Scarlet, Stella e uma garota trouxa.
Foto por Scorpius que tentava ouvir o que elas estavam conversando.
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Scarlet, Stella e uma garota trouxa.
Foto por Scorpius que tentava ouvir o que elas estavam conversando.

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Mas não confie em mim. Não sou boa nisso.
O que? O profeta diário não noticiou isso?
Bom, não que eu tenha visto.
Ouvi boatos que minha prima Vic anda traindo Teddy Lupin.
Mas que língua grande hein, Potter.
Damn Girl | Stella & Lorcan
Stella havia aceitado todos os seus convites até agora e nem era meio-dia. Pelo visto esse dia seria ótimo. E foi com esse pensamento que se dirigiu ao interior da Sorveteria Florean Fortescue, onde uma senhora de cabelos grisalhos e baixinha o atendeu. Talvez ela fosse a viúva do fundador, que havia decidido que a sorveteria devia permanecer funcionando mesmo após a morte do marido. Fez o pedido (dois sundaes, um de chocolate e outro de nozes.) e enquanto esperava a confecção dos sorvetes, ficou observando Stella sentada em uma das mesas no lado de fora.
A voz da senhora trazendo o pedido o tirou de seus devaneios. Pagou e retornou ao lado de fora na companhia dos sundaes, depositando uma das taças na frente da sonserina. -Aqui está. -sorriu enquanto se sentava na outra cadeira disponível. -Então, me diga -deu uma colherada no sorvete -como tem sido suas férias até agora? -seu olhar se fixou na garota a sua frente enquanto desfrutava do doce. Ele realmente tinha um bom gosto para garotas. concluiu. As vezes podia se deixar enganar pelo rosto levemente angelical da garota, mas só o fato de ser uma sonserina provava que aparências podiam enganar. Não tinha nada contra a casa dela, mas não era segredo nenhum a reputação que a Sonserina tinha, ainda mais pelo fato de a maioria dos bruxos das trevas serem oriundas da casa. Mas para Lorcan eram meros detalhes. Nunca se ateve muito a divisão que as casas empunhavam e esse podia ser o motivo pelo qual tinha facilidade de iniciar amizades.
Sorvete era realmente uma coisa muito boa, pena que não tomava com tanta frequência quanto gostaria. Gostava do sabor de nozes em particular pelo fato de ter pedaços de nozes entre o sorvete. Era um motivo meio idiota, mas tinha certeza que se pudesse escolher só uma coisa para comer pelo resto de sua existência, nozes tinha grandes probabilidades de ser o escolhido. Ou batata-frita. Não era saudável, mas era uma opção.
Enquanto esperava o garoto com os sorvetes, Stella olhava ao redor tentando jogar pra longe o nervosismo que tomava conta de seu corpo. Para ela, aquela sensação não era normal, não havia sentido aquilo antes. Talvez fosse só tensão do momento, era o que ela esperava e torcia para ser verdade. Logo ele estaria ali sentado em sua frente a encarando com aqueles olhos azuis. Ou seriam verdes? Os dois tons? Isso a fez lembrar de uns dias atrás quando tinham se vistos e tinha feito essa mesma pergunta à ele, levando como reposta uma cantada saindo da boca do garoto, como de costume.
Olhou para ele disfarçadamente para dar uma espiada e viu que já estava pagando os sorvetes e logo se dirigiria para a mesa. Respirou fundo pelo nariz logo soltando todo o ar pela boca rapidamente quando sentiu o garoto se aproximar. - Obrigada. - Olhou para ele e sorriu como um segundo agradecimento. Deu uma colherada no sorvete a colocando na boca, e antes de dar a segunda, o respondeu. - Relativamente entediantes. - Disse dando de ombros e colocou mais uma colherada na boca. - Sabe, quando se é forçada a passar a maior parte delas com a sua família não é lá algo muito empolgante. - Talvez era novidade para Lorcan que Stella não gostava de ficar um tempo muito longo com seus parentes. Depois que seu pai falecera, para ela não tinha mais graça as férias "em família." - E as suas, como foram? - Ela perguntou colocando logo a terceira colherada na boca. A garota comia tão rápido o sorvete que parecia que apareceria pernas nele e começaria a correr.
