aquele ali é HÉRCULES? não, claro que não. ela é apenas MAXMILLIAN FERNSBY, um POLICIAL de EDIMBURGO - ESCÓCIA. chegou a zakynthos faz DOIS ANOS e aparentemente está amando a estadia. ele se parece um pouco com AARON TVEIT mas sempre nega isso! MAX tem 36 anos e desde sempre dizem que ele é CONFIANTE, CONVENCIDO. acho que só conhecendo para descobrir! algo em diz que conheceremos muito além disso.
assim como ficou conhecido na época em que ainda se chama hércules, ‘aquele que havia deixado o mundo seguro para a humanidade’, em todas as suas vidas hércules teve como objetivo (ou acabou tendo em algum momento) proteger as pessoas do mal. nem sempre ele fazia porque queria, muitas vezes era obrigado a tal. curiosidade: em todas as suas vidas, hércules teve alguma relação com esportes, uma vez que é dito o fundador dos jogos olímpicos
mas e nessa vida? maxmillian fernsby nasceu em uma família rígida. seu pai era militar e sua mãe professora - foi ensinado desde novo que fazer o bem era ajudar as outras pessoas e ele não teria pra onde fugir. ficaria naquela vida e fim. cresceu disciplinado e focado, pois sabia que a academia militar era seu futuro. mas não era com o que ele sonhava. treinava desde novo atletismo e era o melhor da região. fazia maratonas e realizava alguns treinos de saltos, sendo o melhor. teve de discutir muito com seus pais para que aceitassem o fato dele querer ser atleta, mas eventualmente funcionou. quando conseguiu uma boa vaga para competições locais e, em seguida, boas vagas para competições internacionais, fernsby passou a viver do esporte. seu treinador apostava que eventualmente ele se tornaria medalhista nas olimpíadas, pois realmente tinha talento para aquilo. e no ano que finalmente conseguiu atingir o objetivo de chegar ao mundial, ele acabou rompendo o tendão do ombro e perdendo sua vaga.
a frustração veio a tona, assim como os sermões. como é que haviam deixado que ele tentasse se tornar atleta? podia morar sozinho, podia pagar suas contas, mas meus pais ainda pareciam controlar tudo que ele pensava - eram rígidos e ele buscava sua aprovação, querendo ou não. sem emprego, teve de voltar para a casa dos pais por onde morou por um ano, enquanto se recuperava do rompimento do tendão. considerado como uma decepção para seu pai e um peso para sua mãe, maxmillian eventualmente decidiu que era hora de tomar novos ares. mudou-se para a ilha que uma vez vira fotos - foi o primeiro lugar que pensou, e ele não quis pensar demais.
quando chegou, conseguiu um contato com um colega de seu pai que o inscreveu para a polícia local. disseram que a falta de mobilidade no ombro não afetaria, já que a cidade tinha baixo indice de criminalidade. o problema é que ele acha um grande porre, queria fazer algo de decente e ser mais util para a sociedade do que parar o transito.
curiosidades:
mora sozinho em um apartamento bem bem pequeno.
ainda corre todos os dias pela manhã, as vezes mais de dez quilômetros.
tem de fazer fisioterapia toda semana.
começou a fumar - hábito que ele jura ser temporário.
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∴ ─── Você é uma pessoa extremamente sem graça, sabia disso?” falou revirando os olhos, o problema era que Max estava acostumado consigo, então ele tendia a ser mais difícil de enrolar do que os outros policiais, e também porque, ele parecia apreciar a ideia de tortura-la com a falta de informação. “Mas, isso é um desafio? Porque eu adoro um bom desafio, e seria bem divertido ter isso também como meta na hora de conversar com o pessoal da delegacia.” ergueu uma sobrancelha, sorrindo de canto para ele, aquele era o tipo de coisa que divertia Rory, além das informações e fofocas, um desafio bem colocado só a deixava mais interessada e confiante de que conseguiria exatamente aquilo que queria. “Oh, chega que você me ofende, eu sou uma pessoa adorável.” falou aquilo de uma maneira extremamente dramática, colocando a mão sob a testa e inclinando o corpo para trás, antes de abrir um novo sorriso e soltar uma pequena risada. Voltou seu olhar para ele “Sim, não vejo sentido e ficar dando voltas. É melhor ter as coisas as claras, não acha?” perguntou de maneira sincera. “E eu sei o lugar perfeito, só temos que chegar antes dessa chuva que tá pra cair, não sabia que a previsão do tempo acertaria tanto assim.” comentou olhando para o céu, onde nuvens escuras e pesadas se formavam sob os dois.
