A ideia germinou e talvez estejamos prestes a convencer a C. e a M. a verem Moonspell ao vivo. Nenhuma delas ouve metal. A música une as pessoas - acho que é um facto. Contudo, claramente há algo mais profundo e isso é o que realmente une pessoas e faz com que as vidas se cruzem e mantenham ligadas.
No outro dia comentávamos que, provavelmente, se nunca nos tivéssemos conhecido pelas circunstâncias da vida, nunca iríamos falar uns com os outros. O que mais adoro e considero inédito é, já após os 30, ter conhecido gente com quem me identifico e convivo, apesar das nossas diferenças.
Tenho crescido. Muita coisa tem-me feito crescer e isto é mais uma situação que dá medo. Lembro-me de como nunca fiz muitos amigos e em como me magoei nas poucas vezes em que isso aconteceu. Acho que dificilmente confio em pessoas por isso.
Entretanto, sinto-me a envelhecer e minúscula neste universo gigante. Ontem, ao jantar num bar aqui da zona, encontrei um antigo colega de trabalho que está de férias em Portugal. Ele, a mulher e o filho parecem bem, felizes e com saúde, que, no fundo, é o que importa. Fiquei feliz de os ver. Não pude deixar de pensar que já se passaram uns 10 anos e a correr!
Antes de jantar, fui ao cabeleireiro e, às tantas, ao falar com o meu cabeleireiro, apercebemo-nos de que a antiga psicóloga que conheci na adolescência deve ter sido cliente dele. Tranquilizou-me quando ele disse "Ela é louca!" Sempre achei que eu podia não estar bem, mas que ela tinha um problema também.
Passam-se anos, mas parece que há coisas que não desaparecem, continuam a marcar ritmo, como um eco no escuro, e que o mundo, no meio do universo, é pequeno.














