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cal: would your muse break the law ?
ooc — então!!! boa pergunta essa! até preferi responder em ooc porque é um assunto que o matyas com toda certeza zombaria e não levaria a sério e buscando o melhor desenvolvimento das minhas ideias e ambições para o personagem, essa resposta merece ser mais aprofundada. ele infringiria a lei? depende da lei. o maior medo da vida dele tendo em mente o futuro que ele vai ter como comandante das forças armadas (inspirado totalmente no four de divergente) é ter que assassinar um inocente, ter que cometer algum ato grave contra uma pessoa que não mereça. isso mexe com ele. para ele, mesmo sob o panorama militar, matar está fora de cogitação. agora, drogas? ele caga para qualquer regra sobre isso, álcool e festas. se ele roubaria algo/alguém? depende também. ele almeja acabar com o irmão e para isso vai ter que roubar algumas coisas dele, ou o objetivo final não vai ser alcançado. tem outras leis/princípios/costumes morais que eu poderia mencionar, mas acho que deu para ter uma ideia da moral do matyas enquanto regras constitucionais ou princípios e entendimentos internacionais — famoso bom-costume também. ele infringiria a lei se fosse para chamar atenção (leia-se: i. se meter em briga ; ii. drogas ; iii. apostas ; iv. casa de prostituição ; v. álcool), mas atentar contra a vida/integridade física de um inocente? jamais.
Não dormia bem desde o acidente que tinha levado os irmãos. Era por isso que se sentia bem mais a vontade de noite no escuro do que com uma luz acendida, afinal tudo lembrava eles. Já tinha tentado tomar vários remédios para ajudá-la na insônia, mas eles sempre a transportavam para um mundo de pesadelos que fazia com que acordasse com lágrimas nos olhos. Naquela noite em específica, tinha dificuldades em fechar os olhos, rolando de um lado para o outro, imersa em seus próprios pensamentos e memórias. Não queria ligar a luz, pois isso desbloqueava coisas que tinha enterrado há muito tempo, uma recomendação dos próprios pais. Devia até mesmo evitar em pensar naquilo.
Ainda sim, era inevitável para a tailandesa, uma vez que só conseguia pensar naquilo havia anos. Os pensamentos eram assombrados pelos próprios atos impensados, sendo eles uns dos motivos de jamais ter agido no impulso novamente. A maioria pensava que tinha apenas criado juízo com a coroa em sua cabeça, mas a história era muito mais profunda do que qualquer um sabia, até os melhores amigos. Os pais disseram que não devia confiar em ninguém a respeito daquilo, então mantinha no máximo segredo os seus pecados. Não havia meditação, no entanto, que livrasse os ombros do peso que carregava ao fingir que nada acontecia. Caminhou às escuras atingindo a geladeira, tirando um pouco de água, esperando que levasse ela a sanidade.
O pior de tudo é que tinha esquecido do som das risadas dos irmãos. Podia ser algo estúpido para outra pessoa, mas não para alguém como Ranee. O sorriso, a risada… Eram mais do que importantes, eram fundamentais. Ainda sim, tinha ousado esquecer da risada das pessoas que mais amou durante a vida. Ao escutar os gritos do amigo, algo que era mais comum que deveria ser o ideal, sabia que o encontraria ali em breve. Um sorriso apareceu nos lábios quando o homem saiu do quarto, fazendo com que retirasse os olhos do copo que segurava. Acendeu a luz para que pudessem se ver, um olhar compreensivo atingindo sua expressão. Sabia que não parecia bem com as olheiras e o rosto que afundava em algumas partes. “Não, eu já estava acordada.” Revelou enquanto colocava uma mecha atrás da orelha, tentando parecer melhor do que estava naquele momento. “Sonho ruim?”