Assim que percebera que estava sendo ridícula se comportando daquela maneira, soltou a colher no sorvete se encostando na cadeira e olhando para as pessoas que transitavam próximas deles. - Parece que todos tiraram o dia para dar uma volta no Beco. - Riu baixo. - Parece que o calor faz todos se aglomerarem num lugar só. O que é gozado já que fica mais quente ainda com o calor humano. - Soltou outra risada se apoderando do sorvete novamente e fixando os olhos no garoto.

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Damn Girl | Stella & Lorcan
Uma agradável surpresa se apossou de Lorcan quando a garota aceitou seu convite. Então ele começou a guiá-la pelo Beco, sem rumo certo ainda. -Seu bom senso está finalmente aflorando… -gracejou. Estava contente por ela ter dado uma chance a ele, mostrava que ele ainda não tinha perdido o jeito com as garotas, como já havia começado a suspeitar quando ela começou a rejeitá-lo anteriormente.
-E posso saber o que a senhorita fazia em uma livraria? Pois até onde eu sei livros não são a sua praia, ou pelo menos foi o que eu ouvi…-o Beco Diagonal estava consideravelmente cheio, talvez estivessem comprando materiais de última hora, assim como ele. Ainda assim conseguiam se locomover com relativa facilidade por entre bruxos e bruxas de todas as espécies que andavam para cima e para baixo. Passaram até por uma senhora que comentava desgostosa para quem quisesse ouvir: “25 gramas de fígado de dragão por 30 sicles, o mundo está perdido…”. Ele não entendia muito do mercado bruxo, mas realmente, o preço estava o olho da cara.
Estavam passando em frente à sorveteria, e como o dia estava perfeitamente propício para o doce, ofertou: -Sorvete? -podia estar abusando da sorte, mas que pessoa sã não gostava de sorvete? Era uma aposta às cegas, mas válida. Estava calor, o sol brilhava firmemente no alto e nada melhor do que sorvete para se refrescar. Se fosse por ele já estariam sentados em uma das mesas ao ar livre fazendo o pedido, mas decidiu esperar pela resposta de Stella, afinal de contas, ele ainda era um cavalheiro e respeitaria a decisão da menina, mesmo que insistisse algumas vezes antes de deixar a questão de lado.
Não era possível ver o rosto do garoto, mas Stella sabia bem sua expressão. - Pode ir tirando esse sorriso do rosto. Não ouviu que eu disse para não se acostumar com isso? - Soltou uma risada baixa, já que tinha soado num tom de brincadeira. Lorcan era como um cara que flertava todas as garotas da escola, mais por diversão, mas o que ganhasse em troca, era lucro. Ela sabia que seria apenas mais uma da lista se acontecesse algo entre os dois, portanto, estava tentando se manter o mais firme possível, apesar dos deslizes. O garoto era do tipo que ela apreciava, loiro, alto e de olhos claros. Além de ser insistente e ter um gênio forte.
Os dois iam andando sem direção alguma, sem destino. Não tinham ideia de onde iriam, e Stella tinha certeza que se alguém olhasse para eles, pensariam que fossem realmente um casal. A garota soltara uma risada nasal quando ele perguntou sobre o que ela estaria fazendo ali. - Imaginei que se comprasse um livro da minha matéria favorita, ajudaria no interesse pelas aulas. Apesar que acho que não vai adiantar. - Ela dissera olhando pro chão enquanto caminhava. Preferia evitar olhar em seu rosto o máximo possível, mesmo sabendo que quando parassem, seria inevitável e ela teria que se estabilizar não transparecendo nervosismo ou algo assim.
O garoto parou de repente em frente a uma sorveteria. Seria uma ótima ideia, quase ele lera sua mente, porque um dia quente como aquele, merecia um sorvete. - Claro, acho que é a ocasião perfeita. - Sorriu e o fez andar em direção ao estabelecimento. - Chocolate. - Stella disse para ele enquanto se afastava para pegar uma mesinha alta vazia e esperar Lorcan com os sorvetes.
Scorpius sendo empurrado por Stella em um lago após irritá-la.
Foto tirada por Scarlett que ria da situação.
