MAIA REFICCO? Não! É apenas MAVIS DELGADO, ela é filha de APOLO do chalé SETE e tem VINTE E QUATRO ANOS. A TV Hefesto informa no guia de programação que ela está no NÍVEL II por estar no Acampamento há ONZE ANOS, sabia? E se lá estiver certo, Mav é bastante GENTIL, RESPONSÁVEL e APAIXONADA, mas também dizem que ela é MELANCÓLICA, INSEGURA e PARANOICA. Mas você sabe como Hefesto é, sempre inventando fake news pra atrair audiência!
— PODERES —
Canção Acalentadora (poder ativo) — Quando canta ou toca algum instrumento musical, Mavis produz uma música que suaviza e acalma os corações das pessoas ao seu redor. Já descreveram-na a sensação como a de deitar-se debaixo do sol ou assisti-lo se pôr no mar, de ser colocado para dormir enquanto há música no fundo, e até de sentir uma nostalgia tão forte que os olhos se enchem d’água. Em batalha, o poder é capaz de amansar monstros e anular a hostilidade de inimigos, mesmo que momentaneamente, dando tempo a seus aliados para atacá-los ou neutralizá-los; fora dela, porém, pode distrair os feridos de suas dores, adormecer alguém com insônia ou apaziguar sua angústia, entre outros usos que descobrira ao longo dos anos. A canção não funciona com a própria Mavis, porém, e ela precisa ter acesso à própria voz ou a um instrumento para que funcione. Antigamente, ela costumava se manifestar naturalmente, mesmo quando a semideusa não tinha noção ou controle de seus poderes, mas, hoje em dia, Mavis consegue escolher se sua música produzirá ou não este efeito.
Olhos de Curandeiro (poder passivo) — Apenas com o olhar, Mavis consegue reconhecer se um ferimento, doença ou condição física de saúde pode ser curado e qual seria a forma mais eficiente de curá-lo. Dessa maneira, ela consegue saber, por exemplo, se uma pessoa paraplégica algum dia voltará a andar, se uma cicatriz se fechará sem deixar rastros ou se há uma forma de exterminar uma doença. Esse poder, porém, não lhe dá a capacidade de curar, mesmo que saiba como; para isso, ela precisa de semideuses com poderes de cura, de ambrosia e néctar ou, em casos menos drásticos, de seus conhecimentos mundanos de medicina. É somente capaz de reconhecer, entender e saber como tratar a condição, ferimento ou doença.
— HABILIDADES —
Fator de cura acima do normal e previsão.
— ATIVIDADES —
☀ Esportes — Membro da equipe azul do arco & flecha e da corrida com obstáculos.
☀ Outros — Membro dos Curandeiros e baterista da Tartarus Tragedy.
— ARMA —
☀ Lyra — Mavis possui um arco feito de ouro imperial, com pontas arredondadas e curvadas que se assemelham às de uma lira. É daí que vem seu nome, o mesmo da constelação associada à lira de Orfeu. A arma fora um presente de seu pai, Apolo, após ela concluir sua primeira missão com sucesso, e as flechas de sua aljava são feitas do mesmo material que o arco.
☀ Aljava Celestial — Uma aljava de cintura feita por Mavis na Oficina de Hefesto em Waterland, decorada com desenhos dourados de sóis e pássaros. Ela é acompanhada por flechas de ouro imperial, cada uma com um símbolo de sol gravado na ponta da seta. A aljava torna as flechas em flechas balsâmicas, que curam seus aliados ao acertá-los, ou flechas de luz solar, que cegam e queimam seus oponentes, assim que Mavis as puxa e de acordo com sua necessidade no momento.
— HISTÓRIA —
Quando Mavis Delgado chegou ao Acampamento Meio-Sangue, aos treze anos de idade, o chalé 7 estava lentamente se recuperando das perdas causadas pela Segunda Guerra dos Titãs. Talvez por isso tenha sido tão bem recebida pelos irmãos, dois dias depois de sua chegada — enquanto os campistas reuniam-se ao redor de uma fogueira, aproveitando uma noite de verão, a garota cantou uma canção tão bela que até as árvores do bosque se balançaram no ritmo. Ao fim, o brasão de Apolo flutuava sobre sua cabeça e os filhos dele encaravam-na com sorrisos no rosto e expectativa nos olhos.
Aquela não era a primeira vez que a encaravam daquela forma. A mãe sempre dissera que seu nascimento trouxe música de volta à vida dela, uma garçonete que, em sua juventude, sonhara em tornar-se uma cantora famosa na Argentina. Sua jornada, porém, levou-a a um trabalho em uma lanchonete da Califórnia e uma gravidez inesperada, resultante de um caso apaixonado entre ela e um homem que descrevia como “o sol em formato de pessoa”. Mavis não tinha ideia do quão literal aquela descrição era até ser reclamada pelo deus do sol, que antes disso gostava de observá-la e vigiá-la de longe, quando ela estava distraída demais para perceber.
