ESCRITOR EM APRENDIZADO (Dicas e Desafios de escrita)
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Elá, somos um agregador de conteúdo sobre Escrita Criativa! Entre eles técnicas de escrita, gramatica, livros, literatura e formas de escrever narrativas.
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Elá, somos um agregador de conteúdo sobre Escrita Criativa e Técnicas de Escrita! Entre eles estão técnicas de escrita, gramatica, livros, literatura e formas de escrever narrativas. Eu me chamo Ana Freitas e quero que todos se sintam acolhidos e a vontade para trocar experiências sobre escrita e a melhor forma de fazê-la. Esse espaço tem o intuito de escrever matérias sobre escrita narrativa e trazer ferramentas que possam ajudar o escritor iniciante ou avançado a navegar por esse mundo desconhecido e por vezes complicado, focado no planejamento do enredo.
Eu gostaria de iniciar nossa comunidade compartilhando o melhor conselho que se poderia dar: Tenha vontade de escrever. É importante entender que o primeiro passo já foi dado, é você ter interesse pela escrita e querer escrever, claro que auxiliados de teoria e boas práticas.
E esse é o ponto desse nosso primeiro texto. Sempre achei estranho como essa é a primeira dica que todos os escritores dão, “apenas escreva”. Eles acham que as palavras vão criar vida própria e transformar aquele monte de frases desconexas em um texto bem escrito e com um enredo maravilhoso pronto para ser compartilhado com o mundo? Quisera eu em minha condição de escritora iniciante ter a facilidade que os outros escritores parecem ter.
Tudo bem, confesso que posso ter dramatizado além da conta, mas falando sinceramente, escrever não é fácil, mas é possível. Tudo o que você precisa para começar é de uma ideia, qualquer ideia, algumas estruturas narrativas e de colocar o lápis no papel, e claro, de um guia que vai te facilitar o caminho. Ou, se você é como a maioria dos escritores atuais, abrir o word e deixar que as palavras se despejem na tela do computador.
Infelizmente, não foi o que eu fiz anos atrás.
Sem a mínima ideia de como uma estrutura narrativa funcionava, foi como minha primeira história saiu; pequena, com no máximo 500 palavras e sem nem mesmo parecer uma história narrativa, mas saiu. Porém, foi nesse momento em que minha paixão nasceu e nunca mais foi embora. Assim, tentaremos despertar essa vontade de escrever nos próximos posts.
É por isso que eu te peço, não deixe que ninguém te diga o contrário, porque você é importante e sua voz merece ser ouvida onde quer que você escolha divulgá-la; você é o dono da sua história e de como vai escolher desenvolvê-la, mesmo que alguns conselhos pelo caminho te ajudem a chegar no pote de ouro no outro lado do arco-íris. De fato, principalmente se esses concelhos te ajudarem. Você apenas chegará mais perto do seu objetivo.
E ainda mais, peço para que você não se apresse e pule essa parte, pois o aprendizado é parte essencial na vida de um escritor. Sei que você é como eu fui um dia, ansiosa para aprender e colocar minhas ideias em prática, mas esse passo é tão importante quanto o planejamento, estrutura, escrita ou a revisão, é juntar o que você aprendeu com a vontade de escrever; é o que nos faz ir em frente. É um processo árduo e longo que por vezes te faz percorrer algumas curvas pelo caminho, embora isso apenas ajude sua história a ser mais interessante. É por isso que precisamos estar cientes do que virá pela frente e aproveitar a aventura o máximo que seu lado critico permitir.
Espero que essas minhas dicas te ajudem a chegar lá.
Assim, a partir desse momento definiremos o que esse nosso lugar de criatividade irá abordar e como será abordado.
Pretendo trazer para esse nosso espaço as diversas abordagens, técnicas e conceitos existentes no mundo da escrita. Por vezes, parecerá um pouco técnico demais, porém é necessário sabermos como cada parte da escrita funciona para podermos usá-las com proposito e conhecimento. Os assuntos iniciais serão: o que fazer antes de começar uma história, formais de planejar o enredo, definir tema e premissa, cenas base e pesquisa, além de jeitos de abordar nossos personagens. Se não tivermos uma ideia de quem eles são, será difícil saber para onde eles vão. Outros assuntos como rotina de escrita e estrutura narrativa também são muito importantes, dessa forma, nos permitindo explorar um leque quase infinito de possibilidades. Também traremos alguns projetos, como, desafios de escrita, textos sobre gramática e nosso projeto central “Como escrever sua história”.
Espero que vocês possam nos acompanhar nessa jornada e evoluir conosco. Logo um post sobre ajuda criativa estará no ar para quem quiser algumas sugestões mais personalizadas, já que cada história é única e deve seguir seu próprio caminho.
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Oiii, então, eu tenho uma história toda planejada, mas não consigo levá-la à diante. Tô com uma indecisão muito grande entre escrever em primeira ou terceira pessoa. É um romance que eu gostaria que fosse muito intenso, e inicialmente eu pretendia escrevê-lo em terceira pessoa, inclusive tenho dois capítulos escritos assim, mas sinto que não tá do jeito que eu quero... Eu pensei em escrever em primeira também, mas eu queria muito desenvolver o relacionamento familiar do personagem masculino e não acho legal ficar alternando o narrador. O que você acha???
Como vai? Então… eu estive pensando nisso. Tecnicamente, eu não sei, mas pessoalmente… depende. Depende do seu objetivo. Pense assim, estamos vendo pelo foco de uma câmera e nessa câmera é mostrada a nossa história, é o que seria o foco narrativo, certo?
Em primeira pessoa, esse foco estaria sempre sobre o protagonista. Geralmente em 1ª pessoa o ponto de vista fica apenas com essa pessoa; ela só tem um lado dos fatos e não podemos confiar nela já que ela vê o mundo de uma forma bem pessoal.
