Lorenzo Zurzolo by Alessio Boni – FANZINE137 25.137

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pegcsus.
jonquil abominava todo tipo de toque vindo de pessoas sem qualquer indício de intimidade, mas ali ele estava mais interessado em não ser a primeira pessoa a se afastar, ter controle o bastante da situação para seu ego não ser afetado. controle, a maldição do narcisus do século vinte e um era exatamente o seu egocentrismo. jonquil sabia seu futuro, seguindo a lenda que envolta o seu nome logo estaria morto por suas atitudes e mesmo assim não controlava suas ações ou muito menos tinha intenção de fazer o seu mundo girar em torno de outra coisa.
o abraço foi recebido com um aperto forte, batendo duas vezes nas costas do outro. o toque em seu rosto teve como consequência um sorriso forçado, completamente cínico e com os lábios comprimidos. seu corpo enrijeceu, tornando-se mais tenso depois da atitude do mais novo, porém seguido de um respirar fundo logo sua compostura retornou ao normal.
― não temos isso. ― respondeu com a sobrancelha arqueada, separando os rostos mas ainda mantendo a distância mínima entre os corpos masculinos. jonquil olhou diretamente nos olhos do outro, com sua mão direita caminhando até o queixo de michelangelo deixando uma expressão pretensiosa desenhar em sua face. ― and your ass couldn’t handle me. ― falou com um murmurio, esquecendo completamente do redor entre os dois ― e principalmente das câmeras que os cercavam. jonquil não era uma pessoa sexual, mas sim controladora de uma forma que relações intimas muitas vezes magnetizavam um prazer momentâneo.
o poder que seu desafio proporcionava era inimaginável e corria o sangue de Michelangelo, acelerando o coração em seu peito e tornando-o o breve sorrisinho em seu rosto incontrolável. a mão firme sm suas costas fora o suficiente para, sozinha, enviar arrepios pela coluna do italiano ainda que este as resistisse. sentiu o a ausência do calor contra o seu quase como se a apreciasse, embora este não fosse o caso. não admitira contudo afinal era disto que se tratava entre eles: quem seria o primeiro a ceder e, portanto, tornar-se o perdedor.
fora os dígitos de jonquil em seu queixo que ganharam sua curiosidade e atenção, Michelangelo entreabriu os lábios, correndo a língua pelo inferior que se mostrava seco. a este momento, estava ciente da cena digna de um oscar que qualquer um podia experienciar, mas não era incomodado por isso quando riu tão baixo quanto o murmurio do outro, fez questão de aproximar-se do corpo alheio, ignorando qualquer que fosse a concepção de distãncia segura entre dois corpos fervendo. —— that’s not what i see —— usou do mesmo tom alheio para respondê-lo, olhar baixando dos olhos para a boca como uma espécie de provocação.
sentiu a tensão em seus próprios ombros diminuirem quando tornou a afrouxar a distância, puxando o ar com força por seu nariz antes de soltá-lo pelo nariz e não poupar a arrogãncia em seu olhar. —— you are just afraid you’ll like it —— mentiria se não estivesse se divertindo com a situação e que seu sorriso não era genuíno. lentamente, tocou a pontinha do nariz do homem mais alto com delicadeza, num ato jocoso, antes de enfiar as mãos em seus bolsos uma vez mais.
pzrseusgus.
Por um momento ficou preocupado com uma possível reação do rapaz que parou a sua frente, mas conforme ele falava o entendimento se fazia presente, não havia sido discreto o suficiente para que o outro não percebesse. Seu desconcerto durou apenas dois segundos, mantendo a expressão neutra tanto quanto podia e conseguia, olhando-o de frente, sem desviar os olhos. “Você é talentoso, gosto de música clássica, principalmente quando estou estudando ou trabalhando em algum projeto”. Explicou de maneira simples, afinal não tinha nada contra o italiano, tampouco queria a máfia italiana de olho em si ou nos seus. “Não gosto de conversar, não sou bom em conversas e também não quis incomoda-lo”. Completou com um dar de ombros, tentando manter uma postura mais relaxada, ainda que a presença de Michelangelo o deixasse tenso.