“Sem graça? Qual é, Rory, não é isso que as pessoas costumam me dizer. Já ouvi irritante e até mala, mas sem graça? Nunca mesmo” ele arqueou as sobrancelhas e tentou resgatar as ofensas que lhe eram dirigidas no passado, quando o mau humor e a frustração ainda não faziam parte de si. Pensava em convencido, presunçoso e prepotente. Mas definitivamente eram melhores do que as de agora: incapaz, fracassado, mal humorado e aparentemente até mesmo sem graça. Ele acabou deixando pra lá e rindo quando ela perguntou se acabava se tratando de um desafio. Negou com a cabeça e levantou a mão na direção dela, balançando de leve “Não, não, não é um desafio. Você não vai fazer isso, qual é” ele falou levantando a sobrancelha de volta para ela, pressionando os dedos nas costas dela, como se tentasse a convencer. Acabou rindo mais uma vez - algo raro, mas a loira parecia ser boa em arrancar risadas do homem “Adorável? Quem foi que te disse isso hein? Sua mãe?” ele ironizou, antes de apontar para seu carro há alguns metros adiante “Tem razão. Bom saber então, que você tava doida pra sair comigo. Era por isso que estava na delegacia então? O baile foi só uma desculpa?” ele riu e observou as nuvens se formando e franziu o cenho “Não tinha isso na previsão... será que vai chover mesmo?”
Andrew levantou uma sobrancelha para o rapaz no banco do carona, dando uma boa olhada nele antes de voltar a dirigir. Não era um cara que fazia muitas perguntas; às vezes só queria seguir com sua vida. E também não era de ajudar ninguém, já que cada um tinha seus problemas! Só que aquele caso era especial. Estava genuinamente preocupado com Max. Era um sentimento que o incomodava, mas não tinha como lutar contra. “Então… o que aconteceu?” Perguntou finalmente, prestando atenção no GPS enquanto virava uma esquina fora da rota até o endereço de Max. Fazia um bom tempo que não dirigia, mas aquela corrida foi inusitada até pra ele mesmo. Tanto que nem teria tempo de chamar o seu motorista para fazer aquele trabalho por ele. “E a gente vai só dar uma parada antes de chegar na sua rua. Preciso comprar algo.” Ele suspirou pesadamente — se tinha algo que o incomodava mais, era o fato de que tinha que ajudar Helena com seus desejos de grávida. “Você sabe onde eu posso comprar… peixe? Todas as barracas da praia estão fechadas hoje. Mais especificamente…” Ele pegou o celular, dando uma olhada nas mensagens que Helena mandou minutos atrás. “Atum fresco com crosta picante.”
"Do nada eu tenho que dar satisfação pra marmanjo?” ele talvez não devesse falar assim com o prefeito da cidade, mas o homem parecia sempre bancar o protetor para cima dele, apesar das idades similares. A sensação era engraçada, pois Andrew não lhe parecia alguém tão centrado assim para estar se preocupando ou lhe dando conselhos “Dormi na casa de uma amiga, mas achei melhor ir embora antes dela acordar pra evitar as conversas” ele deu de ombros, olhando pela janela “Só que eu deixei umas peças de roupa pra trás, péssima ideia nesse frio” falou com pouco humor e balançou a cabeça negativamente. Quando ouviu, porém, as informações seguintes e o motivo da parada, ele deu risada. Havia ficado sabendo de Helena e Andrew há pouco tempo, talvez ele fosse desatento o suficiente “Eu acho bom você dar um jeito de conseguir, ou ela vai acabar com você” ele deu uma risada e assentiu “Tem um pesqueiro na parte de trás da ilha que sempre fica aberto.”