Stella que dizia estar “pensando”.
Foto por Scorpius Malfoy que insistia em saber no que ela dizia “pensar”.
"Stella, olha aqui!"
Foto tirada por Lorcan.
Stella.
Foto tirada por um admirador.

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Plot Semanal: It's good to be with you again || Scorpius&Stella
Acordar cedo naquela manhã tinha sido relativamente penoso para Scorpius. O dia primeiro de setembro era sempre o pior dia do ano para aquele Sonserino, e ainda lhe restavam dois anos daquele mesmo sacrifício. Não era porque lhe desagradava a escola, muito pelo contrário. Hogwarts tinha sido sua tábua de salvação, mas almejava terminar a escola para finalmente dar início a sua vida sozinho. Morar com os pais era difícil, ainda mais depois que seus avós paternos foram absolvidos dos crimes passados e passaram a viver debaixo do mesmo teto que o herdeiro dos Malfoy. Era realmente complicado viver naquela situação; Tudo não passava de um jogo de aparências onde Scorpius fingia compartilhar dos mesmos dogmas que sua amada família e esta acreditava cegamente que ele era um perfeito cavalheiro sangue-puro que estava destinado a dar continuidade à linhagem. Depois de enrolar na cama o máximo que conseguiria, o loiro deu início as suas atividades daquela manhã. Tradicionalmente, sua mãe e seu pai lhe acompanhavam até King’s Cross, por isso o garoto tinha que zelar pela sua aparência individual. Herdara a vaidade do seu pai, porém sua paixão pela praticidade lhe impedia de tender ao metrossexualismo. Esse era o motivo pelo qual achava ruim vestir roupas sociais para embarcar no Expresso Hogwarts, mas como tudo em sua vida, tinha manter-se impecável.
A ida até a estação tinha sido bastante rotineira, com seu pai dirigindo um carro trouxa e reclamando de como todas aquelas alavancas ainda eram complicadas para ele. "Mal posso esperar para você completar dezessete anos e aprender a aparatar, Scorpius. Será tudo muito mais fácil", seu pai falava. Era um comentário que surgia todos os anos durante aquele mesmo trajeto; Seria quase estranho se Draco não falasse nada. Entraram em King’s Cross com certo sacrifício. O local estava apinhado de gente e era absurdamente discrepante a diferença entre trouxas e bruxos. Quase todos os estudantes de Hogwarts carregavam malões peculiares, com o símbolo de suas respectivas casas, além de muitos levarem corujas em gaiolas. Ele mesmo estava levando Tiberius, um espécime completamente preto que tinha sido lhe dado de presente durante o seu primeiro ano. Olhares curiosos eram dirigidos àquela família, principalmente ao atravessarem a barreira para a plataforma 9 3/4. Scorpius era impecavelmente loiro, assim como seu pai e sua mãe. Os olhos claros também eram compartilhados entre os três, e a forma elegante e imponente como se portavam era a marca registrada da família Malfoy. As pessoas se afastavam enquanto eles se deslocavam pela plataforma, e somente alguns poucos tinham coragem e ousadia o suficiente para cumprimentá-los. Vira de relance Harry Potter acenando para o seu pai, causalmente; Mantinham uma relação de cortesia plena depois da Segunda Guerra Bruxa.