Em terceira pessoa, o foco é bem mais dinâmico, dando para ver a situação como um todo, o narrador, que não é o personagem, sendo na maioria das vezes onisciente; ele sabe de tudo e vê tudo, guiando o leitor e dando todos os lados da moeda. Mas claro que existem outros tipos de narrador em terceira pessoa, o importante aqui é notar que, de fato, em primeira pessoa trazemos os acontecimentos para mais perto, os tornando mais pessoais, já em terceira, temos certo nível de afastamento emocional.
Agora, indo pela minha experiência. Os dois são ótimos, em ambos os casos o texto pode ser ficar intenso e íntimo. Para mim, o mais difícil é escrever em primeira pessoa porque pode ficar algo infantil, sabe? Ou parecer que o personagem fica falando sozinho o tempo todo.
Então, para resumir. Escrever em terceira pessoa fica mais fácil para inserir monólogos. Também depende de costume e prática. Qual você está mais acostumado? Às vezes, é só questão de se adequar e se acostumar.
Sobre ficar mudando de POV, não vejo problema em nenhum dos dois. O interessante seria separar POV por capítulos, cada capítulo um personagem diferente. Ou melhor, separar o enredo em pequenos arcos e em cada arco um personagem teria o foco narrativo sobre ele.
Olá, hoje veremos mais alguns tropes de romance, uma forcinha para quem não sabe o que escrever.
Gravidez Inesperada: Após saber de uma gravidez não planejada, a heroína deve lidar com a notícia inesperada e decidir se contará ao herói ou não.
Vampiro: O herói é um vampiro e se apaixona por uma garota humana ou se envolve romanticamente com outro vampiro ou personagem paranormal.
Passados compartilhados: Os dois personagens principais têm uma história juntos que agora deve ser resolvida no presente. O passado compartilhado pode ser sombrio e dramático, ou pode ter sido um período maravilhoso para os amantes.
Cidade pequena: histórias comoventes que se passam em cidades pequenas. Em suspense romântico, o cenário rural poderia esconder segredos sinistros.
Almas Gêmeas: Os dois personagens principais sentem que estão destinados a ficar juntos. No entanto, outras forças ou personagens da história conspiram para manter os amantes separados. De furacões mortais a maldições horríveis, quanto mais obstáculos em seu caminho, melhor.
Situações terminais: a heroína perde seu coração para um herói que está com uma doença terminal. Ou a heroína, enfrentando uma doença ou condição potencialmente fatal, deve ajudar um parceiro romântico a lidar com a situação.
Virgem: a inocência da heroína é uma ameaça, um obstáculo ou um prêmio para o herói. Ou o herói é atraído por uma virgem da história; ou a heroína quer perder a virgindade com um personagem especial.
Trauma: Um personagem principal que foi abusado, abusado sexualmente ou traumatizado no passado, encontra cura através de um relacionamento romântico.
Herança inesperada: A heroína recebe dinheiro ou objetos de uma forma inesperada de um parente distante.
Romances no local de trabalho: O herói e a heroína são colegas de trabalho ou colegas da mesma empresa e descobrem que não podem suprimir sua química. O profissional de repente se torna muito pessoal.
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Olá, hoje veremos algumas informações sobre comédias em narração. Como é um tema novo para mim, vamos ver o que eu consegui reunir.
E para deixar claro, a maioria desse texto foi tirado de outros lugares. Acho importante enfatizar esse fato já que esse é meu primeiro contato com o assunto, e como o título exemplifica, esse é meu diário de aprendizado, assim reservo esse espaço para o meu aprendizado tanto quanto o seu, ok? Então, se sinta a vontade e venha aprender um pouco sobre a comédia. Apesar de ser poucas as fontes que encontrei sobre comédia, não mencionarei todas elas, como, por exemplo, as anedotas; também não contei de forma completa a história da comédia, pois ela remonta desde a Grécia antiga, mas vale a pena dar mais uma pesquisada e aprender sobre o tópico.
Boa leitura!
Introdução
O humor surgiu na antiga Grécia com as comédias gregas, e derivou da medicina humoral, onde se acreditava que o humor era um dos responsáveis pela regulação da saúde física e emocional. Atualmente o humor é considerado uma ciência, e possui diversas vertentes teóricas. Mas uma coisa é certa, sua função é muito maior do que apenas fazer rir, visto que o humor ocupa uma função de medidor da evolução social de uma comunidade. Portanto, é de uma pobreza intelectual incrível um humorista dizer que é só “uma piada”.
Origem
Definição
comédia
substantivo feminino
1.
TEATRO
peça teatral de qualquer gênero, esp. aquela cujo propósito é divertir pelo tratamento cômico das situações, dos costumes e dos personagens.
2.
FIGURADO (SENTIDO)•FIGURADAMENTE
sentimento simulado; fingimento.
“sua paixão não passou de c.”
7.
FIGURADO (SENTIDO)•FIGURADAMENTE
a aventura da vida; o desenrolar ou o processo da existência humana em todos os seus aspectos.
“a c. da vida”
8.
FIGURADO (SENTIDO)•FIGURADAMENTE
pessoa, cena ou fato cômico ou ridículo.
“ela é uma c.”
Etimologia
⊙ ETIM lat. comoedia,ae ‘composição cômica, comédia’, emprt. do gr. kōmōidía (com o primeiro iota subscrito) 'comédia, poesia satírica’
Onde surgiu
Tudo se inicia na Grécia antiga onde a comédia e a tragédia andavam juntas. Ela tinha uma intenção clara, a de influenciar os espectadores, assim como acontecia nas tragédias que tratava dos feitos heroicos. Entretanto, onde a tragédia lidava com grandes aventuras, os temas das comédias eram as pessoas e situações cotidianas, relacionadas à vida de pessoas comuns, retratando a realidade do cidadão simples e dos escravos.
