quando você passa pelos corredores da academia, todos se atentam aos seus passos, afinal é a grande CERIDWEN “CERYS” GWYNEVERE LLEWELYN VAUGHAN, a princesa do PAÍS DE GALES, tendo nascido em CARDIFF no dia TREZE DE FEVEREIRO DE 1999. mesmo sendo INGÊNUA & TÍMIDA, você conseguiu chegar ao QUINTO ANO, porque também é bastante DEDICADA & CURIOSA ainda com a tenra idade de VINTE E DOIS ANOS. quando não está ouvindo, é de THE GHOST que eles te chamam, provavelmente por estar sempre com os WEIRDOS. ah, e, espera... você não é a noiva do PRÍNCIPE DO CHIPRE?
numa chuvosa noite de fevereiro, os gritos da rainha galesa ecoavam ao que ela dava a luz à primogênita. enquanto muitos da realeza se decepcionavam ao saber que a herdeira nascida era uma garota, os pais comemoravam a sua chegada, nomeando-a ceridwen gwynevere em homenagem às avós. desde seu nascimento, a pequena cerys fora muito amada e cuidada por seus pais, que jamais pouparam esforços quando o assunto era a herdeira: davam-lhe os melhores professores particulares do país; nunca sequer deixaram que dela falassem mal em suas presenças; e sempre fizeram as vontades da garota, não para deixá-la mimada, mas sim para que pudesse experimentar a liberdade. afinal, rhiannon e aeron bem sabiam o peso que um reino tinha, e não queriam que sua filha fosse futuramente apenas a rainha, sem ter a chance de desenvolver-se como pessoa primeiro.
ainda que a atenção viesse a ser dividida com o nascimento de mais dois filhos - aderyn & caradoc, respectivamente seis e dez anos mais novo do que a primogênita -, cerys fora filha única por tempo suficiente para desenvolver uma relação próxima com os pais, apesar de não ter sido nada extraordinária. afinal, na liberdade que lhe era ofertada, cerys descobrira seu grande apreço pela solidão. entretanto, sempre fora nítido o extremo cuidado que os pais tem consigo, preferindo ajudá-la a trilhar o melhor caminho próprio ao invés de ditarem regras e despejarem o peso de expectativas desleais em suas costas. rhiannon já era amada pelo povo e pelo marido por seu grande coração, traço que apenas se intensificou com a criação de sua família.
e talvez toda a amabilidade e sociabilidade tenham s pulado a primogênita, pois enquanto o restante da família é um prato cheio de extroversão e união, ceridwen pode ser muito bem representada como a ovelha negra da família: introvertida, sempre preferira a companhia de animais à de pessoas, nunca fazendo questão de fazer muitos amigos quando criança, já que percebera que poderia passar mais despercebida quando sozinha, o que ia perfeitamente de encontro com seu mais amado passatempo: explorar o proibido. não há atrativo maior para cerys do que um mistério não resolvido!
é claro que toda sua liberdade para expressar-se como realmente é não agradaria a todos, especialmente aos conselheiros reais, que temiam a perda do afeto do povo com a coroação de uma rainha tão diferente de sua mãe. cerys nunca deu ouvidos às opiniões alheias sobre si, e, felizmente, seus pais também não, pois a defenderam como herdeira e vetaram a ideia de substituírem-na pela irmã mais nova assim que esta foi levantada. sabiam, afinal, que cerys tinha sim o que era necessário para ser uma boa soberana: um bom coração e um ouvido atento aos próprios instintos. quanto ao restante, crê-se que tudo o que precisa, cerys aprenderá na academia, apesar de sempre poder recorrer aos conselhos dos pais quando julgar necessários.
𝐝𝐞𝐝𝐢𝐜𝐚𝐝𝐚&𝐜𝐮𝐫𝐢𝐨𝐬𝐚&𝐞𝐬𝐩𝐨𝐧𝐭𝐚̂𝐧𝐞𝐚. cerys é conhecida por ser a personificação da liberdade. fala o que pensa, sem ter papas na língua, com uma sinceridade que nem sempre é bem recebida, apesar de dificilmente ser mal intencionada. pelo que lhe desperta o interesse, é capaz de ter uma dedicação admirável - uma pena que não tenha entusiasmo para as aulas monótonas e os estudos! -, característica que reflete também em sua personalidade no que tange relacionamentos: é extremamente leal.