Apolo encantou-se pela paixão por música de Marisa Delgado, e contou-a inúmeras vezes do potencial que ela possuía para o sucesso, mas a mortal já estava cansada de tentar e falhar em conseguir sua oportunidade de ouro. Em vez disso, criou a filha dos dois rodeada por música, habituada às cordas de um violão antes mesmo de terminar de aprender a escrever em letra cursiva, e incapaz de passar um dia sem escutar seus artistas favoritos nos fones de ouvido ou cantarolar enquanto varria a casa, lavava a louça e fazia a tarefa de casa.
A ida ao Acampamento Meio-Sangue veio após a garota ser seguida por um monstro depois da escola, o cheiro de semideus já difícil de esconder, e o sátiro responsável por sua proteção apanhou-a e guiou-a ao Pinheiro de Thalia antes que ela virasse jantar da criatura. Uma semana depois, apesar da falta da mãe, já sentia-se inteiramente em casa.
O ano letivo ainda era passado com a mãe, trabalhando meio-período para juntar o dinheiro da universidade e metendo-se em todas as extracurriculares que podia na esperança de conquistar uma bolsa de estudos. No verão, porém, voltava aos irmãos e ao conforto do Acampamento Meio-Sangue, onde não se sentia mais a pobre coitada que assistia a mãe ter dificuldade para pagar as contas, e sim a filha de um deus. Simultaneamente, o Acampamento era seu escape e o lugar em que mais se sentia ela mesma.
Uma pena que aquele conforto não durou muito tempo. No verão anterior ao seu último ano de escola, Mavis saiu em uma missão da qual uma de suas companheiras não retornou. Segurou-a em seus braços enquanto ela morria envenenada por um monstro, embalando-a em uma canção mágica até não sentir mais seu pulso.
O refúgio em Long Island nunca mais fora o mesmo. Ainda visitava-o em alguns verões, mas nem todos, e, mesmo quando ia, às vezes voltava para casa antes das férias terminarem. De que adiantava ser filha de um deus — e, mais ainda, do deus da medicina — se não conseguia salvar quem mais importava? Então, enquanto se mantinha distante do Acampamento, corria atrás de um diploma em uma universidade mortal e tentava dar à mãe a chance de uma vida melhor, nunca abandonando, porém, a paixão que as unia: a música, apesar de entrelaçada a uma memória dolorosa, também era uma herança da mãe para a filha.
AGORA — O retorno forçado, no fim de 2023, era para ser apenas temporário. Não era de sua vontade estar no Acampamento, muito menos em pleno inverno, mas, com o passar dos meses e dos ataques à colina, Mavis entendeu não ter previsão alguma de saída nem garantia de sobrevivência. Contudo, sua volta e a morte de um de seus irmãos, Aidan Moore, despertaram nela algo novo: a vontade de ficar e tentar novamente, de aperfeiçoar-se para que, na próxima vez, outra perda não acontecesse. Estava mais velha, mais madura e mais preparada, e, embora não fosse uma especialista do combate, era uma ótima curandeira, e aqueles talentos estavam mais requisitados que nunca.
Honraria Aidan, ajudaria os outros campistas e, se as moiras permitissem, viveria para ver o dia da reaparição de Apolo e do sol que antes iluminava as manhãs da Colina Meio-Sangue.
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Mavis tinha familiaridade com laboratórios de poções, afinal, embora suas visitas ao Acampamento Meio-Sangue nos últimos anos tenham sido esporádicas, fazia parte dos Curandeiros. O Laboratório Mágico de Circe, porém, não era nada como o que ela já havia visto.
A magnitude da deusa era sentida em todos os lugares do resort, tremendamente luxuoso e perfeitamente equipado para receber os semideuses gregos. Contudo, era no laboratório que Mavis sentia a força de sua magia — quantas poções Circe e suas filhas já não tinham criado naquele lugar? Quantas receitas com as quais os semideuses nem sonhavam estavam registradas naqueles grimórios e livros de anotações? As possibilidades a encantavam, mas, no fim das contas, não era nenhuma mestre de poções, e não pretendia juntar-se aos Aprendizes da Magia nem tão cedo.
Assim, em vez de perder-se na imensidão de possibilidades, Mavis focou-se no que era melhor. Com o auxílio e companhia de @juncyoon, sua limitada temporada de estudos no laboratório rendeu duas doses de um líquido que eles apelidaram de Spray Curativo: uma poção que não deveria ser bebida, mas borrifada — vide o frasco com borrifador que escolheram para armazená-la, parecido com os de perfumes antigos — sobre pequenas feridas, cortes e hematomas. O spray é capaz de curar esses ferimentos, sem deixar cicatrizes ou efeitos colaterais, uma alternativa menos eficiente, mas também menos perigosa que néctar e ambrosia.