ele era só um suspeito, ninguém o apontou como culpado ainda, problema era justamente esse ainda. lá estava ele na delegacia para mais um interrogatório, aparentemente queriam verificar algumas pontas soltas, ou seja, o depoimento dele no dia seguinte ao ocorrido no museu não havia sido o suficiente, pelo menos era o que Damien estava pensando. aguardava o detetive responsável pelo caso com certa impaciência e nervosismo, não pela demora dele ou algo tipo, toda aquela situação o colocou num estado de profundo estresse. repetia para si mesmo a todo momento que não havia motivo para tamanho nervosismo, ele era inocente, não havia feito nada, ao menos ele sabia disso, o problema era convencer aquelas pessoas. respirou fundo quando ouviu passos, acreditando que era finalmente @capachodosdeuses . aquela sala começava a ficar um pouco sufocante.
Depois daquele incidente durante o baile, Max sentia-se cobrado. Não por alguém, mas por ele mesmo: precisava saber o que havia acontecido. Ele detestava ser policial, havia sido colocado ali a contra gosto. Porém, havia algo nele que sentia que era seu dever acabar com monstros e manter a cidade mais segura. Talvez fosse por isso que estivesse tão disposto a encontrar o culpado para toda aquela merda. Quando entrou finalmente na sala de interrogatório, dando de cara com Damien, o principal suspeito, ele manteve a cara séria, enquanto sentava diante do homem “Bom, vamos direto ao ponto” ele umedeceu os lábios e apesar de ter colocado seu bloco de notas sobre a mesa, não o abriu. “Seu nome é Damien Saint-Aulaire, correto?” ele perguntou, enquanto o analisava “O que você está fazendo em Zakynthos, Damien?”
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Ele não se importava muito com a opinião de quem ele estava dando uma opinião no qual ninguém tinha perguntado, porque ele era basicamente um ser envolvido em agir de uma forma que não se importava muito com qualquer coisa, então a pergunta fez com que ele risse, porque de fato não importava. “Ah, eu só queria um motivo pra chamar a sua atenção” Foi sincero e direto em dizer isso, tirando um pouco os óculos para que pudesse vê-lo melhor. “Não brinca com isso bonitão, você nem sabe se eu realmente sai de um hospital depois de dias internado…” Soltou no ar o que poderia ser um pouco verdade, apesar do tratamento dele ter sido transferido para a sua casa, Donghae fugiu dele, então meio que fugiu da clínica de maneira indireta. “Mas eu sei que tô bonito mesmo com essa cara de derrota” Deu de ombros, dando um gole generoso de seu café, suspirando em seguida. Ele era proibido de tomar aquele negócio porque um dos remédios que tomava perdia o efeito, mas ele tinha os seus momentos de rebeldia também. “Tô, você tá vestido demais, não acha não? Tira a blusa e eu te digo o que eu acho” Brincou em meio uma risadinha maliciosa.
Franziu o cenho quando ouviu a cantada inesperada, que fez ele endireitar a coluna e cruzar os braços em uma pose na defensiva. Os olhos analisaram o rapaz, tentando entender qual era a dele, e automaticamente Maximillian franziu o cenho “Depois de dias internado você tá bebendo café e cantando os outros que estão praticando esportes?” ele arqueou a sobrancelha “Choices, não é?” ele deu de ombros, pronto para ignorar a presença do rapaz ali, quando a nova fala veio, em um tom mais malicioso e que fez ele arregalar um pouco os olhos, por não ter esperado por aquilo “Você não pode tá falando sério, você saiu de dentro de um filme pornô, cara?” ele perguntou com a testa franzida e logo acabou dando uma risada - estava meio chocado e meio envergonhado “Tá tipo cinco graus.”