𝐢𝐧𝐠𝐞̂𝐧𝐮𝐚&𝐭𝐢́𝐦𝐢𝐝𝐚&𝐢𝐧𝐭𝐫𝐨𝐯𝐞𝐫𝐭𝐢𝐝𝐚. jamais foi uma pessoa expansiva, preferindo poucos e bons a muitos amigos. até porque nem sempre sua natureza é cativante, já que costuma estar mais absorta em seus próprios pensamentos ao invés de verbalizá-los. sua mente, afinal, está sempre trabalhando, com um turbilhão de pensamentos! ainda que seja uma criatura extremamente amável, o mundo não lhe poupa da maldade tal qual seus pais fazem, o que a torna um pouco despreparada para lidar com problemas e grandes responsabilidades. a falta de sociabilidade acabou lhe prejudicando, ao que tem dificuldade em perceber más intenções por trás de palavras e ações, a tornando de certa forma um alvo fácil quando o assunto é ingenuidade. ainda assim, cerys nutre a crença de que se tentar, é capaz de abraçar o mundo.
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aquilo partia o coração de matyas — como se já não estivesse partido. amar cerys significava automaticamente querer algo impossível e para alguém que cresceu tendo tudo o que queria, essa era a parte mais difícil ; entender que amar cerys, infelizmente, não significava poder tê-la para si. se pudesse, se tivesse como, essa situação já teria sido revertida. contudo, não estava em suas mãos — nunca esteve. “isso mesmo.” assentiu oralmente e com sua cabeça, ouvindo-a repetir sua frase. ela dizendo aquelas palavras era música para seus ouvidos. a melhor das músicas. “eu ainda amo você, cer.” assegurou a ela, porque sentia que aquilo era o que devia dizer. no relacionamento dos dois, matyas pronunciava eu te amo em toda oportunidade que tinham. não sabia quando era o momento correto, porque isso nunca esteve presente em seu crescimento, e acabava por dizer sempre, toda vez que batia vontade. não tinha um relacionamento para se basear, não tinha um modelo. matyas simplesmente agia como sentia que deveria agir. essa era sua resposta automática para tudo. “ninguém será capaz de mudar esse sentimento.” concluiu. nos braços dela, como gostava de estar, matyas aproveitava para inalar o cheiro de cerys. como sentia falta daquilo, de algo tão simples, tão natural. o aroma dos cabelos, da pele, do perfume… qualquer um. ele queria todos. “eu não vou sair.” negou, automaticamente. “vou ficar aqui até você pedir para que eu saia.” adicionou, deixando que seus braços tomassem o corpo de cerys ainda para mais perto, anulando qualquer espaço que pudesse restar entre eles. “deixa isso para lá, cerys. a gente sabia que uma hora teríamos que terminar e seguir nossos caminhos. felizmente, nossos caminhos continuam se cruzando.” naquele momento, acreditava nos conselhos e histórias que sua mãe costumava contar para andras e matyas antes dos dois pegarem no sono, ainda bem pequenos, ainda juntos. ela gostava de dizer que quem deve estar em sua vida, sempre daria um jeito de estar, de se manter. e era isso com matyas e cerys. “isso dói porque isso é de verdade.” tais palavras faziam sentido na cabeça de matyas, mas após dizê-las, já não podia reafirmar isso. quando ela pediu que ele fugisse com ela, imediatamente respondeu: “eu faço tudo o que você quiser. tudo o que você pedir.” a mais pura verdade. “quer fugir? a gente foge, cer. para bem longe daqui, dos curiosos, dos intrometidos. eu faria de tudo, eu faço de tudo, para a gente sair daqui.” disse, pegando-a no colo, para tirá-la daquele estágio de tristeza — e tirar a si mesmo. “qual o nosso primeiro destino?” perguntou, ajeitando-a em seus braços, iniciando sua caminhada pela vila.
