toxic till the end rosé (2024)

gracie abrams
sheepfilms
will byers stan first human second
occasionally subtle
Not today Justin
The Bowery Presents
noise dept.

★


ellievsbear
trying on a metaphor
he wasn't even looking at me and he found me
𓃗
TVSTRANGERTHINGS
2025 on Tumblr: Trends That Defined the Year

Origami Around

Love Begins
I'd rather be in outer space 🛸
Jules of Nature

❣ Chile in a Photography ❣

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@carolgabidesafios
toxic till the end rosé (2024)

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Ariana Grande as Glinda Upland and Cynthia Erivo as Elphaba Thropp
Wicked (2024) dir. Jon Chu
Coisas escritas na faculdade
Elsa entrou na Universidade acompanhada do irmão. Eles haviam brigado naquela manhã, uma discussão boba que acabou virando uma briga no meio do café da manhã. A mãe deles os despachou logo em seguida, dizendo que uma caminhada pela manhã os faria se reconciliar. Ela estava determinada em ignora-lo o resto do dia ou pelo menos até ele admitir que estava errado - o que era muito pouco provável de acontecer.

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Deus que me livre
@mandersbunny
Lembrei do Au Fake gabi e fake carol e a penca de filhos
Divã dos maiores Clichês
Conheçam a Senhorita Dra. Sem Nome, uma renomada psicóloga de leitores e escritores anônimos…
Ela realmente lamenta qualquer dano que suas palavras possam causar, mas seu compromisso é com a verdade. Por esse motivo vamos aos clichês:
Amor a primeira vista: Lá está a mocinha caminhando quando de repente esbarra com o amor da vida dela. Só de olhar ambos já sabem disso. O pior é que: Possivelmente eles estarão trocando juras de amor no capítulo dois, porque a vida é muito curta. Amigaaa? Calma. Respira fundo… e vamos devagar… PORQUE TÁ FEIO.
O mágico: O magico é aquele boy magia que aparece vindo de qualquer lugar, do nada, só para salvar a mocinha em perigo. Ele é o alicerce dela. Sem ele, ela com certeza não conseguiria viver.
O amor é cego: Este é o mais importante desta lista, uma vez que o personagem é um escroto que abusa emocionalmente, verbalmente, fisicamente e sexualmente do parceiro, mas no final está tudo bem, porque o casal tem que ficar juntos para sempre, não importa o que aconteça. STOP. PLEASE STOP! Esse relacionamento abusivo tem tudo, menos amor. STOP!
A escolha perfeita: Sabe aquele cara rico, famoso, lindo, inteligente e solteiro que passou mais cedo na sua rua hoje? Não sabe? Nem eu… Mas a escolha perfeita é esse tipo de personagem, que é perfeito em todos os sentidos e que por obra do destino está caminhando na rua tranquilamente quando encontra a mocinha; pobre, aparentemente feia (porque sabemos que na verdade ela não é), possivelmente inteligente e com certeza tímida. E é amor! O amor é lindo!
O coitadinho: Esse é aquele que faz um monte de merda atrás da outra, mas todo mundo perdoa porque seu mau comportamento é justificado através de pais malvados.
A síndrome do Escolhido: Ele ou ela, é especial. O mundo depende da sua existência! Obviamente muitos vão querer sua morte, mas haverão pessoas para lhe ajudar!
Cai-cai: Preciso dizer mais? Bom, a garota ou garoto, corre na maratona de São Silvestre, mas quando está sendo perseguido cai logo após dar alguns passos. Que coisa em!
A doença do conveniente: Sabe aquele personagem que do nada desmaia poupando-nos de uma cena mais longa, explicativa e sei lá o que mais? Bom ele ou ela tem a doença do conveniente. Cuidado, pode ser contagioso!
Efeito Elena Donovan: “Meus pais morreram”, ok isso é muito trágico! Mas como aconteceu mesmo? Ah! Um acidente… E morreram, sempre morrem. Maldito carro ou avião… O que será dela? Coitada… Opa! Única(o) parente viva(o) aqui vamos nós!
Elas não tem voz: Se o personagem é uma criança e a história é de terror, tome nota; com certeza o pirralho sabe o que está acontecendo, mas ninguém escuta a criança.
Feito de aço: O personagem principal acabou de enfrentar a batalha mais importante da história, algo realmente feio e violento, mas o fodão aqui chegou em casa com apenas um arranham. Ele merece um prêmio!
Síndrome do “eu quero”: Essa é para os famosos vilões! Posso até ouvir suas risadas maléficas! HAHAHA! Bom, sabe aquele personagem que por motivo nenhum decidiu em um belo dia que; “não tô fazendo nada, então vou dominar o mundo”. E suas motivações meu filho? Pois é, era falta do que fazer mesmo, ainda bem que eu tenho muita preguiça, porque senão… HAHAHA!!!
Pele de jasmim: Então quer dizer que seu personagem não precisa tomar banho? Com o frio que faz agora em São Paulo, eu não sei se sinto pena dele ou inveja! Mas ele é de outro mundo, uma infinidade de coisas aconteceram, mas ele não suou e precisou tomar um bainho sequer. Higiene e perfume pra quê?
O futuro morto-corajoso: Sabe aquele momento sombrio, onde o personagem daquela história de terror escuta um barulho e vai correndo ver o que é? Precisamos dizer que isso vai dar merda? Não! Todos sabemos, até o pobre do personagem sabe, coitado! Alerta! Seres de plantão, não façam isso em casa. Se você estiver sozinha(o) e ouvir um barulho, corram!
Senhorita Dra. Sem Nome, agradece a atenção!
P.S.: Não matem a mensageira!
Ahasoooooou, Alê! Ri muito com sua matéria, hahaha. Clichês fazem parte da vida, o que seríamos sem eles, não é mesmo? <333
@mandersbunny
Gendry\Aegon
Aegon não sabia direito como começou com aquilo.
Ele era um príncipe exilado, havia sido despachado para uma escola interna assim que seu pai se cansou dele, depois foi enviado para estudar em uma universidade estrangeira, por fim, seu pai insistiu que ele deveria ingressar no exercito para servir seu povo. Passou dois anos em batalhões, dormindo em beliches duras e vendo a família algumas poucas vezes no ano.
E então, o príncipe volta a sua cidade. Sentiu falta dos prédios altos, do céu com seu aspecto nebuloso, do barulho infernal dos carros e de como era fácil se perder ali. Tão fácil. No palácio real, lugar que nunca foi sua casa, ele encontrou os olhares frios do pai e a tristeza da mãe, sua irmã visitando países aliados, sendo a herdeira perfeita do trono; foi nas ruas lotadas, nos becos escuros, nos pubs suspeitos e motéis baratos que ele encontrou conforto e paz.
Pintou o cabelo de azul, parte porque sabia que seu pai odiaria e parte porque era sua cor predileta. Azul como o mar revolto que nunca se rende, azul como o céu que se estende infinito, azul como sua vodka predileta que descia queimando pela sua garganta todo fim de tarde.
Então ele o conheceu, ou melhor, o reconheceu. Gendry era o filho do homem que seu pai mais odiava, um bastardo filho de uma prostituta, sem direito a herança nenhuma porque sua madrasta e os seus advogados caros não estavam dispostos a deixar que gente como ele roubasse a herança dos seus filhos. Aegon tinha acompanhado todo o escândalo por meio dos tablóides e jornais. O rapaz tinha mais ou menos sua idade, trabalhava em qualquer lugar que o aceitasse.
Talvez tivesse sido pelo fato de saber que seu pai odiaria o mero pensamento dele tendo qualquer tipo de interação com alguém relacionado com Robert Baratheon, talvez tivesse sido pelo azul dos olhos dele, um azul forte, um azul que te arrasta como ondas em uma tormenta para o fundo do oceano. Não importava o motivo, o fato é que ele foi até Gendry que servia bebidas no bar e pediu seu telefone. Não sabia se ele o tinha reconhecido com o cabelo pintado ou se apenas o achou bonito, não importava, o fato é que ele deu o telefone e mais tarde, naquela madrugada, Aegon ligou.
E então começou aquilo que ele não sabia direito explicar.