O rapaz imaginou que Albus estivesse por perto, mas tinha certeza de que só o encontraria no jantar, pois estaria enfurnado numa cabine junto com seus irmãos e muitos primos. Depois de encaminhar sua bagagem e se despedir cordialmente dos seus pais, embarcou no vagão destinado aos monitores daquele ano. Essa fora, com toda certeza a sua maior surpresa das férias; Receber uma carta com um distintivo de monitor fora algo secretamente prazeroso para Scorpius. Ele era conhecido por gostar de estar em evidência e isso era uma das poucas coisas que seu nome lhe proporcionava e que ele apreciava de verdade. A reunião fora tediosa. Victoire Weasley e Trevor Leondhardt foram escolhidos como monitores-chefe e todos os outros casais de monitores das casas deviam prestar contas à eles. Depois de serem explanados os direitos e deveres dos monitores, todos foram liberados para fazerem o que quisessem durante o resto da viagem. Scorpius caminhou calmamente pelos vagões até que localizou quem estava procurando — Olá, Stella… Bom saber que você ainda não está por aí escolhendo suas vítimas do ano — Boa parte dos seus tios e tias estavam presos em Azkaban, juntamente com os amigos da família e Scorpius era grato por isso; Tudo seria muito mais complicado se sua tia Bellatrix estivesse por perto para lhe farejar como um cão de caça. Stella Crouch partilhava desse mesmo sentimento, tendo em vista que seu pai esteve preso a mais tempo do que ela conseguia se lembrar e depois veio a falecer durante a sua infância. Era uma das suas poucas amigas de verdade e ocupava um lugar de prestígio em sua vida, juntamente com Potter e Nott — Como foram as férias? Tão desagradáveis quanto as minhas? — A loira tinha sumido durante o recesso, deixando Scorpius sem notícia alguma e com um pouco de preocupação.
Uma brisa fresca entrava pela greta aberta da janela do quarto de Stella. A claridade vinda de fora a fazia tampar os olhos com o antebraço e resmungar por esse ser o último dia de suas férias. Filha, desça logo, o café já está na mesa. As palavras de sua mãe soavam como tambores em seu ouvido, já que ela queria parar o tempo, ali mesmo, e dormir por mais um bom tempo. Porém sabia que seu desejo era impossível de ser realizado. Levantou-se da cama, adentrou o banheiro pegando a toalha que estava pendurada atrás da porta e entrou debaixo do chuveiro como se fosse restaurar suas energias e a fizesse ficar feliz em voltar para escola. Após o feito, vestiu uma roupa que estava separada em cima de sua poltrona e se arrastou escada a baixo. Bom dia, querida. A voz de Megan, sua mãe, soava mais doce que o normal. Talvez fosse para demonstrar o quão feliz ela estava em ser o último ano de Stella em Hogwarts, algo que a animava também, a não ser pelo fato de ter mais um longo ano pela frente.
Ela sentou-se na frente de sua mãe e com um pequeno sorriso no rosto a respondeu. – Espero que seja mesmo bom, Mãe. – Poderia ter soado um pouco grosso, mas não tinha sido a intenção da garota. Pelo contrário, ela não podia descontar seu desânimo em sua mãe. Olhando para a mesa, Stella foi direto em algumas panquecas empilhadas e comeu duas delas tomando um suco juntamente na maior calma possível tentando livrar seu pensamento na escola pelo menos por um momento. Só de pensar que aquele era seu último café em casa juntamente com sua mãe, era como uma tortura, mesmo que não fosse o seu forte dar valor à coisas familiares. Ela obviamente preferia sua mãe à escola. Se apresse, temos que ir. Sua mãe dizia acabando de tomar seu café, enquanto Stella se retirava da mesa e subia a escada de dois em dois degraus se impulsionando com o auxílio do corrimão apressando o passo a pedido de sua mãe. Pegou sua bolsa que levaria consigo na viagem e a mala que estava encostada ao lado de sua cama. Desceu o lance da escada com dificuldade e fora para o carro onde sua mãe já estava a esperando.
No caminho de sua casa até a estação de King’s Cross, Stella e sua mãe não haviam trocado muitas palavras. Megan só havia perguntado se ela não tinha esquecido algo sempre citando os objetos, e a garota respondendo de acordo com o que se lembrava. Chegando ao local, sua mãe despediu da garota com um beijo em sua testa e as palavras que sempre dissera, Eu te amo, querida. - Eu também, mamãe. -Murmurou a garota abrindo um sorriso e abraçando sua mãe. Em meio aquela multidão, Stella tentou procurar algum conhecido, o que ao seu ver, tinha sido em vão. Fixou os olhos nas placas de embarque até encontrar a plataforma que procurava. Ao sinal despachou suas malas e entrou no vagão destinado, se sentando e pegando o livro de poções que havia dentro de sua bolsa o foleando atentamente.
