Sobre quando te vejo
Ma,
Quando eu te vejo é como se o mundo parasse por alguns segundos e eu estivesse em transição. Quando eu te abraço, tenho a sensação de que não preciso falar nada pra você entender que ou está tudo certo ou tudo completamente errado. Mas no final, basta você sorrir ou fazer aquelas piadas e reflexões sem graça que você costuma fazer para eu saber que no final tudo dá certo.
Quando me dei conta de que poderíamos passar a ser o que somos hoje, já era tarde demais. Digo, eu já estava vendo as coisas a minha volta com outros olhos. Sabe, eu nunca pensei que pudesse gostar de alguém como gosto de você (minhas amigas sabem), eu sempre fui dessas que zoava os relacionamentos alheios. Eu sei, você era assim também. Eu sei que quando você se deu conta aconteceu mais ou menos o mesmo. E desde desse dia, todas as vezes que te vejo é como se nenhuma imperfeição importasse o suficiente pra me fazer pular fora porque eu sei que todos os obstáculos fazem valer cada vez mais a pena. É como se cada dificuldade, por mais simples que seja, me desse um motivo pra te querer cada dia mais perto e pra me fazer sentir aquela saudade depois de dois dias sem te ver, apenas.
Quando eu te vejo até o silêncio já me é suficiente. Principalmente quando rolam as discussões. Agora, mais do que nunca, eu sou do caminho da paz. A minha paz cresce no dia a dia, quando penso que vai dar certo e no quanto quero continuar assim.
Quando te vejo, Ma, tenho vontade de contar cada detalhe do meu dia. Eu sei, você já notou isso. Sinto a necessidade de ser estranha só porque você me dá a liberdade de ser assim. Dá vontade de ver todos os filmes do Popcorn Time só para ter mais e mais assuntos intermináveis, piadas internas e expressões só nossas.
Quanto a gente se vê e discute me dá vontade de falar tudo, não deixar nada passar simplesmente por medo de que o pequeno detalhe faça com que o mundo venha abaixo. Eu sei, é, na maioria das vezes, um medo bobo. Mas como eu digo sempre, “a gente é um casal tão legal, né não?” e eu não quero falhar na missão.
Eu sinto que você se doa pra mim e é recíproco porque essa é uma das essências do amor, do estar junto. Dentro do se doar, tem a confiança e eu confio em você, Ma. Mesmo sem te ver, confio de olhos fechados. Eu sei que você é meu melhor amigo e por isso, é mais do que meu namorado. Sabe me dizer quando estou errada, assim como faço com você. Esse é o legal do nosso relacionamento, a gente se ajuda. Estamos ali, um pelo outro. Um por todos e todos por um. Por mais que a verdade doa e leve algumas conversas enroladas para ser dita, sempre manejamos uma maneira de dizê-la porque quando eu te ver novamente, sei, quero a sensação do infindável, da confiança e do verdadeiro.
Então, tem os dias que eu não te vejo. As vezes as semanas. São nesses momentos que eu tenho aquela vontade gritante de mandar um “oi”, de ligar e falar ou ficar calada ouvindo ou como muitas vezes, falar que estou passando aí ou pedir pra você passar aqui porque eu simplesmente preciso me acalmar.
Quando eu te vejo, acalma a alma que nem quando a gente mergulha no mar ou olha as estrelas. Sabe? Traz uma sensação de infinito e do quão pequenos somos, mas ao mesmo tempo uma sensação do quão grande podemos ser.
E é assim, quando eu te vejo eu sei que o mundo pode acabar e eu estarei feliz. Eu não sei quanto vai durar, mas enquanto for, será assim.
Te amo!
Bjs,
B.