O termo comedia nasce pela etimologia, com o termo “canto aldeão” (comes: aldeia + ode: canto), surgindo para dar nome aos ritos de fertilidade em homenagem a Dionísio, que se davam na primavera e celebravam um novo ciclo de vida, representado pela figura do deus do vinho e da inspiração poética. Foi apenas mais para a frente que a comédia tomou esse aspecto de crítica social.
No geral, a comédia tem por objetivo representar de forma artística uma crítica á sociedade e o comportamento humano por meio do ridículo. O riso seria, então, a ferramenta que o comediante busca provocar no espectador para trazer uma reflexão referente ao assunto representado na encenação, embora tenha inicialmente sido apenas um rito em homenagem ao deus Dionísio e que ao longo dos tempos se transformou na crítica principalmente satírica e irônica, trazendo a ridicularização para a frente dos holofotes.
Não há relatos de como essa transição se deu ou como ela se transformou no que vemos hoje, o que se sabe é que a comédia evoluiu ao longo de três fases:
A comédia antiga, praticada na Grécia, era composta por quatro partes: prólogo, párodo, episódios e êxodo. Seu autor mais importante foi Aristófanes e seus temas eram relacionados às questões político-sociais.
A comédia intermediária, cujas características mais marcantes eram a ausência de coro e os temas de caráter mitológico têm como representante Antífanes.
A comédia nova, que busca nos sentimentos e costumes do ser humano sua fonte inspiradora. Seu tema predileto era o amor entre os jovens, traz Menandro como sua maior referência.
Chegando nos tempos modernos, na Idade Média, a modalidade não fez muito sucesso. Somente no final do século XIII é que a comédia recupera parte de suas manifestações com o desenvolvimento da farsa e do interlúdio, uma peça breve, com poucas personagens, cujo objetivo é provocar o riso a partir de situações engraçadas, grotescas ou ridículas da vida cotidiana através de uso de caricaturas e exageros.
A partir do Renascimento, a comédia retoma seu sentido social e critico, com isso surgindo novas propostas inovadoras, porém, sempre buscando inspiração nos antigos autores greco-latinos.
Já em Portugal, Gil Vicente se transforma no maior nome da comédia, nos mostrando uma nova dramaturgia. Na Espanha, os maiores representantes dessa vertente são Lope de Veja e Calderon de la Barca. Na Itália, desenvolve-se a profissionalização dos atores da comédia. Na Inglaterra, surgem grandes destaques da comédia, como Bem Jonson, que desenvolve subgêneros da modalidade, denominados de comedy of humours, dando ênfase na sátira de temperamentos e de condutas, e Wiliam Shakespeare, com sua comédia romântica, que mistura textos dramáticos, com histórias de amor rodeadas por obstáculos, mas com um final feliz.
Como podemos ver, a comédia passou por várias épocas e estágios, criando subgêneros dentro da mesma modalidade. Temos hoje uma infinidade de vertentes e formas variáveis de se fazer comédia. Na Poética, de Aristóteles, encontramos a relação da comédia com a limitação de homens inferiores. O ridículo é apenas certo defeito, o aspecto didático e critico sendo mais forte, ligado a democracia.
Essa noção do ridículo foi incorporada na comédia sob valor corretivo, a fim de “ensinar‘, diante dos comportamentos e atitudes da época. De acordo com esse preceito, o riso desempenha o papel de levar as pessoas a refletirem a respeito dos erros cometidos e consequentemente mudá-los a partir da reflexão. Entretanto, não devemos generalizar. Dependendo da época e seu subgênero, cada época ou região podem trazer outras manifestações e outras finalidades que não sejam ensinar ou corrigir comportamentos.
Atualmente
Hoje a comédia encontra grande espaço e importância quando se manifesta criticamente em qualquer esfera: política, social e econômica. Assim, atualmente, não há grande distinção entre a importância artística da tragédia (mais popularmente conhecida simplesmente como drama) ou da comédia.
É difícil analisar, cientificamente, o que faz uma pessoa rir ou o que é engraçado ou não. Mas uma característica reconhecida da comédia é que ela é uma diversão intensamente pessoal. Para rir de um fato é necessário reconhecer (rever, tornar a conhecer) o fato como parte de um valor humano - os homens comuns - a tal ponto que ele deixa de ser mitológico, ameaçador e passa a ser banal, corriqueiro, usual e pode, portanto, rir desse fato.
O importante aqui é trazermos a comédia para tempos mais atuai. Assim, não importa a época, a forma mais eficaz de fazer comedia é a trazer o diferente e o inesperado. Nas palavras de Aristóteles: o segredo do humor é a surpresa.
A comédia se dá muitas vezes por uma quebra de expectativa ou algo inusitado, em um contexto aparentemente normal.
A teoria da surpresa nos diz que rimos do que nos parece fora do lugar ou vai de encontro as nossas expectativas, como, por exemplo, um sapo namorando uma princesa, ou um lagarto vendendo seguro de vida, um nenê fazendo passinhos de dança, uma freira lutando contra monstros, etc.
Outra forma produtiva de gerar material engraçado é trocar observação por imaginação.
Experimente parar de pensar nas coisas como elas são e comece a imaginar como elas seriam em outras circunstâncias. Por exemplo, como seria se você substituísse cavalos por coelhos? Vamos pensar em momentos memoráveis da história, da literatura e do cinema. Como seriam esses momentos se as pessoas montassem em coelhos ao invés de cavalos? Deixe sua imaginação livre para criar ideias absurdas.
Ainda que uma ideia lhe pareça clichê, óbvia demais ou muito idiota, tente registrá-la mesmo assim. O que é obvio para você talvez não seja para outras pessoas. Além disso, o oposto de uma ideia idiota pode acabar sendo sua ideia mais inteligente.