Era para ser casual, mas Gendry era bom demais para não repetir a dose. Ele era sempre tão sério, tinha uma raiva contida no seu olhar, uma firmeza em cada movimento... Os dois se encontravam em motéis e depois no apartamento minúsculo dele. Transavam em então conversavam; tinham muito em comum, odiavam os pais, odiavam que suas mães sofressem por babacas, odiavam quão fisicamente parecidos eles eram com seus progenitores. Pegou-se desejando estar cada vez mais com ele, pegou-se sentindo ciúmes e então começando uma grande briga que terminava em sexo, pegou-se encarando seus olhos azuis mais tempo do que o normal, desejando se afogar completamente neles.
Gendry dizia que gostava do violeta dos seus olhos, mas Aegon sempre respondia:
– Eu prefiro o seu azul.
Aegon também não sabia direito como iria terminar aquilo.
Era um caso fadado ao fracasso, sabia disso, mas o príncipe nunca foi conhecido pela sua prudência, esse papel era da sua irmã, mas por enquanto, Aegon fingia que aquelas tardes frias que passavam enroscados um no outro eram eternas, que as saídas de domingo nunca teriam fim, que não estava mentindo toda vez que respondia a Gendry que era para sempre.
Simas\Clara
Arista & Sophia
We could be perfect together but only in complete isolation from the rest of the world

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Nos aposentos da sua mãe havia o quarto do seu pai. Era um retrato feito por um dos pintores mais conhecidos do reino. Fora mostrado com cabelos cheios com um tom castanho avermelhado, olhos azuis e límpidos, um rosto sério e valente. Sua mãe sempre repetia o quão bonito ele tinha sido, um verdadeiro príncipe das histórias. Leal e corajoso, lindo como um sonho, gentil e de coração bom. A história de amor dos seus pais era contada por todo o país como um conto de fadas, os bardos deliciavam os ouvidos do povo com as aventuras do belo príncipe que um dia conheceu a mais bela das jovens, com um sorriso que parecia uma brisa de primavera e cabelos dourados que poderiam ter sido feitos com raios do próprio sol. As pessoas suspiravam quando pensavam em como seu pai, o príncipe herdeiro, negou todas as damas de maior nascimento para se casar com a filha de uma Casa empobrecida, muito longe de ser considerada uma possível noiva para o futuro rei.
Isabel suspirava quando ouvia essa história. Sua mãe adorava contar os detalhes que poucas pessoas sabiam. Diferente do que as canções diziam, seus pais se conheceram em uma noite de lua cheia, quando ele, depois de escapulir da fortaleza do Lorde ***, onde treinava junto com um regimento de soldados, encontrou-a nos campos de sua família, deitada em uma pedra grande acompanhada de seu cachorro. Nada de brisas frescas no amanhecer ou flores sendo carregadas pelo vento, mas havia vaga-lumes que pareciam pequenas estrelas brilhando ao redor dele e o ar frio da noite que fazia se apertar em seu casaco, mas então, quando ele sorriu foi como se todo seu corpo se esquentasse. Eles foram destinados um para o outro.
O quão terrivelmente triste era o fato de que não puderam ficar juntos para sempre?
A princesa tinha apenas três anos quando seu pai desapareceu em uma batalha na fronteira do país. Não tinha nenhuma lembrança dele a não ser as que lhe contavam. Sua mãe falava como ele costumava jogá-la para o alto e dizer que ela era a coisa mais linda e perfeita que ele já tinha feito. Seu pai a amava tanto minha Isabel, mas ela não se lembrava disso. Ela nunca se lembraria.
– Um mensageiro chegou. – sua mãe disse enquanto olhava pela a janela. Isabel largou seu bordado e olhou para a mãe. A princesa Ariella continuava sendo uma das mulheres mais bonitas do reino, com um rosto jovial e os cabelos dourados ainda brilhantes e sedosos. – Não consigo dizer de quem, mas ele vem tão rápido... Apenas más notícias viajam assim.
Isabel andou até a mãe afastando um pouco mais a cortina para poder ver. A janela era em direção ao pátio frontal, onde um jardim entre as rosas brancas do jardim ficavam os guardas com seu uniforme vermelho. O mensageiro estava descendo do seu cavalo quando Isabel chegou, suas roupas eram escuras e havia algo de muito decadente nele, mesmo observando de longe.
– Do que será que se trata?
– Se for importante nós saberemos. – sua mãe sorriu para ela, seus dedos percorrendo seus cabelos, tão dourados quanto os dela. – Você é a herdeira legitima do trono minha princesinha, um dia tudo isso será seu e nenhum segredo deve escapar seus ouvidos.
Sua mãe voltou sua atenção à janela novamente, parecia estar considerando algo, arquitetando, por experiência, sabia que era melhor deixá-la nesses momentos e então voltou à mesa, onde seu bordado ficou intocado. Um arrepio correu a sua pele, o fogo na lareira não estava sendo o suficiente para lhe esquentar nessa fria. Era muito cedo para o frio chegar, tinha dito o senhor Olívio enquanto fazia mais uma fornada dos seus bolos cobertos de açúcar, minha mãe dizia que o frio antes do tempo é sinal de má sorte. O cozinheiro do castelo era dado as crendices populares, quase tudo significava um agouro, Isabel tinha deixado de ficar impressionada com aquilo fazia uns bons anos, mas agora se perguntava se talvez o velho homem não estaria certo dessa vez.
Talvez o tal mensageiro tenha trazido más noticias e o frio tinha vindo para saudá-lo. Ou talvez ela estivesse com pensamentos demais, sua tutora, a Senhora Cordelia, repetia que Isabel pensava demais para o próprio bem. A princesa enrolou-se no chalé da mãe e dobrou os joelhos contra o peito na cadeira. Voltou a olhar o retrato do seu pai, Príncipe Rafael, o príncipe desaparecido. Sua mãe não tinha tirado os olhos do pátio, dessa vez seus olhos pareciam distantes, talvez estivesse esperando que seu príncipe retornasse, olhando para os portões a qualquer sinal de sua volta, do mesmo jeito que já tinha feito milhares de vezes atrás.
Depois de se despedir de sua mãe, Isabel foi para sua aula de história de política, se vendo incapacitada de escapulir por causa da senhora Cordelia que viera pessoalmente escoltá-la. A aula não era de todo modo entediante, mas Isabel não conseguia decorar todos os nomes com a rapidez que seu professor gostaria.
– E quem é o atual governante de Crisea?
A princesa Isabel precisou de meio minuto para se lembrar. Eu sei disso, pensou irritada consigo mesma. Quantas vezes ela tinha estudado as várias famílias reais dos reinos próximos? Vez ou outra os nomes mudavam, Reis e Rainhas caem e novos soberanos se erguem.
– O Grão-Duque Jonar Ariov. – respondeu dando um sorrisinho no fim. Seu tutor fez um breve aceno positivo e continuou:
– E sua esposa?
Ela pensou mais um pouco. Quem é mesmo? Era um nome estranho, algo com T...
– Tylena. – disse esperando que ele não pedisse uma biografia da mulher. O nome estranho era a única coisa de que se lembrava.
– E seus filhos?
Os gêmeos e uma menina, espera, mas esses não são os filhos do Rei da Stovia? Isabel sentiu o rosto corando e se esforçou para lembrar. Apostava que seu primo, Fernando, sabia de todas as respostas. Era tão típico dele saber de tudo. Sua mãe dizia que Fernando e o pai dele – seu tio Estevão – esperavam colocá-la de lado na linha de sucessão, afinal, ela era a única pessoa que estava entre os dois e o posto de herdeiro do trono. Eles não vão conseguir, ela era a herdeira, o seu pai foi o filho mais velho da Rainha e ela era sua única filha.
A coroa era o seu dever e o seu direito de nascença.
– Eles têm três filhos. – respondeu com falsa segurança.
A expressão do seu tutor denunciou o seu erro.
– Apenas um filho, Alteza. Um bebê de colo, as notícias chegaram no mês passado, lembra-se?
Sentiu-se tão estúpida. É claro que lembrava! Tinha comentado com sua querida amiga Joana o quão adorável seria poder ver o novo bebê. Suspirou e olhou para a alta janela, o céu nublado prometia uma chuva mais tarde e ventos frios de congelar os ossos, mas o que ela não daria para estar do lado de fora cavalgando sua linda égua, Preciosa.
– Vossa Alteza deve prestar atenção nas aulas e estudar com afinco. Uma futura Rainha deve ter um vasto conhecido, especialmente sobre os países estrangeiros. Em muitas ocasiões, conhecimento pode mudar ou mesmo impedir uma guerra.
Isabel acenou com a cabeça concordando.
