NEM TODOS QUEREM TER AS SUAS HISTÓRIAS CONTADAS OU FINALIZADAS… E o nossa nova habitante é um desses personagens esquecidos. Ele costumava se chamar EGEU OCTAVIUS REIGNIER DAVY, do conto LAND OF UNTOLD STORIES, e antes da névoa da maldição arrastá-lo até Storybrooke, ele estava na LAND OF UNTOLD STORIES. Aqui na cidade você talvez o encontre se procurar por um tal de FREDERICK DEMETRIUS BALTHASAR, que é DIRETOR DA ALA PSIQUIÁTRICA DO HOSPITAL.
resumo ✨
frederick demetrius balthasar é o diretor da ala psiquiátrica do hospital de storybrooke. ele é visto como um homem reservado, muito estudioso e dedicado. um grande workaholic, ele está boa parte do seu tempo no hospital, trabalhando. não veio da floresta encantada e nem de nenhum dos mundos mágicos! ele era do mundo real, no século xix, mas descobriu como passar para land of untold stories. está lá há 2 séculos, por isso não se lembra muito bem de sua história, é tudo uma grande confusão. como em lous os personagens não são mais mágicos, agora em storybrooke ele está bem obcecado com a ideia de magia. falando em obsessão, é um homem que quando gosta de algo ou alguém fica realmente obcecado, em um nível perigoso. tem um alinhamento moral duvidoso e é extremamente egoista. não se importa muito com as pessoas ou com a imagem que tem dele, mas ainda assim é bem pomposo e gosta de estar sempre bem vestido.
before the curse ;
⚠️⚠️ tw: violência contra criança, doença, morte, monomania, não sei o que mais mas é pesado ok desculpa qualquer coisa
Egeu nasceu como alguém normal.
Era um homem comum, em um mundo comum.
Ao menos, era isso que sua mãe dizia quando era pequeno: que não importava se ele gostava mais de objetos estranhos do que de brinquedos, não importava se ele não tinha qualquer interesse por outras crianças de sua idade. Ele era normal. Seria um homem normal, também! Não teria nada com o que se preocupar, claro que não, por que as pessoas insistiam em dizer isso? Claro que haviam alguns momentos em que os estresses passavam um pouco dos limites, mas sua mãe apenas considerava como uma fase. Não que ela não fosse repreendê-lo. Colocava o seu filho preso dentro do pequeno freezer de sua casa, na intenção de ensiná-lo a não passar dos limites. Não, ele não podia pegar facas e cortar tudo de sua casa. Não, ele não podia se interessar por carros e tentar colocar-se sob as rodas para observá-las girando. Não, ele não podia ter surtos de raiva quando não era obedecido. Nesse caso? Bom, a repreensão era a melhor alternativa. Egeu tinha péssimas lembranças do freezer. Lembrava-se das luzes piscando, sem parar. Do frio que parecia prestes a congelá-lo. Lembrava-se dos próprios gritos que pareciam adentrar seus próprios ouvidos - mas eles simplesmente não conseguia parar de gritar. Odiava o freezer. Odiava as punições. Mas aprendeu que elas eram necessárias para todas as vezes que as pessoas não cumpriam com o esperado.
Se interessou desde novo pela medicina. Ah, a medicina. Era um curso nobre, era o que muitos diziam. Foi durante a graduação que foi apresentado ao cérebro humano e todas as suas complexidades, pelas quais ele se tornou obcecado. Na verdade, sempre foi uma pessoa com grandes focos em poucas coisas. Uma coisa por vez, normalmente. Monomania, era o que alguns diziam, quando se tornava tão fissurado por algo, que todo o resto do mundo lhe deixava irritado. Queria estudar a própria cabeça, entender as próprias questões, mas muito mais do que isso, queria entender os outros. Seu trabalho se tornou sua grande paixão e também seu grande objetivo.
Casou-se cedo - em sua percepção -, aos vinte e cinco. Era comum naquela época que se relacionassem com pessoas da mesma família, para manter o sobrenome, a pureza do sangue. Berenice era sua prima, a qual ele se casou no papel, apesar de nunca terem tido grande relação. Na verdade, ele não tinha muito interesse em se casar ou se mostrar um bom marido, tinha coisas muito mais importantes a se focar. O amor ou qualquer coisa do tipo nunca foi um tópico de seu interesse - mesmo que os efeitos de tal sentimento no cérebro humano fossem extremamente interessantes. Apesar de viverem na mesma casa, dormiam em quartos diferentes. Egeu jamais dividiria a cama com alguém, gostava muito bem de ter todo o espaço para ele, oras. Afinal, seu sono já era pouco, tinha que ser, ao menos, de boa qualidade! Muitas vezes, ao se deparar com algum caso de grande interesse, Egeu passava noites e noites sem dormir, fissurado em resolver os problemas, lendo sobre diagnósticos, estudando mas, principalmente, observando os diferentes pacientes que eram atendidos na ala psiquiátrica do hospital.