a explicação parecia quase convincente, mas isso não o fazia baixar a guarda. qualquer movimento em falso do outro seria motivo para persegui-lo fora da Arkadak e dar um jeito nele. ali dentro, contudo, precisava manter as aparências —— que tipo de projeto? acredito que não vai se importar em me contar —— arqueou apenas uma de suas sobrancelhas, querendo lembrá-lo de quem era e do que ele havia pego o outro fazendo. o relaxamento adotado não era intencional conforme decidia se deixaria que fosse ou não. decidiu pela segunda opção. —— bom, eu não gosto que fiquem me espiando e prefiro conversas.
hoffmcnn.
das diversas pessoas que costumavam vir lhe procurar para pedir ajuda, michelangelo era a mais frequente e tinha que admitir que durante as férias havia sentido levemente falta daquilo. “e você acha que eles não descobrem tudo por aqui?” questionou levantando uma sobrancelha. duvidava muito que algo passava despercebido pelo local. a completamentação alheia fez com que a loira apenas revirasse os olhos mas sorrisse depois. “o que ta rolando? é a dor de cabeça de novo?”
suspirou cansado, deixando sua cabeça pender sobre o ombro alheio. haviam vivido uma situação que lhe dera tal liberdade. —— bom, não descobriram até hoje, então —— deu de ombros, indicando que não poderia se importar menos com a situação. eles que se incomodassem e lhe procurassem, isso não o incomodava em nada. —— bingo! parece um martelo... —— explicou no mesmo momento em que sentiu uma pontada mais forte. fechou os olhos ao gemer de dor, ao que mordia o próprio lábio. —— acho que vou morrer... ao menos, já beijei a mulher mais bonita daqui —— dramatizou com o restinho de babaquice que restava de seu ser.
halletheos.
“Eu iria dizer que estaria esperando sua ligação, mas confiscaram meu celular quando cheguei aqui.” Deu de ombros, andando pelos corredores parecendo levemente interessado na arquitetura do lugar. De fato era tudo muito bonito. “Pode crer, espero que não seja tudo só aulas e tédio, não quero me arrepender da decisão de ter aceitado vir pra cá.” Notou que caminhavam em direção aos dormitórios, mas não disse nada a respeito. “Ah, então foi por isso que não retornou nenhuma das minhas ligações, e eu que pensei que tinha se cansado de mim…”
—— nem me diga —— revirou os olhos. odiava ficar sem celular, mas duvidava que fosse sentir a falta deste em seu terceiro ano, afinal já havia se acostumado. isso não fazia a situação menos idiota. —— posso te garantir que vai ter muita coisa divertida por aqui... tédio a gente não passa, tem sempre coisas novas... —— usava da irônia embora não deixasse de ser verdade. havia sempre algo que lhe surpreendesse dentro das paredes da Arkadak. —— qual é? eu nunca me cansaria de você, pensei que soubesse...

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corabergund.
—- era verdade que com os anos, cora acabou e tornando um tanto introvertida, afinal seu ciclo de amigos se resumia nos companheiros e colegas de competições, então para ela era um grande desafio entender fletes, segundas intenção e whatever.. mas, apesar de tudo, não era difícil para a cora falante e aleatória aparecer, e estar longe da mãe era como se pudesse ser ela mesma, mesmo que ainda não soubesse quem era de fato. “o prazer é meu” ela disse com um sorriso. “bom, parece ser uma coincidência e tanto.” falou, era interessante mesmo pensar que o rapaz havia se interessado por artes que esse não fosse o motivo dos pais quando escolheram o nome. “eu sou do canadá, vancouver para ser mais exata. e sim, é o meu primeiro ano aqui.” falou, ainda com um sorriso no rosto, mesmo que ainda um tanto constrangida. “obrigada, com certeza vou precisar, principalmente porque a galera por aqui não é exatamente acolhedora.