E todas aquelas coisas idiotas que acontecem na vida real? Você já percebeu como comédia surge de coisas que nos irritam, nos frustram e nos humilham? Will Rodgers disse: “Tudo é engraçado, contanto que aconteça com os outros”. Então, se você está tendo uma manhã cheia de problemas, imagine que isso está acontecendo com um personagem que você está criando. À tarde, talvez você, pelo menos, tenha uma história engraçada sobre o que aconteceu.
Uma vez que você definir os personagens e a história, eis alguns truques de comédia rápidos e fáceis para torná-los engraçados.
Use a regra de três, também chamada de zig zig zag.
Tente criar um padrão inesperado – zig zig – e então quebre esse padrão – zag. Um rabino, um padre e um coelho entram em um bar. O segredo para fazer comédia é deixar a parte engraçada para o final. Um rabino, um padre e um coelho entram em uma discoteca. Isso nos leva à regra do C. Por alguma razão, palavras que contém a letra C chamam nossa atenção e são consideradas cômicas. Coelho, discoteca, picles, cri-cri… Ok, nem sempre conseguimos provocar risadas.
Humor é subjetivo. Comédia é tentativa e erro. Escrever é reescrever. Continue tentando. Encontre os defeitos do personagem, foque nos detalhes, acrescente incongruências, incorpore sons de C e não se esqueça da regras mais importante para escrever comédia: divirta-se.
Como Charles Dickens disse, não há nada no mundo tão irresistivelmente contagioso quanto uma risada e bom humor.
Abaixo segue um vídeo que pode nos ajudar.
Psicologia
O humor é um estado de espírito, muitas vezes utilizado a favor da vida e das relações. O humor funciona também para expressar aquilo que não conseguiria ser dito de outra forma. Pode aparecer em uma crítica mais delicada ou no modo de apontar um erro em alguém.
Freud, o pai da psicanálise, define o humor como “o mais elevado grau de sofisticação do ser humano, a manifestação mais sofisticada do espírito humano”. Ele foi autor de dois grandes trabalhos sobre senso de humor, característica que atribuía a si mesmo. Nos trabalhos, falou sobre piadas, trocadilhos, sobre o cômico.
Escreveu que existe uma instância dentro de cada pessoa, chamada de superego, que é como uma voz que volta e meia dá conselhos, muitas vezes de forma rígida. É semelhante a um juiz implacável que diz: “Você está fazendo besteira!”. Ou a um pai amoroso, que fala: “Veja só como o mundo é! Ele não merece que se faça mais nada além de uma piada sobre ele”. É o superego nos tratando como crianças, nos acolhendo e nos colocando no colo. É isso que é o humor.
O humor torna qualquer comentário mais leve. Rir de si mesmo é uma das qualidades mais raras, mas fundamental e que torna a vida mais passível de ser vivida dentro de todas as dificuldades que ocorrem todo o tempo. Quem consegue rir de si está se tratando com mais tolerância e paciência.
Alguns psicanalistas avaliam que, quando um paciente consegue rir dele mesmo, é porque alcançou a capacidade de ser bem-humorado diante das suas questões e dificuldades e está em condições de terminar a análise. É um passo tão importante que representa um sinal considerado como “alta analítica”.
Riso e relacionamentos
Na Inglaterra vitoriana, em meados do século XIX, as mulheres não riam. Elas escondiam a boca com o leque. A moça que ria em público era malfalada. Hoje, o sorriso feminino é usado como um instrumento de sedução.
O riso é altamente sedutor. Muitas pessoas se ligam a outras porque essa outra conseguiu lhe provocar o riso. O raciocínio lógico ocorre da seguinte forma: quem ri das minhas piadas me acolhe; portanto, me valoriza e gosta de mim. Rir comigo é diferente de rir de mim. Rir comigo é acompanhar um momento agradável de satisfação e de grande prazer, que é essa possibilidade de rir junto. O riso é um elemento de união entre pessoas.
Mau humor
Mas, se o bom humor une, o mau humor pode desunir. Como sabemos, é difícil conviver com alguém mal-humorado. Antigamente, se dizia até que o mal-humorado tinha problemas de fígado. A palavra humor significa “secreção” e remete aos “humores do corpo”. O mal-humorado é o que tem o espírito bilioso, que tem a bílis, que é amargo.
Quando alguém fica doente, por exemplo, mergulha em um clima de depressão e envolve os familiares nesse clima, mesmo que a doença não seja extremamente grave. Pode ser uma gripe, um resfriado ou até mesmo a perda de um dente. Qualquer alteração no corpo é sentida como uma perda, e a perda é a linha limítrofe com a morte. É um pedacinho da gente que está morrendo. Para quem está hospitalizado, essa linha fica ainda mais tênue. Durante a doença, surgem vários sentimentos destrutivos: o medo, a tristeza, a depressão, a angústia, o ressentimento e a raiva.
Já o riso é construtivo e aparece com o instinto de vida. Os sentimentos negativos puxam para baixo; o riso puxa para cima, eleva o espírito, que, assim, ajuda o corpo a subir junto. Nós somos uma pessoa inteira, não existe corpo e mente. É como café com leite: é corpo e mente, é uma coisa só. Se você mexe em um elemento, você está mexendo no todo.
O sarcasmo
O humor está sempre vinculado a algum aspecto inconsciente de quem o produz. Quando usado agressivamente, é chamado de sarcasmo. A ironia é mais sutil, tem duas faces: pode ser agradável, estar no terreno do humor, ou pode também ser agressiva. Já o sarcasmo é sempre agressivo, destrutivo, é o deboche. Carrega um tom agressivo, e quem é atingido por ele sente que não foi uma brincadeira agradável, saudável e criativa, mas sim um ataque.