Os anos foram passando. Berenice acabou adquirindo uma doença: pior do que a peste, alguns diziam. Mas seu marido? Não, seu marido mal percebia, mal dava-lhe atenção! Estava ocupado demais com um caso que não podia deixar passar nenhum mínimo detalhe! E a mulher ia aos poucos ficando pior e pior, adoecendo aos poucos bem diante dos olhos dele. Quando Egeu finalmente notou a mulher? Ah, não notou ela em si, mas seus dentes!! Enquanto todo o corpo ia ficando franzino, fraco e com aspecto de doente, seus dentes pareciam brilhar mais do que nunca! Pediu para olhar a boca de sua esposa e pela primeira vez, prestou atenção na mulher por horas! Bom, não na mulher, em seus dentes. Quando dizia que estava com o maxilar doendo, o homem a beijava e pedia para que aguentasse mais. Nenhuma mancha! Nem um risco se quer! Os dentes mais perfeitos que ele já havia visto, completamente ressaltados pelo resto do corpo da mulher que definhava. Foram dias e dias de obsessão. Mal conseguia se concentrar em outra coisa que não os dentes da mulher, forçando-a a ficar com a boca aberta por horas e horas e horas. Estavam sendo dias felizes! Alegres demais para o homem.
E que, assim como na ética o mal é uma consequência do bem, da mesma realidade, da alegria nasce a tristeza. (E. A. P.)
Até que um dia estava em seus aposentos pessoais e um grito foi ouvido, alto. Uma criada avisou: Berenice havia falecido e seria sepultada à noite. Ficou horrorizado. Não tanto pela perda da esposa - nunca nem quis casar-se com ela! - mas porque perderia a única alegria de seus últimos dias. Os dentes mais lindos que já vira. Ficou inquieto. Por três dias ficou completamente inquieto, agitado, sentindo-se ansioso demais. Andando de um lado para o outro na sala, buscando o que fazer, Egeu focou-se na lâmpada de sua luminária que apagava e acendia como se fosse queimar a qualquer momento, piscando sem parar. Ele parou de andar no meio do cômodo, bem no momento em que uma criada passava com chá - o que fez com que ela derrubasse água fervente em seu corpo e gritasse. Ele fechou os olhos e apagou. Acordou em seus aposentos. Em sua frente, uma caixa aveludada e discreta. Um criado ao seu lado, observando-o. O homem tentava trazê-lo de volta para a realidade pois aparentemente aparentava estar desligado há alguns minutos. Disse que o túmulo de sua esposa havia sido revirado e eles pretendiam achar quem havia sid-, o homem parou a fala no meio! Pois abaixou os olhos e notou as vestes de Egeu completamente sujas de lama. O psiquiatra arregalou os olhos. Abriu a caixa, encontrando 32 pequenas preciosidades, os dentes mais perfeitos que já havia visto. Ele mesmo havia extraído os dentes da falecida esposa.
Com o horror da violência cena, Egeu temeu ser delatado pelos criados, temeu não conseguir se controlar - temeu a si mesmo até! Pegou os dentes e foi embora de sua cidade natal, buscando esconder-se sob uma diferente identidade. Decidiu usar seu segundo nome, Octavius, para a nova vida que planejava viver - agora na Europa.
Suas obsessões nunca pararam. Mas a mais a última elas no mundo real, foi um paciente russo. Todos diziam que ele era louco e não fazia qualquer sentido, estava internado em um manicômio há anos! Ninguém se dignava a ouvi-lo, claro! Falava sobre ter morrido e voltado a vida em uma terra completamente diferente, era louco. Mas Octavius, inquieto com a história, decidiu ouvi-lo. E não parou de ouvi-lo, por dias e dias e dias e dias. O homem “louco” disse que havia morrido, mas voltou. Morrido de propósito, ido até uma terra em que as histórias aos poucos sumiam, uma terra sem nome. E o médico? Não apenas acreditou, mas tornou-se obcecado por descobrir acerca do assunto, do local. Octavius era fascinado por tudo que fugia do comum, era impossível para ele se prender a uma rotina tediosa - ele nunca estava em paz, nunca estava satisfeito. Adquiriu todas as informações que pode acerca do lugar, escutou o homem por tempo demais, procurou por outras fontes, por textos documentados, qualquer coisa que o levasse para o lugar em que você ressuscitava. E ele conseguiu.
Ficou por volta de um século vivendo em Land of Untold Stories, até que a maldição chegasse e os levasse para Storybrooke.
after the curse ; storybrooke
DISCLAIMER: eu como player sou a favor da luta antimanicomial, contra qualquer tipo de instituição total que vise a lógica manicomial nos cuidados da saúde.
⚠️⚠️ tw: tortura
A vida em Storybrooke é confusa. Frederick demorou algum tempo para diferenciar o que era verdadeiro e o que era falso. Lembrava-se de sua vida passada, é claro! Mas as memórias se misturavam com as falsas implementadas em sua mente. A magia era brilhante, pelo que via!
Conhecido pela cidade como Doutor Balthasar, os desacordados acreditam que é apenas um homem reservado e muito dedicado ao trabalho - afinal, passava todo o tempo que podia dentro do hospital. Diretor da ala psiquiátrica, ele é o psiquiatra chefe do local. E ainda que passe alguns dos pacientes mais leves para os outros psiquiatras, ele tem alguns que considera especiais.
Alguns a pedidos de vilões - que pagam bem, e nem sempre em dinheiro - outros por seu próprio prazer, alguns dos que estão presos no hospital psiquiátrico de Storybrooke passam pelas mãos do homem que muitas vezes passa dos limites durante os tratamentos. Interessado até demais em entender o funcionamento do cérebro humano - e agora da magia em cima das pessoas daquela cidade -, ele às vezes perde a mão do que se pode, do que se deve fazer ali. Pode ser o verdadeiro pesadelo dos internados - ainda mais quando algo o deixa gatilhado, de forma que ele perca seu limite com a própria humanidade.
inspirações: egeu (berenice - edgar allan poe), joe goldberg (you), norman bates (bates motel / psycho)
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