desviou seu olhar, mas não a atenção, dela para a pintura exibida, dando alguns passos para o lado, onde encontrariam uma escultura que havia feito sobre uma mesa qualquer. —— eu sei, eu sei, mas acredite... não é a única coincidência que envolve meu nome —— indicou o objeto, que obtinha também uma marcação indicando o autor, antes de rir brevemente. canadá, por incrível que pareça, Michelangelo nunca havia ido para lá, mas ouvia história de que todos eram sempre muito educados e, olhando para cora, não duvidava. —— ah, eu sei bem como é. mas não se preocupe, é só ficar comigo que eles não vão te incomodar.... quer dizer, a maioria —— lhe garantiu com um piscar muito mais brincalhão do que esperava. era verdade, muitos ali temiam o poder que tinham. na verdade, havia apenas dois que ainda ousavam lhe desafiar. —— então quer dizer que está no clube de artes?
goxdgirl.
Minerva rodava seu anel em seu dedo um tanto quanto ansiosa, sua rotina agora era aquele lugar e seus dias eram intermináveis. Estava em uma das ultimas fileiras e assim que a diretora terminou com seu discurso fora uma das primeiras a se levantar e sair dali, cansada de toda aquela besteira. - uma prisão ainda consegue ser menos rígida do que esse lugar. - comentou dando de ombros e suspirando firmemente, estava exausta e já tinha o plano em mente se sair da sua realidade na primeira oportunidade que tivesse. - eu juro que se explodissem esse lugar eu ia ficar completamente feliz e satisfeita.
arqueou as sobrancelhas ao ganhar a visão alheia, certamente, não imaginava vê-la reclamar daquela forma, principalmente tendo ciência de sua origem. pigarreou e abriu o mesmo sorrisinho de sempre, o de canto, completamente irônico, sem se incomodar para retirar as mãos de seus bolsos. —— pensei que estivesse acostumada com esse tipo de coisa princesa, afinal não parece ser muito diferente de sua casa —— comentou no tom irônico que parecia provocá-la, mas apenas se ela aceitasse sua provocação. —— tenho certeza que se quiser, pode explodir esse lugar. não entendo o motivo pelo qual ainda não o fez.
blancv.
❛ jura? por lá está tudo bem, chico. talvez você tenha se confundido ❜ dissera com o semblante pacifico, o cigarro sendo deixado de lado no que chegava ao seu fim ❛ apesar de que, os boatos que correm por lá é que tu papa anda meio fraco das pernas ❜ os ombros foram balançados no que os lábios eram curvados em dúvida; aquelas provocações eram típicas da relação que os dois mantinham e blanca —- especialmente, fazia questão de mantê-la ❛ isso é tão sua cara, tão infantil ❜ dissera com desdém ❛ você não sabe lidar com a concorrência, não é mesmo? ❜
—— claro que não, tenho certeza de algumas pessoas me apontarem problemas na espanha —— garantiu em um tom até cômico, ainda que utilizasse da seriedade para fazer a provocação. —— mi Papa está perfeitamente bem —— dessa vez, ele não levara tão na esportiva. falar da Família para alguém com seu Sobrenome e naquele tom era como um gatilho para a bomba estourar. a Cosa Nostra protegia os seus com unhas e dentes. —— como se fazer esse showzinho não fosse tão infantil quanto —— respondera com certo sarcasmo em sua voz, um risinho de canto preenchendo sua face, indicando para a figura alheia por um inteiro. —— i don’t see one, ya know.
fiecna.
