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Dae-Jung Yoon: Call me Daddy
Bella Soo foi uma ótima surpresa para Dae-Jung na noite do Festival das Luzes. Não poderia ter começado um novo ano de maneira mais deliciosa do que fodendo com força aquela mulher.
Tudo aconteceu entre uma caminhada pela praia, buscando um lugar que os alunos e professores das escolas não estivessem circulando. Ali, Dae-Jung se dispôs a conversar com Bella, prestando atenção no que ela falava para que pudesse conhecer melhor a pessoa com quem estava e agir com normalidade mesmo em meio ao caos que estavam vivendo nesse ano letivo. Os dois sabiam como acabaria aquela noite, então depois de alguns drinks e conversa, Dae-Jung estava com os lábios ocupados no corpo da mais nova, conhecendo-a de outras maneiras. Sentir a umidade entre suas pernas foi uma experiência extremamente excitante, que demonstrou-se real por baixo de sua calça. Os gemidos dela pareciam aumentar a temperatura e a maneira como ela se demonstrava disponível toda vez que Yoon agia com mais autoridade e pegada, só trouxe pensamentos e instintos dominadores em sua mente.
Levantou-se e ficou diante de Bella. - Ajoelha agora e me chupa. Aí eu vou te dar o que quer. - Ordenou, olhando-a fixamente como se quisesse despir até mesmo sua alma. E quando ouviu um “Yes daddy” em resposta, seu pau pulsou nas mãos e boca dela, enquanto ele mesmo segurava em seus cabelos com força, controlando os movimentos, invadindo sua boca com força e vontade, como se estivesse fodendo a buceta molhada. Bella chupava muito bem, não fugiu do desafio. E Dae-Jung poderia gozar ali mesmo se não tivesse outros planos, se não quisesse foder a mulher em todas as posições possíveis e fazê-la implorar para que depois ele entregasse tudo e um pouco mais.
- Agora tira toda a minha roupa. - Mais uma ordem foi dada e no momento em que foi realizada, pegou a loira nos braços, orientando que o abraçasse com as pernas. A guiou até algumas pedras para que tivessem apoio e sem qualquer firula, já invadiu o corpo dela, investindo com força e vigor, estapeando as nádegas, apertando-as. Mordidas e chupões foram deixados em seus seios. Antes que Soo tentasse sequer tocar no rapaz, suas mãos foram contidas acima da cabeça e ele passou a ir contra o corpo dela com mais violência, gemendo alto, um som que misturava-se deliciosamente com o som do atrito de pele com pele.
Em algum momento, a colocou de quatro, tomando seus cabelos como rédeas, forçando sua cabeça a ficar para cima. Nesse momento, passou até mesmo a estimular o clitóris da mulher, seguindo a velocidade das estocadas, querendo ouvir os gemidos e pedidos por mais, querendo vê-la totalmente entregue e tremendo de tesão, os seios balançando, os mamilos enrijecidos. Yoon permitiu que ela o tocasse só quando entregou tudo o que ele fez por onde para alcançar.
- Vai, safada. Rebola mais e goza no meu pau. - Seu tom de voz era rouco, carregado de tesão e desejo, estapeando a bunda dela mais uma vez, pulsando em seu interior para provocar.
Não parou até que ela gozasse, aumentando aquela umidade tão convidativa para que ele também pudesse fazer isso, agarrando seu corpo, marcando-o como podia e deixando que fosse feito o mesmo com seu corpo já suado e sensível.
Claro que isso se repetiu por mais algumas vezes durante a noite, inclusive na casa de Dae-Jung quando conseguiu ficar longe do corpo de Bella por tempo o suficiente para chegarem no local mais reservado.
Ao final, já exausto e tendo feito uma ótima rotina de cardio diferenciada, deixou o corpo cair na cama, ao lado da mais nova. - Você foi maravilhosa, senhorita Soo. - Seu tom agora voltava a ser gentil e ele se inclinou para acariciar o rosto dela e beijar seus lábios agora com menos intensidade e mais respeito. - Podemos repetir quando quiser. Minhas portas estarão sempre abertas para uma diversão como essa. - Piscou o olho, rindo. O intuito era realmente terminar a noite na paz.