Mavis ficou satisfeita com sua criação e fez questão de anotar todos os passos de sua produção em um caderno próprio, para replicá-la na estufa e com os Curandeiros do Acampamento. Poderia não ser tão útil para outro ataque como o do Drakon ou do baile de Afrodite e Eros, mas certamente seria um sucesso entre os semideuses mais novos depois de uma Caça à Bandeira.
Spray Curativo — Uma poção guardada em um frasco com tampa borrifadora, ela é capaz de curar pequenos ferimentos quase imediatamente. Quando borrifada sobre um corte, hematoma ou outro tipo de ferida menor, ela restaura a pele sem deixar cicatrizes ou marcas para trás.
Mavis aproveitou tudo que o resort tinha a oferecer naqueles três dias, dos toboáguas emocionantes e piscinas relaxantes ao amaldiçoado Queen Circe’s Revenge e o fantástico Laboratório Mágico. Dificilmente a garota era vista usando outra coisa que não um biquíni, exceto pelas vezes em que usava um biquíni e alguma roupa confortável, fresca e preferencialmente curta por cima. Estava feliz em sentir que finalmente podia aproveitar um tempo de folga, e não apenas esperar em ansiedade até o próximo fim do mundo acontecer. E o sol da ilha, ainda que não suprisse a ausência de Apolo, lhe trazia a sensação de conforto e normalidade que estava em falta nos últimos meses.
—— SING ME A SONG, @izzynichs.
☀ no queen circe’s revenge, @silencehq.
Mavis não tinha certeza se Isabella aceitaria seu convite. A mulher possuía um ar de austeridade que a encantava, mas também as distanciava, e por isso ela quis sua companhia para explorar o Queen Circe’s Revenge — não havia meio mais fácil de estreitar laços do que enfrentar um falso navio assombrado juntas. Felizmente, Isabella topou a ideia, e agora as duas se viam na entrada do navio, muito mais intimidador na proximidade do que pelas histórias que contaram a Mavis. Ela não queria dizer que estava com medo, mas a hesitação em prosseguir não mentia; silenciosamente, desejava que a companheira desse o primeiro passo para que não descobrisse nenhuma surpresa. “Isso me lembra Piratas do Caribe.” Riu a filha de Apolo, com um leve sinal de nervosismo no tom de voz. “Espero que não sejamos amaldiçoadas. Imagina se a gente vira esqueleto, que nem no filme? Cruzes.”
Apesar de saber que estava na ilha a serviço, Pietra aproveitou a brecha que deram para os filhos da magia poderem relaxar também e foi para a área da praia. Estendeu sua canga um tanto afastado da bagunça das crianças e se pôs a enriquecer a melanina de sua pele. "Um belo dia de sol..." cantarolou para si mesma com um sorriso no rosto. Colocando os óculos de sol permitiu-se fechar os olhos e só aproveitar, pelo menos até o sol do nada sumir de seu rosto "Para onde foi o sol?"
No passado, Pietra foi cunhada de Mavis. Embora o relacionamento da garota com seu irmão tenha ficado em outras épocas, seu carinho por ela continuou vivo. Gostava de sua companhia e queria mostrá-la que estava do seu lado, apesar do sentimento negativo do Acampamento direcionado aos Filhos da Magia. Ao encontrá-la na praia, pôs-se de frente a ela e esperou que percebesse sua presença, as mãos na cintura e um sorriso no rosto. “Não é esse nosso problema?” Brincou Mavis. A piada era um pouco deprimente, mas não se aprofundaria nisso. “Aceita companhia?”
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𝗖𝗟𝗢𝗦𝗘𝗗 𝗦𝗧𝗔𝗥𝗧𝗘𝗥 com @melisezgin e @chasingmavis no dormitório.
╰ 𝑝𝑟𝑖𝑚𝑒𝑖𝑟𝑜 𝑑𝑖𝑎 ☀ ˚⠀✦
Embora gostasse de se comparar ao sol, partilhar o quarto com dois verdadeiros raios de sol fazia Soverall desconfiar que talvez estivesse mais para um buraco negro ou algo do tipo. Tinha certeza que era uma carga negativa estragando a boa energia do ambiente, embora tudo o que estivesse fazendo, na verdade, fosse permanecer calado, largado no colchão do dormitório com uma postura terrível, concentrando-se em enfiar os inúmeros anéis nos dedos tão devagar que parecia estar enrolando para não terminar. Honestamente, esperava estar mais empolgado para explorar a ilha, mas agora que estava aqui tudo parecia tão… trabalhoso.
O loiro ergueu o olhar dos anéis quando Melis perguntou alguma coisa. Ele piscou, tentando focar. Melis estava linda, como sempre, mas encontrar as palavras certas parecia uma tarefa monumental. “Você está ótima.” respondeu, a voz soando robótica. Enfiou o último anel prateado no dedo. As mãos livres, agora, para descansar o braço em cima do próprio joelho, as costas indo de encontro com a cabeceira da cama para se escorar, sua atenção se voltando para as duas garotas com quem dividia o quarto. “O que vocês pretendem fazer hoje, M&M’s? Espero que não tragam ninguém para esse quarto, em nome de Circe.”