– Sua Majestade enviou um presente junto com suas felicitações, assim como todos os outros soberanos de nossa terra, suponho. Eudora e Crisea têm relações amigáveis, a falta do presente de Sua Majestade seria certamente notada. – o homem coçou a barbicha pontuda que tinha no queixo e encostou-se na mesa escura. – Vamos falar sobre Beltran agora. Quem são o Rei e a Rainha?
Isabel sorriu, a resposta estava na ponta da sua língua.
– Rei Edward e sua esposa, a Rainha Eugênia. A Rainha é a única sobrinha viva da minha de Sua Majestade, minha avó.
Sua satisfação aumentou ao vê o semblante de afirmação do professor.
– E os filhos? Lembra-se de todos os nomes?
O Rei e a Rainha de Bertran foram generosos no número de herdeiros. Seis filhos, Isabel tinha certeza, estava confiante de que acertaria os nomes, mas esperava que o homem não esperasse que lhe dissesse as idades.
– Príncipe Richard, princesa Cecily, príncipe George, Princesa Mary e Princesa Marigold. – prevendo a próxima pergunta, a princesa se adiantou e complementou: – Como filho mais velho, o príncipe Richard é o herdeiro do trono, depois dele, o próximo herdeiro é seu irmão mais novo, príncipe George. Em Bertran, diferente de Eudora, os filhos homens passam na frente das filhas mulheres na linha de sucessão. O que significa que as princesas apenas têm direito de herdar a coroa caso alguma fatalidade aconteça com seus dois irmãos.
– Muito bem, Alteza. – o professor se permitiu um breve sorriso. – Bertran é um importante aliado de Eudora, sendo nossos vizinhos de fronteira pelo lado...?
– Norte.
– Bertran quem ajudou Eudora a terminar a guerra contra Astoves, os dois exércitos juntos esmagaram o inimigo, terminando de vez com a disputa por Arcria.
Foi nessa guerra em que seu pai desapareceu. A batalha de Arcria, no coração do território disputado, nas margens da Floresta Antiga. Seu pai comandou parte das tropas e lutou bravamente contra os últimos suspiros de Astoves naquela guerra. Aqueles que o viram pela a última vez relataram que o príncipe cavalgou para a floresta com dois soldados inimigos em seu encalço. Depois disso nunca mais foi visto.
A menção a guerra faz seu ânimo descer um pouco. O professor, caso tenha notado, fingiu não fazer, e continuou suas lições normalmente. Passaram de história para legislação e apenas quando o homem se sentiu satisfeito ela foi liberada. Para seu puro deleite, Joana a esperava no corredor. Sua melhor amiga era sua dama de companhia desde que as duas tinham oito anos. Ela vinha de uma boa família nobre, como se era esperado das companhias escolhidas para uma princesa real, e era bonita e gentil, tinha os cabelos castanhos e olhos pequenos e escuros. Joana enlaçou o braço no e lhe deu um beijo na bochecha. As duas saíram juntas.
– Papai foi chamado em uma reunião importantíssima com sua avó. – o pai de Joana era o Chanceler, o homem que estava embaixo da sua avó na hierarquia e o líder dos conselheiros reais. Sempre que havia algo importante a ser discutido, o Chanceler era chamado. – Estão lá a mais de hora pelo que ouvi.
Sua amiga a olhou de forma conspiratória.
– Você sabe o que é?
– Não faço ideia. – respondeu honesta e então se lembrou do mensageiro. – Talvez tenha algo a vê com o homem que chegou hoje cedo? Mamãe o viu pela a janela, disse que era um mensageiro.
Joana pareceu ponderar a possibilidade por alguns momentos.
– Deve ser uma mensagem importante. A embaixatriz e outros membros do conselho também foram convocados, sabia?
Acenou negando.
– Mamãe está se roendo de curiosidade. Vai encher papai de perguntas quando ele voltar. – ela soltou uma risada harmoniosa, Isabel também com a visão da esposa do Chanceler o encurralando contra a parede e o forçando a contar possíveis segredos de estado. – Vai ver foi à resposta de uma oferta secreta para a sua mão?
A princesa soltou a amiga chocada. Elas pararam de andar, a porta que levava a um dos pátios estava logo a frente.
– Vovó não vai oferecer minha mão a ninguém.
– É claro que vai bobinha. Você é uma princesa.
– Eu digo não agora.
– A sobrinha da Rainha não tinha mais que a sua idade quando foi enviada para se casar com o Rei de Bertran.
– Ela teria me dito alguma coisa. – retrucou. – De qualquer maneira, é muito mais possível que se trate de outra coisa.
Joana levantou os ombros em rendição.
– Pois bem, Alteza, já que não deseja conjecturar comigo sobre que possível príncipe estrangeiro sua avó pode lhe prometer, o que acha de um passeio de cavalo? Devemos correr antes que a senhora Cordelia nos ache.
Sorridente, Isabel concordou e as duas começaram a correr, saindo para o pátio e seguindo o caminho dos estábulos.
+)RH��q
Prólogo
Nico
Sua família morava em uma casinha nos arredores de Andalizia. Uma pequena comunidade que vivia no campo, ligada a cidade por uma estrada de terra. As casas eram pequenas, com telhados de barro, pedra e palha, havia cercados para a plantação e currais para os animais. Todas as casas eram ligadas por estradinhas menores e no centro havia um grande circulo de terra batida com toras de madeira enfiadas no chão, enfeitadas com fitas que eram constantemente trocadas. O lugar servia como uma espécie de praça, onde todos os vizinhos se reuniam em época de festa.
Nessa noite seu segundo irmão acabava de casar.
A noiva vestia branco junto com vermelho e uma coroa de rosas que se destacava em seu cabelo escuro. A nova casinha, que se juntava às outras, fora erguida mais para cima do monte e podia ser vista dali. Assim como todas as outras, não era muito grande, mas acomodaria todos os bebês que ele apostava que os dois teriam. Seu irmão, Jorge, ergueu Mya, sua mais nova cunhada, enquanto dançavam e a rodopiou provocando aplausos dos que participavam da dança e daqueles que apenas observavam. Nico estava na segunda categoria e aplaudiu também.
Ele estava feliz por ter chegado a tempo. Seu trabalho atual costumava exigir viagens recorrentes, a última tinha sido um mês antes da data do casamento. Seus pais não ficaram nada felizes com a possibilidade de um dos filhos não comparecer no casamento do irmão, mas Nico prometeu que o faria, promessa essa que não tinha certeza se poderia cumprir. Graças aos deuses, ele chegou uma semana antes da festa e nada que pudesse tirá-lo da cidade ocorreu nesse meio tempo.
Jorge não parecia se agüentar de felicidade, seu sorriso parecia que iria ultrapassar a linha do rosto. Não era nenhuma surpresa, ele foi apaixonado por Mya desde que eram crianças. Sempre a seguia como um filhotinho, os dois brincavam juntos e tinham essas pequenas aventuras, Nico perdeu as contas de quantas vezes precisou ouvir sobre como os cabelos pretos de Mya eram sedosos e brilhantes, como seus olhos castanhos irradiavam calor e felicidade, como seu sorriso era a coisa mais bonita que existia. Jorge e Mya casando era tão previsível quanto o sol se pondo todo o fim de tarde e então nascendo no comecinho da manhã.
Ele sorriu e então mordeu um dos pãezinhos de canela da bandeja da sua mãe. Era visível que os dois se amavam, o modo como eles se olhavam, como se o outro fosse à coisa mais fascinante que eles já tinham visto. Nico já tinha carregado esse olhar, mas no seu caso, a história não teve um final feliz.
Conrad, o irmão mais velho, pegou a gaita e começou a tocar enquanto outros rapazes começaram o coro. A esposa de Conrad, Sara, carregava o bebê deles, a pequena Caroline que tinha passado de colo em colo até voltar para a mãe de novo, lugar de onde provavelmente seria retirada por alguém em breve. Como terceiro filho, Nico já podia ouvir os comentários e piadinhas dos outros sobre quando ele se casaria. Chegou sua vez rapaz, o velho Ed tinha dito logo depois que seu irmão e Mya terminaram os votos. Sua mãe, que ansiava para que ele ficasse na cidade, arrumasse um emprego que não requeresse viagens constantes e perigos adicionais, rezava para que os céus colocassem em seu caminho uma boa moça. Talvez esperasse que ele construísse uma casinha em algum desses campos.
Nico sabia que isso era improvável, mas ele preferia deixar a mãe sonhar.
Sua irmã o viu parado do lado da mesa de comida e veio até ele. Caso a lógica do velho Ed estivesse certa, depois de Nico, seria a vez dela. Arabella parou ao seu lado, pegou um pedaço da torta de frango, e então sorriu para ele.
