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Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
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I miss you... and I love you.
Desde que YouTubers começaram a investir em sua própria imagem para serem encontrados por olheiros, estúdios, gravadoras e qualquer lugar que lide com artistas começou a crescer muito em demanda. Eu, como produtora audiovisual, raramente tinha um dia inteiro para descansar. Muitos vÃdeos musicais dos artistas da gravadora para produzir, garantir que nada estaria faltando e nem teria o que atrapalhar. Tanto trabalho quanto aqueles produtores que trabalham em Hollywood e suas megas produções. Os produtores da Sony não tem um dia de paz e a prova disso (se é que ainda restavam dúvidas) chegou quando a gravadora rompeu o contrato com um artista revelação que foi achado na internet por um olheiro. O motivo disso? O rapaz simplesmente não entregava nada e não colaborava com a própria carreira depois que o boom do sucesso inicial o alcançou. Esse foi o inÃcio da merda que se desenrolou.
Prédio da Sony Music, Nova York, o ano que só deus sabe.
Por não ter passado a noite com Micah já que ele estava ocupado no trabalho, acabei por chegar mais cedo na gravadora para adiantar parte do processo de preparo para a gravação do novo single da Pink que iria acontecer num local alugado pela produção após a mulher repassar os vocais aqui mesmo.
Tudo estava caminhando conforme o esperado, a equipe focando esforços no grande evento do dia antes que a artista chegasse. Foi um pouco depois do almoço que o primeiro tiro disparou. Pelo barulho, só podia ser no andar de baixo. Em seguida, gritos. Olhei para Melanie e Ronan em alerta.
- Temos que sair daqui. - Aviso aos dois que concordaram e sem demora já fomos nos encaminhando para os elevadores. Todos fora de funcionamento. Foi aà que senti meu coração disparar. - Escadas. - Tento outra rota.
- Astrid, se os elevadores não estão funcionando, seja lá quem estiver aqui no prédio, está usando as escadas. Talvez seja melhor nos escondermos. - Ronan segurou meu braço quando eu só queria sair dali. Melanie parecia nem conseguir se mover direito, em choque.
- Você quer ficar aqui?! Sério? - Perguntei em sussurros. Antes que eu pudesse ter uma resposta, mais tiros. Nas escadas.
Junto com meus dois amigos, nós corremos para uma das salas que usávamos para guardar o basicamente instrumentos velhos ou que estavam aguardando reparo. Os gritos tornaram-se mais altos, pedidos de socorro poderiam ser ouvidos, objetos quebrando, mais tiros. Eu me encolhi atrás de uma bateria, tentando ficar o menos visÃvel possÃvel. Ronan e Melanie também procuraram lugares dentro da sala para ficarem escondidos enquanto tentávamos entender o que acontecia.
Em meio ao caos lá fora, Ronan aproveitou a oportunidade para ir até a porta tentar ouvir algo. Melanie e eu tentamos impedir, mas é claro que fomos ignoradas. Antes que ele falasse alguma coisa, eu mesma já tinha ouvido uma voz conhecida. Jordan Pale, o artista demitido no mês passado e que estava tentando vender a gravadora em um processo judicial. Ele gritava alto, a voz parecia de uma pessoa claramente alterada. Alguns segundos depois, a porta da sala abriu com brutalidade, assustando Ronan que estava tentando ouvir o que tinha acontecido. Só que esse susto foi o suficiente para que Ronan caÃsse no chão com uma bala atravessando sua cabeça. Nesse momento eu cobri a boca com as duas mãos, fechando os olhos apertados.
- Além de terem me fodido ainda querem me assustar? Eu vou levar tudo o que tenho direito e isso inclui até a vida de quem ajudou a destruir a minha. Todos vocês! - Ele gritou para o cadáver de Ronan. Minhas mãos já estavam molhadas por conta do choro, a imagem do meu amigo caindo no chão de olhos arregalados. - Ei, Nate, Cameron, já reuniram todo mundo? Porque achei esse daqui escondido. Bom, agora tá morto. Vem cá um dos dois. Agora, mermão! Anda! - Vociferou para seus colegas, a voz arrastada.
Com um dos seus parceiros chegando, os dois entraram na sala e não demorou para nos encontrar. Melanie foi puxada pelo braço por um dos rapazes e Jordan me encontrou. Não tive tempo nem mesmo de reagir e meus cabelos já estavam sendo puxados com violência. Senti o ferro da arma pressionado contra a minha têmpora logo em seguida. - Astrid Bishop! Achou que poderia se esconder, docinho? - Um riso de deboche.