Melis saiu do banheiro do quarto animada, vestindo seu biquíni alaranjado acompanhado de uma canga. Seu cabelo solto, com ondas naturais, parecia ainda mais bonito na ilha. Conhecida por seu pensamento positivo, ela preferia acreditar que as intenções da deusa eram genuínas e que realmente desejava uma trégua com o acampamento e que não tinham com o que se preocupar durante aqueles três dias, apenas curtir, e como a filha de Hermes gostava de uma boa farra! Pronta para começar o dia no resort, Melis se virou para Nate com as mãos na cintura e rodopiou para que ele pudesse ter uma visão completa de sua escolha para o dia, perguntando como ela estava. A resposta desanimada dele fez seu sorriso vacilar um pouco. "Esse ótima pareceu mais uma ofensa dito desse jeito, Nate! O que é isso?!" Negou com a cabeça e se virou para @chasingmavis, fazendo a mesma pergunta para a filha de Apolo, torcendo para uma reação melhor que combinasse mais com o seu espírito animado. Depois, ela se voltou para Nate rindo. "Então quer dizer que estão proibidas as festinhas no quarto? Não sabia que você era tão desanimado assim, Nate!" Diferente dele, Melis estava radiante e empolgada com o que os esperava naqueles dias, então se jogou na cama ao lado dele, ainda rindo. "Você não acha que ele está para baixo demais, Mavis? Acho que está faltando uma música alta nesse quarto para podermos começar nossos trabalhos com o pé direito, e dançando! Mavis, escolhe uma para eu colocar!" Melis pediu, já preparando o aparelho para colocar uma música ambiente no quarto. "Pretendo curtir o parque aquático ao máximo! Se chegarmos cedo nas atrações, as filas vão estar menores."
Mavis havia adorado a ideia de dividir quarto com o irmão, afinal, era tão apegada à família do acampamento que qualquer momento ao seu lado era apreciado, mesmo que já estivessem juntos o tempo inteiro. Já a companhia de Melis lhe dava uma oportunidade de conhecer um pouco mais a filha de Hermes, com quem normalmente treinava combate com armas e ria por serem guerreiras desengonçadas. Não conseguia pensar em uma companhia melhor e estava determinada a proporcionar diversão para os três, até a Nate e sua cara fechada.
“Você tá maravilhosa, Melis.” Elogiou Mavis, quando a garota a olhou em busca de seu comentário, e a segurou pela mão para girá-la no lugar. Já conhecia o jeito do irmão, mas ele também a conhecia o suficiente para saber que não o deixaria vegetando no quarto enquanto as meninas saíam para se divertir. “Eu também acho! Pelo visto a gente vai ter que colocar esse esqueleto pra se mexer. Vem cá!” Mavis estendeu a mão para a outra, para pegar seu celular. Escolheu a primeira música que a lembrava de verão e veio à cabeça, uma eletrônica dos anos 2010 que tocava em todas as esquinas. “E quanto mais cedo formos, mais atrações podemos ver em um dia só! Quero descer nos toboáguas, relaxar na piscina… Vamos, Nate, por favor! Vai ser divertido! Você não quer ter tempo de qualidade com sua irmã?”
Quando pisou ali, parecia que seria uma boa ideia continuar naquele espaço, conversando e interagindo com outros semideuses que estavam na mesma situação. Casualmente flertando com ninguém em específico, quando sentiu a cabeça girar um pouco e a vista ficar embaçada. Um sentimento de fraqueza súbita, leve desnorteio e um respirar fundo que não trouxe a restauração necessária. Então, quando isso aconteceu, ela buscou pelo pulso da pessoa mais próxima, num toque que buscava suporte. Antes de padecer, pelo menos, poderia contar com a ajuda da filha de Apolo, certo? Tendo forças para confidenciar somente a ela, baixinho, de qualquer forma. "Puta merda, Mavis! Eu acho que vou desmaiar."
Mavis gostava do calor, mesmo o artificial criado pela sauna. Relaxava no vapor, um gostinho de paz e calma depois de toda a confusão com o traidor antes de chegarem. Não que os problemas estivessem resolvidos — na verdade, suspeitava que o fim daquela história era também o início de outra —, mas os campistas mereciam uma folga. Uma pena que seu relaxamento só durou alguns minutos, e o segurar firme de uma mão em seu pulso a fez abrir os olhos espantados e direcioná-los à filha de Afrodite ao seu lado. “O quê?” Sussurrou Mavis de volta, exasperada. Ela, então, analisou a aparência da garota, procurando outros sinais que a ajudassem a entender o que acontecia. “O que você tá sentindo?” Questionou. Seria a temperatura da sala? “Quer que eu te tire daqui?”
—— SING ME A SONG, @juncyoon.
☀ no laboratório mágico, @silencehq.