It's time to write a new story.
Minha vida na Califórnia não estava mais funcionando. Nos Estados Unidos no geral.
Eu tinha meus motivos antes para fazer daqui um lar, mas depois de tudo o que aconteceu com Yves e como se tornou nossa rotina na escola, isso só aumentou a saudade que eu sinto de casa. De Paris. Com minha mãe e Charlotte, eu aprendi a ser uma mulher forte e independente, firme em tudo o que eu faço e que se recusa a ser passada para trás. O que não significa que eu não tenho sentimentos. Longe disso. Eu sinto, eu me machuco. Só transformo em algo produtivo ao invés de chorar pelos cantos e me trancar no quarto. Acho isso a coisa mais deprimente do mundo.
Foi esse pensamento que me fez ir conversar com meus pais na última semana das férias de verão.
- Mãe, pai. Eu quero voltar para Paris. - Anunciei de maneira decidida, olhando meus pais nos olhos. Eu estava sentada na poltrona do escritório, as pernas cruzadas e a postura como quem trata de negócios. É claro que os dois se entreolharam antes de falar qualquer coisa.
- E eu posso saber o motivo dessa sua vontade? Seus amigos estão aqui, Vic. Sua família. - Minha mãe questiona com calma, tentando entender a situação.
- Temos família em Paris também. William, Somi e todos os meus nove primos estão lá. Não é segredo que eu sempre senti falta de lá. - Mantenho respostas objetivas, esperando o momento onde só vão me liberar para que a conversa acabe e eu vá fazer minhas malas. - Antes que mencione Yves, nós não estamos mais juntos. - Me adianto, ao ver a boca do meu pai mexendo. - Eu amo vocês e sentirei muita falta. Férias existem para matar a saudade. E vocês sempre me ensinaram a ser forte e determinada para seguir os meus planos. Sou uma boa filha, tiro notas altas e não dou motivos para não me darem esse voto de confiança. - Finalizo a apresentação do meu caso, esperando dúvidas que eu possa sanar.
Elyse questionou por mais algum tempo, assim como meu pai. Não me opus a responder nada e também não voltei atrás na minha decisão. Por fim, quando se deram por satisfeitos (ainda que com olhares preocupados), eu consegui convencer meus pais a me deixarem começar um novo ano letivo na França. Uma nova vida.
Com a ajuda dos dois, fomos atrás de uma vaga em um dos melhores colégios internos da França, a International Bilingual School of Provence. Os Atwood que residem em Paris foram avisados de que eu estaria pelo país e William disse que a casa deles estaria aberta quando eu precisasse, é claro.
O processo da mudança foi tranquilo e meus pais estavam comigo o tempo inteiro me ajudando e dando conselhos.
Tivemos um jantar de despedida apenas em família. Eu, meus pais, irmãos e tios. Não quis chamar ninguém da escola por ainda estar pensando em como daria a notícia sem tornar tudo excessivamente dramático por conta de um até breve.
No dia em que eu de fato iria me mudar, deixei com Ari e Claude uma carta. Foi escrita para três pessoas: Ahreum, Edgar e Yves. Nessa carta, eu expliquei que estaria me mudando para a França porque é um lugar do qual sempre senti falta, um lar pra mim. Que não me despedi antes por não gostar muito de despedidas, mas que agradeço os anos de amizade. Especificamente para Yves, constava na carta que eu esperava que ele conseguisse amadurecer e refletir sobre as próprias atitudes. Nunca duvidei de seu bom coração e criação, mas que ele precisava alinhar isso com seu comportamento e jeito de ser.
Não me prolonguei muito. Não era necessário e nunca foi parte da minha personalidade.
