Esta é April O’Neil. Ela tem 22 anos e é uma estudante de jornalismo na Univerity of Lancaster. Dizem que se parece muito com Lily Collins, mas na verdade ela é a April de Tartarugas Ninja. Para seu azar, ela é uma oc, e por isso está ocupada.
A vaga memória de seus pais biológicos assombra a garota até hoje. April, a única e mal vista filha de um cientista calorosamente chamado de maluco pela cidade, e de, bem, de sua mãe (ela não tem uma visão muito clara, mas sabia que a mulher existia quando ouvia seus passos desengonçados na madrugada), nunca ligou de sempre ouvir piadinhas por trás (e frente) de suas costas sobre seu pai maluco ou sua mãe alcoólatra, mas sempre que voltava pra casa tinha um certo pesar no coração, sabendo que aquelas pessoas tinham uma grande porcentagem de verdade nas suas palavras. Viver com seus pais era um constante desafio, o homem louco passava horas em seu laboratório improvisado, na maioria das vezes esquecia de alimentar a filha, que tinha de achar um jeito de se virar sozinha. E quando sua mãe se suicidou tudo foi de mal a pior. Fora ali que seu pai realmente enlouqueceu, o homem ficou obcecado com a vida, melhor, obcecado em tentar trazer sua mulher de volta a vida, cada vez mais aquele ambiente que April chamava de casa ficava mais hostil, o homem ignorava totalmente a existência de April, percebeu que se ficasse mais alguns segundos ali ela mesmo poderia enlouquecer, era horrível. Mesmo assim a menina resolveu ficar até ver seu pai carregando um grande peso nos ombros, ela sabia que perguntar não ia adiantar, então esperou seu pai sair para poder espiar em seu laboratório. Com receio April entrou no lugar só para descobrir que dentro do grande saco estava o corpo de sua mãe, a garota não teve tempo de chorar, logo que a criança viu seu pai parado na porta soube exatamente o que fazer; fugir.
Já havia passado um mês e agora April era desabrigada, não fazia a mínima ideia onde estava, ou estava indo, com apenas sua própria companhia e as vezes de alguns cachorros que só estavam interessados na sua comida, ela descobriu. A ruiva já havia aprendido a se defender, ou até mesmo atacar (era incrível as coisas que os desabrigados faziam por uma refeição decente), na verdade estava se saindo muito bem, é claro que preferia dormir em uma cama confortável mas sentia que se voltasse pra casa ia ter o mesmo fim de sua mãe. De qualquer jeito, finalmente havia descoberto os albergues e alguém que podia confiar; Splinter, um homem extremamente bondoso que April havia conhecido em um dos seus primeiros dias fora de casa, pelo que a menina sabia era um policial que fazia ronda por ai, e todo dia vinha entregar comida para menina, ela sabia muito bem que não podia confiar alguém só por que a desse comida (por mais que isso fosse difícil), porem alguma coisa dentro de si sabia que aquele homem era confiável. Tudo seguia “bem” em sua vida, até ser atacada por uma gangue de rua, uma menina de doze anos era um alvo bem fácil, na verdade. April estava a um ponto de ser violentada quando Splinter chegou quebrando tudo, nunca havia ficado tão feliz de ver um policial, o homem conseguiu salvar a menina, foi ali que April percebeu com além de ser um ótimo homem era um ótimo, ótimo policial, era até impressionante, ele lutava como ninguém, ele lutava como… um ninja. Splinter percebeu que aquela vida era muito perigosa para menina, então decidiu que iria levar a garota para casa, adota-la, April sabia muito bem que o homem poderia ser um pervertido ou um doente mas a promessa de uma casa de verdade a impedia de ser racional.
O homem já tinha mais quatro filhos, Raphael, Donnatelo Michelangelo e Leonardo “ Quatro filhos? Serio? Esse cara por acaso é um coelho?” a única coisa que passou pela cabeça da menina quando chegou no novo lar. Ela estava preparada para enfrentar difíceis meses de adaptação e um grande desconforto da parte dos irmãos, mas nada disso aconteceu, no segundo dia dela ali a garota parecia em casa e a convivência com os novos irmãos não podia ser melhor, após alguns dias April já podia falar que amava os garotos e o sentimento era recíproco da parte dos quatro. Apesar de tudo April demorou um pouco para pegar o ritmo, ela tinha que admitir que era uma família nada convencional e que levavam essas coisas de defender os indefesos, lutar e pizzas bem a sério (principalmente a parte da pizza) os garotos era ótimos lutadores, como Splinter. A menina se sentia meio atrasada em relação a eles, principalmente quando disputavam o ultimo chocolate na casa, então pediu para seu pai treina-lá como os meninos, Splinter não hesitou em começar a fazer isso. Meses depois April já conseguia encarar seus irmãos, e tudo parecia ir bem na sua vida, finalmente iria ingressar na faculdade no curso de jornalismo, uma coisa que sempre foi apaixonada, e por mais que seu pai adotivo insistisse pagar a faculdade a menina negava, ela queria ser um “pequena mulher independente” e assim foi, a garota arrumou um pequeno cargo no jornal, com uma pequena ajudinha de seu pai, e resolveu morar sozinha, não a entenda mal, a garota amava sua família a cima de tudo, ela só precisava ser independente, se bem que todo final de semana a garota volta para a casa do pai e todo dia April recebe cinco ligações preocupada, tudo esta bem, a menina finalmente tem família em quem amar e confiar.
Forte, essa seria uma palavra perfeita para descrever April, a garota corajosa e com uma gigante bagagem emocional, dona de mãos incrivelmente capazes de derrubar qualquer coisa é um espírito curioso e totalmente inquieto, as vezes além do normal, logo um dos porquês de ter escolhido a faculdade de jornalismo, seus olhos animados nunca deixam passar nada e se arregalam quando ouve a palavra mistério, sem contar que April sempre adivinha quem foi o assassino nas maratonas de Law and Order.
Tendo um sorriso fácil de mais. Nunca está envolvida em desfeitas preferindo ser aquela que resolve tudo de maneira mais imparcial possível. Sua criação em uma casa com cinco homens fez a menina como uma garota simples, fácil de satisfazer e não muito feminina, conhecedora de muitos assuntos masculinos, sendo mestre em carros, lutas, computadores, pizzas e video game, mas nunca deixando de lado seu amor pela literatura.
Tendo a carteirinha de feminista, não gosta de ser subestimada só por ser menina ou alguma coisa do tipo, sempre tendo de provar o contrário. Mesmo com vários motivos para ser uma mal humorada, April com um sorriso no rosto, partindo sempre para um comentário mais cômico quando percebe a conversa indo para um rumo mais escuro. Naturalmente é uma cabeça-de-vento.