“Esse laboratório é incrível.” Disse Mavis, que folheava páginas de anotações sobre poções e tônicos medicinais no balcão. Quando chegara à ilha, não imaginara que, além das pequenas férias no resort de luxo de Circe, também poderia aprender novas receitas para adicionar ao seu repertório de bebidas curativas, que normalmente se resumia a néctar e as receitas ensinadas pelos Curandeiros no Acampamento Meio-Sangue. “Por onde devemos começar?” Ela se virou para olhar Juno, sua atual companhia de exploração. Embora filho de Deméter, ele era um Aprendiz de Curandeiro, e seu tempo na enfermaria coincidia frequentemente. “Quer tentar fazer uma poção? Tem umas bem interessantes aqui… Um pouco difíceis de reproduzir, mas acho que damos conta.”
Caos. Aquela era a palavra perfeita para definir o estado do Acampamento após a descoberta do traidor da magia. Não tinha muito a dizer a respeito de Elói já que, apesar de conhecê-lo dos anos naquele lugar e das funções comuns de conselheiro, mas apesar disso a revelação havia sido uma surpresa. Muitos outros eram mais prováveis do que ele, mas às vezes as menores probabilidades são as verdadeiras. De qualquer forma, não podia focar no mistério desvendado em si pois tinha muitos meios-irmãos crianças e adolescentes em polvorosa com a notícia, e agora tinha que assumir sua função como irmã mais velha e conselheira para lidar com eles. Um, em específico, queria tentar invadir a casa grande para dar uma olhada no tal traidor, e foi do lado de fora do chalé, em plena vista de todos, que Charlie teve que dar uma bronca no garoto. "Acha mesmo que tomar uma atitude tão imprudente e impensada vai honrar a nossa mãe? Não me interessa se está curioso ou se quer chamar a atenção dos seus amigos, você vai voltar para dentro agora ou vai ficar responsável sozinho pela limpeza do chalé por um mês." Foi só quando o garoto voltou para o chalé com o rabo metafórico entre as pernas que Charlie percebeu estar sendo observada. Corou, constrangida por ser vista corrigindo um de seus irmãos, e encolheu os ombros. "Adolescentes, sabe como é."
A expressão de Mavis estava mais próxima de impressionada do que de surpresa. Quando colocara seu nome entre os candidatos para conselheiro do chalé 7, sua intenção era que os irmãos se sentissem ameaçados e se candidatassem também, mas vencer jamais fora o objetivo. Era uma péssima líder, desde a falta de fibra para aplicar punições, dar broncas e dividir tarefas até o nervosismo paralisante diante de situações e decisões que dependiam primariamente dela. Charlie, porém, parecia saber exatamente o que estava fazendo. Assistiu a cena se desenrolar e, quando o irmão mais novo da garota recuou e ela percebeu sua presença, lançou-lhe um sorriso compreensivo.
“É, eles são bem difíceis às vezes.” Concordou Mavis, aproximando-se um pouco mais da fachada do chalé de Atena. “E imagino que esteja sendo ainda mais complicado lidar com eles agora, considerando o que aconteceu. Todo mundo está curioso, triste ou com raiva.” Disse ela. A própria ainda não sabia onde se encaixava — esperava sentir algo catártico quando finalmente desmascarassem o traidor, uma sensação de conclusão que a faria dormir melhor do que conseguira desde o baile. Depois de ouvir o anúncio nos alto-falantes, no entanto, tudo que sentira foi um vazio inexplicável. “Mas um bom líder sabe ter pulso firme quando necessário, mesmo que para brigar com os próprios irmãos. Tenho certeza que ele entenderá depois.”
Quando Pallas não estava treinando, não era raro encontrá-lo no curto deque que levava até o centro do lago do Acampamento. Por mais que não fosse filho de um Deus ligado às águas, o cenário relativamente artístico da natureza do lugar o traziam certa calma, o que era raro em tempos como aqueles, principalmente considerando o quão inútil ele tinha se sentido nos últimos dias. Foi só quando ele sentiu a vibração da madeira com as passadas da outra pessoa que ele se virou para avistar MUSE. "Chocolate?" Ele ofereceu o pacotinho de M&M's que ele tinha em mãos com um sorriso.
Para um starter fechado, disque 0800 e deixe abaixo um comentário com @ + local + uma opção entre essas aqui, aqui ou aqui! (até 6)
Embora o sol continuasse desaparecido, tal como o deus que o governava, Mavis se sentia melhor quando estava ao ar livre e com o céu sobre sua cabeça. O chalé 7, apesar de aconchegante e cheio das pessoas que mais amava no mundo, podia ser sufocante quando todos os seus moradores estavam cansados de acordar para ver que o dia estava mais uma vez cinzento. Por esse motivo decidira visitar o lago, não só um de seus lugares preferidos do Acampamento como um dos mais calmos e abertos. Lá, encontrou Pallas à beira do deque, e não queria incomodá-lo, mas se perguntou se ele não se importaria em ter companhia. “Nunca negaria.” Respondeu Mavis, com um sorriso. Segurou a saia jeans pela barra para poder sentar-se ao lado do rapaz e, então, pegou dois M&Ms e colocou na boca. “Obrigada. Não tenho nenhum lanchinho para oferecer, mas tenho minha companhia, se você aceitar.”