Deixei conselhos para os meus irmãos mais novos e depois fui procurar por Liz.
- Eu sei que você é super ocupada e bem sucedida. O sorriso de milhões. Mas tome conta dos dois, ok? Se mamãe e papai brigarem…bem, você é mais velha e sabe que logo eles se resolvem sozinhos. - Sorri, encolhendo um pouco os ombros. - Você vai ter competição para ver quais das herdeiras mais velhas se forma em escola e universidade com mais honras. - Provoco a a mais velha antes de abraçar com força.
Despedidas feitas, malas no carro, passagem em mãos. Acompanhei meus pais para fora de casa e dali partimos para o aeroporto. Papai nos deixaria lá, mas minha mãe iria comigo até o destino final. Eu estava certa da minha decisão. Meus sentimentos e coração pediam por isso para se recuperar.
All of the people I've ghosted stand there in the room
Em colaboração com @madneocity-universe
Feriados em família sempre foram interessante entre as Stretton. Não é incomum que em algum momento comece troca de farpas e surtos. Geralmente iniciados por Pandora, a caçula dramática. No entanto, dessa vez foi completamente diferente. Enquanto alguns queriam dar atenção para os doces, bolos e chás, outros pareciam determinados a começar uma briga. Lyra, a que geralmente tenta se manter centrada e disciplinada acabou perdendo o tom com a própria mãe, na frente de seu namorado e dos namorados das irmãs. Na frente de toda sua família. Claro que ela se arrependeu no segundo em que as palavras tão pesadas saíram de sua boca, principalmente porque viu a mãe levantar e sair trotando da sala até o quarto. Não se moveu, não falou nada, não se atreveu a olhar ninguém. Sentia o rosto arder e ficar vermelho, o sangue parecia ferver.
Somente ao ouvir a voz de Mimi que arriscou erguer a cabeça e ouvir tudo o que sua mãe tinha a dizer. Ali mesmo, na frente de família, namorado e cunhados. Foram palavras tão duras e que mesmo sabendo que a mulher tinha razão, foi um choque e uma vergonha gritante para a filha mais velha. Ela magoou uma pessoa que só deu amor e o melhor que conseguiu para suas crias. Sentia-se até mesmo sem ar, mas em momento algum desviou o olhar porque devia ao menos isso para a mãe. Encarar a bronca com dignidade, ouvir o que precisava ser dito por conta de um erro crítico. Mimi saiu da sala mais uma vez, deixando todos sem palavras. Lyra sentia-se horríve, o que a fez levantar e sair trotando como um centauro para seu antigo quarto. Só queria ficar sozinha e com certeza precisou resistir ao impulso de bater a porta na cara de Pandora que apareceu segundos depois.
-Me deixa em paz, Pandora! - Falou de maneira dura com a irmã antes de ser silenciada com as palavras da caçula. Pandora começou a disparar palavras duras e muito verdadeiras que pegaram Lyra totalmente de surpresa. Suas feições iam tomando um tom avermelhado que era uma mistura entre raiva e mágoa. Sem dúvidas que a garota só iria deixar transparecer o primeiro. Ainda assim, fez um esforço descomunal para segurar as lágrimas que queriam escorrer e encarou Pandora nos olhos. Não ia chorar porque esse posto não lhe cabe. Ela não é a pessoa que chora na casa e ouviu tudo no mais completo e absoluto silêncio, notando o quanto sua irmã mais nova tinha crescido e amadurecido. Algo que sempre desejou para as pessoas que ama e tentou colocá-las nesse caminho. Aparentemente, falhou. Pandora não apenas deu um sermão em Lyra, mas usou de palavras e termos que fizeram a mais velha ficar sem estruturas e ofegante. Mais uma vez, forçou o controle apertar os lençóis da cama. - Eu nunca quis te humilhar... - Foi o que disse num sussurro apenas para si mesma ao ver o sorriso da irmã e Pandora saindo do quarto. Lyra buscou por sua varinha e fechou a porta com magia, permanecendo sentada na cama e encarando agora a parede. Sua postura ereta.
