âAprendi que eu nĂŁo posso exigir o amor de ninguĂ©m, posso apenas dar boas razĂ”es para que gostem de mim e ter paciĂȘncia, para que a vida faça o resto. Aprendi que posso passar anos a construir uma verdade e destruĂ-la em apenas alguns segundos. Que posso usar meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou a falar. Eu aprendi⊠Que posso fazer algo num minuto e ter que responder por isso o resto da vida. Que por mais que se corte um pĂŁo em fatias, esse pĂŁo continua a ter duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos no nosso caminho. Aprendi tambĂ©m, que posso ir alĂ©m dos limites que eu prĂłprio coloquei. Aprendi que preciso escolher entre controlar os meus pensamentos ou ser controlado por eles. Aprendi que perdoar exige muita prĂĄtica. Aprendi que posso ficar furioso, tenho direito de me irritar, mas nĂŁo tenho o direito de ser cruel. Que nunca poderei dizer a uma criança que os seus sonhos sĂŁo impossĂveis, pois seria uma tragĂ©dia se eu conseguisse convencĂȘ-la disso. Que nĂŁo Ă© o bastante ser perdoado pelos outros, preciso me perdoar primeiro. Aprendi que, nĂŁo importa o quanto meu coração esta a sofrer, o mundo nĂŁo vai parar por causa disso. Eu aprendi⊠Que as circunstĂąncias da minha infĂąncia sĂŁo responsĂĄveis pelo que eu sou, mas nĂŁo pelas escolhas que eu faço quando adulto. Aprendi que a minha existĂȘncia pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes. Aprendi tambĂ©m que diplomas na parede nĂŁo me fazem mais respeitĂĄvel ou mais sĂĄbio. Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critĂ©rio⊠Aprendi que certas pessoas vĂŁo embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retĂȘ-las para sempre. Aprendi, afinal, que Ă© difĂcil traçar uma linha entre ser querido, nĂŁo ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acreditoâŠâ