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O silencio da madrugada era delicioso demais para não ser aproveitado. Sem crianças correndo por ai, gritos sem motivo, risos altos ou vozes irritantes... Até parecia que tudo estava na santa paz, apenas o som das harpias passeando por ai e alguns bichos da floresta. Simone fez uma xicara de chá e foi se sentar na frente do chalé para apreciar seu momento, pelo pelo menos até alguém vir falar com ela "Espero que seja uma emergência para vir atrapalhar os últimos momentos de paz nesse lugar. Não devia estar dormindo?"
ou, para um starter fechado (0/4), comente uma frase daqui ou daqui. Simone fala a frase, mas se quiser que seja seu char deixe um (R) ao lado.
Mavis se sentiu flagrada. Havia sido castigada com insônia nos últimos dias, perturbada com a revelação da identidade do traidor e com as consequências que certamente viriam daquilo. Tinha saído para respirar o ar noturno, uma tentativa de limpar a cabeça e relembrar o corpo de seu cansaço quando avistou Simone. “Pode não me denunciar às harpias?” Pediu ela, com um sorriso amarelo. Aproximou-se do chalé de Morfeu e, desengonçadamente, tateou a si mesma em busca de onde enfiar as mãos inquietas. “Desculpa por atrapalhar. Não consegui dormir.” Confessou. “Tem sido difícil descansar considerando, bem… tudo. Mas não quis interromper seu momento de paz.”
No dia seguinte a apresentação do programa no anfiteatro, Junho parecia o menos interessado no que poderiam dizer daquele programa em especial, nem mesmo parecia ter sido um dos participantes. Estava suado e sujo de terra, enquanto decidiu gastar a sua manhã e início da tarde para limpar o jardim morto, infelizmente o seu lado do chalé estava decadente, ele sabia que era sobre o seu poder em especial e não tinha como mudar isso por enquanto, era a primeira vez que o filho de Deméter estava sendo visto em uma terra devastada e não cheio de vida, como sempre foi com a presença dele. Depois de tirar todos os galhos mortos, cavar e limpar o solo, agora sendo obrigado a ver o seu jardim limpo de qualquer planta, Juno viu MUSE passando por ali e acenou de leve com a mão. "Oi, tá ocupade? Eu tô precisando de ajuda aqui..." Sorriu sem jeito.
002.
Uma cena comum para qualquer pessoa envolvida com as atividades na enfermaria, Junho estava sentado no chão com a perna de uma das crianças posicionada sobre a própria, tentando colocar uma tala, muito provavelmente porque a criança tinha torcido ou algo assim, estava longe demais para leva-la sem imobilizar a lesão, por isso estava tão dedicado em fazê-lo. Ela chorava muito e era preciso distraí-la, então usou a coroa de flores que ela tinha feito, sendo esse o motivo dela ter caído e se machucado, ao menos uma coisa não tinha pedido e que continuava sendo uma coisa boa para ele: a sua benção. Abelhas voavam envolta das flores que estavam na tal coroa, e a criança, mesmo chorando, parecia entretida com isso. "Você pode me ajudar com isso? Segura pra mim" Disse para MUSE enquanto posicionava as talas, para que pudesse passar o tecido improvisado que conseguiram ali. "Não pode mexer tá?! Aí a gente leva essa princesinha até a enfermaria"
O afastamento de Mavis das atividades na enfermaria — temporário, como enfatizara quando os irmãos a proibiram de trabalhar até a queimadura em suas costas cicatrizar, os olhos revirados deles como resposta — não negava sua natureza, uma Curandeira de Apolo, mas também uma curandeira por alma. Quando viu Juno tentando acalmar a criança que havia, aparentemente, torcido o tornozelo, não hesitou em se aproximar e ajudá-lo.
“Claro!” Ela respondeu, imediatamente atendendo ao pedido. A garotinha, porém, continuava a chorar, e, mesmo que parecesse entretida com a coroa de flores e as abelhas à sua volta, Mavis sabia que podia auxiliar Juno um pouco mais. “Ei, princesa. Olha para mim. Não precisa chorar, tá bem? Nós vamos te ajudar.” Ela ofereceu um sorriso à menininha enquanto, com o polegar, enxugava gentilmente as lágrimas que escorriam pelo rosto rechonchudo. “Talk to me softly, there’s something in your eyes. Don’t hang your head in sorrow and please don't cry…” O cantarolar surtiu efeito quase imediato na menina: Mavis havia usado seu poder para acalmá-la através da música, e a expressão chorosa no rosto alheio aliviou-se para um olhar sereno. “Ok, acho que agora dá para terminar. Você quer ajuda?” Perguntou, então, para o filho de Deméter.