Ouvia a família tentando retomar o clima leve que ela tirou como uma valentona faria e isso só trouxe um peso maior para seu coração. Nunca foi intenção de Lyra ser a agressora de ninguém, muito menos das pessoas que ama. Ela só queria cuidar e proteger acima de tudo. A maneira como encontrou isso foi através de seu racional. E estudando muito para ser tão inteligente quanto a mãe. Para ter um bom futuro depois do que Mimi enfrentou para que nada faltasse em casa. A cada lágrima que escorria sem permissão, Lyra se apressava para enxugar e não deixar rastros em seu rosto de que chorou. Sentia-se a pior pessoa do mundo e que não merecia qualquer tipo de conforto ou desculpas mesmo que estivesse desesperada por um abraço de sua mãe porque foi sempre nesse abraçou que sentiu que tudo ficaria bem. Em qualquer situação.
Passou algum tempo em suas próprias reflexões do que viveu até o momento, ignorando tudo e todos fora do quarto. Não que quisessem vê-la. Depois de seu surto, nem ela mesma iria querer estar na própria companhia. Lyra precisava arrumar essa confusão, então levantou-se da cama e olhou o reflexo no espelho. Ajustou a maquiagem e saiu do quarto para ir até a sala, onde todos estavam reunidos. Um dos momentos mais difíceis de sua vida. É como ela lembra desse dia até hoje. “ Você está por conta própria agora, Lyra. “
Em pé, um pouco afastada da mesa, olhou para os presentes e respirou fundo, reunindo forças para falar sem se perder.
- Me desculpem. - A fala saiu de maneira tímida. - Ninguém aqui tem culpa da bagunça que eu me tornei e nada me dá o direito de descontar nas pessoas que estão aqui hoje ou em qualquer outra. Eu ultrapassei limtes e agi da maneira errada, da maneira que não foi a que minha mãe ensinou. - Seu olhar vai até a cadeira que antes a mãe ocupava. - Pandora chamou minha atenção quanto ao fato de eu ter sido uma espécie de valentona durante todo esse tempo. Eu não tinha notado isso, então eu realmente sinto muito. Não foi minha intenção humilhar ninguém e preciso que acreditem, que saibam que tudo que eu sempre quis foi ver o sucesso e a felicidade de todos que eu amo. Se fui dura ou até mesmo má, foi por medo de vê-los sofrendo porque isso também me faz sofrer. Me dói. Eu sou uma bagunça, não nego, mas não sou uma pessoa ruim. - Virou-se para Roger. - E para você, o que eu tenho a dizer é: o senhor errou muito. Mesmo que minha mãe tenha fugido, devia ter ido atrás dela antes. Devia ter vindo por nós. Mas se a faz feliz agora, então não deixe mais essa mulher sozinha. Ela merece o mundo. - Respirou fundo, sentindo os olhos lacrimejando de novo.
Por fim, pediu licença sem esperar respostas e foi até o quarto de Mimi, batendo na porta.
- Mãe, posso falar com você? Por favor. - Aguardou até que o rosto da mãe surgisse. Só então entrou no quarto e fechou a porta para terem privacidade, ficando encostada contra a madeira, voltando a cair no silêncio, as mãos tremendo. Novamente, não queria chorar. Não queria ser vítima porque sabe que não é. Ainda assim, Mimi é a única pessoa que Lyra nunca se importou em demonstrar seus momentos de fraqueza. Mas agora é diferente, não? Lyra está por conta própria. Foi o que ouviu. Tentou ao máximo se controlar, mas um choro silencioso deu início. Dolorido.