“ —– Eu posso tentar também, dizem que meu soco é esplêndido, ia fazer um estrago nesse rostinho —– ” brincou, consciente das numerosas brigas instigadas pela arrogância do italiano, inevitavelmente esta lhe enervava diariamente, não obstante possuísse uma conduta análoga ao do amigo. Atinou a reação exagerada deste, um riso jocoso escapando-lhe os lábios, dividia da teatralidade de Michelangelo. “ —– You’ll survive —– ” a canhota deferiu um tapinha singelo no ombro do amigo, uma brincadeira infantil e boba, mas que lhe auxiliava na rotina enfadonha. O garoto possuía um talento para distorcera a verdade e utilizá-la ao seu favor, e Fien sabia disso, o quê não lhe impedia de debochar deste. “ —– Não me tornei em nada, só acho que amigos dividem drogas, essa é a regra fundamental das relações por aqui —– ” a entonação arremedava a de um dos debates nas classes da Arkadask, como se um bom argumento fosse convencer o italiano a lhe repassar uma parcela do estoque deste. “ —– Good for you, imagino que ele mataria você se soubesse que está dividindo as drogas do negócio da família com um bando de jovens —– ” o sorriso cínico encobria a genuína impressão que nutria pela família do amigo, duvidava que fossem burros como seus pais, quiçá misericordiosos. “ —– If you say so, espero que esteja ao menos cobrando bem —– ” enfiou ambas as mãos nos bolsos do blazer, as orbes âmbar atinando o percurso pela instituição. “ —– Você que perde, é divertido assustar eles de vez em quando, ajuda com o tédio. —– ”
—— vai sonhando, ruiva… —— não duvidava que ela pudesse fazer um estrago em seu rosto, ainda assim duvidava que tentasse fazê-lo, mesmo porque caso tentasse, certamente Michelangelo imploraria para que não o fizesse, afinal seu rosto era o que lhe garantia que ficasse com as pessoas que conquistava pelo caminho. sorriu de canto, fazendo pouco caso da situação, por costume. ainda no seu showzinho, suspirou dramáticamente, forçando alívio, quando ela lhe garantira a sobrevivência, antes de desatar em riso. então dramatizou uma expressão pensativa que lhe escapou com a forma de um biquinho singelo e um indicador batucando em seu lábio inferior conforme franzia seu cenho e olhava na direção de fien. parecia realmente estar considerando a ideia acerca da divisão do que havia trazido de tão especia da Itália. —— depois não me culpe se perder tudo o que tem por vício em lsd —— sussurrou conforme passavam por um grupo maior de novatos que, ainda que suspeitassem de suas origens e ideias controversas, não ouviriam estas vindo de si. sabia que sua situação econômica e profissional era motivo de muita especulação, principalmente porque algumas pessoas ainda acreditavam que Cosa Nostra havia sido desmanchada. —— eu tenho certeza que entraria por aquela porta —— indicou com o queixo, despretensioso. —— no momento em que suspeitasse disso e meteria uma bala em todo mundo até eu entregar para ele o pacote —— exagerou com certo divertimento ao imaginar seu Pai em seu terno, gravata e bengala puramente estética estourando a porta do corredor em que estavam. —— eles já ficam assustados o suficiente com os boatos dele sobre mim, não precisam de mais.
callmetefo.
&. ━━ ❛ por saber que michelangelo era mais novo e praticamente estava no começo de todos os seus limites, stéfano tinha pleno conhecimento de que o jovem era intenso em tudo que se propunha a fazer. ouvir a voz dele na língua mãe de ambos e com o sotaque italiano era sempre o motivo dos arrepios mais sinceros do estilista, que somado com as mãos de angelo em seu cabelo e a proximidade de seus corpos era o suficiente para lhe excitar.
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halletheos.
“Bom, neste caso…” Theo aproximou-se um pouco do rapaz, passando a mão nas ombreiras de seu uniforme como se limpasse alguma coisa. “Me avise quando a festa estiver pronta e eu apareço.” Sorriu, virando-se de modo a caminhar ao seu lado. A próxima pergunta de Mich o pegou de surpresa, seria uma boa revelar inicialmente quais eram os seus planos ali na academia? Mordeu o lábio por um instante e e soltou um longo suspiro. “Ah, você sabe, sempre fui alguém que não consegue dizer não a uma aventura.” Riu, dando de ombros. “Então pode imaginar que eu imediatamente disse sim quando recebi uma carta de aceitação.” Aquela não era nem de longe a verdade, mas por mais que o rapaz ao seu lado fosse alguém confiável, não estava pronto para dividir seus propósitos, pelo menos não ainda. “Mas e você, a quanto tempo está aqui?”