ouvir aquelas palavras na voz de matyas era tudo o que cerys precisava. o amor do húngaro era o que precisava para curar suas feridas e o combustível que a permitia transformar em fogo sua faísca. se o tinha, cerys seria capaz de tudo em nome dele. “eu amo você, matty. always have, always will.” cerys murmurou as palavras que representavam a maior certeza de sua vida. podia ter quase nenhum controle sobre seu futuro, mas sabia que jamais deixaria de amar matyas ápárd com todo o seu coração. seu futuro podia ter sido traçado por terceiros antes mesmo dela completar seu primeiro ano de vida, porém desde a primeira vez que pusera os olhos no húngaro, cerys soube que o universo a dizia que seu destino era ele. abraçada a ele, ela aproveitava o momento, pois ainda que estivesse bêbada pelo álcool, era o cheiro dele que a inebriava da melhor forma. era o aroma de capim limão tão único e marcante que era o verdadeiro ar que cerys precisava respirar para viver. uma onda de calma acalantou seu coração ao ouvir as palavras que precisava de matyas, uma promessa, permitindo seu corpo relaxar mediante o aperto alheio. podiam ter terminado, mas de forma alguma o que havia entre eles havia acabado. duvidava que algum dia acabaria. as palavras seguintes soaram como música a seus ouvidos, porém cerys demorou alguns segundos para acreditar que eram reais, que matyas estava disposto a fugir com ela. entre suas lágrimas, um sorriso esperançoso apareceu. ao ser pega no colo, passou os braços ao redor do pescoço do ex-namorado, fechando os olhos por poucos segundos e apenas inalando o cheiro conhecido que emanava da curva do pescoço alheio. seu lar, era isso que os braços alheios eram. finalmente podia relaxar, deixar de lutar contra o álcool e a consciência do turbilhão de problemas que tinham para enfrentar. mediante a pergunta, as palavras deixaram preguiçosamente seus lábios “nós podíamos ir para a suíça. lá é bonito e calmo. poderíamos finalmente ter paz...” um pequeno sorriso doce surgiu em seu rosto ao imaginar uma vida toda lá ao lado de matyas. “mas, antes, precisamos passar no meu dormitório. não posso abandonar o ghost!” pontuou com preocupação, pois jamais deixaria seu fiel companheiro de quatro patas para trás! embalada pelos passos alheios e finalmente sentindo a calma em seu corpo, não tardou para que cerys cedesse ao cansaço, fechando os olhos e engatando em um sono com o qual lutava há algum tempo. estava com matyas; tudo ficaria bem.
“Claro, seu apoio incondicional me deixa emocionado“, sua mãe costumava dizer que revirar os olhos traria má sorte, e que ele ficaria daquele jeito para sempre. Carlisle não sabia se para assustá-lo como lição por seu descaso à obediência ou se realmente acreditava naquilo; já que ela gostava de contar histórias. Em todo o caso, nunca havia aprendido a parar. O movimento então seguiu em rosto no seu mal costume, mesmo que Cerys não pudesse vê-lo. Sua postura despreocupada, no entanto, desapareceu quando ambos quase tropeçaram nas escadas. Carlisle perdeu um degrau e teve que se segurar na parede com mais força; sobreviveram por pouco, com sorte chegariam ao fim daquelas escadas com vida. ”No próximo evento, me lembre de trazer sapatos apropriados para este tipo de situação“.
Podia concordar com ela, mesmo que sua própria consciência pesasse para mais para a cobiça que o desapego. ”Acho que dependendo da maldição, não seria tão ruim; eu poderia ser um rico amaldiçoado, se fosse algo suportável. Como… Virar um esqueleto à noite“, sorriu então e percebeu que haviam alcançado o último degrau. ”Última chance para voltar e fingir que nada disso aconteceu, o que acha?“.