O inconsciente transgressor
O humor é criativo e transgressor; ele quebra normas e, em geral, é movido pelo inconsciente. Freud começou a estudá-lo a partir das cartas que escrevia para o amigo Wilhelm Fliess, ao reparar nos relatos que faziam sobre os sonhos. Como já havia pensado que os sonhos tinham elementos inconscientes, resolveu estudar as piadas e, fazendo uma relação entre sonhos e piadas, percebeu que ambos surgiam do inconsciente. E mais: que tinham um significado além daquele que aparecia no texto, além do imediato.
Então, passou a observar os atos falhos, esses pequenos erros que cometemos inconscientemente também. Por exemplo, a pessoa vai ao enterro de um desafeto, está na fila para abraçar a viúva e, em vez de falar “meus pêsames”, fala “meus parabéns!”. Isso é um ato falho, que vem do inconsciente, e não é à toa que acontece. Tem um tom transgressor, porque a pessoa está expondo algo que não era para ser exposto, que era para ficar escondido. O humor tem esse tom.
Infância e humor
Aos 5 anos, grande parte das crianças já entende o que é ironia, principalmente se existe intimidade entre ela e o adulto que está sendo irônico. É uma característica interessante, porque são os códigos que vão se formando entre as pessoas e que fazem com que elas percebam o que é ironia, o que é brincadeira, o que é deboche. Mas se a ironia parte de um estranho, a criança já não distingue o que é brincadeira ou não, e, portanto, o cuidado em relação o que se fala com ela deve ser maior.
Bullying
Uma pessoa humorada, que brinca com todos os colegas, é uma pessoa divertida e, em geral, se destaca no grupo pelo bom humor. Mas, quanto àquela que escolhe alguém do grupo para fazer de sua vítima e começa o ataque com palavras ou atos que, na verdade, não têm graça, a abordagem deixa de ser brincadeira para ser bullying.
Crítica social
Nem todo mundo traz consigo o que se chama de senso de humor, e esse é um dado importante para quem produz humor. Certos pontos são muito delicados de serem tocados, e, mesmo que a intenção de quem está fazendo humor seja benéfica, do outro lado não chega dessa maneira.
O que para alguns é apenas denúncia, crítica construtiva, para outros mexe com preconceitos que são difíceis de serem vencidos. Então, o humor é um terreno nem sempre muito seguro. Aliás, como em toda transgressão, não há garantia nenhuma de bons resultados.
Libertador e prazeroso
O humor tanto pode ser uma arma quanto um instrumento, e nem sempre se pode usá-lo sem pesar. Tem que parar e se perguntar: estou utilizando como arma ou como instrumento? E, no momento em que você para pensar, já é uma censura – não de fora, mas de dentro. Existem temas tabus, como as diferenças raciais, as questões religiosas, as que se relacionam a deficiências físicas e mentais e muitos outros. A política, por exemplo, é um terreno mais livre.
Então, o humor é libertador: no momento em que sai na piada, na comédia, sai sem aquela barreira de censura entre o inconsciente e o consciente. Quando se transpõe essa barreira, o prazer é muito grande: liberta da amarra, liberta da repressão.
Agora veremos algumas dicas para escrever um texto engraçado:
Escreva sobre situações que as pessoas se identifiquem
Um autor consegue ser engraçado simplesmente escrevendo sobre situações corriqueiras do nosso dia a dia, mas que ninguém (ou pouca gente) ousou comentar. Quanto menos explorado for o assunto corriqueiro, melhor será o impacto. Se alguém ler seu texto e pensar: “Pior que é assim mesmo”, as chances de você arrancar uma risada dele serão muito maiores. Assim, tentar escrever crônicas engraçadas sobre um mecânico de aviões atrapalhado com suas tarefas será extremamente desafiador, já que a maioria de nós não está familiarizada com esta rotina profissional. No entanto, um texto humorístico sobre a tensão psicológica em tentar lembrar sua senha, quando o caixa eletrônico avisa que o próximo erro resultará em cancelamento do acesso ao cartão, poderá encontrar leitores mais entusiasmados, que pensam: “Pior que é assim mesmo”.
Escreva sobre coisas irritantes
Isso nos leva a uma outra regra que acho importante: escreva sobre coisas que lhe causam irritação. Pense um pouco sobre o texto utilizado pelos comediantes nos espetáculos de stand-up. A vasta maioria comenta sobre assuntos corriqueiros e extremamente irritantes. A sua irritação pode ser um excelente termômetro para avaliar o potencial de um assunto se tornar uma boa crônica engraçada ou não.
Vá ao extremo
Muitos assuntos, por serem demasiadamente explorados, acabam perdendo um pouco de seu brilho humorístico. Se este é o caso, tente levar o tópico aos extremos. Se for escrever sobre uma personagem que precisa emagrecer, não fique passeando no plano geral. É melhor ser mais específico e exagerado. Por exemplo, escrever sobre uma personagem que tenta emagrecer sem precisar sair da frente do computador. Extremos costumam oferecer uma tendência maior ao cômico do que se apoiar apenas em clichês absolutos.
Use analogias
Comparações, metáforas, analogias, diversos recursos e figuras de linguagem que podem ajudá-lo a tornar seu texto engraçado. Este tipo de recurso abre maiores oportunidades para arrancar o riso de um leitor. Ao invés de dizer: “Ele caminhava lentamente”, apele para as figuras de linguagem e transforme isso em: “Ele caminhava tão lentamente que mais parecia uma lesma com complexo de inferioridade” A analogia absurda gera esta incompatibilidade entre os dois objetos de comparação. E é exatamente esta incompatibilidade que pode despertar o cômico naquilo que escrevemos.