matyas geralmente dormia sem camisetas. antes da academia, a prática do rapaz era de dormir completamente nu, evitando qualquer problema possível em uma crise de terror noturno. contudo, morando num apartamento com ranee, ele havia tomado como ritual dormir somente sem camiseta, porque já acontecera de o rapaz rasgar o próprio pijama durante a noite. dessa forma, de frente para a geladeira com o tronco descoberto, a pele quente de tanto suar, matyas tremeu — o ar gelado que saia do eletrodoméstico lhe fez arrepiar por completo. somente após dar um pequeno saltinho depois de tremer seu corpo inteiro que respondeu a companheira de apartamento. "acontece bastante nesse lar." comentou, procurando por algo que pudesse aliviar sua sede mas não fosse literalmente água. às vezes era difícil considerar o dormitório uma casa, mas se nem sua casa de verdade era uma, o que lhe restava? ao menos ranee e ele não tinham intrigas; conviviam de forma tranquila, tinham uma boa conexão. ali, ainda por cima, se sentia melhor do que em seu lar. "acabou o suco de laranja?" perguntou, vasculhando a geladeira, em busca de uma jarra de suco que jurava ter visto ali. "o mesmo de sempre, como sempre." respondeu. matyas só tinha o mesmo sonho ruim. toda noite. toda vez que fechava os olhos. "e você, nee, sonho ruim ou insônia?" questionou-a, de volta. "quer assistir algo? posso fazer uma pipoca para a gente. pelo menos assim não temos que voltar para lá." com a cabeça, sinalizou a direção de seus quartos, indicando os pesadelos que lá os perseguiam. matyas preferia socializar do que ter que lidar com sua consciência.
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ouvir matyas dizer aquelas três palavras a matava. sabia, afinal, a tremenda mentira que carregavam, pois ela mesma era culpada de já tê-las usado quando era mais claro do que o sol que não, não estava tudo bem. toda a tensão de seu corpo pareceu dissipar mediante o toque do húngaro, ao que seu corpo relaxava e ela se permitia fechar os olhos para concentrar-se na palma quente que envolvia sua bochecha. ah, como sentira falta daquele toque… até mesmo da repreensão alheia, tão claramente envolta em carinho e cuidado, cerys sentira falta. “desculpe…” murmurou, porém não era só por ter agido daquela forma e o preocupado que pedia perdão. pedia perdão por tudo o que não podia fazer por eles. seu maior desejo era ouvir cegamente seu coração, pois quando estava com o ápárd, nada mais importava. aproveitava da proximidade para deixar que seus olhos admirassem as tão bem conhecidas feições alheias quando o ouviu dizer que era seu, algo que foi como uma carícia e uma facada ao mesmo tempo em seu coração. em um mundo com oito bilhões de pessoas, havia sido agraciada pelo milagre de poder chamar a mesma pessoa a quem era completamente devota de sua; então quem era o grupo de pessoas que ousava achar-se no direito de dizer que não eram o melhor um para o outro?! “você é meu, e eu sou sua.” repetiu, desejando que a firmeza de sua voz fosse capaz de tornar aquela verdade mais importante do que tudo. “eles são o problema, são tudo o que há de mal no mundo… mas nem eles podem me tirar de você, nem te tirar de mim.” poderia até culpar o álcool, porém naquele momento tinha certeza de que iria até o inferno e voltaria se houvesse que lutar contra a ordem por matyas, era capaz de derrubar tudo e todos que ousassem atrapalhar seu caminho. ao mesmo tempo que havia dor e fúria em seus olhos, no fundo, era visível como o motivo de tudo aquilo era genuíno amor. do tipo que virava seu mundo de ponta cabeça e a fazia dispensar a razão em um piscar de olhos. fora assim desde a primeira vez que vira o sorriso de matyas e o brilho em seus olhos. por isso doía tanto ouvi-lo falar que não podiam ser felizes, que não havia um futuro em que pudessem ficar juntos. normalmente, cerys acabaria ouvindo a razão e se obrigando a concordar, ainda que significasse arrancar seu coração do próprio peito em nome de seu dever. como era