com a caixa apoiada com segura em cima do balcão, se virou para ele e cruzou os braços o encarando, esperando que explicação ele daria para ela. lembrar dele? que porra era aquela agora? a expressão de confusão tomou conta da face feminina ao passo que tentava entender o que ele queria dizer. “Edimburgo?” repetiu buscando na memória quando tinha ido para a cidade e as pessoas que haviam conhecido. aquela não era uma época da qual se orgulhava, apesar da avó estar viva, Zoya tinha se transformado em alguém que não se orgulhava, feito coisas que se arrependia e por isso a maioria das memórias dessa época haviam sido enterradas no fundo de sua mente. se lembrou do rapaz com quem tinha se relacionado, Max, atleta, jovem, bonito, carismático e sorridente, não tinha nada a ver com o homem a sua frente, não que o desconhecido fosse feio, só não tinha o brilho que Max tinha. ah não, espera. e se ele fosse o Max? e se ele tivesse se tornado assim rabugento e mal educado por causa da forma como terminaram? por ela simplesmente tê-lo descartado como se não fosse nada. não, não podia ser. ou podia? “Max?” resolveu arriscar o olhando desconfiada e descrente, torcendo para que não fosse ele, no entanto, a voz de sua avó foi quem confirmou tudo com o discurso que o as coisas que tinha feito ruim voltariam pra ela.
A forma que ela repetiu o nome da cidade, fez ele tensionar por algum tempo - talvez não fosse ela. Talvez estivesse ficando maluco e não tivesse nada a ver com a mulher. Mas apesar de terem ficado mais velhos, depois de longos oito anos, duvidava que esqueceria como era a aparência de Zoya. Era impossível, quando ela havia feito parte de um de seus melhores verões da vida. Talvez o melhor. Quando a voz dela porém soou com seu nome, ele assentiu, engolindo em seco. Nem conseguia imaginar como deveria parecer agora, com uma aparência de muito mais velho do que antes, provavelmente pelo mau humor diário causado pela frustração de não ser mais atleta. “Eu. Eu mesmo, eu... não acredito que não te reconheci de cara naquela festa. Eu não queria ter falado com você daquele jeito” falou ao se aproximar e analisar seu rosto e dando um passo na direção dela, oferecendo as mãos para pegar a caixa que ela carregava. “Você... não mudou quase nada. Continua... muito linda. Muito mesmo.”
o olhar dele. heather poderia jurar que viu um resquício de sinceridade, mas ainda sim era muito neurótica para relaxar. principalmente se ele estava tentando a acompanhar até em casa, que era onde ele definitivamente não poderia ir. suas bochechas ganharam uma leve cor vermelha, do tipo que acontecia quando estava ficando nervosa, e então deu uma risada baixa, porque percebeu que ele também estava nervoso. mais que isso, sua passeada de olhares pelo vestido apertado que usava naquela noite lhe denunciava que muito provavelmente ele não mentia. ajeitou parte de seu cabelo que desgrenhara na quase queda e voltou o olhar para ele. ainda não poderiam ir para a casa dela. “tudo bem, max, eu não vou chamar a polícia dessa vez.” sentia na voz dele quase que uma frustração por ela estar indo embora, ou estava sonhando demais? bem, não poderia deixar ninguém triste aquela noite. “er, eu na verdade só estava cansada de estar perto de tanta gente. mas não queria ir pra casa.” se pausou, e teve uma péssima ideia. “você poderia me escoltar até a sua, quem sabe. não tenho mais nada para fazer hoje.”
Era inevitável. Porra, ele não queria deixar o olhar cair mais uma vez, não era respeitoso e ele estava trabalhando. Não podia, não era uma noitada, era um trabalho. Ele estava fardado com os péssimos uniformes e tinha de se manter firme ali - mas era difícil pra caramba quando a loira tinha uma forma de lhe chamar atenção que era complicado de segurar. Acabou dando uma risada baixa quando ela falou sobre não chamar a polícia e acabou passando os dedos na nuca, coçando de leve. De repente era um maldito adolescente. “Não queria ir pra casa? Ah, tá evitando alguém? Ou alguma coisa? Ou só queria ficar com a sensação de sair, ahn,” ele parou de falar junto com ela, apenas para ouvir sua nova sugestão. Oh-oh. Aquilo poderia dar muita merda. Primeiro, ele estava trabalhando, não podia simplesmente parar o que fazia. Segundo, ele poderia estar entendendo tudo errado e ela não querer dizer nada demais. Porém, um terceiro ponto a favor da situação lhe veio a mente: Cindy não estava em casa e era a hora perfeita para chegar com alguém. “Te escoltar até a minha casa?” ele riu “Você quer conhecer onde eu moro, eu deveria me preocupar com seu interesse?” ele balançou a cabeça “Por que não?”