“anotado! seremos dois!” cerys respondeu de prontidão ao que recuperava o fôlego pelo susto. ela também estava propícia a abandonar os bons modos e apelar para seus confiáveis coturnos enlameados no próximo evento, já que além de serem extremamente desconfortáveis, os saltos altos que usava agora também não lhe passavam confiabilidade alguma em seus passos. especialmente em escadas como aquela! “mas aí já parou pra pensar que talvez você nunca mais pudesse dormir de forma confortável? qual é, isso aí no mínimo ia te deixar louco... além do mais, talvez você tivesse que dizer adeus também à janta... é de se pensar, huh? maldições nunca são simples, são sempre traiçoeiras!” alertara como se fosse expert no assunto. ao se depararem com o último degrau, cerys sorriu, com o corpo sendo tomado por um estremecer de animação “não seja covarde, carlisle! nós já chegamos até aqui... vamos!” e, nada sutilmente, cerys o empurrou pelos ombros para que avançassem. curiosamente, com ele à frente, pois caso qualquer coisa acontecesse ela teria mais chances de escapar. era corajosa, mas não burra!
“Tem certeza? Eu adoraria a sua companhia, mas se estiver ocupada não tem problema…” O convite de Adeena estava relacionado com o fato da outra ser uma das poucas com quem sentia-se confortável e ela parecia não se importar com sua personalidade mais contida, o que a deixava satisfeita também. A diferença entre os comportamentos das duas, inclusive, era o que estava chamando atenção da herdeira. Muito estranho que Cerys não estivesse lhe dando um monte de ideias malucas sobre o que poderia fazer ou onde ir para se divertir. “Hmm…” Murmurou, sem saber como agir sem parecer que estava se metendo onde não era chamada, apesar de estar. “Você está bem, Cerys?”
“claro! eu amo cavalgar, então não é como se eu precisasse de muito pra largar qualquer outro compromisso pra ficar com odin.” cerys comentou de forma bem humorada com um encolher de ombros. também não era como se precisasse de muito para evitar seus compromissos reais. apesar do sorriso em sua face, adeena a conhecia... dessa forma, com um suspiro, ceridwen abandonou o semblante que tentava manter para perguntar à princesa “como você faz isso tão bem, dee? como consegue manter um sorriso e aceitar tão bem os deveres?” era algo que sempre admirara na outra, afinal, pois sentia que jamais poderia atingir tal nível de classe e calmaria tão naturalmente. “como você consegue ter sempre um sorriso tão tenro no rosto?”
apesar do ambiente aconchegante do barbaresco bar , aquele não era seu lugar predileto . no entanto , era o único em que conseguiam beber bem e jogar conversa fora . oras , naquele fim de mundo não haviam tantas coisas para se fazer . antes que pudesse dar um gole na cerveja , ele levou a caneca até o copo de cerys , brindando de uma maneira discreta . os recipientes se chocaram , reproduzindo um pequeno barulho , mas que apenas eles foram capazes de escutar , já que a música preenchia o ambiente . talvez , os colegas da academia os olhassem torto caso os pegassem ali , sentados naquela mesa de bar — por conta da diferença de idade ou , também , por serem completamente opostos . no entanto , lá estavam . o príncipe sabia que ela não era como as outras , era diferente . ou , como muitos preferiam dizer , esquisita . no entanto , a esquisitice , ingenuidade , o deixavam interessado , é claro; era movido por interesse . como a grande maioria dos nobres , embora estes não gostassem de mostrar suas sombrias facetas . ‘ spies and treachery are constant in our world . ’ disse , olhando-a com seriedade . as palavras , por outro lado , continham sua parcela séria , como também um pouco de zombaria . alimentando , mesmo que minimamente , a imaginação alheia . sabia que a galesa possuía um certo apreço por mistérios e segredos . curiosamente , esse era um dos motivos da repentina aproximação de milan . ‘ então , é preciso tomar muito cuidado . ’ mais um gole na cerveja . ‘ principalmente com a volta de javier . ’ o argentino voltara com sede de vingança , era mais que claro . e , bem , de certa maneira , ele não estava errado — milan faria o mesmo . no entanto , seu trono valia mais que mil vidas . faria de tudo para se proteger . ‘ pobre selisée . ’ lamentou falsamente .
