eu nĂŁo desisti de vocĂŞ quando sua tolice me empurrou para longe. eu nĂŁo desisti de vocĂŞ quando me traiu covardemente. eu nĂŁo desisti de vocĂŞ quando me trocou sem mais nem menos. eu nĂŁo desisti de vocĂŞ quando disse para mim coisas pesadas demais para se dizer em voz alta. eu nĂŁo desisti de vocĂŞ porque já havia desistido de mim para impor a sua vida sobre a minha. perdi quem fui apenas para ser seu, apesar de vocĂŞ nem se importar com isso. suas atitudes piscavam alertas que eu me obriguei a fingir nĂŁo enxergar apenas por amor Ă quilo que inventei de vocĂŞ. a sua figura imaginaria e perfeita que formei no meu subconsciente me enganou por muitos anos, evitando nosso final. mas uma hora a conta chega e, com ela, vários dĂgitos de um nĂşmero absurdo cobrado no valor. a minha fantasia por vocĂŞ se dissolveu igual alguĂ©m atirado num tanque de ácido. doeu demais, quase morri mas agora estou bem. passou.
— palavreado