– Eles não são lindos? – ela perguntou se referindo a Jorge e Mya. Os dois sorriam um para o outro como se não pudessem se agüentar de felicidade. – Mamãe ainda está chorando e papai nem está mais tentando disfarçar as lagrimas.
– Jorge também não. – respondeu.
Arabella riu e disse:
– Ele chorou feito um bebê quando Mya aceitou o pedido, você lembra? Ele estava tão nervoso na hora, foi adorável.
Sorriu.
– Sim, eu lembro.
Viu Arabella mexer no colar que sempre trazia no pescoço; era um simples cordão com uma pequena flor esculpida de madeira como pingente. Sua irmã o usava desde que eram pequenos e ele nunca a tinha visto sem.
– Você acha que vai ficar na cidade por muito tempo? – ela perguntou der repente, o sorriso tranqüilo não estava mais no seu rosto. – Ou já tem alguma viagem marcada?
Ele suspirou.
– O Balthazar é um rastreador, viagens ocasionais são esperadas nesse tipo de trabalho. Eu sou o assistente dele, então eu preciso ir. – já tinha explicado aquilo uma dezena de vezes desde que começou a trabalhar para o homem.
– Eu não questionei o fato de você precisar ou não, eu perguntei se tem alguma coisa marcada para logo.
– Até onde eu sei, não. Ele está para pegar alguns trabalhos novos, mas pelo que entendi; nada que tenha muito potencial para nos levar para o outro lado do país.
Viu um sorriso satisfeito brotar nos lábios da irmã.
– Sabe, um amigo do duque foi jantar na casa deles ontem e enquanto eu servia a comida, ouvi o homem falar que estava procurando por um ajudante. Ele é advogado e bastante rico, deve pagar bem.
– Não estou procurando outro emprego.
A expressão de frustração em Arabella foi imediata.
– Mas você nem mesmo quer se tornar um rastreador. – disse; sua voz agora ganhando um tom irritado. – Ajudante de um advogado seria um emprego melhor, você ficaria na cidade, sem correr riscos e provavelmente ganharia até mais.
– Bella, eu já expliquei, eu aprendo muitas coisas com o Balthazar e eu gosto do meu emprego. Além do mais, vocês exageram na questão dos riscos, imaginam coisas demais.
– Nossos pais ficariam mais tranqüilos em tê-lo por perto e eu adoraria ter você sempre na cidade. – ela suspirou e quando viu que ele iria falar continuou: – Sim, sim, a decisão é sua, você gosta do seu emprego, o seu chefe é muito bom. Já ouvi tudo isso, vou parar de insistir.
E então sua irmã pareceu mais relaxada.
– Venha, vamos dançar. – e ela agarrou seu braço e o puxou.
Ele nunca foi um grande dançarino, mas sabia os paços bem o suficiente para não se envergonhar na frente de todo mundo. Sua irmã, por outro lado, era graciosa em cada movimento, tanto que ninguém percebeu que ela tinha errado um ou dois passos durante a dança. Nico ergueu a irmã no alto e os dois soltaram risadinhas, seus cachos dourados brilharam pela a luz dos archotes. Então os dois seguiram os outros e formaram um grande círculo, apenas Jorge e Mya permaneceram no centro, ele a rodopiando e então lhe distribuindo beijos pelo rosto. Seu coração apertou, era uma cena bonita, mas só o fazia se lembrar de coisas tristes, coisas que desejou tão ardentemente, que ousou sonhar que se tornariam realidade e então que foram tiradas dele.
A cena bonita foi então arruinada quando o seu irmão caçula, Ivan, interrompeu no meio da roda correndo, logo atrás dele vinha Agnes com o rosto vermelho de raiva. Conrad agilmente soltou a cintura de Sara e agarrou o pequeno Ivan o erguendo para o alto, o garoto gritou riu deleitado e mostrou a língua para Agnes que ficou ainda mais irritada. Foi à vez de Jorge intervir, segurando a irmã deles pelos ombros a impedindo de distribuir socos na barriga de Conrad para fazê-lo soltar Ivan. Nico e Arabella riram, ele viu que seu pai também tinha um sorriso divertido nos lábios, mas o mesmo não podia ser dito de sua mãe, que tinha as bochechas coradas com um misto de constrangimento e irritação.
– Eu disse para vocês dois se comportarem! – a mãe deles moderou a voz enquanto se aproximava a passadas duras. No seu colo estava à pequena Caroline, o bebê observava tudo com seus grandes olhos azuis herdados da mãe. – Um dia vão me deixar careca!
Agnes botou as mãos na cintura com toda a dignidade que seus onze anos permitiam e disse:
– Ele jogou um bolo de carne em mim!
Prevendo a confusão que resultaria, Jorge deu um amplo sorriso e anunciou que era hora de cortar o bolo. Todos gritaram em concordância, até sua mãe pareceu se esquecer da travessura dos filhos menores. Ela gritou para que toda a família se reunisse atrás da mesa maior, onde um grande bolo decorado foi posto. Do lado de Jorge ficou sua mãe, seu pai e então ele e todos os irmãos em ordem de nascimento. Primeiro Conrad, sua esposa e a pequena Caroline que voltou para o colo da mãe, depois ele, já que Jorge estava no lugar do noivo, então Arabella, depois Leo, Agnes e por fim Ivan. Eles eram sete ao todo, vieram parecidos com a mãe, com cabelos e olhos castanhos, a exceção foi Arabella e seus olhos azuis e cachos dourados, que vieram da família do pai deles, mesmo que seu pai em si, não exibisse os mesmos cachos dourados da sua irmã.
Ao lado de Mya estava seus pais e mais dois irmãos, todos de pele morena, cabelo preto e olhos escuros. Seu irmão e Mya pegaram a faca e juntos cortaram o primeiro pedaço, fazendo assim que um estardalhaço se espalhasse pelos convidados. Ao som dos aplausos, os dois foram juntos a pequena fogueira e então jogaram o pedaço de fogo nas chamas como uma oferenda a Falizia, a deusa do amor. Depois o bolo pôde ser repartido, passando de prato em prato até que todos tivessem um pedaço. Foi se sentar junto com os irmãos mais novos, Ivan e Agnes não estavam mais brigando, o irmãozinho parecia concentrado demais em seu bolo enquanto Agnes ajeitava os cachos rebeldes que insistiam em escapar do penteado. Leo comia alheio aos olhares das outras meninas da sua idade; ainda para fazer quinze anos, ele já era considerado muito bonito e Nico sabia que daqui alguns anos, não haveria moça que não virasse o olhar para vê-lo passar.
A música voltou, Sara e outras moças começaram a cantar uma balada romântica e melancólica sobre um viajante que se apaixona por uma princesa e acaba sendo jogado em uma prisão pelo pai dela. Como todas as tragédias de amor, essa começa com corações palpitantes, olhares incertos e sorrisos tolos, a melodia então muda, o rei descobre e o viajante é pego em uma emboscada. Nesse momento Nico nota um homem alto e careca parcialmente escondido nas sombras, o reconhece no mesmo instante e então fica de pé em um salto e vai apressado até ele. Agradece a música, pois estão todos concentrados demais para vê-lo se afastar.
– Senhor. – ele o cumprimenta respeitosamente, apesar de Balthazar não se importar tanto com aquilo.
Seu empregador tem um rosto severo, olhos fundos e um nariz reto. Seu olhar estava direcionado a festa, ele havia sido convidado, mas Balthazar declinou o convite alegando cansaço da viagem. Sua mãe tinha ficado contrariada, mas a educação a impediu de fazer algum comentário.
– Deu minhas felicitações ao seu irmão?
– Sim senhor, ele ficou muito agradecido. Também gostou muito do presente. – Nico olhou para trás, na direção em que o homem olhava. – Meus pais ficaram felizes em vê-lo e tem comida para um batalhão.
– Não vim para a festa Nico. – e então ele olhou para Balthazar que agora tinha seus olhos pregados nele. Nunca se acostumou com a intensidade do olhar do homem, lhe lembrava o olhar de um gavião rastreando sua caça. – Eu preferia que o horário fosse mesmo inoportuno, mas a nossa contratante tem pressa e quer discrição.
– Ah, outro trabalho?
– Talvez, ela chegará à minha casa muito em breve, uma criada veio me entregar o bilhete. Eu cuidaria disso sozinho, mas ela quer saber quem receberá seu dinheiro e se são aptos a isso, isso significa que ela quer ver você também.