Ergueu o olhar e finalmente deu de cara com a figura feminina. parecia inofensiva, com toda aquela aura que cintilava, mas vik já tinha se deixado enganar com aparências antes. "senta..." indicou a grama ao seu lado. não confiava em ninguém o suficiente para simplesmente entregar suas cartas em mãos, ainda que não passassem de um pedaço de papel a aquele momento, era do tempo que cultuava com as tias e possuíam um apego emocional. "aqui estão. não valem de nada no momento." decidiu avisar, e então as expôs no chão viradas do avesso. a desesperança ainda maior que antes. "você, que provavelmente ainda fala com as criaturas barulhentas..." que alguns gostavam de chamar de campistas. "tem alguma novidade?"
Com a intimação, sentou-se ao lado de Viktoria na grama e analisou as cartas cuidadosamente. Sempre quis aprender mais sobre tarô e outros meios de adivinhação, para cultivar a habilidade de previsão que, graças à herança divina do pai — e embora limitada —, possuía. “Como assim não valem de nada?” Indagou Mavis, com um virar curioso da cabeça. Talvez Viktoria tivesse tentado entender a situação do Acampamento através das cartas. “Além do caos generalizado e da caça às bruxas contra os Filhos da Magia? Não.” Respondeu ela, com um suspiro. O novo status quo entre os campistas a entristecia e assustava — queria ver o traidor pagar por suas ações, mas não tratar seus colegas como se todos fossem assassinos. “Suponho que você esteja evitando as… criaturas barulhentas.” Ela soltou um riso soprado. Tinha gostado do termo. “Ei, você acha que poderia me ensinar a ler as cartas? Se não for incômodo, claro! É que… eu sempre tive vontade.”
Nome: Mavis Delgado.
Apelidos: Mav, Maverick, passarinho.
Idade: Vinte e quatro anos.
Data de nascimento: 19 de fevereiro de 2000.
Orientação: Bissexual.
Espécie: Semideusa.
Afiliação: Apolo, deus do sol, da medicina, das profecias e das artes.
Chalé: 7.
Status: Viva.
Traços:
[ + ] Gentil, responsável e apaixonada.
[ - ] Melancólica, insegura e paranoica.
Signo: Aquário.
Alinhamento moral: Neutral Good.
Interesses: Música, cantar, a aréa da Saúde, pássaros, climas quentes, ar livre, roupas curtas, penteados, Tartarus Tragedy, cidades litorâneas, maquiagens brilhosas, frutas, sabor artificial de melancia, bebidas geladas, cores quentes, o chalé 7, seus amigos, comédias românticas, bandas ao vivo.
Desinteresses: Climas frios, roupas muito fechadas, saltos finos, ter cabelo curto, sabores azedos, chá quente, cidades pequenas, conflitos e discussões, sair em missões, viagens longas.
Aesthetic: Raios de sol entre os dedos, o cantar dos pássaros, férias de verão escolares, cidades grandes e movimentadas, kits de primeiros socorros em todas as suas bolsas, noites quentes, o som de um violão, cabelos ondulados ao vento, roupas curtas, óculos escuros, bijuterias douradas, despedidas agridoces, jantares em família, andar de mãos dadas com amigos.
Inspirações: O musical Hadestown (e a mitologia adaptada por ele), Karolina Dean (Marvel’s Runaways), Keyleth (The Legend of Vox Machina), Rapunzel (Enrolados).
☀ TRIVIA & HEADCANONS.
i. O nome de Mavis significa, literalmente, “pássaro canoro”. A mãe o escolheu pelo significado, já que ela mesma é apaixonada por música. É por isso, também, que ela costuma chamar Mavis de “passarinho”, e por isso que a própria garota se associa a imagens de pássaros.
ii. Após o ensino médio, Mavis ingressou na Universidade da Califórnia. Ela cursou Enfermagem e está formada, mas precisou afastar-se do cargo quando recebeu o chamado de Dionísio. A formação, obviamente, foi de acréscimo imensurável à equipe dos Curandeiros, pois agora é ainda mais eficiente em ajudá-los. Não pode negar, porém, que sua verdadeira primeira opção de curso seria Música, se não fosse tão preocupada em ganhar dinheiro para a mãe e ela.
iii. A mãe é imigrante argentina e a ensinou espanhol desde a infância. Mavis possui uma grande paixão pelas causas da comunidade latina nos Estados Unidos e se esforça para conectar-se às raízes da mãe, ainda que também reconheça as diferenças culturais entre a criação dela e a sua, pois nasceu em território norte-americano e, devido à condição financeira de sua família, nunca sequer teve a chance de visitar a Argentina.
iv. Mavis compõe desde a infância, mas prefere morrer a deixar que alguém leia uma de suas músicas escritas quando tinha nove anos de idade. Na verdade, ela não costuma compartilhar suas criações até hoje — exceto pelas músicas que mostra aos outros membros da Tartarus Tragedy, a banda de metal formada por semideuses do Acampamento Meio-Sangue na qual entrou no fim de 2023.