apesar do ambiente aconchegante do barbaresco bar , aquele não era seu lugar predileto . no entanto , era o único em que conseguiam beber bem e jogar conversa fora . oras , naquele fim de mundo não haviam tantas coisas para se fazer . antes que pudesse dar um gole na cerveja , ele levou a caneca até o copo de cerys , brindando de uma maneira discreta . os recipientes se chocaram , reproduzindo um pequeno barulho , mas que apenas eles foram capazes de escutar , já que a música preenchia o ambiente . talvez , os colegas da academia os olhassem torto caso os pegassem ali , sentados naquela mesa de bar — por conta da diferença de idade ou , também , por serem completamente opostos . no entanto , lá estavam . o príncipe sabia que ela não era como as outras , era diferente . ou , como muitos preferiam dizer , esquisita . no entanto , a esquisitice , ingenuidade , o deixavam interessado , é claro; era movido por interesse . como a grande maioria dos nobres , embora estes não gostassem de mostrar suas sombrias facetas . ‘ spies and treachery are constant in our world . ’ disse , olhando-a com seriedade . as palavras , por outro lado , continham sua parcela séria , como também um pouco de zombaria . alimentando , mesmo que minimamente , a imaginação alheia . sabia que a galesa possuía um certo apreço por mistérios e segredos . curiosamente , esse era um dos motivos da repentina aproximação de milan . ‘ então , é preciso tomar muito cuidado . ’ mais um gole na cerveja . ‘ principalmente com a volta de javier . ’ o argentino voltara com sede de vingança , era mais que claro . e , bem , de certa maneira , ele não estava errado — milan faria o mesmo . no entanto , seu trono valia mais que mil vidas . faria de tudo para se proteger . ‘ pobre selisée . ’ lamentou falsamente .
milan sempre fora uma figura que a intrigara. afinal, para cerys, a cicatriz na face alheia que não podia ser ignorada era praticamente um chamariz de que havia alguma boa história por trás. e, bem, não era segredo para ninguém o quanto cerys era fã de resolver mistérios. ainda que não fosse a maior fã de bebida, lá estava ela, brindando com milan com seu copo de drink. sabe-se lá o que tinha, o que importava era que o gosto era doce. as palavras alheias foram ouvidas atentamente pela mais nova, que estreitou levemente os olhos para milan, como se quisesse ler para além do que lhe era dito. se era prender sua atenção que ele queria, havia conseguido! deixou que o ar fosse expirado pelas narinas à menção do nome do noivo de sua amiga. bem, ex-noivo. “acha mesmo que a culpa é dele?” questionou de forma sincera, sem dar bandeira de sua própria opinião para que recebesse a resposta sem influências. e, indo mais a fundo, questionara “qual você acha que é o verdadeiro motivo por trás da tragédia?” e, como sinalizasse que não sossegaria até ouvir a resposta alheia, cerys levou o copo à boca, bebendo um demorado gole de seu drink.
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Onde: Praia
Frase de Inspiração: Amiga, não seja tão careta, tem que se insinuar um pouco.
Quem: @cvaughan
Ele gostava de passear pela praia, era um dos locais que ele mais gostava de fotografar por também, como haviam muitos turistas, acabam saindo ótimas fotos naturais por ali, de momentos únicos e que na visão de Kabir, valiam a pena serem lembrados e guardados. Vendo o mundo através das lentes da câmera, foi um movimento mais para o lado e avistou a herdeira do País de Gales cercada por um trio de garotas, que pareciam não estar sendo anda amigáveis com a jovem e isso era o suficiente para que ele abaixasse a câmera e se aproximasse delas, a tempo de ouvir algo sobre como Cerys estava sendo careta demais, que era uma praia e ela deveria se insinuar mais. ❝Cerys, você pode vir comigo? Eu estou tirando umas fotos e acho que você seria ideal pra elas.❞ Falou após se aproximar, ignorando por completo a presença das outras três, naquele momento não se importando muito em estar sendo rude. Ainda que quando uma das três se ofereceu para posar no lugar da galesa por estar mais condizente com o ambiente de praia, Ahmed negou com a cabeça. ❝Agradeço a oferta, mas tenho apreço por retratar belezas singulares e que se destaquem dentre a multidão… Logo, Cerys é a melhor opção.❞ Ele conseguia sentir a ofensa sendo tomada não só na loira que havia perguntado, mas em todas as três, contudo, ele apenas se resignou a voltar seu olhar para a Vaughan. ❝Então, o que me diz? Aceita ser minha modelo por hoje? Juro que não vai durar mais que alguns minutos.❞
Onde: Praia
Frase de Inspiração: Amiga, não seja tão careta, tem que se insinuar um pouco.