—— vou cobrar —— garantiu-o ao retribuir o sorriso que ele lhe mandava. era difícil acreditar que Theo realmente estava em Arkadak, pois não o via como semelhante ás pessoas que ali encontrava. o pensamento, contudo, ficaria guardado em sua cabeça por um bom período de tempo, olhos atentos ao mais velho conforme o escutava. —— ah, sim, uma aventura como uma estadia em Arkadak é difícil de negar —— ironizou, mas era difícil não concordar com o seu pai quando este lhe dissera que a Escola era importantíssima na sua formação, mesmo que parte disto fosse apenas porque não poderia assumir a chefia caso não tivesse passado pelo lugar. —— esse é o meu terceiro ano aqui, por incrível que pareça. nem esperaram eu curtir um ano longe da escola.
Com a volta as aulas voltava também o ódio que Leona havia por aquele lugar e pela matriarca. Entretanto, era algo que a loira conseguia deixar bem guardado dentro de si e evitava expor para não se prejudicar já que se fizesse tudo certo sairia dali o mais rápido possível. Depois dos reencontros e primeiras aulas do dia, a alemã resolveu sentar abaixo de uma árvore para ler um livro na hora do intervalo e pode sentir as aulas fazendo efeito quando ouviu passos aproximando-se. Seu olhar saiu das páginas para encarar sua companhia e deu um sorriso pequeno. “Você sabe que existe uma enfermaria por aqui, não é? Pode acabar sendo um problema você vir a mim.”
não havia completado nem mesmo vinte e quatro horas de sua estadia em Arkadak e sua cabeça já doía como se fossem semanas. por vezes, suspeitava que tivesse problemas sérios com enxaqueca, mas não sabia se devia acreditar em suas superstições. e sempre que isto acontecia, recorria a leona, sem sentir-se confortável com a equipe de enfermagem do local. —— só se eles descobrirem —— deu de ombros e sentou-se ao lado dela, dedos pressionando a lateral de sua cabeça. —— e outra, nenhuma das enfermeiras é tão bonita quanto você.
callmetefo.
&. ━━ ❛ ao sentir o braço de michelangelo sobre os seus ombros, stéfano permitiu-se a envolver um dos seus na cintura do rapaz, o puxando para perto enquanto andavam em direção ao seu dormitório como dois simples amigos. a verdade é que eles não eram simples amigos. e por mais que o estilista de fato tivesse um novo vinho italiano consigo, isso era só mais uma desculpa para arrastar o mais novo até o lugar que ele visitava frequentemente. “eu só dou ordens dependendo de quem eu sei que vai obedecê-las.” respondeu voltando com a sua cabeça para posição normal após ter a virado pro lado só para sussurrar e dar uma mordiscada na orelha de angelo. ao chegarem no dormitório, stéfano abriu a porta e antes de entrar deu passagem para o seu convidado, entrando logo em seguida já com um sorriso malicioso em seus lábios. “quanto tempo nós temos?” questionou, aproximando-se dele enquanto seus braços já trabalhavam envolvendo o corpo alheio pela cintura. estavam tão perto que stéfano já podia sentir a respiração alheia em contato com a sua e sentia-se tentado a inclinar o corpo para finalmente unir seus lábios mais uma vez.
sentia-se embriagado com aproximação, a própria pontinha de seu nariz roçando tão suavemente no alheio servia apenas como uma tentação a mais para completar o toque ao que ele erguia os braços, dígitos ágeis afrouxando um pouco a gola do uniforme alheio antes de tomar seu pescoço com um sorriso nada discreto. —— abbastanza¹ —— sussurrou a resposta, finalmente oficializando o contato de sua boca com a de stéfano, inicialmente tão suave que nem mesmo parecia como um beijo que Michelangelo iniciaria, pronto para deixá-lo mais profundo quando enrolara seus dedos nos fios de cabelo alheio faltando delicadeza no momento e puxando o corpo alheio mais para si.
corabergund.