Sua mãe ficaria zangada e Jorge decepcionado, apesar de que ele esconderia bem, ainda assim era o seu trabalho, não podia simplesmente dizer não. Devia ser alguém importante para que Balthazar deixasse a cidade e viesse até a comunidade, estava longe de ser um percurso longo, mas não era típico dele.
– Vou me despedir.
Como previu, sua mãe ficou contrariada, insistindo em voz baixa que aquela não era hora para trabalho. Nico esquivou de suas reclamações e então a abraçou. Tentou ser discreto enquanto se despedia dos irmãos, quando chegou em Arabella, a irmã mordeu o lábio como se tentasse evitar mais um de seus comentários contra seu emprego.
– Você vai viajar? – ela perguntou enquanto abraçava.
– Ainda não sei. – deu um sorriso. – Tentarei vir amanhã.
Balthazar o esperava no mesmo lugar. O homem deu um aceno a sua família e então os dois seguiram na direção da charrete. O caminho até a cidade foi rápido, pouco tempo depois eles estavam ultrapassando o arco de pedra que saudava os viajantes. Andalizia um dia foi um simples vilarejo, mas cresceu e prosperou e agora era uma das cidades mais importantes do reino. As casas pequenas que um dia existiram deram lugar a construções altas, feitas para acomodar muitas famílias. Na área nobre ficavam as mansões com seus grandiosos jardins, no entanto, era no centro que a cidade borbulhava de vida, havia a universidade, o comercio, as escolas e as tabernas, as calçadas eram sempre cheias de pessoas, as ruas tinham um grande trafego de carruagens, charretes e cavalos. Agora, com a lua brilhando no meio do céu, apenas os boêmios permaneciam fora de casa, lotando os bares e tabernas com suas canecas cheias de cerveja.
Seu chefe morava em uma casa de aspecto antigo, com um primeiro andar, em uma parte mais calma da cidade. Outras casas do mesmo porte foram construídas, elas margeavam a pequena praça e depois seguiam pelas ruas. Não era uma casa grande, mas tinha um primeiro andar e espaço suficiente para um homem solteiro. O lugar sempre cheirava a livros, isso porque eles estavam espalhados por todos os cantos. Quando entrou na sala, Nico reconheceu o cenário caótico de pilhas de livros dispostos nos mais diversos lugares. Balthazar dizia que um homem da sua ocupação devia saber muitas coisas, rastrear coisas e pessoas requeria um intelecto alto. Nico costumava pegar alguns livros para ler, mas dúvida que algum dia chegaria a terminar toda a coleção do homem.
Foram para a sala que fora intitulada de sala de visitas, apesar de não parecer uma. Nico circulou o sofá e decidiu permanecer em pé, encostado na parede, batendo o pé no chão nervosamente. Balthazar não disse nada sobre a pessoa que o contatou e nem que tipo de trabalho os esperava. Não soube dizer se isso era um bom ou mau sinal. O homem sentou na sua poltrona, as pernas longas se esticando até tocar na pequena mesa de madeira. De onde está Nico consegue vê a marca de *** no pescoço dele, era a marca que o tornou um mago muitos anos antes, feito pelo próprio ***, o *** renascido.
– Ela já deve estar chegando.
E como se respondesse as palavras de Balthazar, a porta da frente foi aberta. Primeiro ficou surpreso pela a tal pessoa simplesmente entrar na casa de alguém como se fosse a sua, mas o rosto sereno do seu chefe dizia que provavelmente foi um comando dele. Ouviu-a fechar a porta e então vir até a sala, a primeira coisa notou foram os olhos azuis vívidos, tão dolorosamente parecidos com os que um dia ele costumava amar. O reconhecimento o ultrapassou como uma flecha. Sabia quem era a contratante, sabia bem demais.
– Minha senhora. – Balthazar havia se levantando e fez uma pequena reverência. Nico o acompanhou. Estavam de frente para a filha do Duque Prastov, um dos homens mais poderosos e ricos da cidade. – Espero que seu trajeto tenha sido tranqüilo.
– Bastante agradável. O ar da noite é fresco e suave.
Theodosia Pastrov se sentou no sofá com graça e elegância. Os cabelos pretos estavam presos em uma trança, apenas alguns poucos cachos escapavam do aperto da fita. Balthazar a seguiu e Nico pressionou as costas contra a parede como se pudesse se fundir as sombras e então desaparecer.
– Fiquei intrigado com seu bilhete e também com o horário dessa reunião. – Balthazar começou. – Sinto muito, minha empregada já partiu faz algumas horas e não tenho nada a lhe oferecer.
– Não será preciso senhor, pretendo ser rápida. – ela então o olhou, um sorrisinho de reconhecimento cresceu em seus lábios. – Este é o seu assistente?
– Sim, Nico ***. Um dos melhores que já tive.
A mulher o olhou mais um pouco. Era obvio que sabia quem ele era, mas não parecia que iria revelar isso a Balthazar. Seu rosto pálido escondia seus segredos do mesmo jeito que uma rosa escondia seus espinhos. Lembrava da época que trabalhou na residência dos Prestov junto com Arabella. Sua irmã como empregada e ele um faz tudo. Theodosia era uma figura intimidante, ela sempre o deixou nervoso nas poucas vezes em que ficaram frente a frente.
– Bem, você precisará de ajuda para encontrar o que desejo.
– É um objeto ou uma pessoa?
– As duas coisas, na verdade. – responde. Ela hesita, mas então continua. – Há dois anos meu irmão mais novo desapareceu. Ele estava em posse de algo que pertence a família. Nós tentamos achá-lo, mas meu irmão sempre foi muito bom em cobrir seus rastros.
– Então ele sumiu por conta própria.
– Sim, fugiu na calada da noite. – Nico então sentiu o olhar dela sobre ele. Passou a encarar a parede, queria estar em qualquer lugar que não fosse aqui. Theodosia voltou a olhar Bhaltazar, no seu rosto havia um pesar que tanto podia ser falso quanto verdadeiro. – Foi até Valois e de lá pegou um navio, não sabemos exatamente para onde.
– Que mal lhe pergunte, a senhora deseja que eu encontre seu irmão e o objeto que ele levou consigo, certo?
– Sim.
– Mas qual seria a prioridade? Seu irmão ou o objeto?
Ela demorou apenas alguns instantes para responder.
– Eu gostaria dos dois de volta. – Nico olhou para ela, seus olhos frios como gelo não davam nenhuma pista do que poderia estar passando pela sua cabeça. – Meu irmão sempre foi deslumbrado demais, ouviu tantas histórias sobre aventuras épicas que acabou querendo viver uma. Ainda assim, é meu irmão e eu o quero de volta.
Novamente não poderia dizer se estava sendo sincera ou não. No tempo em que trabalhou como empregado, os irmãos Prestov sempre pareceram distantes, como dois desconhecidos que eram obrigados a compartilhar a mesma casa. Sempre houve bastante ressentimento entre eles. Achava difícil de acreditar que Theodosia se importasse tanto.
– Contratamos Rastreadores antes, mas nenhum nunca obteve sucesso. Meu pai ficou extremamente chateado. Ouvi boas coisas sobre o senhor e ouso ter esperanças novamente.
Theodosia sorriu.
– Sou bom no meu trabalho.
– É tudo o que eu quero. – disse ela. – Será algo longo e você precisará fazer uma longa viagem para encontrá-lo. Contudo, eu acredito que o senhor e seu ajudante já estavam habituados a isso.
– Isso já é esperado em meu ramo.
– Acho que podemos dispensar seu ajudante, pobrezinho, deve estar querendo uma boa noite de sono. – Thedosia levantou-se graciosamente e andou até ele estendendo a mão. – É um prazer vê-lo Nico.
– O prazer é meu, senhora Theodosia.
Ela virou-se para Balthazar ainda segurando sua mão.
– Vamos discutir os detalhes? Então me dirá se aceita o trabalho. – ela voltou a se sentar no mesmo lugar de antes. Seu chefe lhe deu uma olhadela e ele entendeu o recado, era hora de ir embora.
– Estou de partida. Uma boa noite minha senhora, uma boa noite senhor.
– Vá em paz Nico. – respondeu o homem.
Precisou de todo seu autocontrole para não sair correndo até a porta da frente. Quando pisou do lado de fora a brisa fria o saudou. Lentamente respirou fundo, suas mãos tremiam. Por quê? Não tinha escolhido esse trabalho juntamente para ficar longe dessa família? Agora partiria para longe perseguindo um deles.
