Cheguei no meu ponto de exaustĂŁo. E se mais existir alguma exaustĂŁo relacionada a relacionamentos pior que a minha, fale agora ou cale-se para sempre. NĂŁo Ă© sabe, Ă© que, andei pensando que eu nĂŁo suporto mais finais. NĂŁo sei mais viver finais. NĂŁo suporto nem mesmo o ouvir da palavra. SĂł pensando na recomposição de tudo, e tadinha da experiĂȘncia. Sim porque sempre colocam ela como melhor parte de tudo. Valha-me Deus, preferia nem saber da existĂȘncia da experiĂȘncia. Sair machucado sempre e ter tido no final experiĂȘncia, deveria ser um crime capital. Ah, eu quero mesmo Ă© ter recomeços gigantes. Quero voltas por cima. Quero sentir como se estivesse decolando no cĂ©u. Quero ser feliz com alguĂ©m que me ame muito. Quero terminar meu quebra-cabeça. Quero encaixar. Quero sorte no amor. Quero dividir momentos e histĂłrias. Quero de fato pertencer. NĂŁo tenho mais tempo a perder. NĂŁo tenho mais declĂnios de relaçÔes passadas, ou delĂrios de uma adolescente. Quero tentar, quero mergulhar em algo que eu encontre toda profundidade de um oceano. NĂŁo quero me perder de mim tentando achar casa em alguĂ©m. NĂŁo quero ter que me refazer de novo. SĂł eu sei o quanto esse caminho me custa. Por isso, nĂŁo quero me apertar pra caber em relaçÔes, quero que elas me transbordem. Me transformem. Me conduzam. NĂŁo quero viver a espera de uma reciprocidade, quero que ela esteja diante de mim. Se possĂvel, dizendo âvemâ. JĂĄ passei da fase de pique esconde, de querer o que nĂŁo me quer, de correr muito por algo. Quero direçÔes semelhantes. quero caminhos idĂȘnticos. pensamentos igualados. NĂŁo estou pedindo perfeição ou uma vida perfeita, estou pedindo o bĂĄsico. O normal. o cru da coisa. Arroz e feijĂŁo. Ă que na real, a gente que fantasia que Ă© impossĂvel ou que estamos pedindo algo muito fantĂĄstico. PĂłs bem, deixa esse impossĂvel pra mim. Estou disposta a ser esse impossĂvel pra alguĂ©m. Em troca receber tudo isso tambĂ©m. Porque estou pedindo por algo que nĂŁo me imagino mais um diazinho se quer, sem viver. Reciprocidade.
Layara Alves












