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É preciso crer, mas não crer em mentiras, nem em suposições, é preciso crer em si mesmo, ter autoconfiança, e por mais absurdo que pareça, buscar sempre impor-se limites, desde que sejam altos, e por mais difícil que seja o ideal é sempre buscar superá-los. Enfim, é assim que funciona a vida, uma máquina inconstante de idas e vindas, de crenças e descrenças, e de limites inalcançáveis.
Dom Casmurro. (via eucaliptal)
"Isn't it splendid to think of all the things there are to find out about? It just makes me feel glad to be alive--it's such an interesting world. It wouldn't be half so interesting if we know all about everything, would it? There'd be no scope for imagination then, would there?" (Anne of Green Gables)
Acho mesmo que somos como a lagartixa que perde o rabo e logo nasce um rabo novo no lugar do velho. Assim é com a gente logo a vida volta a normalidade e estamos prontos a recomeçar
Calendário
30 de Janeiro...
Um dia normal se não fosse o dia da Saudade
"Saudade de tantas coisas, entre tanta saudade camuflada a que mais me atormenta tem nome e sobrenome e eu costumava de chamar de PAI!"

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Amadurecer talvez seja descobrir que sofrer algumas perdas é inevitável, mas que não precisamos nos agarrar à dor para justificar nossa existência.
Martha Medeiros. (via velejo)
Não encontrar as respostas que procuramos é justamente ter a possibilidade de criá-las…
Universo Filosofico (via universofilosofico)
Sapato pequeno vai dar calos, largo demais vai fazer tropeçar. Bom mesmo é na medida. Síndrome das Irmãs da Cinderela. Se não for pra ser, não adianta forçar que não vai caber. E o que mais a gente vê? É tanto coração manco, que é melhor andar descalço.
Noemi Prates. (via s-empiterno)
Desde que eu me entendo por gente, sei que o amor não tem que ser mendigado, mas sim, correspondido.
Júlio, seu idiota. (via bipolagem)
Minhas meias furadas e meu coração nem todos podem ver, só aqueles que tem credencial...

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Onde estão as pessoas interessantes?
Não sei mais o que fazer das minhas noites durante a semana. Em relação aos finais de semana já desisti faz tempo: noites povoadas por pessoas com metade da minha idade e do meu bom senso. Nada contra adolescentes, muitos deles até são mais interessantes e vividos do que eu, mas to falando dos “fabricação em série”. Tô fora de dançar os hits das rádios e ter meu braço ou cabelo puxado por um garoto que fala tipo assim, gata, iradíssimo, tia. Tinha me decidido a banir a palavra “balada” da minha vida e só sair de casa para jantar, ir ao cinema ou talvez um ou outro barzinho cult desses que tem aberto aos montes em bequinhos charmosos. Mas a verdade é que por mais que eu ame minhas amigas, a boa música e um bom filme, meus hormônios começaram a sentir falta de uma boa barba pra se esfregar. Já tentei paquerar em cafés e livrarias, não deu muito certo, as pessoas olham sempre pra mim com aquela cara de “tô no meu mundo, fique no seu”. Tentei aquelas festinhas que amigos fazem e que sempre te animam a pensar “se são meus amigos, logo, devem ter amigos interessantes”. Infelizmente essas festinhas são cheias de casais e um ou outro esquisito desesperado pra achar alguém só porque os amigos estão todos acompanhados. To fora de gente desesperada, ainda que eu seja quase uma. Baladas playbas com garotas prontas para um casamento e rapazes que exibem a chave do Audi to mais do que fora, baladas playbas com garotas praianas hippye-chique que falam com voz entre o fresco e o nasalado (elas misturam o desejo de serem meigas com o desejo de serem manos com o desejo de serem patos) e rapazes garoto propaganda Adidas com cabelinho playmobil também to fora. O que sobra então? Barzinhos de MPB? Nem pensar. Até gosto da música, mas rapazes que fogem do trânsito para bares abarrotados, bebem discutindo a melhor bunda da firma e depois choram “tristeza não tem fim, felicidade sim” no ombro do amigo, têm grandes chances de ser aquele tipo que se acha super descolado só porque tirou a gravata e que fala tudo metade em inglês ao estilo “quero te levar pra casa, how does it sounds?” Foi então que descobri os muquifos eletrônicos alternativos, para dançar são uma maravilha, mas ainda que eu não seja preconceituosa com esse tipo, não estou a fim de beijar bissexuais sebosos, drogados e com brinco pelo corpo todo. To procurando o pai dos meus filhos, não uma transa bizarra. Minha mais recente descoberta foram as baladinhas também alternativas de rock. Gente mais velha, mais bacana, roupas bacanas, jeito de falar bacana, estilo bacana, papo bacana… gente tão bacana que se basta e não acha ninguém bacana. Na praia quem é interessante além de se isolar acorda cedo, aí fica aquela sensação (verdadeira) de que só os idiotas vão à praia e às baladinhas praianas. Orkut, MSN, chats… me pergunto onde foi parar a única coisa que realmente importa e é de verdade nessa vida: a tal da química. Mas então onde Meu Deus? Onde vou encontrar gente interessante? O tempo está passando, meus ex já estão quase todos casados, minhas amigas já estão quase todas pensando no nome do bebê,… e eu? Até quando vou continuar achando todo mundo idiota demais pra mim e me sentindo a mais idiota de todos? Foi então que eu descobri. Ele está exatamente no mesmo lugar que eu agora, pensando as mesmas coisas, com preguiça de ir nos mesmos lugares furados e ver gente boba, com a mesma dúvida entre arriscar mais uma vez e voltar pra casa vazio ou continuar embaixo do edredon lendo mais algumas páginas do seu mundo perfeito. A verdade é que as pessoas de verdade estão em casa. Não é triste pensar que quanto mais interessante uma pessoa é, menor a chance de você vê-la andando por aí? (Tati Bernardi)
Sabe de nada...
Ele pensou que ela fosse uma donzela, presa na torre mais alta. Mal sabia que ela era dona do castelo, do dragão e de si mesma.
(Pedro Salomão)
Sabe de nada inocente!
É só envelhecer um pouco para perceber que a beleza não está nos traços, mas nos laços.
Eu me chamo Antônio. (via s-empiterno)
Saindo da normalidade, saindo da rotina. Os melhores momentos da vida acontecem durante uma insanidade
Tudo tem um porquê. Um brinde as nossas bagagens
A dinâmica da vida consiste em altos e baixos, erros e acertos, saldos positivos e negativos e entre todo esse movimento "aprendizagem" é a palavra ideal.
Todos nós temos bagagens, umas mais leves e outras nem tanto- algumas chegam a precisar de rodinhas para empurrar. O fato é que são essas bagagens que nos fazem pessoas, que nos fazem ter histórias para contar. É um lero-lero sem fim.
A bagagem é a soma de tudo aquilo que fizemos no percurso da vida, os livros que lemos, os filmes e seriados que vimos, a viagem que fizemos, as experiências dos erros e acertos...
A vida não é só de acertos, tudo que errei foi na ânsia de acertar
-Maria Angélica Ono