Quem: @cvaughan
Ele gostava de passear pela praia, era um dos locais que ele mais gostava de fotografar por também, como haviam muitos turistas, acabam saindo ótimas fotos naturais por ali, de momentos únicos e que na visão de Kabir, valiam a pena serem lembrados e guardados. Vendo o mundo através das lentes da câmera, foi um movimento mais para o lado e avistou a herdeira do País de Gales cercada por um trio de garotas, que pareciam não estar sendo anda amigáveis com a jovem e isso era o suficiente para que ele abaixasse a câmera e se aproximasse delas, a tempo de ouvir algo sobre como Cerys estava sendo careta demais, que era uma praia e ela deveria se insinuar mais. ❝Cerys, você pode vir comigo? Eu estou tirando umas fotos e acho que você seria ideal pra elas.❞ Falou após se aproximar, ignorando por completo a presença das outras três, naquele momento não se importando muito em estar sendo rude. Ainda que quando uma das três se ofereceu para posar no lugar da galesa por estar mais condizente com o ambiente de praia, Ahmed negou com a cabeça. ❝Agradeço a oferta, mas tenho apreço por retratar belezas singulares e que se destaquem dentre a multidão… Logo, Cerys é a melhor opção.❞ Ele conseguia sentir a ofensa sendo tomada não só na loira que havia perguntado, mas em todas as três, contudo, ele apenas se resignou a voltar seu olhar para a Vaughan. ❝Então, o que me diz? Aceita ser minha modelo por hoje? Juro que não vai durar mais que alguns minutos.❞
era por isso que cerys preferia a solidão. quanto mais tentava se enturmar, a sensação que tinha era que pior se saía. havia ido à praia com outras três meninas, porém enquanto elas pareciam mais do que confortáveis em mostrarem seus corpos em biquinis, a galesa preferia a segurança de suas roupas escuras e de seus inseparáveis coturnos. talvez não fosse realmente o melhor traje para aproveitar a praia, mas, bem, o que elas tinham a ver?! como um anjo enviado dos céus, kabir apareceu, chamando-a. sua salvação! com um sorriso gentil, ela assentiu prontamente ao convite, não conseguindo esconder um olhar incomodado ao que uma das garotas se ofereceu para substituí-la. a resposta de kabir, entretanto, foi o que fez com que o queixo de cerys caísse, no que ela rapidamente disfarçou em um sorriso. “claro! não estou com pressa pra nada, então pode tomar o tempo que for preciso!” o respondeu, fazendo questão de indicar que não gostaria de retornar para as companhias tão cedo. ou nunca mais. não precisou de muito mais para despedir-se das garotas, andando rapidamente na direção do príncipe ao que subocava um mudo “obrigada! te devo essa!” e, uma vez que já estavam suficientemente afastados para não serem ouvidos, cerys soltou “uau, você é um anjo, sabia? mais um minuto ali e eu juro que ia acabar esganando uma delas...” admitiu com uma leve careta, rindo. “e, caramba, o que você falou... se eu não soubesse que foi só pra me salvar, eu teria acreditado!” brincou, batendo levemente contra o ombro alheio. “mas, falando sério, obrigada por me resgatar. mesmo que seja só pra te fazer companhia enquanto você tira fotos, vou adorar... porque, sinceramente, eu não faço nem ideia de como posar.” admitiu bem humorada.