- Não me deixa por conta própria. - Já começou por aí. - Eu sinto muito, mãe. Me perdoe. Eu estou um caos e nem eu mesma me entendo de alguns anos pra cá. Por Deus, a senhora é a pessoa que eu mais admiro no mundo! Criou sozinha três filhas de pais diferentes, foi forte. Uma guerreira. - Ainda não conseguia se mexer, mas parecia se encolher cada vez mais, sentindo-se assustada. - Eu posso não ter afinidade com Astrologia, mas foi sua profissão que nos permitiu ter tudo o que temos hoje, que não faltasse nada em nossa mesa. Foi sua profissão que ajudou a guiar nossos caminhos e evitar que tivéssemos que passar por coisas tão difíceis desde cedo. Eu tenho orgulho de quem você é, Mimi Andromeda, e isso nunca mudou ou vai mudar. - As lágrimas escorriam agora sem pudor algum e Lyra já nem tentava se livrar delas.
- A senhora nunca me pressionou, nunca me controlou. Ao contrário disso, sempre nos deixou livres para fazermos nossas escolhas, confiar em nossas mentes e corações. Nos criou para sermos boas pessoas. Eu não quis dizer nada do que disse. A verdade é que... - Pausou sua fala, tentando reunir forças. - Sei que não sou uma pessoa fácil. Eu vejo por seus olhares, os de Pandora e até mesmo das pessoas na escola. E eu encontrei alguém que disse que me ama. James Sirius deve ser um louco, eu sei. Ainda assim, eu não imaginava que isso aconteceria em um momento tão confuso da minha vida onde eu mais afastei pessoas do que as deixei entrar. Aí a senhora pediu por uma data de nascimento para fazer o mapa dele. Eu fiquei com medo. Um medo irracional de que por algum acaso fosse descoberto que isso não vai durar. A senhora tem a astrologia, Pandora tem as previsões e Cherry é uma metamorfomaga (?). Eu não tenho nada disso. Sou muito boa em Feitiços, sou excelente em tirar as notas altas e aparentemente, segundo Pandora, eu sou ótima em ser má com as pessoas, então... eu não posso ficar sem você. Lyra Sagitta não é ninguém sem a mãe dela. Eu sou um perigo por conta própria. Preciso da minha mãe. Por favor. - Já cansada e sem forças para falar, apenas se abraçou porque não sabia se podia tomar essa atitude com a mãe. O choro continuou como se ela fosse uma criança amedrontada de novo e não queria sair daquele quarto.
I miss you... and I love you.
Desde que YouTubers começaram a investir em sua própria imagem para serem encontrados por olheiros, estúdios, gravadoras e qualquer lugar que lide com artistas começou a crescer muito em demanda. Eu, como produtora audiovisual, raramente tinha um dia inteiro para descansar. Muitos vídeos musicais dos artistas da gravadora para produzir, garantir que nada estaria faltando e nem teria o que atrapalhar. Tanto trabalho quanto aqueles produtores que trabalham em Hollywood e suas megas produções. Os produtores da Sony não tem um dia de paz e a prova disso (se é que ainda restavam dúvidas) chegou quando a gravadora rompeu o contrato com um artista revelação que foi achado na internet por um olheiro. O motivo disso? O rapaz simplesmente não entregava nada e não colaborava com a própria carreira depois que o boom do sucesso inicial o alcançou. Esse foi o início da merda que se desenrolou.
Prédio da Sony Music, Nova York, o ano que só deus sabe.
Por não ter passado a noite com Micah já que ele estava ocupado no trabalho, acabei por chegar mais cedo na gravadora para adiantar parte do processo de preparo para a gravação do novo single da Pink que iria acontecer num local alugado pela produção após a mulher repassar os vocais aqui mesmo.
Tudo estava caminhando conforme o esperado, a equipe focando esforços no grande evento do dia antes que a artista chegasse. Foi um pouco depois do almoço que o primeiro tiro disparou. Pelo barulho, só podia ser no andar de baixo. Em seguida, gritos. Olhei para Melanie e Ronan em alerta.
- Temos que sair daqui. - Aviso aos dois que concordaram e sem demora já fomos nos encaminhando para os elevadores. Todos fora de funcionamento. Foi aí que senti meu coração disparar. - Escadas. - Tento outra rota.