Algum tempo depois uma voz familiar ecoou em seus ouvidos. Levantou o olhar e dera de frente com Scorpius. Um sorriso apareceu em seus lábios com a pronúncia do garoto. – Olá Scorpius. Estou dando uma trégua para eles. – Ela havia mencionado a segunda parte num tom mais baixo e logo depois rira. Ele era um dos únicos amigos de Stella, já que não para ela, não era muito fácil fazer amigos. Em questão, ela se dava muito bem com ele. Talvez pelo fato de ter parentes em comum presos Azkaban, menos pelo fato dele não perder nenhum deles, ou talvez pela personalidade que os dois portavam. – Na verdade, sim. Foram relativamente desagradáveis. Quando se é obrigada a passar as férias com a família, tona-se tudo entendiante. – Ela dissera e logo depois revirara os olhos. – E me desculpe por não dar notícias. Segundo minha mãe, eletrônicos atrapalhariam minhas incríveis férias. – Stella disse entre os dentes e fez um sinal para Scorpius se sentar ao seu lado.
Damn Girl | Stella & Lorcan
Lorcan logo notou o suspiro da garota que seguiram suas palavras e franziu levemente o cenho, se perguntando o que se passava na cabeça da mesma. Não era um suspiro que dizia explicitamente: "ai, como ele é lindo.", era mais para alívio, mas alívio do que? Ele estava curioso pela resposta, mas não se ateve tanto a esse detalhe, estava ocupado demais apreciando a aparência da garota com um olhar intenso e contínuo.
Riu do comentário seguinte. -Fico feliz que saiba o quanto aprecio sua presença. -e notando que bloqueavam o fluxo tanto da entrada, como da saída dos transeuntes, deu um passo para o lado, trazendo Stella consigo. -Em situações normais eu realmente não estaria aqui, mas não posso retornar a Hogwarts sem todos os materiais, não é mesmo? E o que quis dizer com “ainda mais a essa hora”? Não sou tão dorminhoco assim, se foi isso o que pensou. -fingiu insulto num primeiro momento, mas logo abriu um sorriso. Achava o jeito da sonserina peculiar, e algo nela o fascinava. Ele já havia flertado com incontáveis garotas em Hogwarts, mas algo na garota a sua frente a destacava e estava ansioso para descobrir o que a tornava tão… singular. -Quer dar uma volta? -estendeu seu braço na esperança que a garota encaixasse seu braço no dele. Sabia que a garota podia muito bem recusar, o que era muito provável, mas não deixou de tentar. Ele era teimoso e quanto mais a garota tentasse afastá-lo, mais persistente seria. Não desistia de seus objetivos facilmente. Era bem cabeça dura nesse quesito.
Por mais que flertasse cada dia com uma garota diferente, ele não tinha o intuito de ser um garanhão e ficar com todas de uma só vez. Ele tinha princípios. Trocar flertes inocentes e descompromissados era uma coisa, elevar o relacionamento a um nível adiante era algo totalmente diferente. Se percebesse que as coisas estavam ficando sérias, certamente seria menos galanteador com as demais garotas. Ele era um lufano, e como tal, sabia ser leal como ninguém. Nunca trairia uma pessoa, principalmente se fosse sua namorada. Pessoas com esse tipo de conduta o enjoava.
Por mais que fosse um tanto perceptível a voz um pouco trêmula de Stella, ela ainda torcera para que Lorcan não tivesse prestado tanta atenção a ponto de perceber nitidamente o que ela estava sentindo. Aquele olhar, desda ultima última vez que eles se viram, tinha tornado um "objeto" angustiante para a garota. Que sentimento exatamente era aquele? Independente da resposta, ela forçaria o máximo para que ele não descobrisse sozinho, afinal seria como uma derrota pra si mesma e estava se esforçando para não deixar transparecer nada do que passava em sua mente em relação à ele. Era um turbilhão de pensamentos.
Stella sorriu novamente com o comentário de Lorcan. - Está quase escrito na sua testa o quanto minha presença é algo bom. - Um sorriso desafiador apareceu em seus lábios juntamente com uma das sobrancelhas arqueada. - É claro, mas eu imaginara que forçaria o seu irmão a comprá-los, justamente quando ele fosse comprar os dele. Não seria uma novidade vindo de você. - Soltou uma risada e logo o fitou quando ele a convidou para "dar uma volta". Ela sabia que ali onde eles estavam, bloqueavam a passagem tanto para entrar quanto para sair da loja. Olhou para o garoto quando ele deu o braço pra ela e falou sem hesitar. - Não se acostume. - Ela entrelaçou seu braço no dele e o forçou a começar a andar.