Ele parecia um grande tolo agora e o destino devia estar se divertindo as suas custas.
IT SO GAY!!!
Supercorp who?
Okay so I have just found out about this show and now I can’t stop obsessing over it. I don’t have high expectation because it’s Korean drama, duh. But I was genuinely shocked by its gayness.
This show is called Night light or White nights on Netflix. I’m sure you will fall in love right away.
Sua família morava em uma casinha nos arredores de Andalizia. Uma pequena comunidade que vivia no campo, ligada a cidade por uma estrada de terra. As casas eram pequenas, com telhados de barro, pedra e palha, havia cercados para a plantação e currais para os animais. Todas as casas eram ligadas por estradinhas menores e no centro havia um grande circulo de terra batida com toras de madeira enfiadas no chão, enfeitadas com fitas que eram constantemente trocadas. O lugar servia como uma espécie de praça, onde todos os vizinhos se reuniam em época de festa.
Nessa noite seu segundo irmão acabava de casar.
A noiva vestia branco junto com vermelho e uma coroa de rosas que se destacava em seu cabelo escuro. A nova casinha, que se juntava às outras, fora erguida mais para cima do monte e podia ser vista dali. Assim como todas as outras, não era muito grande, mas acomodaria todos os bebês que ele apostava que os dois teriam. Seu irmão, Jorge, ergueu Mya, sua mais nova cunhada, enquanto dançavam e a rodopiou provocando aplausos dos que participavam da dança e daqueles que apenas observavam. Nico estava na segunda categoria e aplaudiu também.
Ele estava feliz por ter chegado a tempo. Seu trabalho atual costumava exigir viagens recorrentes, a última tinha sido um mês antes da data do casamento. Seus pais não ficaram nada felizes com a possibilidade de um dos filhos não comparecer no casamento do irmão, mas Nico prometeu que o faria, promessa essa que não tinha certeza se poderia cumprir. Graças aos deuses, ele chegou uma semana antes da festa e nada que pudesse tirá-lo da cidade ocorreu nesse meio tempo.
Jorge não parecia se agüentar de felicidade, seu sorriso parecia que iria ultrapassar a linha do rosto. Não era nenhuma surpresa, ele foi apaixonado por Mya desde que eram crianças. Sempre a seguia como um filhotinho, os dois brincavam juntos e tinham essas pequenas aventuras, Nico perdeu as contas de quantas vezes precisou ouvir sobre como os cabelos pretos de Mya eram sedosos e brilhantes, como seus olhos castanhos irradiavam calor e felicidade, como seu sorriso era a coisa mais bonita que existia. Jorge e Mya casando era tão previsível quanto o sol se pondo todo o fim de tarde e então nascendo no comecinho da manhã.
Ele sorriu e então mordeu um dos pãezinhos de canela da bandeja da sua mãe. Era visível que os dois se amavam, o modo como eles se olhavam, como se o outro fosse à coisa mais fascinante que eles já tinham visto. Nico já tinha carregado esse olhar, mas no seu caso, a história não teve um final feliz.
Conrad, o irmão mais velho, pegou a gaita e começou a tocar enquanto outros rapazes começaram o coro. A esposa de Conrad, Sara, carregava o bebê deles, a pequena Caroline que tinha passado de colo em colo até voltar para a mãe de novo, lugar de onde provavelmente seria retirada por alguém em breve. Como terceiro filho, Nico já podia ouvir os comentários e piadinhas dos outros sobre quando ele se casaria. Chegou sua vez rapaz, o velho Ed tinha dito logo depois que seu irmão e Mya terminaram os votos. Sua mãe, que ansiava para que ele ficasse na cidade, arrumasse um emprego que não requeresse viagens constantes e perigos adicionais, rezava para que os céus colocassem em seu caminho uma boa moça. Talvez esperasse que ele construísse uma casinha em algum desses campos.
Nico sabia que isso era improvável, mas ele preferia deixar a mãe sonhar.
Sua irmã o viu parado do lado da mesa de comida e veio até ele. Caso a lógica do velho Ed estivesse certa, depois de Nico, seria a vez dela. Arabella parou ao seu lado, pegou um pedaço da torta de frango, e então sorriu para ele.
– Eles não são lindos? – ela perguntou se referindo a Jorge e Mya. Os dois sorriam um para o outro como se não pudessem se agüentar de felicidade. – Mamãe ainda está chorando e papai nem está mais tentando disfarçar as lagrimas.
– Jorge também não. – respondeu.
Arabella riu e disse:
– Ele chorou feito um bebê quando Mya aceitou o pedido, você lembra? Ele estava tão nervoso na hora, foi adorável.
Sorriu.
– Sim, eu lembro.
Viu Arabella mexer no colar que sempre trazia no pescoço; era um simples cordão com uma pequena flor esculpida de madeira como pingente. Sua irmã o usava desde que eram pequenos e ele nunca a tinha visto sem.
– Você acha que vai ficar na cidade por muito tempo? – ela perguntou der repente, o sorriso tranqüilo não estava mais no seu rosto. – Ou já tem alguma viagem marcada?
Ele suspirou.
– O Balthazar é um rastreador, viagens ocasionais são esperadas nesse tipo de trabalho. Eu sou o assistente dele, então eu preciso ir. – já tinha explicado aquilo uma dezena de vezes desde que começou a trabalhar para o homem.
– Eu não questionei o fato de você precisar ou não, eu perguntei se tem alguma coisa marcada para logo.
– Até onde eu sei, não. Ele está para pegar alguns trabalhos novos, mas pelo que entendi; nada que tenha muito potencial para nos levar para o outro lado do país.
Viu um sorriso satisfeito brotar nos lábios da irmã.
– Sabe, um amigo do duque foi jantar na casa deles ontem e enquanto eu servia a comida, ouvi o homem falar que estava procurando por um ajudante. Ele é advogado e bastante rico, deve pagar bem.
– Não estou procurando outro emprego.
A expressão de frustração em Arabella foi imediata.
– Mas você nem mesmo quer se tornar um rastreador. – disse; sua voz agora ganhando um tom irritado. – Ajudante de um advogado seria um emprego melhor, você ficaria na cidade, sem correr riscos e provavelmente ganharia até mais.
– Bella, eu já expliquei, eu aprendo muitas coisas com o Balthazar e eu gosto do meu emprego. Além do mais, vocês exageram na questão dos riscos, imaginam coisas demais.
– Nossos pais ficariam mais tranqüilos em tê-lo por perto e eu adoraria ter você sempre na cidade. – ela suspirou e quando viu que ele iria falar continuou: – Sim, sim, a decisão é sua, você gosta do seu emprego, o seu chefe é muito bom. Já ouvi tudo isso, vou parar de insistir.
E então sua irmã pareceu mais relaxada.
– Venha, vamos dançar. – e ela agarrou seu braço e o puxou.
Ele nunca foi um grande dançarino, mas sabia os paços bem o suficiente para não se envergonhar na frente de todo mundo. Sua irmã, por outro lado, era graciosa em cada movimento, tanto que ninguém percebeu que ela tinha errado um ou dois passos durante a dança. Nico ergueu a irmã no alto e os dois soltaram risadinhas, seus cachos dourados brilharam pela a luz dos archotes. Então os dois seguiram os outros e formaram um grande círculo, apenas Jorge e Mya permaneceram no centro, ele a rodopiando e então lhe distribuindo beijos pelo rosto. Seu coração apertou, era uma cena bonita, mas só o fazia se lembrar de coisas tristes, coisas que desejou tão ardentemente, que ousou sonhar que se tornariam realidade e então que foram tiradas dele.
A cena bonita foi então arruinada quando o seu irmão caçula, Ivan, interrompeu no meio da roda correndo, logo atrás dele vinha Agnes com o rosto vermelho de raiva. Conrad agilmente soltou a cintura de Sara e agarrou o pequeno Ivan o erguendo para o alto, o garoto gritou riu deleitado e mostrou a língua para Agnes que ficou ainda mais irritada. Foi à vez de Jorge intervir, segurando a irmã deles pelos ombros a impedindo de distribuir socos na barriga de Conrad para fazê-lo soltar Ivan. Nico e Arabella riram, ele viu que seu pai também tinha um sorriso divertido nos lábios, mas o mesmo não podia ser dito de sua mãe, que tinha as bochechas coradas com um misto de constrangimento e irritação.