“Está me ameaçando? É isso mesmo ou eu estou entendendo errado?” Jordana questionou, com um tom visivelmente irritado em sua voz. O cruzar de braços só reforçava que ela não havia gostado nada daquilo. “Eu espero mesmo que você não esteja.” Agora seus dizeres foram sérios e ela deu um suspiro. Antes de respondê-lo novamente, a brasileira sentiu a onda inevitável de deboche retornar e um sorriso preencheu sua face mais uma vez. “Que eu saiba, a rua é um espaço público e eu posso muito bem transitar aonde eu quiser.” Deu ênfase na última palavra e foi se afastando de Maximillian, em seguida, passou a desfilar na calçada, como se fosse uma turista. Ao passar na frente dele, Ana lhe olhou com um falso espanto, parou de andar e colocou a mão no peito, como se estivesse realmente supresa. “Meu Deus! Eu serei presa, seu policial? Pode me levar…” Estendeu os pulsos, ainda encenando. “Sou mesmo uma criminosa por estar andando na rua.”Se a baiana não tivesse feito aquela cena iria voltar para casa decepcionada.
A forma como ela o testava deixava Maximillian maluco, mas ele tentava manter a linha. Fechou o rosto, enquanto os olhos a analisavam e logo revirou os olhos “Você cansa as pessoas assim sempre? Faz sentido estar tentando se meter onde não foi chamada, não é como se você tivesse muitos amigos por ai, não é? Você é desempregada também, é isso? Ociosa demais?” ele arqueou as sobrancelhas, tentando falar de forma tão irônica quanto a que ela falava - e pra ele não era difícil! Depois de se tornar um atleta frustrado e esconder essa parte da sua vida, era mais fácil simplesmente ser rude e mal humorado, a vida não tinha lá mais muito humor. “Você pode. Fica a vontade pra ficar na rua o quanto quiser. Mas não aqui,” ele apontou para o museu “não na porra da cena do crime.”
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∴ ─── ’ Rory possuía um dom especial, e mesmo quando sequer tentava, só com sua presença conseguia fazer com que as pessoas se abrissem e lhe contassem coisas, mais do que ela queria saber as vezes, e era exatamente o que esperava fazer com Max, e estava quase conseguindo, ele estava prestes a falar algo que não deveria, quando voltou a realidade e se interrompeu, o que fez com que a loira soltasse um pequeno e discreto suspiro de frustração. “Ah, não! Continua, você estava prestes a me contar um segredo, vamos lá.. sabe que eu sou ótima com eles, por favorzinho.” fez um biquinho e uma cara de pidona, no fundo sabia que não funcionava com ele, mas irritar Max também estava entre os prazeres do dia a dia. “Well, I prefer to be called ruler of all that is evil, but I will answer to Satan.” disse fazendo graça e piscando pra ele, e dando um beijo em sua bochecha antes de soltar o abraço. “Precisa sim, o senhor é sempre muito tenso, abraços servem pra relaxar.” riu dando de ombros, ainda sem soltar totalmente o braço dele. “Ok ok. Esse é seu jeito de me convidar pra sair? Bem rústico.” respondeu ponderando por um momento, encarando o rosto do outro. “Mas claro, eu ão tenho nada pra fazer agora mesmo.”
"Não vou contar segredo nenhum, Lorelai, nem começa... Só falei pra despistar o cara, você não vem não. Dele você talvez tirasse algo, mas agora que eu sei que você tá por perto não vou deixar as coisas tão simples assim, uh?” ele arqueou as sobrancelhas na direção da loira com um sorrisinho breve no canto da boca. Acabou dando uma risada e apertando os dedos na base das costas dela quando ouviu ela dizendo como preferia ser chamada, e apenas balançou a cabeça “E poucos acreditariam se eu dissesse, seu sorriso engana muita gente. Mas pode ter certeza que não me engana mais” ele piscou de volta, achando graça no que ela falava. A risada aumentou de tom ao ouvir a pergunta - aquilo era um convite? Não sabia dizer, talvez não. Mas não se importaria nada se fosse - há muito tempo Max era descompromissado e tranquilo com aquele tipo de assunto. “Você é sempre assim, direta ao ponto?” ele deu uma risada breve e assentiu “Vamos, vamos então. Também não tenho o que fazer” na verdade tinha, mas ele fugia do trabalho, sempre que era possível.