—- voltou sua atenção para o rapaz ao seu lado, sorrindo surpresa com a afirmação de que ele era o autor, seria um tanto engraçado se não fosse um pouco constrangedor, pelo menos para coralynn. “bom, poderia ser pior, não é mesmo?” perguntou sem jeito. “eu poderia ter falado super mal da sua obra, seria constrangedor..” era verdade, o que a fez pensar em como precisava cuidar mais com o que falava, como se ouvisse sua mãe lhe dizendo “para de falar pelos cotovelos, coralynn” sem duvidas uma parte da sua personalidade difícil de se controlar. “é uma bela pintura, não me entenda mal, apenas fiz a comparação pois sem duvida alguma são bem distintas!” tratou logo de se explicar. “cora, cora abergund!” coralynn era serio demais, então era comum se apresentar apenas como cora. “serio? um pouco difícil de acreditar, mas não diria impossível, não deixa de ser um lindo nome.” falou, seguido de um sorriso sem jeito e um balançar de cabeça diante da ultima fala do rapaz, optou por não dizer nada a respeito.
os olhos atentos e nada discretos a acompanhavam em seus movimentos, curioso. pouco importava se sua indiscreta atenção poderia deixa-la sem graça, mas parecia difícil desviar o olhar do rostinho bonito que o encarava de volta. —— tudo bem, não overthink it —— aconselhou com um riso divertido ao que dava passos singelos para aproximar-se brevemente da menina, por apenas alguns centímetros. —— prazer, cora, eu sou... Michelangelo Galiardi —— apresentou-se como realmente precisasse, quando havia acabado de anunciar como o pintor do quadro que ela estudava. —— acredite se quiser, eles não esperavam que eu me tornasse completo gênio da pintura e escultura —— tinha o tom de brincadeira, mas um resquício da eterna arrogância de sua parte. —— me desculpa a pergunta, você é da onde cora? —— alongou o questionamento assim que a avistara envergonhaa. certamente, a menina não era como as pessoas que frequentavam o local e isso é novo para Michelangelo em vários modos. —— é seu primeiro ano aqui, não é? se precisar de ajuda, conte comigo.
halletheos.
“Hmm, eu não sei, está sera uma festa de boas vindas como aquelas que organizava para você no meu quarto quando aparecia de visita, ou pretende convidar mais gente?” Questionou fingindo pensar na proposta dele. Mich era um amigo próximo e jamais esqueceria a primeira vez que se conheceram a anos atrás, na época Theo já sabia que gostava de garotos, mas fora Michelangelo a pessoa a comprovar o que antes era apenas uma teoria. “Pois é, ou o mundo realmente é pequeno, ou conheço mais pessoas do que pensei que conhecia.” Sorriu brevemente, dando um passo na direção do rapaz. “De qualquer forma é ótimo saber que vou te ver por ai de agora em diante.”
foi difícil não abrir o mais presunçoso sorriso na direção de Theo, grato que as memórias que dividiram não foram esquecidas ou tratadas com indiferença. —— no estilo antigo, sabe? pra você se sentir mais à vontade —— com um movimento sutil, ergueu o queixo indicando que buscava uma resposta, apesar de não passar de uma brincadeira saudável entre os dois. —— então, o que estava planejando quando aceitou entrar na Arkadak? —— perguntou despreocupadamente, fazendo questão de acompanhá-lo por mais alguns metros até que sentisse a necessidade de importunar qualquer outra pessoa ou então simplesmente trancar-se em seu dormitório.

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fiecna.