A primeira imagem que veio em sua cabeça foi o sorriso e o olhar por um lado ameaçador e ao mesmo tempo atraente de Lorcan, e mesmo não enxergando o rosto do garoto pelo fato de estar evitando olhar diretamente para ele, Stella sabia qual teria sido a reação dele ao aceitar o convite. Espero que ele não esteja pensando que isso foi algum sinal de liberdade. Ela pensava nisso, porém, de alguma maneira, teria sido. E o único desejo momentâneo dela era que resistisse às tentativas que viriam do garoto.
"Por favor, se não vai fazer careta e ser divertido, pelo menos ria" "Stella, você está sendo ridícula" "Você é absurdamente sem graça, Scorpius"
Stella obrigando Scorpius a ser divertido, pelo menos uma vez na vida.
Damn Girl | Stella & Lorcan
Lorcan é acordado por um feixe de luz quente que adentrava a janela aberta, com as cortinas a dançarem ao ritmo do vento leve. Postou-se de costas para a luz solar inutilmente, se revirou, afundou a cabeça sob o travesseiro e cada tentativa se mostrava mais falha do que a anterior. Hora de acordar… suspirou pesadamente. Havia sido um bom sonho, mesmo que já não fosse tão claro em sua mente agora.
Sentou-se e afastou os cabelos do rosto com um sacolejar e notou que seu irmão não estava presente. Supondo que Lysander já havia descido para o café, seguiu os passos do irmão.
Ainda sonolento, saudou a família e comeu. Ficou grato pela geleia que passou em sua torrada ser de morango, pois da última vez sua mãe havia inventado de comprar geleia de quiabo. Sabe se lá quem come essas coisas e quem raios inventou uma geleia salgada. Talvez a pessoa fosse desocupada em excesso ou simplesmente tinha gostos exóticos. Mas ele era uma pessoa completamente normal, com gostos excepcionalmente banais e de forma alguma geleia de quiabo entraria em seu cardápio conscientemente, quem dirá em sua boca.
Terminado o café da manhã, subiu de volta para o seu quarto e foi trocar de roupa, deixando seus pais e seu irmão em uma conversa profunda sobre Bufadores de Chifre Enrugado.
Iria ao Beco Diagonal para passar nas Gemialidades Weasleys e também porque precisava comprar o livro de feitiços que havia perdido. Nem havia começado o ano letivo e seus materiais já haviam começado a sumir. Devia ter grudado chicles de baba e bola na barba de Merlim em outra encarnação. Porque isso definitivamente explicaria muita coisa.
Lysander estava ocupado demais lendo e sendo um aluno exemplar para acompanha-lo, então foi sozinho. Estava acostumado a sempre andar em companhia do irmão e sair sozinho era algo definitivamente incomum. A princípio ficou um pouco chateado por ser substituído pelos livros, mas logo que chegou ao seu destino relaxou um pouco. Devia dar mais espaço para o irmão e andar sozinho não devia ser tão ruim assim.
Como iria provavelmente demorar nas Gemialidades, decidiu passar na Floreios e Borrões primeiro. E uma bela surpresa o saudou na porta do local. –É um prazer vê-la também, Crouch. –o habitual sorriso galanteador surgiu em seu rosto. Talvez ter vindo ser Lysander tinha sido uma boa ideia afinal de contas.
Stella não tinha pensado que aquele garoto à sua frente podia ser Lysander ao invés de seu irmão, afinal eles eram iguais. Ela não podia descartar essa hipótese, já que seria uma surpresa ver Lorcan entrando em uma loja de livros, assim como ver Stella saindo dela. Todos sabiam que não era o forte de nenhum dos dois estudar, ou até mesmo ler. Ela tinha em mente que se tivesse dado essa má nota, não saberia onde enfiar a cara. Mérlin por favor que seja o Lorcan. Era um pedido que ela fazia em sua mente, sem demonstrar nervosismo e com um sorriso congelado no rosto esperando a resposta do garoto.