pousou o queixo na mão e arqueou a sobrancelha observando o movimento masculino. “palavras sensatas, mas o tom poderia melhorar” comentou antes de se inclinar levemente na direção dele. “pelo menos já aprendeu do que uma grávida é capaz, podia ensinar isso para outras pessoas” murmurou num tom que misturava ameaça com diversão, antes de voltar a se recostar na cadeira, com o canto dos olhos observou os passos se movendo por baixo do vão da porta. “vai ser um inferno sair daqui” suspirou antes de ter uma ideia, voltou o olhar para o homem, fitando-o avaliativamente. “qual seu preço para se passar por uma mulher grávida e despistar os fotógrafos que estão na porta?” estava disposta a pagar a quantia que fosse, um pequeno plano se desenvolvia na mente perspicaz, se ele não aceitasse poderia tentar subornar a garçonete, não tinha nada a perder ali além da privacidade mesmo.
"Certo, vou manter isso em mente” ele disse em um tom entre o mau humor e o deboche, dando de ombros conforme ela falava “Você parece firme o suficiente,” ele apontou para o celular que anteriormente estava no ouvido dela “aposto que a pessoa aprendeu exatamente o que você quer que ela tenha aprendido” falou dando uma risada baixa, e desviou os olhos para o próprio café que bebia. Quando a voz soou mais uma vez, Maximillian virou-se para a morena com curiosidade, dando uma risada baixa logo em seguida “Você tá brincando né? Você deve estar brincando.” falou balançando a cabeça “E você quer que eu me passe como? Colocando as mãos dentro da roupa e fazendo uma barriga? Colocando meu capuz?” parecia sorte mas ele vestia um moletom com gorro, apenas por ter acabado de correr há pouco tempo “Quão sério você está falando? Você é famosa ou algo assim?”
“acho que nunca comi…” conteve a vontade de rir com a sinceridade alheia, não achando nojento imaginar isso, mas nunca viu. talvez a imagem fosse nojenta. “depois me diz se é bom, se você experimentar…” e se a gente se encontrar de novo, complementou mentalmente. apertando as mãos na barra do carrinho, ficou se perguntando se conseguia mesmo fingir que nada aconteceu; que não fora grosseira. antes que pensasse em uma maneira de encerrar a conversa, o escutou puxar outro assunto, já respondendo de prontidão. “ah! é, eu não costumo vir aqui. me contaram só que as promoções são boas, e as coisas também. aí… decidi passar. e você? vem sempre aqui?”
"Legal. Digo sim, pode deixar. Eu te... mando uma mensagem.” ele disse com algum riso na voz, pois não achava que realmente mandaria uma mensagem, não se lembrasse do que já havia acontecido. Ok, talvez fosse culpa de algum orgulho de sua parte, ele podia até não se orgulhar daquilo, mas não importava muito. Deu de ombros, cruzando os braços, como se fosse uma pose na defensiva. “Sim, venho aqui geralmente” que porra estavam fazendo? Papo de supermercado? Não fazia nenhum sentido. “Nada de mal entendidos entre a gente tá? Não sei se tá pensando nisso, mas”
heather não acreditava. parecia que tinha uma espécie de imã quando o assunto era @capachodosdeuses, que ódio. era a segunda ou terceira vez que encontrava com o rapaz na semana? claro que zakynthos não era uma ilha muito grande, então cruzar com as mesmas pessoas durante o seu dia era algo normal. naquele caso específico, entretanto, a loira tinha seus motivos para estar neurótica. e se não fosse uma coincidência? era muito possível que estivesse conduzindo uma investigação. felizmente, tinha acabado de vender de tudo que carregava. a informação da transferência no paypall ainda estava acesa em seu celular, e ela sorriu, enquanto jogava o sobretudo por cima dos ombros. parecia que não precisaria se preocupar mais com fevereiro. tinha consigo apenas o para o próprio consumo, mas provavelmente o mais inteligente a se fazer era ir embora do bar. caminhou até a porta enquanto ajeitava o vestido preto sobre o corpo e uma vez do lado de fora, claro que quis acender um cigarro para poder desfrutar da caminhada até seu apartamento. por que não? pausinha para pegar o isqueiro em sua bolsa, cigarro aceso, agora poderia se virar e "AAAH!" trombrou direto contra o corpo de maxmillian, sem conseguir conter um grito de puro susto. como ele tinha se teletransportado até ali? "ar mhaithe le fucks, cad é an fuck iarbhír! (for fucks sake, what the actual fuck)" ela se pausou, e abandonou o irlandês para acrescentar: "que susto maldito, está tentando assassinar alguém? quase derrubei meu cigarro."