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Entre Perdas
Muitas flores são colhidas cedo demais. Algumas, mesmo ainda em botão. Há sementes que nunca brotam e há aquelas flores que vivem a vida inteira até que pétala por pétala, tranquilas, vividas, se entregam ao vento. As pessoas se vão. A gente tenta segurar, pega na mão. A mão escapa e a pessoa se vai. A gente urra de dor, esperneia, chora. Se descabela. Se revolta. Se desespera. Ai a vida, essa caprichosa vem e te derruba. Me pergunto dona vida você não tem dó do que faz com a gente? Foi um susto. Como num susto se foram tantos que já perdemos antes. O telefone que toca. A mensagem que chega. O mundo desmorona, a gente fica destruído. A falta de quem sempre esteve. O vazio indefinido por dentro. Um mix de tristeza, de luto, de e agora quem mais? Eu o próximo? Se pudéssemos ter consciência do quanto a nossa vida é efêmera talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes. A vida é passageira e de repente ela te passa uma rasteira. Mas a gente não sabe adivinhar... Como lidar com um barulho desses? Talvez o grande segredo seja exatamente esse. Percebo que ninguém é para sempre. Nada é meu, como eu gostaria que fosse. Não há cofres, seguros e muito menos garantia que me protejam das perdas, das fragilidades da vida. A gente boia nas incertezas. Nada me protege de coisa alguma. Sou carne viva. Alma e coração. Tudo me dói. Então me dou conta de que só temos o hoje para amar.
-Maria Angélica Ono
#perdas #entreperdas #vidafragil #tudoacaba #sotenhonhohojeparaamar
Moça, sai da sacada. Você é muito nova pra brincar de morrer. Me diz o que há, o quê que a vida aprontou dessa vez? Venha, desce daí. Deixa eu te levar pra um café. Pra conversar, te ouvir e tentar te convencer… Que a vida é como mãe, que faz o jantar e obriga os filhos a comer os vegetais, pois sabe que faz bem. E a morte é como pai, que bate na mãe e rouba os filhos do prazer de brincar como se não houvesse amanhã.
Supercombo. (via velejo)