dela, ele acabava se divertindo com alguns dos comentários que ela fazia. “Talvez a senhorita poderia conversar com os decoradores a respeito disso, assim eles podem aprimorar num próximo evento”, sugeriu. “E como a senhorita está? Faz um tempo que não te vejo na biblioteca”.
Estranhamente, não demorou para que reconhecesse a voz alheia, antes de visualizar o rosto, o que fez com que se voltasse para o loiro com um sorriso mais luminoso que o normal. A bem da verdade, as bochechas de Dolores doíam quando ela encarou o príncipe, certa de que tinha causado uma ótima impressão na biblioteca. ‘ Príncipe ’ ela falava como se houvesse apenas um ‘ Até parece que posso mandar no que eu quiser por aqui ’ negou com a cabeça, repreendendo o outro, e ao mesmo tempo perdoando seu desconhecimento. ‘ Não te contaram? Ainda não sou rainha, mas falta pouco ’ assegurou, direcionando a ele uma piscadela. Fazia um tempo que não via o herdeiro, para sua infelicidade, mas ele devia estar vendo que ela estava ótima. ‘ Temos que arrumar mais tempo para nossas leituras em dupla. São muito divertidas. Se o senhor não fosse tão ocupado... ’