agridoce a sensação de ver aquele maldito sorriso de matyas, acompanhado de palavras tão dolorosas. era negação o estado em que se encontrava, agravado pela quantidade de álcool em seu pequeno corpo, como a faísca que incendiava um barril de gasolina. era por aquele sorriso que sua mente trabalhava de forma incansável para bolar algum plano com que pudessem burlar o destino, fugir de suas garras e amarras. por esse motivo, cerys negava com a cabeça ao ouvir as palavras alheias, lágrimas irrefreáveis escorrendo de seus olhos ao mesmo tempo em que suas mãos se agarravam às vestes de matyas, apertando o abraço como se sua vida dependesse daquilo. porque sentia que dependia. “então não saia. por favor, não saia. não me deixe aqui. eu sinto sua falta mais do que tudo.” a galesa suplicava baixinho. “me desculpe por ter terminado. eu não queria… foi um erro. eu só estava tentando te proteger. mas a verdade é que simplesmente não sei respirar sem você, matty. dói demais existir sem você.” podia ouvir o o coração alheio como uma espécie de canto que fomentava sua vontade de rebelião pela causa “eu não quero coroa nenhuma, matty. tudo o que eu quero é você.” justificou, erguendo a cabeça o suficiente para encarar as orbes alheias ao pedir “fuja comigo. para bem longe daqui, dos meus pais, seu irmão, nossos noivos, d’a ordem… fuja comigo.”
aquilo partia o coração de matyas — como se já não estivesse partido. amar cerys significava automaticamente querer algo impossível e para alguém que cresceu tendo tudo o que queria, essa era a parte mais difícil ; entender que amar cerys, infelizmente, não significava poder tê-la para si. se pudesse, se tivesse como, essa situação já teria sido revertida. contudo, não estava em suas mãos — nunca esteve. "isso mesmo." assentiu oralmente e com sua cabeça, ouvindo-a repetir sua frase. ela dizendo aquelas palavras era música para seus ouvidos. a melhor das músicas. "eu ainda amo você, cer." assegurou a ela, porque sentia que aquilo era o que devia dizer. no relacionamento dos dois, matyas pronunciava eu te amo em toda oportunidade que tinham. não sabia quando era o momento correto, porque isso nunca esteve presente em seu crescimento, e acabava por dizer sempre, toda vez que batia vontade. não tinha um relacionamento para se basear, não tinha um modelo. matyas simplesmente agia como sentia que deveria agir. essa era sua resposta automática para tudo. "ninguém será capaz de mudar esse sentimento." concluiu. nos braços dela, como gostava de estar, matyas aproveitava para inalar o cheiro de cerys. como sentia falta daquilo, de algo tão simples, tão natural. o aroma dos cabelos, da pele, do perfume... qualquer um. ele queria todos. "eu não vou sair." negou, automaticamente. "vou ficar aqui até você pedir para que eu saia." adicionou, deixando que seus braços tomassem o corpo de cerys ainda para mais perto, anulando qualquer espaço que pudesse restar entre eles. "deixa isso para lá, cerys. a gente sabia que uma hora teríamos que terminar e seguir nossos caminhos. felizmente, nossos caminhos continuam se cruzando." naquele momento, acreditava nos conselhos e histórias que sua mãe costumava contar para andras e matyas antes dos dois pegarem no sono, ainda bem pequenos, ainda juntos. ela gostava de dizer que quem deve estar em sua vida, sempre daria um jeito de estar, de se manter. e era isso com matyas e cerys. "isso dói porque isso é de verdade." tais palavras faziam sentido na cabeça de matyas, mas após dizê-las, já não podia reafirmar isso. quando ela pediu que ele fugisse com ela, imediatamente respondeu: "eu faço tudo o que você quiser. tudo o que você pedir." a mais pura verdade. "quer fugir? a gente foge, cer. para bem longe daqui, dos curiosos, dos intrometidos. eu faria de tudo, eu faço de tudo, para a gente sair daqui." disse, pegando-a no colo, para tirá-la daquele estágio de tristeza — e tirar a si mesmo. "qual o nosso primeiro destino?" perguntou, ajeitando-a em seus braços, iniciando sua caminhada pela vila.