lembrava-se de uma época obscura de sua existência, quando seu pai afirmava que com o tempo e idade, alejandra amadureceria e compreenderia as questões da vida. isso, em uma época em que ela não era muito diferente de agora, e vivia perdendo-se em luxúria, esbornia e muita fofoca a respeito do seu nome pelo país. morel em nada aprovava, mas como poderia julgá-la quando parecia fazer o mesmo? era de conhecimento geral, que o homem vivia perdendo dinheiro em jogos, gastando com mulheres na noite e ainda sim, continuava sendo um cidadão de bem. então diante de cerys e como ela parecia prestes a colocar os bofes para fora novamente, lembrava-se um pouco de si mesma naquela idade e bem, em nada havia mudado. ‘ hm, não sei. costumo curar minhas ressacas com meu próprio elixir magico. assentiu, ombros sendo balançados. na realidade, pouco conhecia da enfermaria, uma vez que quando tinha problemas, ela mesmo os resolvia. a atidude de outrem, no entanto, a fez sentir-se culpada por mentir e por, bem, como ela parecia estar se solidarizando com as dores que não sentia. ‘ é mentira, não tenho cólicas. o tom era mais baixo, para que ninguém além dela pudesse ouvir. ‘ estou fugindo de uma reunião. sorriu, admitindo sua culpa. ‘ se quiser, podemos sair daqui. tenho sorvete no meu dormitório, pode ajudar com o seu enjoo.
“elixir mágico?!” questionou de prontidão, com um quê de desespero em sua voz, já que no momento tudo o que mais queria era fazer passar aquela maldita sensação de que havia sido atropelada por um caminhão. que fosse um smoothie de ovo cru com suco de couve e páprica, se cessasse seu mal estar, ela tomaria! a confissão alheia a pegou de surpresa, a fazendo guardar novamente na bolsa a cartela de remédios, ao que esperava pela justificativa. e, felizmente, ela veio sem que precisasse perguntar ou se enxerir mais na vida alheia. com um riso fraco, cerys não se conteve ao falar “isso é completamente compreensível. relaxa, seu segredo está a salvo comigo.” por mais que sua relação com ale não fosse das mais próximas ou íntimas, não era do feitio de cerys chantagear, então suas palavras eram sinceras. alejandra podia contar com ela. um pequeno sorriso brilhou no semblante da galesa com a oferta “você tá falando sério?! ah, eu acho que um sorvete cairia super bem... acho que todo o álcool de ontem está fazendo meu estômago arder com o fogo do inferno...” reclamou em uma leve careta, aproximando-se da outra. timidamente, cerys perguntou, já tendo o ‘não’ e indo em busca do ‘sim’, “você por acaso teria um pouco do seu elixir milagroso pra me dar? sério, te dou qualquer coisa em troca.”
❝ i think the whole idea of ‘finding yourself’ is kind of bullshit. we are what we chose to be. we make ourselves. ❞
"sabe de uma coisa? eu concordo plenamente!" afirmou com convicção, empolgando-se e desandando a falar "eu não aguento mais ouvir como e quem devemos ser... quem eles acham que são? o que acham que nós somos?! meros peões no joguinho deles?!" suspirando fundo, determinou "de hoje em diante, eu escolho quem eu serei e o que vou fazer." então, virando-se para neslihan, desferiu a pergunta com empolgação "e você, nes? quem você aspira ser?"
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“ we’re gonna figure all this out together, i promise. “
flashback
"não, matty, não vamos!" dizer aquelas palavras doía em ceridwen mais do que mil e uma facadas doeriam. "não há como nós ficarmos juntos!" a voz embargada custava a declarar as palavras, como se a alma de cerys fosse arrancada com a triste percepção da situação. bem, seu coração, ao menos, parecia ter sido arrancado para fora de seu peito. "nós somos apenas as malditas peças no tabuleiro desse jogo, você não vê? não temos voz!" exclamava; as lágrimas deixando seus olhos como cachoeiras. "eu não posso ser egoísta. eu te amo, mas não posso te ter. não, eu simplesmente não posso pedir que você vá contra seu irmão, que corra o risco de ser alvo de algo de ruim pela ordem... eu não posso pedir que você abra mão de um futuro brilhante por minha causa; que rompa um noivado que já estava firmado antes mesmo de você me conhecer..." negou com a cabeça, forçando-se a ouvir a voz da razão enquanto a da emoção rasgava em gritos de agonia em sua mente. "eu vou para sempre te amar, matty... mas isso aqui, nós dois... foi um erro, que não deveria nem ter acontecido em primeiro lugar. fomos ingênuos de achar que haveria lugar para nós no futuro... eu te amo, matyas ápárd, mais do que tudo... e é por isso que não quero mais te magoar. não quero mais criar expectativas, quando sei que não poderemos atingi-las... porque, por deus... te machucar simplesmente me mata."