Como mencionei no início do post, nenhuma das ideias aqui foi escrita por mim. Sendo minha primeira vez vendo esse assunto, achei muito interessante. Basicamente, entendi que a comédia e o humor são um medidor social. Ela serve para criticar e para nos aproximar como pessoas também, pois a piada vem da convivência social e familiaridade com tal assunto ou comunidade. É preciso que antes haja esse contato humano e só depois o riso é possível, é daí que surge o escárnio, a ironia e a ridicularização.
Olá, como vão todos? A seguidora @alexiaparker19 no tumblr, comentou em um dos posts que gostaria de saber como deixar a dor do personagem dela mais interessante. Essas dicas servem para qualquer tipo de texto, porém vamos nos focar no que ela precisa.
Bem, a primeira coisa que precisamos saber é que para deixar qualquer coisa mais interessante é necessário adicionar detalhes. Quanto mais, melhor. E qual a forma mais fácil de fazer isso?
Mostrar e Contar
Ainda está para nascer algo que me ajudaria tanto quanto essa técnica. O texto da @alexiaparker19: “Trabalho, ele está em seu escritório lendo vários projetos e separando, vendo e-mails, respondendo… Eu não queria deixar a cena como,” Ah, ele está com dor de cabeça".
Isso seria o contar. Uma série de acontecimentos quase desconexos. Agora, está na hora de colocar a mão na massa!
Vejam:
“Carlos se sentou na cadeira e ligou o computador, vendo seus recados do dia, mergulhando na pilha de papéis em cima de sua mesa. Isso tinha sido há cinco horas. Cinco horas tortuosas onde o tempo pareceu se arrastar até que o telefone em cima de sua mesa tocou, fazendo suas têmporas latejarem ainda mais.
Ele passageou as têmporas e com a outra mão, aceitou a ligação, se deixando relaxar contra o apoio da cadeira de couro preta.
- O que você quer?
- Ah, benzinho, não me trate assim, sou apenas o mensageiro.
- Jack, se você não diz–
- Calma! É serio, cara. Foi Stephanie que me pediu para ligar já que você não atende os telefonemas dela.
Ele sabia muito bem disso, fez questão de declinar cada um deles. As coisas não eram as mesmas e ele também não era.
Carlos sentiu outra pontada bem no meio da têmpora e fechou os olhos, sentindo como se sua cabeça fosse implodir. O que seria preferível a continuar nessa tortura.
- Carlos? Chega, estou indo aí.
- Não precisa, eu estou–
- Bem? Não é o que parece. A megera não é a única que se preocupa.
- Jack, você não precisa…
- O que foi? Acho que a ligação falhou. Chego em dez minutos.
Jack desligou a ligação e Carlos suspirou, deixando o celular cair em cima da mesa.
Ele merecia, deveria merecer mesmo, se essas eram as pessoas em sua vida."
Bem, como vocês viram, é como mais ou menos como eu faria. Uma cena interessante deve ter tudo o que eu coloquei acima:
Dialogo;
Descrição de ambiente (sempre inserido na narração e nunca separado);
Pensamentos do personagem (Ele tem que ter seu momento de monólogo, porém breve e conciso, sempre mostrando seu humor, o que ele pensa ou gostaria de falar, ao menos indicar o que isso seria);
Contar (brevemente, sempre junto com alguma informação importante a história);
Descrição de ações (esse é o nosso mostrar. Imagine uma câmera, ela capta tudo o que o personagem vê, ouve e sente. Nosso trabalho é transmitir isso aos leitores);
Detalhes = "Carlos se sentou na cadeira e ligou o computador, vendo seus recados do dia, mergulhando na pilha de papéis em cima de sua mesa. Isso tinha sido há cinco horas. Cinco horas tortuosas onde o tempo pareceu se arrastar até que o telefone em cima de sua mesa tocou, fazendo suas têmporas latejarem ainda mais.” = Nessa parte eu poderia apenas ter dito “Foi um dia cheio, Carlos tinha chegado cedo ao trabalho e não tinha descansado até ouvir o celular tocar”, vocês viram como eu adicionei muitas coisas, esses detalhes, e poderia ter colocado muitos mais?
Lugar: o escritório. O interessante é que eu não precisei dizer que ele estava no escritório, usando o “Mostrar”, toda a descrição de ambiente e ações precisam dar conta disso, senão ficaríamos apenas contando toda a história, fazendo com que ela fique desconexa, sem algo que junte as pontas.
Tempo: É algo subintendido. Se for uma boa narração não é necessário que se fique falando onde aquela época se passa. Geralmente determinar isso no início da história é o suficiente. Porem, nesse caso, seria no nosso tempo já que Carlos é a imagem do CEO moderno. O primeiro a entrar e o último a sair.
Não tem segredo, a única forma de deixar o texto mais interessante ou ampliar o que acontece na cena é colocando detalhes e sendo especifico. Por exemplo, no texto coloquei “cadeira de couro preta”. É uma imagem bem específica. Eu poderia ter colocado apenas “cadeira”, o que não seria tão interessante. Então, quando mais específicas forem suas palavras, mais longa e personalidade sua história terá.
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oi! venho visto o seu blog e me interessei muito pelos seus posts. então, tenho uma pergunta: você tem uma "meta/alcance" de quantas palavras escrever por capítulo? 🤔🌟
Seja bem-vindo(a)! Que bom que você está gostando.^^
E com toda a certeza, eu só escrevo por metas de palavras. É a única forma que eu conheço e dá certo para escrever algo em um certo determinado período de tempo.
Já tentei escrever quando tenho inspiração ou por semana. O mais eficaz é palavras por dias. Quando eu escrevia todo dia, fixei mil palavras, o que deu mais de 30 mil palavras no mês. Deu muito certo, fluía muito bem e eu não precisava ficar voltando para ver o que eu tinha escrito. Uma hora por dia já dava conta.
Quando escrevia por semana, eu fazia 5 mil palavras em um capítulo. E quando eu tentei escrever apenas quando estava inspirada… talvez uns 5 mil palavras por mês. Então, já viu.