@khvnsky .
flashback — festa de aniversário de dezoito anos do matyas .
castelo vajdahunyad — budapeste , hungria .
"é com muita alegria que informamos que o príncipe matyas henrik istván da casa de árpárd será o futuro rei consorte da lituânia!" aquilo matou matyas. andras não tinha direito de usar aquela informação daquela maneira. não era como se, de fato, matyas iria prosseguir com aquele noivado e terminar rei de qualquer lugar que fosse. "uma salva de palmas para a princesa adele petras khovansky, herdeira do trono lituano e noiva do caçula real!" caçula real. ele tinha mesmo que usar aquele apelido ridículo naquele momento ainda mais ridículo? como se já não bastasse ter seu noivado declarado publicamente no único dia em que era sobre matyas — e não andras? o príncipe bufou. tinha que bufar. não estava contente com aquela situação. o rei andras III foi até o casal de noivos e os fez posarem para mais uma fotografia. matyas não sorriu. não tinha porquê sorrir. tudo aquilo era um teatro e andras estava executando tudo como sua cabeça bem entendia. ele queria controle do irmão e matyas queria só fugir dali. queria espaço. queria sumir. os convidados, nobres da húngria e de todo o mundo, aplaudiam e comemoravam como se tivesse algo feliz acontecendo, algo a ser celebrado. um casamento arranjado entre dois desconhecidos não era nada a se comemorar. andras forçou, ainda, os dois a darem as mãos. matyas teve que evitar revirar os olhos ou fazer qualquer expressão novamente, porque seu conselheiro real lhe repreendia com os olhos no meio dos convidados, como se soubesse o que o mais novo estava pensando. matyas desviou o olhar e logo fitou sua mão, entrelaçando-a na de adele. "quanto tempo mais isso vai durar?" sussurrou à ela, esperando que andras também tivesse escutado a reclamação e terminasse aquele show.
❛ what are you doing out here by yourself? ❜
tw : sonambulismo — matyas sentiu as mãos de xavier em seus ombros como se ele estivesse consigo, chacoalhando seu corpo jogado na estrada, tomando cuidado para não tocar nas feridas abertas. a pergunta dele ecoou em sua cabeça inúmeras vezes antes de matyas responder algo em húngaro, mas parcialmente inaudível. ele estava dormindo, afinal. aquilo não se passava de uma pegadinha de sua cabeça, que nunca o deixava descansar por completo. ele sabia onde estava. sabia o que estava fazendo ali. os pais haviam brigado. brigado entre si. brigado com matyas. a chuva aumentou. os gritos vieram logo em seguida. as lágrimas corriam pelo seu rosto como se tivessem o objetivo de fazer daquilo uma competição — a lágrima que chegasse primeiro levaria o prêmio. ele resmungou, reclamando algo em uma língua inexistente, como se pedisse para que xavier parasse e o deixasse ir. ele queria ir. ir significava se juntar aos seus pais. ir significa parar de sofrer. ir significava parar de sentir dor. quando xavier o chacoalhou mais forte, matyas despertou num susto. sua respiração ofegante não permitia que ele conseguisse controlar seus batimentos cardíacos e podia ter certeza, naquele momento, que sua pressão não estava nos níveis adequados. ele agachou-se no chão, tentando buscar acalento de seu próprio corpo, abraçando os joelhos enquanto focava em sua respiração. "alguém mais me viu assim?" questionou, procurando alguma resposta, tentando dosar os danos.