- Astrid, se os elevadores não estão funcionando, seja lá quem estiver aqui no prédio, está usando as escadas. Talvez seja melhor nos escondermos. - Ronan segurou meu braço quando eu só queria sair dali. Melanie parecia nem conseguir se mover direito, em choque.
- Você quer ficar aqui?! Sério? - Perguntei em sussurros. Antes que eu pudesse ter uma resposta, mais tiros. Nas escadas.
Junto com meus dois amigos, nós corremos para uma das salas que usávamos para guardar o basicamente instrumentos velhos ou que estavam aguardando reparo. Os gritos tornaram-se mais altos, pedidos de socorro poderiam ser ouvidos, objetos quebrando, mais tiros. Eu me encolhi atrás de uma bateria, tentando ficar o menos visível possível. Ronan e Melanie também procuraram lugares dentro da sala para ficarem escondidos enquanto tentávamos entender o que acontecia.
Em meio ao caos lá fora, Ronan aproveitou a oportunidade para ir até a porta tentar ouvir algo. Melanie e eu tentamos impedir, mas é claro que fomos ignoradas. Antes que ele falasse alguma coisa, eu mesma já tinha ouvido uma voz conhecida. Jordan Pale, o artista demitido no mês passado e que estava tentando vender a gravadora em um processo judicial. Ele gritava alto, a voz parecia de uma pessoa claramente alterada. Alguns segundos depois, a porta da sala abriu com brutalidade, assustando Ronan que estava tentando ouvir o que tinha acontecido. Só que esse susto foi o suficiente para que Ronan caísse no chão com uma bala atravessando sua cabeça. Nesse momento eu cobri a boca com as duas mãos, fechando os olhos apertados.
- Além de terem me fodido ainda querem me assustar? Eu vou levar tudo o que tenho direito e isso inclui até a vida de quem ajudou a destruir a minha. Todos vocês! - Ele gritou para o cadáver de Ronan. Minhas mãos já estavam molhadas por conta do choro, a imagem do meu amigo caindo no chão de olhos arregalados. - Ei, Nate, Cameron, já reuniram todo mundo? Porque achei esse daqui escondido. Bom, agora tá morto. Vem cá um dos dois. Agora, mermão! Anda! - Vociferou para seus colegas, a voz arrastada.
Com um dos seus parceiros chegando, os dois entraram na sala e não demorou para nos encontrar. Melanie foi puxada pelo braço por um dos rapazes e Jordan me encontrou. Não tive tempo nem mesmo de reagir e meus cabelos já estavam sendo puxados com violência. Senti o ferro da arma pressionado contra a minha têmpora logo em seguida. - Astrid Bishop! Achou que poderia se esconder, docinho? - Um riso de deboche.
- O que você quer, Jordan? Por favor, pare com isso. - Imploro, tentando me manter firme. Ele não ajudou em nada ao me parar em frente ao corpo de Ronan, forçando minha cabeça para baixo.
- O que eu quero, Bishop? Eu quero que você olhe bem para o seu amigo e entenda o que vai te acontecer se não colaborar. Vocês me tiraram tudo e eu fiquei na merda. Agora é a minha vez e sou eu que mando! - A cada sentença, ele forçava mais a minha cabeça sem o menor cuidado. Eu sentia o cheiro de álcool exalando e as pupilas dele estavam extremamente dilatadas. Não respondi nada, apenas assenti e tentei focar em não ser morta ou ficar muito tempo olhando para Ronan.
Melanie e eu fomos levadas para onde estavam os outros reféns. Ronan não tinha sido o único morto e outros feridos também estavam ali. Jordan tinha vindo com seu próprio grupo, alguns deles revirando o andar e as salas, quebrando tudo, pegando o que tinha de valioso e também o que fica guardado para lançamentos futuros, ou seja, o que ainda não tinha chegado até o público.