- O que você quer, Jordan? Por favor, pare com isso. - Imploro, tentando me manter firme. Ele não ajudou em nada ao me parar em frente ao corpo de Ronan, forçando minha cabeça para baixo.
- O que eu quero, Bishop? Eu quero que você olhe bem para o seu amigo e entenda o que vai te acontecer se não colaborar. Vocês me tiraram tudo e eu fiquei na merda. Agora é a minha vez e sou eu que mando! - A cada sentença, ele forçava mais a minha cabeça sem o menor cuidado. Eu sentia o cheiro de álcool exalando e as pupilas dele estavam extremamente dilatadas. Não respondi nada, apenas assenti e tentei focar em não ser morta ou ficar muito tempo olhando para Ronan.
Melanie e eu fomos levadas para onde estavam os outros reféns. Ronan não tinha sido o único morto e outros feridos também estavam ali. Jordan tinha vindo com seu próprio grupo, alguns deles revirando o andar e as salas, quebrando tudo, pegando o que tinha de valioso e também o que fica guardado para lançamentos futuros, ou seja, o que ainda não tinha chegado até o público.
Não sei afirmar quanto tempo se passou. Sei que foram horas ou assim pareceu. A polÃcia já tinha entrado em contato diversas vezes para tentar negociação, eu vi mais colegas sendo mortos. O disparo de uma arma é absurdamente alto na vida real e deixa um zumbido no ouvido de quem está perto. Ainda assim, esse fato não é nada perto de ver vidas sendo tiradas a troco de nada. Apenas por uma revolta. Em determinado momento, Jordan Pale começou a brincar para escolher quem seria sua próxima vÃtima. Ele já não queria mais nada. Ele só queria...matar. Perdido dentro de si mesmo.
A cada tiro, eu pensava na minha famÃlia, nas pessoas importantes para mim. A cada tiro, eu sentia que estava mais perto da minha vez. A cada tiro, um momento vivido vinha na mente e eu parecia enxergar toda a curta jornada que tive em apenas um flash. Me mantive calada porque todas as pessoas que imploraram acabaram morrendo primeiro. Uma pilha de corpos. Só me encolhi o máximo que eu podia, mantendo os olhos fechados e pedindo para Deus me ajudar. Eu estava sufocando.
- Quem será agora... - Jordan falava distraÃdo enquanto seus colegas vigiavam as portas e reféns. Seu hálito foi sentido perto de mim. Apertei as mãos. - A produtora de merda que disse que meu trabalho falta conteúdo e dedicação? Profundidade? - Ele provocou e eu me mantive calada. - RESPONDE, ASTRID! - Senti meu corpo estremecer. Minha voz não queria sair.
Segundos depois, com Jordan quase puxando o gatilho, a porta foi arrombada. Um novo caos se instaurou e quando me dei conta, o sangue de Jordan Pale estava espalhado em meu rosto, cabelos e roupa. Cobri os ouvidos com as duas mãos, apertando e me curvando. Foi nessa posição que eu fiquei, chorando e não querendo ver mais nada até sentir mãos me segurando. Uma voz ao longe falando comigo. Parecia dizer que estava "tudo bem". Nada está bem. Então só deixei que fossem me guiando para fora.
No térreo, fui levada até uma ambulância para ser examinada. Meu olhar era de puro choque e eu tentei responder só o essencial mesmo que até isso fosse difÃcil. Quando me liberaram, eu não sabia o que fazer ou para onde ir. Me sentei na calçada mesmo. Liguei para os meus pais para que viessem me buscar. Em seguida, o telefone de Micah. Caixa postal.
Deixe seu recado...
- Eu sei que você está trabalhando, mas eu realmente preciso de você agora. Eu vi amigos e colegas sendo assassinados na minha frente e quase aconteceu comigo também. Só não aconteceu porque a polÃcia conseguiu entrar. Micah, eu acho que nunca te disse isso mesmo que eu esteja com você desde a escola. Eu te amo. E eu te amo muito. Não existe outra pessoa pra mim. É você e todo o caos que nos acompanha. Não quero mais ser só a "ficante séria" porque sei que podemos e somos mais que isso. Eu não quero mais desperdiçar um minuto sequer da minha vida. Eu te amo. -
Aquele beep final, indicando que o tempo tinha esgotado.
Abracei meus joelhos e escondi o rosto ali, não me movendo até ouvir a voz de Marley e James, indicando que eles tinham vindo por mim.