❛ you’ll have a hard time believing this because it never happens but i made a mistake. ❜
a risada saiu como fugitiva da boca do húngaro. "fuck— my bad." ele não esperava por aquela confissão. realmente, o sol e a lua podiam se encontrar e explodirem, mas matyas não esperaria por aquilo. ele acendeu a luz do quarto, posicionando o celular entre o rosto e seu ombro, para poder procurar por sua camiseta e sair quarto. "o que exatamente você fez?" questionou, tentando obter alguma informação para calcular o tamanho do problema. "onde você precisa que eu te encontre?" disparou logo em seguida. "tinham câmeras por perto?" preocupou-se. afinal, haviam câmeras por todo lado naquele lugar. "é o tipo de merda que eu geralmente faria ou devo me preocupar ainda mais? why are you not answering?"
🎵 MUSIC NOTE - what is their playlist like? their favourite artists? do you associate a particular song with them?
ooc — quando não está ouvindo algo específico para a banda the royale, ele geralmente escuta só ruídos brancos ou marrons. ele tem poucas músicas favoritas, bem poucas mesmo, e tende a gostar mais das versões instrumentais do que cantadas, porque gosta do silêncio, de só ter que se concentrar na melodia. então fica difícil fazer uma playlist para o matyas. e sim, associo ele super com duas músicas da taylor swift, principalmente porque eu escuto ts 24/7: epiphany & soon you'll get better.

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❛ do you remember when we first met? ❜
flashback — matyas ajeitou-se na sua cama de casal, buscando os braços de cerys para que ela o abraçasse. sentia-se seguro daquela maneira. não importava que a diferença de altura — e literalmente de tamanho — fosse grande, ele preferia ter os braços dela em torno de seu corpo do que o contrário, por mais raro que fosse um homem assumir tal preferência. para um garoto que nunca teve tal carinho como algo constante em sua vida, aquilo era o paraíso. com o questionamento, ele sorriu, mantendo seus olhos fechados ainda. "você esteve no palácio uma vez, lá na hungria. me lembro vagamente da situação, mas não é como se fosse possível esquecer você." comentou. "não tivemos muito contato lá, meus pais... bem, se fosse para você conhecer algum dos filhos deles, eles prefeririam que fosse o andras, o perfeito." zombou do irmão. "depois nos reencontramos aqui. foi vendo você de novo aqui que eu entendi o que era uma paixãozinha de criança, porque logo me veio na cabeça a cena de você entrando no palácio, analisando tudo ao seu redor, sempre curiosa, sempre perfeita." elogiou a namorada, aconchegando sua cabeça no travesseiro dela, ignorando o grande espaço que deixou no outro lado da cama, focando somente em tirar qualquer centímetro que restasse entre seu corpo e o de cerys. "do que você lembra da sua visita?" questionou, absorvendo a curiosidade da galesa.
“ how did you get this scar? ”
"junto com as outras." respondeu de forma quase que automática. era assim que sempre respondia, afinal. matyas não sabia outra forma de responder aquela simples pergunta, porque nunca quis entrar no assunto. apesar de já fazer quase uma década, falar de como seus pais faleceram e o deixaram vagando por aí sem rumo certo doía como se tivesse sido ontem. "meus pais faleceram em um acidente de carro. os vidros explodiram e acertaram a gente." ele apoiou a guitarra na parede e tomou a iniciativa de tirar o baixo das mãos de adele, colocando-o junto o seu instrumento. assim que as mãos de adele estavam vazias, levou sua destra até uma delas e tocou o indicador da menina numa cicatriz bem próxima de sua carótida. em seu pescoço, logo abaixo do lóbulo de sua orelha esquerda. "eu poderia ter ido com eles, mas o universo preferiu me punir na terra e me deu algumas dessas de presente."
