let the games begin
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@carter-king-touchdown
Camilla não fazia ideia do que um torcedor usaria quando sabe que vai se encontrar com o seu time, mas mesmo assim ela sabia que usar um de seus vestidos estava fora de cogitação; a mulher deveria optar pelo conforto e praticidade, mas sem parecer desleixada ou desinteressada. Decidiu que nada melhor do que uma calça jeans, infelizmente não tinha nenhuma camiseta do time para parecer uma torcedora, por isso optou por um boddy preto. Era uma cor neutra e ninguém a olharia duas vezes nem pensaria “temos uma impostora aqui”. O encontro no bar estava marcado para às 20h, mas como uma jornalista que não queria perder nenhum detalhe, chegou ao local meia hora antes.
Para a sua surpresa o local já contava com um número razoável de pessoas - e não se surpreendeu ao ver uma grande parte com camisetas dos jogadores - e por sorte conseguiu entrar numa conversa animada com um pessoal que parecia estar ali exclusivamente para ver a nova aquisição do time. A mulher riu sozinha ao se lembrar do trocadilho que haviam feito sobre o homem “o novato Carter King é rei no campo em sua noite de estreia”. Percorreu os olhos pelo bar a fim de ver quem estava ali, se havia algum empresário ou político corrupto, uma subcelebridade ou quem sabe, torcendo para alguma mulher chegar e gritar para os quatro cantos que estava grávida de algum jogador ou se algum deles estava fugindo do dopping.
Sorria o tempo todo, sempre repetindo para si que ela deveria aparentar estar alegre e extremamente empolgada com o que iria acontecer. Estar tão perto de todos os seus ídolos. Bem… Ela não podia negar que o time era de tirar o fôlego e ficaria feliz de estar ali por um outro motivo, mas ela precisava parar de sonhar e manter os pés no chão. Repentinamente todos começaram a se agitar e ir para fora do bar, Camilla abriu sua bolsa e pegou o celular pronta para capturar qualquer momento que lhe parecesse bom o bastante.
Por sorte, muitos ali faziam o mesmo: tiravam fotos e pediam autógrafos. A mulher apontava a câmera de seu celular para todas as direções, tentando captar o maior número de rostos; depois ela iria escolher a que tivesse a melhor resolução ou a que mais lhe favorecesse ao escrever a matéria sobre a noite. Olhou para a tela e tentou dar um zoom na imagem, fazendo com que desviasse a atenção por alguns segundos da gritaria a sua volta. - Hey! - Exclamou irritada com um cara baixinho que estava atrás dela e não para quieto. - Não encosta em mim! - Falou mais alto do que o necessário fazendo com que algumas pessoas olhassem em sua direção. Aquela pequena furadeira humana ao seu lado quase a fizera deixar o celular cair no chão com toda aquela proximidade desnecessária. - Eu juro por Deus que nem mesmo esses jogadores vão me impedir de te bater se continuar com isso!
Desde o momento em que o apito final foi dado no jogo que havia ocorrido na noite anterior, tudo mais parecia um sonho. Os flashs das máquinas fotográficas, os gritos dos companheiros de time, a comemoração da torcida. Tudo parecia ter ecoado a noite toda dentro da cabeça de Carter. Ele definitivamente não havia conseguido parar de rir ou sorrir desde o resultado dos seus esforços e de seus amigos. Não conseguia imaginar nem nos seus sonhos mais malucos que um dia se tornaria o Quarterback do seu time do coração, o time que cresceu torcendo, vendo os jogos, havia finalmente conseguido chegar lá... Ainda que sua jornada não houvesse acabado
Com a vitória avassaladora contra os Miami Dolphins, outro compromisso surgiu em sua agenda: comemorar. Era quase tão importante quanto o próprio jogo, afinal a vitória era doce, mas não era ainda o fruto maduro... Os Tampa Bay Buccaneers até então estavam rodeados de conflitos e polêmicas, tudo que mais importava agora era conquistar todo o apoio que haviam perdido nesses tempos escuros. E para liderar essa nova investida não havia ninguém mais se não o “rei do campo”, encabeçando os jogadores para dentro do bar, como havia os liderado um dia antes
O jogador estava casual, mas ainda vestindo as cores e a bandeira do time. Sua camiseta era uma da linha de vestuário oficial do time, junto de calças jeans e um par de tênis confortáveis vermelhos, não havia porque querer ser excêntrico ou se destacar demais, estava ali para mostrar que era como eles, torcedores, próximo e acessível. Ele era acompanhado de perto pelos seus companheiros, mas junto mesmo dele estava o seu velho parceiro, Jeremy, a unica pessoa que parecia estar gostando de tudo aquilo tanto quanto Carter, fazendo questão de abrir o sorriso para as fotos assim que os celulares começavam a cobri-los de flashs e mais flashs
Tudo estava indo bem e tranquilo, por mais que todos estivessem animados e um tanto quanto agitados, não estavam parecendo selvagens, os fãs de fato estavam felizes com o resultado e seu comportamento demonstrava. Após o primeiro momento um pouco mais intenso, as coisas pareciam se estabilizar um pouco, dando mais espaço para os jogadores, que agora puxavam conversa com as pessoas que ali mesmo estavam, afinal eram seus torcedores de carteirinha, não haveria nenhum penetra no local... não é?
“Não encosta em mim!” era o som que Carter ouvia, o fazendo virar o seu olhar para a direção de onde ele vinha, dando de cara com uma morena, que por mais que se vestisse discretamente, não conseguia esconder a beleza. O quarterback conseguia perceber da distância que estava que havia uma pequena comoção, por um momento a expressão da garota parecia ter fechado assim que um outro torcedor parecia esbarrar nela e fazer seu celular cair. Carter se aproximava, ouvindo o comentário ameaçador daquela. Resiliente, ele alcançava o celular no chão sem dar qualquer chance da morena se abaixar - Opa! Calma ai! - dizia, enquanto mantinha o sorriso no rosto, tentado ser pacificador. Carter se levantava, limpava o celular na camiseta e o apresentava para a dona - Aqui está! Não há motivos para brigas, tenho certeza que não foi por querer, não é? - Ele virava o rosto para o outro torcedor, mas era possível que ele não havia ouvido nada, por algum motivo parecia interessado nos jogadores da Defesa, tendo se movido na direção daqueles. Carter balançava a cabeça para os lados, achando um pouco de graça, antes de voltar-se para a garota - Já ouvi falar que tínhamos alguns doidos torcendo por nós, mas isso? - ele ria levemente
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