Quando ele abriu a boca e soltou aquelas palavras, Stella soltou um longo suspiro, misturado de alívio e ao mesmo tempo de tensão, por ser Lorcan. De uma maneira estranha, aquele olhar que ele jogara pra cima dela, fazia com que ela ficasse nervosa, e não conseguia olhar diretamente pra ele. Era quase que um olhar "enfeitiçado", em sua percepção, porém sabia que essa era a intenção dele. Deixar todas as garotas caidinhas, e pelo visto, ele conseguia. Mas Stella não ia deixar transparecer isso. Não mesmo. Era o que ela esperava.
– Sei o quão feliz você está aí dentro – Ela apontou para o lado esquerdo do peito do garoto – por me ver. – Um sorriso de canto apareceu em seus lábios e uma das sobrancelhas de Stella arqueou-se. Era óbvio que ela estava jogando verde, mas torceu para que ele não percebesse isso. Talvez ele poderia pensar que fosse só uma brincadeira. Mas pensando bem, no fundo era apenas uma brincadeira.
Até o momento, ela conseguira disfarçar bem o quão desconfortável ela ficava com aquele olhar, lançando um para o lado de Lorcan também. – Posso dizer que é uma surpresa te ver aqui, ainda mais essa hora da manhã. – Ela riu olhando para o pulso como estivesse olhando as horas, porém, não havia um relógio ali. Caramba, ele consegue me deixar angustiada só de olhar pra mim. Foi o que pensara logo que desviou o olhar para o garoto novamente esperando que ele falasse algo.
Beco Diagonal anda congestionado com tanta gente.
Stop being such a bitch, please. Não preciso de abraço.
Sim, minhas férias foram bastante paradas. Albus esteve ocupado com algumas coisas de família, você sumiu e Scarlet deve ter passado dois meses mandando cartas para o Ted.
Só estava tentando ser gentil, mal agradecido. E aposto que sentiu minha falta não é mesmo?
Sem mim sua vida é tão monótona quanto eu na aulas.

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Beco Diagonal anda congestionado com tanta gente.
Não é possível que meu ego cresça mais, Stella. Você sabe bem disso.
Paradas. Você sumiu junto com a Nott. Fiquei abandonado.
Já pensou que ele possa explodir qualquer dia desses? E férias de Scorpius Malfoy paradas? Isso sim é uma novidade e tanto!
Quer um abraço por isso? Senti pena de você agora.
Título criativo aqui. | Stella & Lorcan
A manhã era quente como as dos últimos dias e a brisa entrava pela janela do quarto, tornando o ambiente mais agradável. Stella tinha prometido pra si mesma que iria sair um pouco de casa para esparecer e tentar sair do tédio que havia tomado conta de vários dos seus dias que antecediam a este. As férias já estavam no fim, o ano letivo iria começar por volta de uma semana. Ela nunca levara em consideração o termo "férias em família" já que para ela não era algo muito empolgante, contando que depois de perder seu pai, não tinha tanto interesse em se encontrar com seus familiares. Apenas algumas ligações bastavam.
Um banho rápido e um café da manhã tomaram conta dos vinte minutos antes de seguir em direção ao Beco Diagonal. A intenção de Stella era procurar algo que a mantesse ocupada pelo resto do que sobravam de suas férias. Ao chegar no local, olhou ao seu redor pensando em o que ela realmente ia comprar. Um livro, quem sabe assim eu não me interesso mais pelas aulas? Ela disse pra si mesma enquanto seguia em direção à uma livraria.
Um sino pequeno soou quando Stella adentrou a estreita e longa loja. Ela tinha certeza que ali encontraria qualquer tipo de livro que quisesse, e pensou que um livro de sua matéria favorita, seria uma boa escolha. Procurou a seção de livros que iniciavam com a letra "P", analisou-a passando o dedo por vários livros até encontrar exatamente o que procurava. Poções. Pagou e indo em direção à porta, para sair do local, deu de cara com Lorcan Scamander entrando na pequena loja. - Ora ora, você por aqui? - Um sorriso inevitável apareceu em seus lábios ao vê-lo.