“I just love sleep so much. Like, you just close your eyes and you’re gone, bitch. Brain logged the fuck off. Powerful.”
o húngaro ouviu aquela afirmação com certo rancor. perguntou-se imediatamente por quê a vida não lhe beneficiou com algo tão simples, tão positivo? dormir era sinônimo de sofrer quando se tratava de matyas, afinal. não quis tratar o colega com grosseria, mas o revirar de olhos foi quase impossível de segurar. "não é assim para todos." comentou, respirando fundo. aquilo doía em seu coração. os olhos vermelhos forçavam-se a não lacrimejar. não podia chorar. não por aquilo. matyas sofria há quase dez anos com aquilo e ainda não havia se acostumado com a dor que aquilo refletia. afinal, você se acostuma com o que é bom, não com o que é horrível. e aquilo era mais do que horrível. era torturante. fechar os olhos e ter sua mente arrastada para um precipício, no qual não podia lutar para sair dali. estava preso naquilo. "gostaria de um dia poder sentir isso... como você descreveu."
kat: do they act differently around certain people? what’s different between the way they act around friends, family, strangers, etc ?
ooc — o matyas não é muito volúvel. o que ele é com fulano, ele vai ser com ciclano. isso só não se aplica quando se trata do irmão dele, já que sempre foi deixado claro que o andras herdaria o país e o matyas seria só o comandante das forças armadas. não que ele queira ser rei, não é inveja do título que o matyas sente, mas inveja da atenção, porque ele nunca teve nada assim. por isso, também, quando alguém é muito atencioso com ele, leva as coisas no tempo dele, ele tende a ser mais carinhoso, porque é o que faltou na vida dele até então. matyas não sabe/lembra como é ser amado e querido por alguém da família, então qualquer demonstração a mais de atenção ele já muda completamente. tirando isso, ele tende a ser sempre o mesmo cara meio desanimado, amargurado com o passado, que tira o que dá pelo sarcasmo, que faz umas piadas que não deveria.
What Latin Phrase Are You? → LINK
nihil enim lacrima citius arescit .
nada seca tão rápido quanto uma lágrima. você ama melancolia: ler poemas/romances tristes em um dia chuvoso, café na mão, chorando com o céu. às vezes você se pergunta se tristeza lhe dá serotonina? e se não, por que é tão reconfortante?
nothing dries sooner than a tear You love melancholy: reading sad poems/novels on a rainy day, coffee in hand, crying with the sky. Sometimes you wonder if sadness gives you serotonin? If it doesn't, why is it so comforting?

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Mesmo que não quisesse sentar na grama e arriscar manchar seu uniforme, Carlisle ressentia seu próprio corpo por lhe negar o direito à escolha; certamente precisaria de ajuda para levantar, e pedir por qualquer coisa nunca era uma opção para ele. Suspirou então, e inclinou-se no banco para poder ouvir Matyas melhor. Os desafios de sua realidade eram preocupações irrelevantes se comparados ao objeto daquela conversa. Há muito Carlisle ponderava sobre os acontecimentos reais, primeiro por não estar familiarizado com a situação política atual e depois, por pura curiosidade; e Javier era um tópico constante.
“Eu não acho que ele seja um assassino...”, sua acusação anterior era mais prática que psicológica. Carlisle observava o mundo e o julgava por lentes de sua própria realidade, sabia então que haviam pessoas propensas ao terrível, e outras que poderiam ser levadas a tal se encontrassem as motivações corretas. “Acho que poderia ter matado alguém. É diferente, Matyas.” Sorriu quando o outro pareceu subitamente desconfiado, mas preferiu não pontuar que qualquer tentativa de discrição havia desaparecido quando disse o nome de Javier tão alto. Sorte que ninguém estava próximo demais. “Ele é meu principal suspeito, e não quero condenar ninguém, mas não consigo deixar de pensar que essa história toda é muito estranha” negou com um meio sorriso no rosto e deixou que o silêncio de suas palavras se estendesse por alguns instantes. “Você tem sua própria teoria do que aconteceu? Sinto que todos estamos no meio de um grande bolão para ver quem está certo”.