Agora por capítulo, depende do seu objetivo. Se for uma historia curta até 20 ou 30 mil palavras, um capítulo de 2 a 3 mil é de bom tamanho. Se for algo mais que 50 mil palavras gosto de 5 mil palavras por capítulo. Sim, bem longo. Descobri que o texto flui melhor assim, dando continuidade e fazendo a historia andar mais rápido. Quando menor os capítulos, mas você tem que ficar retomando o que aconteceu antes. E acredite em mim, isso acontece inconscientemente.
E claro, temos diários e textos mais curtinhos. Que pode ser desde 50 palavras a 500.
Como eu disse, depende do seu objetivo. Se for um livro no sentido mais clássico, eu ficaria entre 3 e 5 mil palavras. Conhecer o seu publico também pode ajudar, muitas pessoas gostam de algo mais curto, assim não toma o tempo delas, mas alguém como eu, que cresceu na década de 90 lendo livros, principalmente porque internet era algo para pouco, e que quando senta para ler gosta de ficar horas, quando maior melhor.
Olá, como vai? Hoje decidi compartilhar com vocês alguns cursos online já que fazer faculdade está bem difícil.
Vamos lá!
Bem, tentei variar nas escolhas. Alguns são em português, outros em inglês. A maioria deles é gratuito ou você tem que pagar apenas pelo certificado.
Universidade Unieducar
Os primeiros cursos são da Universidade Unieducar. Ela tem muitos cursos online com uma boa reputação na internet. Seus cursos gratuitos são de 4 horas e se você quiser se aprofundar no assunto terá que pagar, dependendo do quanto você estiver disposto investir.
A Estrutura da Narrativa – Romance, Conto e Novela, Crônica e Ensaio
Coesão e Coerência - Modalidades Textuais - Informação, Opinião e Dissertação
Gêneros Literários - o Lírico, o Épico ou Narrativo, o Dramático e o Ensaístico
Crítica Literária e Literatura Comparada
Língua Portuguesa e Prática de Produção Textual
Há muitos mais por lá, de linguás também. Os cursos gratuitos deles são uma demonstração do que o curso completo oferece. Talvez possa valer a pena nesses tempos onde somos obrigados a ficar isolados.
Future Learn
Start Writing Fiction
An Introduction to Screenwriting
Confio muito nessa plataforma. Entretanto, todos os cursos são em Inglês. A mais interessante é que esses cursos são vistos como uma faculdade, muito bem avaliados e aceitos por todos. Pode ser uma boa oportunidade nesse momento.
Now Novel
ONLINE WRITING COURSES: Improve your Skills in Weeks
Esse site bem é interessante. Eles têm cursos pagos e gratuito e possui uma plataforma que te ajudar a planejar a história com vários campos que você pode preencher. Ela também tem um blog bem informativo. Entretanto, é feita em Inglês, então, pode ser um problema para quem não gosta de outros idiomas.
Reedsy
Novel Writing 101
How to Master the ‘Show, Don’t Tell’ Rule
Cursou
Curso de Português
Curso de Gramática – Sintaxe
Curso de Leitura e Produção de Texto
Curso de redação para leigos
Certificado Cursos Online
Técnicas de Redação
Curso De Nova Ortografia Da Língua Portuguesa
Portal Idea
Aperfeiçoamento em Interpretação de Texto
Comunicação Escrita e Revisão Gramatical
Escrita Literária e Criativa
IEstudar
Redação : Língua Portuguesa - Norma Culta
Comunicação Escrita
Comunicação Escrita e Revisão Gramatical
Coursera
Programa de cursos integrados Escrita criativa
Programa de cursos integrados Good with Words: Writing and Editing
Programa de cursos integrados Effective Communication: Writing, Design, and Presentation
Casa das Rosas
Curso Livre de Preparação de Escritores
Por hoje é só. Espero que esses cursos sejam uteis para vocês. Eu até já me sinto mais inteligente. E claro, não se esqueçam de nos apoiar!
Olá, como vão todos? Hoje falaremos sobre personagens fortes, o que as fazem dessa forma e como retratá-los da forma certa.
Ação
Bem… o primeiro passo para ter personagens fortes nas nossas histórias é deixá-los viver. Sim, parece meio ridículo, mas é a verdade. Você tem uma cena e um enredo e até um par romântico. Esse personagem, sendo homem ou mulher, protagonista ou não, se você quer que ele seja forte, deixe que ele exerça ação e não qualquer outro personagem. Porque, talvez, se ele não estiver agindo, outro personagem deve estar, o que torna esse personagem o protagonista. Se lembre, seu protagonista pode ser um vilão ou um personagem secundário, isso significa que sua história está sendo contada por outra pessoa.
Show, Don’t tell (Detalhes)
Não conte o que ela está fazendo, mostre ela fazendo; descreva suas ações e o que ela sente. Existe uma diferença entre dizer “ela levantou a espada e acertou o monstro” e “Sua espada era negra, tremia em sua mão, reluzindo um brilho fantasmagórico. Ela levantou a espada, fincou os pés no chão e bradou, correndo direto até o monstro e fincando a lâmina em seu pescoço.”
Pode parecer que não faz diferença, mas os detalhes são o que permitem que o personagem exerça a ação de forma pessoal e individual. E, claro, se manter o mais específico possível durante a narração. Por exemplo, ela não tem uma espada qualquer, e sim uma espada negra e fantasmagórica. Como ela agiu? Foi fugindo do perigo ou foi o enfrentado? Tudo isso pode dar a atitude que seu personagem precisa.
Objetivos, motivações e propósitos
O objetivo do personagem é a razão pela qual ele começou a jornada, seja para resgatar um ente querido ou para conseguir algo que ele deseja. O objetivo deve sempre estar presente, assim, servindo de guia para o enredo da história.