[ sing ] - your muse catches mine performing their favourite song with a hairbrush as a microphone.
"'cause karma is my boyfriend, karma is a god! karma is the breeze in my hair on the weekend!" cerys cantava karma, em plenos pulmões, como se sua escova de cabelo fosse seu microfone e os móveis de seu quarto fossem sua plateia. naquele momento, a galesa praticamente incorporava a própria taylor swift em sua performance. não que naturalmente ela não faria isso, mas talvez o baseado que fumara sozinha enquanto esperava pela companhia da khavinsky em seu dormitório fosse o responsável por deixá-la tão à vontade. "karma's a relaxing thought, aren't you envious that for you it's not? sweet like honey, karma is a cat, urring in my lap 'cause it loves me!" continuou cantando, mesmo após ser pega no flagra pela chegada repentina da loira. contendo um riso, ela apontou a escova na direção da princesa, a incentivando a cantar junto a próxima parte "flexing like a goddamn acrobat, me and karma vibe like that!"
"e quem disse que eu quero me livrar de você?!" ela disparou, erguendo uma sobrancelha e fazendo questão de reforçar "você pode até tentar fugir de mim, mas estará pra sempre ligado a mim, porque eu não vou sair do seu pé nem quando for um velho chato e bafento!" a verdade é que há muito tempo ceridwen não conseguia imaginar sua vida sem a presença de xavier. e nem queria! "mas eu estava falando sério, eu realmente preciso trocar de roupa!" disparou, erguendo as sobrancelhas e o encarando, esperando que xavier fizesse um movimento sequer de menção de sair de sua cama. "okay, então! se quer ficar, pode ficar! não é como se você já não tivesse visto antes... lembra quando fez um calor de quarenta graus na sua casa e nós pulamos pelados no lago? acho que tínhamos uns sete ou oito anos..." ela divagou nos pensamentos nostálgicos em um riso. desfazendo o nó da gravata do uniforme, então, ela continuou a falar, brincando mas talvez falando um pouco sério no fundo "fique aí e me diga se meu strip tease ia enlouquecer os garotos. quer dizer, meu futuro marido." só que, é claro, cerys não sabia ser sensual àquele nível, de forma que levava tudo para o lado cômico.
quem diria que algumas horas bebendo juntos, por insistência de cerys em fazer companhia a minsik, acabaria nele a ajudando a voltar para o dormitório após praticamente serem expulsos do bar por conta da hora avançada?! "shit, está gelado aqui fora!" cerys choramingou ao que o corpo se encolhia pelo vento gélido que soprava na calada da noite. "here, take this. you'll catch a cold." foi o que ela escutou, incrédula, o coreano dizer. e, mais ainda, ficou parada - com medo de falar ou fazer alguma coisa que recuasse alguns passos na relação recém construída - ao que ele vestiu o próprio casaco pelos ombros da menor. "obrigada." ela soprou baixinho, ao que uma linha se fazia presente entre suas sobrancelhas pela estranheza frente ao ato, mas com um pequeno sorriso despontando ao provocar "quem te viu, quem te vê... eu não te tomaria por um gentleman... mas é uma surpresa boa!"
💁 if someone was rude to you, would you be rude back?
tendo uma educação literalmente digna de uma rainha, seria esperado de cerys que não. entretanto... cada caso é um caso. inicialmente, cerys tentaria apaziguar, quiçá até fingir que não reparou e retaliar com bom humor (minsik que o diga!). mas, se há alguma história por trás, a princesa galesa também não tem papas na língua e nem recua quando é necessário colocar suas garrinhas de fora!
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