Não era como se estivesse a seguindo ou coisa assim! Claro que não, não tinha motivos para fazer isso. Diferente do que sentia a respeito de algumas pessoas - desconfiança, atenção redobrada, um desconforto ou presságio de alguma merda - com Heather ele sentia que apesar de alguns burburinhos, ela era uma pessoa boa. E quando acabava a encontrando, sem querer, era como se quisesse tira-la de possíveis situações esquisitas em que ela parecia sempre se meter. Naquela noite não foi diferente! Viu ela entrando no bar e estava em uma ronda! Por acaso ficou por ali, observando - não que ele estivesse a vigiando ou fosse um esquisito. Apenas queria aparecer pra protegê-la caso algo acontecesse, só isso. Ele estava prestes a entrar quando acabou trombando com ela, saindo. “O-Oi! Oi, e ai? Foi mal. Eu tava dando uma olhada, ronda padrão sabe?” Ele se justificou - como se tivesse algum receio dela achar que ele estava vigiando. “Tudo bem? Já tá indo? Desculpa o susto… você ta indo pra sua casa? Quer companhia? Segurança particular,” ele deu uma risada fraca - porra não sabia mais falar com mulher? “brincadeira. Mas se quiser, sabe, pra compensar pelo quase assassinato e a quase perda do cigarro.” Tentava manter os olhos nos dela e não no decote daquele vestido que chamava atenção. Olhos, Max, olhos. Foco nos olhos.
florencia gostava de achar que era bastante saudável afinal com a marca de sua família e sua alimentação impecável era de se esperar um corpo bastante nutrido, o único problema de fato era que entre se alimentar bem e ser ativo existia uma grande diferença, e ela estava começando a sentir. “pelo amor de santo augustinho e sua celestial graça, eu vou ter um infarto aos meus plenos trinta e três anos e o senhor eu to sempre de mal humor acha isso engraçado? i am in pain!” falou enquanto segurava o peito em suas mãos em busca de algum conforto não conseguia entender como @capachodosdeuses conseguia correr tão rapidamente mas sabia que jamais tentaria acompanhar o passo do outro mais uma vez. “eu não to sendo dramática, eu estou tendo uma emergência médica, pode ligar pra 911 ou qualquer número que for, eu prefiro ser internada do que admitir que você ganhou a aposta, cadê meu celular?” perguntou retoricamente tirando o celular do bolso. “qual o número mesmo?"
Maximillian corria ao lado de Florencia achando graça de toda situação. Tinha certeza de que ela não aguentaria nem dez minutos, mas ela o surpreendeu! Não aguentou nem mesmo dois minutos inteiros no mesmo ritmo que ele. Era impossível não achar graça e rir da situação, por isso, ele continuava correndo, para não deixa-la tão sem graça. Mas conforme as reclamações foram vindo, a risada ia aumentando. “Tu tá brincando, é, Floren? Porra a gente não fez nem cinco minutos! Eu te disse que tu ia perder, que era melhor não apostar nada.” ele continuava se mexendo, mas foi parando conforme ela parava de correr também, parecendo afetada. “Você não vai ligar pra ninguém não, se você tiver uma parada cardiorespiratória a gente torce pra alguém aqui, tipo aquele senhor lá,” apontou para um homem com pelo menos o dobro da idade deles, que corria sem qualquer dificuldade “saber fazer boca a boca pra te salvar. Porque a gente só vai parar depois que você admitir que eu ganhei” pegou o celular da mão dela e olhando pra ele “Puta merda isso é de que ano?”