A motivação se refere à razão dele continuar naquela jornada e até onde ele iria para alcançar seus objetivos. Ele faria algo que vá contra sua moral para consegui-lo?
O propósito é sobre se um personagem é útil na história e no que ele espera conseguir se concluir sua missão. Se for um personagem secundário e ele não afetar os personagens principais, dê a eles um propósito ou os descarte. Já, se for sobre o protagonista, se pergunte qual seria o propósito para ele chegar ao fim daquela aventura. O que ele realmente espera conseguir daquilo e se valerá a pena no final.
Medos
É muito importante que personagens tenham medos; isso cria dúvidas e inseguranças que ajudarão a criar conflito quando chegar a hora deles fazerem algo que temem se quiserem continuar na jornada. Além disso, esse medo os torna humanos e os leitores podem se identificar com eles mais facilmente.
Falhas
Uma forma de desenvolver caráter é ter falhas, pois elas não nascem do nada. Precisaria que algo tivesse acontecido no passado desse personagem para gerar tal falha. Assim, apresente falhas ao seu personagem que envolvam seus relacionamentos, medos, decepções e traumas durante a vida.
Interesses
Todos temos interesses e ter interesses em comum é o que conecta pessoas. Pode ser um lugar que os personagens dividem, trabalho, desejos ou hobbies, além de fazer parte da personalidade de qualquer pessoa real. Que tal dar um traço de preferências e gosto a ele? Dê algo que somente esse personagem tenha, algo que o faça especial.
Amor
Amor é alegria, esperança e possibilidade. Definir quem ou o que seu personagem ama pode revelar muito mais do que simplesmente o que o tira da cama de manhã.
Poder
Dê poder a seus personagens. Pode ser poder sobre outras pessoas, de forma monetária ou psicológica, ou até política. Você já pensou sobre o poder que outras pessoas têm sobre você? O poder que minha mãe, minha melhor amiga ou meu chefe se diferem completamente. E melhor ainda, veja o poder que o personagem tem e se pergunte quanto mais ele gostaria de ter.
Fracasso
Faça seus personagens falhar. Se um personagem só acerta, como ele poderá evoluir? Permita que seu personagem se dê mal às vezes e o faça mudar dessa forma, assim, dando um crescimento para ele, que pode ser psicológico, físico ou mental.
Sofrimento
Ninguém muda ou tenta melhorar se algo não estiver bem, principalmente se eles estiverem sofrendo. Não tenha medo de trazer dor a eles. Eles não são seus amigos ou filhos, eles são aspectos da sua história. Quanto mais profunda for a dor, mais transformador será o enredo.
Luta
Faça seus personagens trabalhar. Não entregue o sucesso do seu personagem em uma bandeja de prata. Crie um conflito que faça seus leitores continuarem lendo, mesmo que eles tenham que sangrar, suar e chorar.
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vim de novo com uma pergunta! XD há algum tempo venho pesquisando locais para postar textos. a maioria do que eu escrevo é original, tenho ideias para histórias mais longas, raramente tenho vontade de estilo oneshot. você por acaso tem dicas de locais onde posso tanto postar quanto ler histórias originais? eu gosto do estilo de postagem mesmo, em que as pessoas podem comentar capítulo a capítulo, diferente do esquema de livro que é tudo "postado" de uma vez...
Olá, sim, sei milhares. No mínimo uns dez lugares onde você poderia colocar seus textos. Quando falamos de fanfic, Tem o Nyah!Fanfiction que agora é plusfiction.com e que eu ainda não sei é bom suficiente por ser muito novo e também o https://getinkspired.com. Tem o Spiritfanfiction.com que é meu querido, as pessoas por lá costumam comentar bastante, o que afaga meu ego. Tinha o fanfiction.net/ que gostava muito até meados de 2010 e que ainda tem um acervo enorme e ainda é popular, historia em português. Também tem o fanfics.com.br que também é brasileiro e nunca gostei muito, mas é uma opção.
Agora vamos às escolhas mais interessantes. Se eu fosse uma autora com histórias bem desenvolvidas e quisesse alcançar um público mundial, eu iria no Wattpad.com . De verdade, é o melhor site para quem quer ser publicado, muitas editoras estão por lá. Os originais e as fanfics ambos são muito bons. Eu já li coisas por lá em português, inglês e espanhol. Tem coisa mais ou menos? Tem. E tem coisas maravilhosas? Com certeza.
Agora, para publicar coisas em inglês, eu também iria no Wattpad.com e no archiveofourown.org, conhecido com AO3. É o melhor site do mundo para ler fanfiction em inglês, 90% das coisas por lá são bem escritas. Você pode achar de tudo por lá. Tudo mesmo. E o arquivo só aumenta.
E como ultima opção temos blogs com hospedagem individual e domínios, como Wordpress, Blogger, Wix e outros. Os melhores para blog são o Wordpress e Blogger. O Wordpress oferece hospedagem gratuita, perfeitamente completa, entretanto, se você quiser algo mais profissional vai ter que pagar. Já o blogger tem uma interface bem mais simples e com menos recursos, mas que não te cobra nada, apenas se você decidir que quer um domínio personalizado.
Bem é isso. Resumindo, se eu for ler prefiro o AO3 (é um único lugar que eu leio,) e às vezes o Wattpad. Se for publicar em português no Wattpad, publicar em inglês Wattpad e AO3. Para fanfic, AO3, Wattpad, e SpiritFanfiction. Eu sugiro dar uma olhada nesses principais e ver qual você mais se adequa, porque antigamente eu odiava o Wattpad, o site na web me irrita.
Algumas outras opções:
https://www.livejournal.com/ e https://www.dreamwidth.org/ e https://medium.com/ são redes sociais de escritores. Vale a pena dar uma olhada.