Não sei afirmar quanto tempo se passou. Sei que foram horas ou assim pareceu. A polícia já tinha entrado em contato diversas vezes para tentar negociação, eu vi mais colegas sendo mortos. O disparo de uma arma é absurdamente alto na vida real e deixa um zumbido no ouvido de quem está perto. Ainda assim, esse fato não é nada perto de ver vidas sendo tiradas a troco de nada. Apenas por uma revolta. Em determinado momento, Jordan Pale começou a brincar para escolher quem seria sua próxima vítima. Ele já não queria mais nada. Ele só queria...matar. Perdido dentro de si mesmo.
A cada tiro, eu pensava na minha família, nas pessoas importantes para mim. A cada tiro, eu sentia que estava mais perto da minha vez. A cada tiro, um momento vivido vinha na mente e eu parecia enxergar toda a curta jornada que tive em apenas um flash. Me mantive calada porque todas as pessoas que imploraram acabaram morrendo primeiro. Uma pilha de corpos. Só me encolhi o máximo que eu podia, mantendo os olhos fechados e pedindo para Deus me ajudar. Eu estava sufocando.
- Quem será agora... - Jordan falava distraído enquanto seus colegas vigiavam as portas e reféns. Seu hálito foi sentido perto de mim. Apertei as mãos. - A produtora de merda que disse que meu trabalho falta conteúdo e dedicação? Profundidade? - Ele provocou e eu me mantive calada. - RESPONDE, ASTRID! - Senti meu corpo estremecer. Minha voz não queria sair.
Segundos depois, com Jordan quase puxando o gatilho, a porta foi arrombada. Um novo caos se instaurou e quando me dei conta, o sangue de Jordan Pale estava espalhado em meu rosto, cabelos e roupa. Cobri os ouvidos com as duas mãos, apertando e me curvando. Foi nessa posição que eu fiquei, chorando e não querendo ver mais nada até sentir mãos me segurando. Uma voz ao longe falando comigo. Parecia dizer que estava "tudo bem". Nada está bem. Então só deixei que fossem me guiando para fora.
No térreo, fui levada até uma ambulância para ser examinada. Meu olhar era de puro choque e eu tentei responder só o essencial mesmo que até isso fosse difícil. Quando me liberaram, eu não sabia o que fazer ou para onde ir. Me sentei na calçada mesmo. Liguei para os meus pais para que viessem me buscar. Em seguida, o telefone de Micah. Caixa postal.
Deixe seu recado...
- Eu sei que você está trabalhando, mas eu realmente preciso de você agora. Eu vi amigos e colegas sendo assassinados na minha frente e quase aconteceu comigo também. Só não aconteceu porque a polícia conseguiu entrar. Micah, eu acho que nunca te disse isso mesmo que eu esteja com você desde a escola. Eu te amo. E eu te amo muito. Não existe outra pessoa pra mim. É você e todo o caos que nos acompanha. Não quero mais ser só a "ficante séria" porque sei que podemos e somos mais que isso. Eu não quero mais desperdiçar um minuto sequer da minha vida. Eu te amo. -
Aquele beep final, indicando que o tempo tinha esgotado.
Abracei meus joelhos e escondi o rosto ali, não me movendo até ouvir a voz de Marley e James, indicando que eles tinham vindo por mim.

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Asa Butterfield in Time Freak
Pietro Félix, Vitor Micael Castro e Willian Gaunt no casamento de Micaelô.
NICK ROBINSON IN A TEACHER EPISODES 1X01-1X03
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Todd + being awkwardly adorable
Todd (as himself) in every episode [dedicated to @sadlittlenerdking]
bonus (because of tumblr’s “10 per” limit):

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Matthew Noszka by Giampaolo Sgura
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— HUNTER PARRISH GIF PACK [ RATCHED SEASON 1 ]
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Phoebe Tonkin as Daphne in season 4 of ‘The Affair’
Couple Mood: Heloísa Delorean e Vitor Micael Castro.