v. O incêndio no baile de Afrodite e Eros deixou uma marca em Mavis: uma cicatriz de queimadura na metade inferior de suas costas, com um formato que se assemelha a uma estrela. Ela foi resultado de uma das falsas estrelas no céu projetado do pavilhão pegar fogo e cair diretamente na garota. Felizmente, o fogo atingiu primeiro seu vestido, protegendo-a de ferimentos ainda piores. Mavis não se importa em escondê-la, e é normal que ela apareça entre suas roupas, especialmente por usar muitos croppeds.
vi. Falando em roupas, muitas das camisetas do Acampamento Meio-Sangue de Mavis são customizadas, tenham sido cortadas em croppeds e regatas ou simplesmente serem versões completamente novas da estampa, adaptadas para o chalé de Apolo.
𝐜𝐥𝐨𝐬𝐞𝐝 𝐬𝐭𝐚𝐫𝐭𝐞𝐫 -> no campo de tiro ao alvo ❝ i didn’t realize how late it was. ❞ said @chasingmavis
Não sabia exatamente que horas eram naquele momento, mas pela forma que o céu começava a escurecer mais e mais, não deveria faltar muito tempo para as hárpias começarem a rondar o acampamento. Sabia como de vez em quando, um ou outro irmão mais novo acabavam treinando até mais tarde, esquecendo a noção do tempo, e enquanto fazia a sua pequena ronda para os avisar, foi Mavis que encontrou no campo de tiro ao alvo. Não iria dizer nada à filha de Apolo, apenas tinha ficado a observar, mas ao que parecia, tinha sido notada. "Também não lhe sei dizer a hora exata. Já está aqui há muito tempo?"
Mavis não era daquelas pessoas que treinavam para espairecer. Na verdade, na maior parte do tempo, treinamentos de combate a estressavam. Preferia tocar um de seus instrumentos musicais no quarto do chalé ou ocupar as mãos na enfermaria, como se curar outras pessoas fosse fazê-la esquecer dos próprios problemas. Recentemente, porém, começara a treinar com certa frequência, efeito colateral dos últimos ataques aos campistas. Não percebera como as horas escorreram — desde que o sol desaparecera, os dias pareciam embolar-se e tornar-se uma só nuvem cinzenta — e apenas parara para prestar atenção nos arredores quando avistara, de canto de olho, a figura de Daphne, para quem rapidamente se justificou.
“Hum… Algumas horas, pelo menos.” Mavis riu, desconcertada. Guardou Lyra, seu arco, nas costas e começou a arrancar as flechas fincadas no alvo de treino. “Ainda bem que você apareceu. Ser devorada por uma harpia não seria agradável.” Brincou. “Espero que, pelo menos, eu não tenha perdido a hora do jantar. Não que faça muita diferença sem o pavilhão, mas… Enfim, é melhor não ficarmos aqui fora por muito tempo.”
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Icarus inspirou profundamente enquanto dava os últimos retoques em sua pintura. Com os dedos, cuidadosamente contornou as bochechas rechonchuda de uma das crianças da fila com glitter. Quando terminou, ofereceu a pequena um espelho e a viu abrir um enorme sorriso de covinhas. Radiante, ela foi aos pulos mostrar aos outros a enorme borboleta brilhante em seu rosto.
Com um pequeno içar de lábios, Kairus limpou os pincéis com extremo zelo e os secou com papel toalha; depois dos últimos eventos, considerou animar um pouco os pequenos com alguma atividade divertida, por isso, estava a algum tempo a pintar rostos com super heróis de capa e fadas cintilantes. No instante em que se virou para procurar o próximo da fila, notou que as crianças haviam se espalhado para brincar e acabou por se voltar para muse com as sobrancelhas arqueadas e a voz amena, indagou-lhe: “ Também gostaria de uma pintura? ”
Havia algo a se admirar naqueles que, em tempos sombrios, buscavam levar luz à vida dos outros. Era assim que via Kairus, que se ocupava pintando animais e personagens cintilantes nos rostos dos campistas mais novos, um pedacinho de normalidade na vida outrora conturbada e, supunha, confusa deles. Mavis sentia um pesar tomar seu coração quando pensava nas crianças do Acampamento, tão jovens e, ainda assim, obrigadas a enfrentar uma guerra que, aos poucos, se anunciava.
“Também valem para adultos?” Mavis perguntou, com uma risada tímida. Estava tão distraída admirando a cena que não percebera que Kairus tinha a flagrado. “É muito legal, o que você está fazendo por elas.” A filha de Apolo indicou com o queixo a direção para qual as crianças correram, agora mais preocupadas com a brincadeira. “Elas não merecem ter que lidar com toda a bagunça dessas semanas.” Ela deu alguns passos na direção de Kairus, um pouco envergonhada e um pouco curiosa. “Então… acha que uma pintura de pássaro ficaria legal em mim?”