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∴ ─── ’ Desde que chegara a cidade Rory tinha feito questão de se fazer conhecida para os polícias, afinal, a polícia sempre tinha as informações mais interessantes e muitas vezes em primeira mão, e como não gostava de ficar de fora, tinha de conseguir algumas amizades dentro do departamento. A loira conversava animadamente com um dos polícias, ele estava quase lhe dando o que ela queria, informações sobre o ocorrido no museu, quando Max resolveu aparecer e se meter no meio, fazendo com que Lorelai revirasse os olhos de maneira discreta, e ele ainda tinha a pachorra de fingir que não a conhecia, mas decidiu que seguiria a deixa dele, depois o faria pagar por isso. “É mesmo, acho que escolhi a pessoa certa então.” disse sorrindo para o tal Fred, que pareceu abrir um sorriso ainda maior, homens, como era fácil manipula-los. Quando o homem voltou a delegacia e saiu de sua vista, ela se virou para Max cruzando os braços em frente ao corpo. “Sem graça, você é extremamente sem graça.” comentou mostrando a língua para o outro, permitindo que ele a tirasse dali. - “Mas não se preocupe meu querido, você nunca mais vai precisar passar por isso, fingir que não me conhece.” falou com voz melosa o abraçando só pra irrita-lo.
Assim que o outro policial entrou na delegacia, o olhar se voltou para Lorelai - em um misto de irritação e de cumplicidade. Ela era foda, não no bom sentido. Parecia estar em todos os lugares, e ele assumia o problema de tentar controla-la, quando parecia necessário. “Sem graça? Eu estou trabalhando aqui, dando meu máximo, pra manter as coisas confidenciais e sigilosas... não não, eu não vou deixar você,” ele apontou pra ela com um sorriso mínimo “sair divulgando as coisas por ai, Rory, not today Satan” ele usou a palavra em um tom de brincadeira, logo antes dela passar os braços por si em um abraço - era impressionante como ela parecia gostar de abraçar apenas porque sabia que ele não era o maior fã disso. “Precisa ser apertado assim? Vamos, vamos embora logo, antes que ele volte.” ele apontou pro próprio carro, não o de trabalho, o pessoal. “Você me deve um hamburguer depois dessa, é o que eu acho. Vamos lá, você que vai pagar”
Estava sentado em um banco enquanto observava as pessoas fazendo os seus exercícios matinais, Donghae tinha uma imagem completamente diferente do que era visto ali, pessoas com um ar de saudável e cuidadoso, enquanto Donghae estava desalinhado, com um par de óculos escuros para suportar a luz do sol que invadia o seu espaço pessoal, um copo de café para se manter acordado e os cabelos completamente desgrenhados, sinais de quem havia exagerado um pouco na noite anterior. E estava basicamente julgando quem estava cuidando da própria saúde, não no silêncio de sua mente maldosa, mas em voz alta e diretamente para a pessoa em questão, sorrindo quando recebia uma expressão não muito feliz com o que acontecia. “Isso está bem capenga” Disse para a próxima vítima, dando de ombros após isso. “Você é meio capenga, não acha? Não deixa de ser gostoso por isso, mas nessa coisa de se exercitar…” Fez um círculo invisível no ar como se desenhasse as atividades feitas pelo homem.
Depois da corrida que realizava todas as manhãs, Maximillian parou em um ponto da praça local para fazer alguns exercícios de calistenia - exercícios de força, mas sem peso adicional além do próprio peso do corpo. Mas foi quando ouviu a voz masculina soando em sua direção que franziu o cenho. Por um segundo, achou que ele não deveria estar falando dele, mas quando ouviu a palavra gostoso soando junto ao resto, automaticamente reconheceu que era para si. Podia ser mal humorado, mas não significava que era extremamente convencido. “E desde quando isso importa?” ele perguntou com um riso irônico “Não acho que eu esteja mais capenga do que você ai com cara de quem acabou de sair do hospital depois de dias doente ou coisa assim” ele colocou as mãos na cintura “Tá incomodado, por acaso?”