– Eu disse para vocês dois se comportarem! – a mãe deles moderou a voz enquanto se aproximava a passadas duras. No seu colo estava à pequena Caroline, o bebê observava tudo com seus grandes olhos azuis herdados da mãe. – Um dia vão me deixar careca!
Agnes botou as mãos na cintura com toda a dignidade que seus onze anos permitiam e disse:
– Ele jogou um bolo de carne em mim!
Prevendo a confusão que resultaria, Jorge deu um amplo sorriso e anunciou que era hora de cortar o bolo. Todos gritaram em concordância, até sua mãe pareceu se esquecer da travessura dos filhos menores. Ela gritou para que toda a família se reunisse atrás da mesa maior, onde um grande bolo decorado foi posto. Do lado de Jorge ficou sua mãe, seu pai e então ele e todos os irmãos em ordem de nascimento. Primeiro Conrad, sua esposa e a pequena Caroline que voltou para o colo da mãe, depois ele, já que Jorge estava no lugar do noivo, então Arabella, depois Leo, Agnes e por fim Ivan. Eles eram sete ao todo, vieram parecidos com a mãe, com cabelos e olhos castanhos, a exceção foi Arabella e seus olhos azuis e cachos dourados, que vieram da família do pai deles, mesmo que seu pai em si, não exibisse os mesmos cachos dourados da sua irmã.
Ao lado de Mya estava seus pais e mais dois irmãos, todos de pele morena, cabelo preto e olhos escuros. Seu irmão e Mya pegaram a faca e juntos cortaram o primeiro pedaço, fazendo assim que um estardalhaço se espalhasse pelos convidados. Ao som dos aplausos, os dois foram juntos a pequena fogueira e então jogaram o pedaço de fogo nas chamas como uma oferenda a Falizia, a deusa do amor. Depois o bolo pôde ser repartido, passando de prato em prato até que todos tivessem um pedaço. Foi se sentar junto com os irmãos mais novos, Ivan e Agnes não estavam mais brigando, o irmãozinho parecia concentrado demais em seu bolo enquanto Agnes ajeitava os cachos rebeldes que insistiam em escapar do penteado. Leo comia alheio aos olhares das outras meninas da sua idade; ainda para fazer quinze anos, ele já era considerado muito bonito e Nico sabia que daqui alguns anos, não haveria moça que não virasse o olhar para vê-lo passar.
A música voltou, Sara e outras moças começaram a cantar uma balada romântica e melancólica sobre um viajante que se apaixona por uma princesa e acaba sendo jogado em uma prisão pelo pai dela. Como todas as tragédias de amor, essa começa com corações palpitantes, olhares incertos e sorrisos tolos, a melodia então muda, o rei descobre e o viajante é pego em uma emboscada. Nesse momento Nico nota um homem alto e careca parcialmente escondido nas sombras, o reconhece no mesmo instante e então fica de pé em um salto e vai apressado até ele. Agradece a música, pois estão todos concentrados demais para vê-lo se afastar.
– Senhor. – ele o cumprimenta respeitosamente, apesar de Balthazar não se importar tanto com aquilo.
Seu empregador tem um rosto severo, olhos fundos e um nariz reto. Seu olhar estava direcionado a festa, ele havia sido convidado, mas Balthazar declinou o convite alegando cansaço da viagem. Sua mãe tinha ficado contrariada, mas a educação a impediu de fazer algum comentário.
– Deu minhas felicitações ao seu irmão?
– Sim senhor, ele ficou muito agradecido. Também gostou muito do presente. – Nico olhou para trás, na direção em que o homem olhava. – Meus pais ficaram felizes em vê-lo e tem comida para um batalhão.
– Não vim para a festa Nico. – e então ele olhou para Balthazar que agora tinha seus olhos pregados nele. Nunca se acostumou com a intensidade do olhar do homem, lhe lembrava o olhar de um gavião rastreando sua caça. – Eu preferia que o horário fosse mesmo inoportuno, mas a nossa contratante tem pressa e quer discrição.
– Ah, outro trabalho?
– Talvez, ela chegará à minha casa muito em breve, uma criada veio me entregar o bilhete. Eu cuidaria disso sozinho, mas ela quer saber quem receberá seu dinheiro e se são aptos a isso, isso significa que ela quer ver você também.
Sua mãe ficaria zangada e Jorge decepcionado, apesar de que ele esconderia bem, ainda assim era o seu trabalho, não podia simplesmente dizer não. Devia ser alguém importante para que Balthazar deixasse a cidade e viesse até a comunidade, estava longe de ser um percurso longo, mas não era típico dele.
– Vou me despedir.
Como previu, sua mãe ficou contrariada, insistindo em voz baixa que aquela não era hora para trabalho. Nico esquivou de suas reclamações e então a abraçou. Tentou ser discreto enquanto se despedia dos irmãos, quando chegou em Arabella, a irmã mordeu o lábio como se tentasse evitar mais um de seus comentários contra seu emprego.
– Você vai viajar? – ela perguntou enquanto abraçava.
– Ainda não sei. – deu um sorriso. – Tentarei vir amanhã.
Balthazar o esperava no mesmo lugar. O homem deu um aceno a sua família e então os dois seguiram na direção da charrete. O caminho até a cidade foi rápido, pouco tempo depois eles estavam ultrapassando o arco de pedra que saudava os viajantes. Andalizia um dia foi um simples vilarejo, mas cresceu e prosperou e agora era uma das cidades mais importantes do reino. As casas pequenas que um dia existiram deram lugar a construções altas, feitas para acomodar muitas famílias. Na área nobre ficavam as mansões com seus grandiosos jardins, no entanto, era no centro que a cidade borbulhava de vida, havia a universidade, o comercio, as escolas e as tabernas, as calçadas eram sempre cheias de pessoas, as ruas tinham um grande trafego de carruagens, charretes e cavalos. Agora, com a lua brilhando no meio do céu, apenas os boêmios permaneciam fora de casa, lotando os bares e tabernas com suas canecas cheias de cerveja.
Seu chefe morava em uma casa de aspecto antigo, com um primeiro andar, em uma parte mais calma da cidade. Outras casas do mesmo porte foram construídas, elas margeavam a pequena praça e depois seguiam pelas ruas. Não era uma casa grande, mas tinha um primeiro andar e espaço suficiente para um homem solteiro. O lugar sempre cheirava a livros, isso porque eles estavam espalhados por todos os cantos. Quando entrou na sala, Nico reconheceu o cenário caótico de pilhas de livros dispostos nos mais diversos lugares. Balthazar dizia que um homem da sua ocupação devia saber muitas coisas, rastrear coisas e pessoas requeria um intelecto alto. Nico costumava pegar alguns livros para ler, mas dúvida que algum dia chegaria a terminar toda a coleção do homem.
Foram para a sala que fora intitulada de sala de visitas, apesar de não parecer uma. Nico circulou o sofá e decidiu permanecer em pé, encostado na parede, batendo o pé no chão nervosamente. Balthazar não disse nada sobre a pessoa que o contatou e nem que tipo de trabalho os esperava. Não soube dizer se isso era um bom ou mau sinal. O homem sentou na sua poltrona, as pernas longas se esticando até tocar na pequena mesa de madeira. De onde está Nico consegue vê a marca de *** no pescoço dele, era a marca que o tornou um mago muitos anos antes, feito pelo próprio ***, o *** renascido.
– Ela já deve estar chegando.
E como se respondesse as palavras de Balthazar, a porta da frente foi aberta. Primeiro ficou surpreso pela a tal pessoa simplesmente entrar na casa de alguém como se fosse a sua, mas o rosto sereno do seu chefe dizia que provavelmente foi um comando dele. Ouviu-a fechar a porta e então vir até a sala, a primeira coisa notou foram os olhos azuis vívidos, tão dolorosamente parecidos com os que um dia ele costumava amar. O reconhecimento o ultrapassou como uma flecha. Sabia quem era a contratante, sabia bem demais.
– Minha senhora. – Balthazar havia se levantando e fez uma pequena reverência. Nico o acompanhou. Estavam de frente para a filha do Duque Prastov, um dos homens mais poderosos e ricos da cidade. – Espero que seu trajeto tenha sido tranqüilo.
– Bastante agradável. O ar da noite é fresco e suave.
Theodosia Pastrov se sentou no sofá com graça e elegância. Os cabelos pretos estavam presos em uma trança, apenas alguns poucos cachos escapavam do aperto da fita. Balthazar a seguiu e Nico pressionou as costas contra a parede como se pudesse se fundir as sombras e então desaparecer.