“ —– Não vai se orgulhar tanto quando alguém quebrar esse seu rostinho —– ” alfinetou, possuía uma arrogância análoga, mas depois do convívio com o italiano deduzia que a dele suplantava a própria. Um riso escapou-lhe mediante ao empurrão, não hesitou em contra-atacar, acertando seu ombro no do rapaz, uma mera provocação que não iria machucar Michelangelo. “ —– Para um mafioso você é um péssimo mentiroso… É difícil uma família criminosa se sustentar sem drogas, atrai muito dinheiro, bem mais que assassinato, mas quem sou eu pra falar, huh? —– ” ambas as mãos repousaram no interior dos bolsos do blazer, percorrendo o corredor, fez a curva à esquerda, junto de um grupo de novatos. “ —– Você vai dividir comigo? É feio não passar drogas pros amiguinhos —– ” teatral, a Anholts dissimulou um biquinho, como se a possível negativa do rapaz fosse lhe afetar, fosse honesta, duvidava que ele não lhe desse uma parcela, por menor que fosse. “ —– Seu pai sabe que você trouxe drogas pra Arkadak? Deve estar orgulhoso —– ” brincou, um sorriso singelo alumiando as feições graciosas. “ —– Expulsar eles? Essa vai ser difícil, é melhor se acostumar e perturbar eles sempre que possível. —– ”
—— eles tentam, eles tentam... —— não deixava de ser verdade. quantas vezes Michelangelo não entrou em uma briga apenas por conta de seu rostinho e jeitinho arrogante. não se importava, entretanto, aquela era marca assinada dos Gagliardi e ele tinha orgulho de carregá-la em seu olhar. com o contra-ataque, esfregou o local que ela havia lhe atingido, fingindo uma expressão de dor. —— ouch... —— fez questão de acrescentar o drama sonoro, antes da risadinha frouxa. com a acusação de ser um péssimo mentiroso, apenas fez encolher os ombros e deixar o cantinho esquerdo de seu lábio se erguer, sem se dar ao trabalho de negar. a própria fien sabia que aquilo não se tratava de um fato, visto que já o vira mentir algumas vezes e, bem, ele sempre se safara através de sua língua. —— o que você está se tornando, hm? acho que devemos fazer um trabalho de desintoxicação —— o tom incrédulo era tão teatral quanto o biquinho posto no rosto da outra, mas ambos sabiam que aquilo não passava de apenas mais uma das brincadeiras de que sustentava. —— mio Papá não faz ideia do que trago para dentro desta escola, por mais que ele quisesse muito —— explicou dessa vez a verdade. embora seu Pai tentasse ser controlador, muitas vezes lhe escapava as mais importantes das informações sobre seu filho. suspirando, continuou. —— besides, i am no drug dealer, eu sou o líder deles —— corrigiu-a com um sorriso presunçoso antes deste transformar-se em uma careta de nojo. —— sinceramente? não faço questão de olhá-los no rosto mais do que apenas o suficiente.
sscorpius.
Bastian não se importava com os discursos da diretora. Entendia sua importância, por mais que muitas vezes não adorasse o conteúdo, e eles não eram tão longos assim. Mas sabia que nem todos os alunos compartilhavam sua opinião, como o dono da voz que soou ao seu lado, por exemplo. Não precisava nem olhar para ver que se tratava de um de seus companheiros da Escola Noturna. E não um de quem o homem gostava muito — sentimento claramente recíproco pela expressão que Michelangelo fez ao reconhecer o holandês. “ — Um presídio? Que coisa de garoto mimado.” Bastian reconhecia a ironia de chamar alguém de mimado, mas a irritação não o deixou parar. “—Olha em volta. Esse lugar cheira ao dinheiro que ele custou e dá oportunidades que outras pessoas dariam uma perna pra ter. E você vai ficar fingindo que é uma punição?”
sua risada soou grave, até mesmo surpreso. não esperava que logo bastian, de todos os seus companheiros ali, fosse lhe chamar de mimado. as sobrancelhas se arquearam e os ombros se encolheram, conforme abria uma expressão de puro deboche. a graça que havia encontrado no comentário o impediu de respondê-lo. —— não sou eu fazendo um discurso sobre como alguns alunos têm tentado fugir —— explicou-se até mesmo erguendo as mãos, como se precisasse fazê-lo. —— eu vejo isso como uma oportunidade, assim como você, bastian, não fique tão na defensiva.