"é, talvez você esteja certo." ponderou. matyas não passara muito tempo tentando articular suas ideias do que havia acontecido na noite em que selisée foi assassinada. tinha outras preocupações que ocupavam o espaço em sua mente, e aquilo estava longe de ser um problema em sua vida. afinal, não tinha nenhuma proximidade com a falecida e nem com o seu ex-noivo. via tudo como um espectador. "a história é mais do que estranha." afirmou. "não tenho uma teoria, mas acho que selisée se envolveu com alguém muito errado nessa história. sei lá, se javier realmente não matou ela, ela tem que ter irritado alguém muito poderoso." supôs, antes de tragar por mais uma vez antes de passar o baseado para o rapaz. "é foda isso. alguém ter que estar certo sobre a morte de alguém. javier tem que saber de algo, se ele foi a última pessoa a ver a garota viva. ele e o assassino, no caso."
008: alejandra está claramente, alterada; um momento ruim após o uso de drogas, a faz ter alucinações com o pai e muse a ajuda. porém, alejandra o fará jurar segredo para que a situação em que se encontra, não se espalhe. @hzngria
trigger warning: o texto abaixo, contenção menção a uso de drogas, assassinato e espíritos de gente ruim que foi com deus, mas foi tarde.
a cocaína não mais queimava as narinas como da primeira vez, o pó lhe servia como adrenalina, preenchendo o âmago de força e agitação. o coração batia forte no peito, reagindo as substâncias que se misturavam, o álcool ajudando a compor o caos em que se transformava. havia muita dor no âmago, muito ainda sobre como seu pai estava a incomodando mesmo após a morte, como alejandra julgava ter controle da própria vida, mas estava completamente enganada. seu quarto tornou-se pequeno e solitário, o sangue fervia, a impulsionando para longe do dormitório. na destra, trazia consigo um cantil prata, cheio de cachaça, a mais pura da guatemala e conforme caminhava, menos sentido os corredores faziam. os passos ritmados passaram a ser desastrosos, exigindo um pouco mais de cuidado e com certeza, passaria a chamar atenção; mais ainda quando os olhos encontraram o pai, parado a sua frente, com a mesma roupa que usava no dia de sua morte. a expressão pálida sorriu, pareceu voar na direção dela e a abraçou. ‘ déjame ir! dissera em desespero, cambaleando para trás, fugindo dele. Piscou uma, duas, três vezes e não havia mais ninguém ali. os olhos encheram-se de lágrimas, transbordando o medo, a loucura que a cercava. voltou a caminhar, passos tornando-se um trote em direção a saída, mas parecia andar em círculos. novamente, a alma penada surgiu, a enchendo de insultos, dizendo-lhe o quão ruim era, reforçando o sentimento de que não valia a pena. ‘ ¿qué quieres? o confrontou, as mãos trêmulas, deixando que o cantil caísse. visivelmente alterada, alejandra não conseguia saber o que era realidade ou ilusão, presa na mente quebrada, distorcida.
dentre os possíveis encontros daquela noite, aquele era o mais improvável na cabeça de matyas henrik. apesar de nutrir um carinho enorme por alejandra, mesmo que ela ocupasse um espaço em seu coração que jamais pensou que alguém chegaria a ocupar, vê-la naquela situação não era algo que passava em sua cabeça. matyas estava retornando ao anexo real, adentrando o edifício para chegar em seu apartamento após um jantar um tanto solitário na vila, quando avistou a mulher, claramente fora de si. ele reconhecia aquilo melhor do que ninguém. aumentou a velocidade de seus passos, juntando o cantil que ela havia deixado cair antes de levar suas mãos aos ombros dela, segurando-a firme. "ale! ale, soy yo. matyas." informou, tentando trazê-la para a realidade. tentou chacoalhar seus ombros, buscando acordá-la, porque conseguia ver nos olhos dela que a guatemalteca não estava em sintonia com matyas, não estavam na mesma órbita. pensou em como lhe acordavam de seus terrores noturnos nas clínicas, pensou em tudo o que fizeram consigo no tempo internado. matyas não conseguia deixar a preocupação de lado, não naquele momento. "ale, me escuchas? tenemos que salir de aquí." informou a ela, tentando ajudá-la a caminhar em direção ao elevador. se alguém a visse naquela situação, estariam em perigo. afinal, a academia tinha olhos por todo lugar.