– Fiquei intrigado com seu bilhete e também com o horário dessa reunião. – Balthazar começou. – Sinto muito, minha empregada já partiu faz algumas horas e não tenho nada a lhe oferecer.
– Não será preciso senhor, pretendo ser rápida. – ela então o olhou, um sorrisinho de reconhecimento cresceu em seus lábios. – Este é o seu assistente?
– Sim, Nico ***. Um dos melhores que já tive.
A mulher o olhou mais um pouco. Era obvio que sabia quem ele era, mas não parecia que iria revelar isso a Balthazar. Seu rosto pálido escondia seus segredos do mesmo jeito que uma rosa escondia seus espinhos. Lembrava da época que trabalhou na residência dos Prestov junto com Arabella. Sua irmã como empregada e ele um faz tudo. Theodosia era uma figura intimidante, ela sempre o deixou nervoso nas poucas vezes em que ficaram frente a frente.
– Bem, você precisará de ajuda para encontrar o que desejo.
– É um objeto ou uma pessoa?
– As duas coisas, na verdade. – responde. Ela hesita, mas então continua. –Há dois anos o meu irmão desapareceu levando algo que pertence à família. Nós contratamos pessoas para achá-lo, mas ele sempre foi muito bom em se esconder.
Deuses Camp Atualizado
Deuses em ordem de ativação :
Umbria (Associado a morte e fantasmas)
Tauria (Associada a guerra e inteligência)
Kasirian (Associado a família e construção)
Enidia (Associada a água e navegantes)
Bartrian (Associado a arte e música)
Setkan (Associado a força e luz)
Falizia (Associada a amor e fertilidade)
Joharan (Associado a viagem e astúcia)
Aranthia (Associada a caça e a proteção dos inocentes)
Lorian (Associado a profecia e justiça)
Orian (Associado a fraternidade e cura)
Anageia (Associada a escuridão e renascimento)

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Deuses - Camp
Tauria (Athena, Ares, Odin)
Bartrian (Dionisio, Pan) Orian (Poseidon, Hefaisto)
Umnria (Hades, Hel)
Falizia (Afrodite, Freya)
Joharan (Hermes)
Zuria (Artemis, Demeter)
Lorian (Apolo, Balder)
Auklia (Perséfone, Hestia)
Setka (Eris, Loki)
Camp nano desafio
1. Você não é bem-vindo (a) aqui.
2. Eu fiz isso pra você.
3. Eu preciso de mais tempo.
4. Ele é velho o suficiente para ser o seu pai
5. Eu já tive o suficiente de você.
6. Você deveria ter me contado
7. Meu deus você é insistente
8. Eles se encontraram no tumulo do pai dela
9. Ele (a) não é o inocente que você pensa.
10. Sim, eu sou um bêbado sábio
11. Obrigada por me deixar vir junto
12. Que lástima, um homem\mulher tão inteligente caíndo em uma armadilha tão rídicula quanto essa chamada amor.
13. Mate ele(a) e o seu amigo também
14. As pessoas me acham estranho (a), já estou acostumado (a).
15. Eu quero que ele\ela sofra.
16. Pelo bem da nossa amizade eu vou fingir que eu não ouvi você dizer isso
17. Não é o dever de uma mulher se anular para que um homem possa crescer.
18. Nada é para sempre.
19. Que adorável; você achou que eu me importava.
20. Você está sangrando
21. Não acho que isso vai dar certo.
22. Eu sinto muito pela sua perda
23. Tem espaço o suficiente pra nós dois
24. No fim, o sangue é mais importante, nunca esqueça isso, a família vem acima de qualquer outra coisa.
25. Patético
26. O que eu faço com o meu tempo livre não é da sua conta.
28. Ele(a) continuou andando, fingindo que não tinha ouvido ela(e) dizendo o seu nome
29. Apesar do que muita gente pensa, eu sou completamente capaz de cuidar de mim mesmo (a)
30. Mais um passo e eu mato você.
31. Você me traiu!
32. Talvez voce não seja livre, mas ainda assim você é mais livre do que eu
33. Olha, eu não estou sentindo nenhum desejo suicida.
34. Todo dia eu preciso de você, todo dia você me empurra para longe.
35. Como você sabia o meu nome ?
36. Não tente fazer isso parecer minha culpa ao invés de sua.
37. Eu duvido que eu vá ser boa companhia, mas sim você pode ficar se você desejar
38. Você diz que me ama. E daí? Você não foi o primeiro e certamente não será o último.
39. Eu sempre quis irmão
40. Apenas a sua presença me trás mais conforto do que voce pode imaginar
41. Ele não vai volta
42. Não importa quantas vezes eu empenhe a minha espada sempre haverá mais sangue nas suas mãos do que nas minhas.
43. Eu te disse.
44. Você vai acordar as crianças desse jeito.
45. Ele é minha responsabilidade, não a sua.
46. Esse\Essa é meu\minha irmão\irmã, então é melhor você se afastar.
47. Não importa o quanto à gente queria, o quanto eu te amei e o quanto você me amou, nós dois simplesmente não eramos para ser.
48. Eu estou apenas dizendo que é um insulto. Eu não vou reclamar, mas é o que é.
49. Você fala dormindo
50. O principe lhe aguarda
51. Você deveria voltar para a sua festa.
52. Coincidência ou destino, eu estou bem feliz por ter te encontrado.
53. Não vou criar outro monstro, eu não vou!
54. Com essa veia para o melodrama você deveria ter tentado uma carreira no teatro ao invés de vir para cá nos aborrecer.
55. Eu estou tão bem quanto eu posso estar dada a situação
56. Você é ridiculo. Isso tudo é ridiculo.
57. Vamos fingir que isso nunca aconteceu.
58. Eu ouvi\vi algo que não devia.
59. Eu acho que ódio mútuo por uma terceira pessoa é uma bela fundação para uma amizade
60. Eu sou corajoso (a), não estúpida.
61. Você é a filha dele, mais do que apenas em sangue
62. Eles podem fazer o que quiser comigo, mas deus os ajude no dia em que eles vierem atrás de você.
63. Eu não quero ouvir sobre os seus problemas.
64. Porque a cara triste?
65. Você devia arranjar uma vida própria ao invés de se preocupar tanto com o que eu faço com a minha.
66. Isso é uma brincadeira?
67. Decepcionada.
68. Não se preocupe, eu não vou contar pra ninguém.
69. Eu sei que você está mentindo para que eu me sinta melhor, mas obrigada por dizer.
70. Você se lembra da época em que você achou que voce estava apaixonado por mim?
71. Deixe-me te ajudar.
72. Eu não estou aqui por você.
73. Isso era o que eu estava tentando evitar.
74. Por favor, não conte para os meus pais
75. Herói e vilão, eu fui\sou os dois.
76. Tem muitas maneiras de ser forte que não envolvem segurar uma espada.
77. Você deveria ir embora antes que você faça algo que você vá se arrepender.
78. Me lembrou de você.
79. Não se apaixone por gente como eu.
80. O que te faria feliz?
81. Você deveria ter me dito que ela estaria aqui.
82. Porque você não olha pra mim?
83. Eu não sou um prêmio a ser ganho.
84. Eu achei que eu tinha deixado esse cômodo trancado.
85. É bom ser desejado (a), mesmo que seja pela pessoa errada.
86. Nós achamos que você estava morto(a).
87. Não vai existir uma terceira chance.
88. Você não está perdoado.
89. Podia ser pior.
90. Eu não vou fingir que eu nunca pensei na possibilidade, mas fazer realmente me parece um tanto extremo.
91. A traição de alguém que você mais ama pode doer mais que a morte dela.
92. Eu não quero ser responsável por voce negar a si mesmo algo que poderia te trazer mais felicidade. Você tem a minha benção
93. Sabe, eu me odeio por ainda procurar pedaços da pessoa que eu achei que você era. Da ficção que você criou para me enganar.
94. Ei. Você está acordado?
95. Eu darei a esse mundo sujo a Rainha que eles merecem.
96. Meu deus, você age como se não quisesse nem mesmo me tocar.
97. Você mima ela demais.
98. Eu sei que ele me detesta, mas o que me interessa é saber se esta é uma opinião que você divide.
99. Nosso amor não é puro, ele dói e machuca e eu não acho que vale a pena.
100. Diga o que eu fiz de tão horrível.
101. Engraçado, achei que estava falando com alguém com o mínimo de inteligencia.
102. O que exatamente você está fazendo aqui?